Coluna Ouvhinddoh Meshuggah Nashuvvah: As 7 Melhores “Viradinhas” do Metal

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“Viradinhas”. Um amigo meu criou esse termo e eu gosto muito de usá-lo, porque faz muito sentido a partir da primeira vez que você interliga o nome ao acontecimento dentro de alguma música.

Esse fenômeno das composições é simples e tímido, mas muito reconhecido pelos amantes do ritmo, quando esses identificam uma bela mudança em meio a uma música, sendo essa “viradinha” pequena e escondida ou grandiosa e demorada. Além disso, ele se caracteriza pela mudança rítmica ou temporal dentro da música, que geralmente pode ser melhor percebida pela bateria ou outro tipo de percussão utilizada, pois são esses os instrumentos que costumam marcar o tempo. Isso estranhamente causa prazer aos ouvidos de algumas pessoas, enquanto para outras, não há nada de especial nas “viradinhas”.

Apesar de acontecer em todo tipo de gênero musical, vou exemplificar com um dos estilos em que essas mudanças mais acontecem, e meu preferido, listando aqui vários trechos de músicas de Metal.

Vejam com seus próprios ouvidos e mentes:

(os tempos marcados são “antes da ‘viradinha'” – “fim da viradinha”, portanto é interessante observar os trechos anteriores e posteriores aos tempos marcados, para observar melhor o que acontece em cada música.)

 

  1. Meshuggah – obZen (3:02 – 3:13)

A guitarra começa sozinha, repetindo um padrão de notas. Posteriormente, a bateria acompanha o padrão, mas, juntos, os dois instrumentos cortam o fim da última repetição, o encaixando no riff seguinte, causando essa sensação mágica da “viradinha”.

 

  1. Meshuggah – Do Not Look Down (0:00 – 0:24)

A música começa com a bateria acentuando notas específicas da melodia, e o riff é repetido algumas vezes. A “viradinha” acontece modificando a acentuação das notas, enquanto a melodia continua sendo a mesma, causando a mesma sensação mágica. Esse tipo de fenômeno é explicado no video https://www.youtube.com/watch?v=oQYykIoEKP4&t=1500s, por Jan Zehrfeld (guitarrista do Panzerballett, banda também utilizada como exemplo aqui abaixo)

 

  1. Panzerballett – Vulgar Display Of Sauerkraut (1:21 -2:04)

A guitarra inicia sozinha e é acrescentada da bateria. Logo, a banda toda muda para outro riff e o repete algumas vezes com mudanças entre uma vez e outra. Em seguida, retorna ao primeiro riff, tocado com acentuações em notas diferentes da primeira vez. E depois, as acentuações mudam novamente, deixando-o mais pesado. Por fim, a música caminha para um trecho mais tranquilo.

 

  1. Haken – 1985 (8:38 – 9:08)

A virada na bateria é feita junto com os outros instrumentos e leva a música de um riff mais rápido para outro mais lento e pesado. Logo depois, a bateria muda a contagem de tempo, finalizando a música com uma polirritmia entre o prato que marca o tempo e o restante do que é tocado.

 

  1. Haken – The Architect (4:49 – 5:03)

O riff com tempo quebrado é iniciado e tocado duas vezes. Na terceira vez, a bateria marca e acentua tempos diferentes, causando o efeito da “viradinha”.

 

  1. Haken – The Architect (12:01 – 13:18)

Sem palavras. Tire suas próprias conclusões.

 

Pra finalizar:

  1. Animals As Leaders – Inner Assassins (1:38 – 2:36)

 

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Rhaud é compositor e criador de jogos e escreve exatamente sobre isso em sua coluna Ouvhinddoh Meshuggah Nashuvvah.
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