Olá! Este post é para apresentar ou lembrar a todos de algumas coisas legais de gente legal, como o lançamento do livro do André de Meijer, o último episódio do 5INCO, do Marcelo Bacellar e um trabalho de digitalização de K7s “Demo-tapes Brasil”. Ainda gostaria de compartilhar um vídeo doméstico sobre como o metal bagunça a vida da pessoa.
Livro “Cartas da Mata Atlântica: histórias da natureza do litoral paranaense”.
Há pouco tempo foi lançado o livro do André de Meijer, que já citei aqui em outro artigo. André, que depois de anos escrevendo suas “Cartas” tratando de suas observações científicas do ambiente natural onde residiu na Mata Atlântica, as quais enviava por e-mail à amigos do Brasil, Holanda (seu país de origem) e outros, reuniu todo este rico material e organizou esta publicação. O Livro pode ser comprado na loja da Amazon. Lá, no link “look inside”, pode-se dar uma espiada no conteúdo, prefácio e introdução.
5INCO – Edição Final, com Rodrigo Dead Fish
Com a 10ª edição do programa/vídeo/entrevista “5INCO”, o Marcelo Bacellar completa este trabalho com uma baita entrevista com Rodrigo, membro da banda Dead Fish. O trabalho completo foi, segundo o próprio Marcelo, “uma série de gente que curte trocar ideia sobre o punk. Temas discutidos como conversas de porta de show, mesa de bar ou chat do mirc”. Segue o vídeo do último episódio e também links para todos as edições.
Links:
Extra: 5 Perguntas para Fabio Mozine sobre hardcore japonês:
Demo-tapes Brasil – Descubra o maravilhoso mundo do Rock feito em fita cassete nos anos 80 e 90
Sim, é difícil se livrar do passado! E esse cara fez um favor aos saudosistas, digitalizando um grande número de gravações das mais variadas. Edson Luís Souza organizou um belo acervo, com gente como Adjustment, Detrito Urbano, Voices, Anões de Jardim, Cólera, e por aí afora. É só entrar no link disponível na página do projeto e baixar. São 553 títulos!
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Estamos a ‘60’ meses sem dependência de jogos de cartas.
Estamos a ‘0’ meses sem dependência de jogos de cartas.
É isso aí. Depois de um período de cerca de 5 anos sem me envolver com jogos de cartas, especificamente o TCG (Trading Card Game) Yugioh, resistindo bastante para poder manter uma vida minimamente produtiva dando espaço a tantas coisas descentes e louváveis, eis que estou novamente envolvido! Talvez não dure muito, mas já foi o suficiente para eu gastar um bom tempo me atualizando quando à evolução das regras e aos novos ‘cards’ que estão funcionando bem hoje em dia. E para não ser um desperdício total, vou compartilhar estas pesquisas, que foram especificamente voltadas para um ‘set’ de cartas conhecidas como “Counter Fairy”, ou Fadas e Armadilhas de Resposta.
“Counter Fairy” não é o “set” mais atual nem o mais eficiente do jogo, mas com o lançamento do novo Deck Estrutural voltado para esta mecânica, alguns suportes ajudaram bastante e com um investimento pequeno achei uma boa ideia tentar montar o deck, e me divertir jogando. A estratégia básica é ativar armadilhas de resposta (counter traps) e com isso, além de negar as ações do oponente, obter vantagens a cada negação, como novas invocações especiais e envio de cartas do deck para a mão.
Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!
Alguns bichos novos tem efeitos com a ativação das armadilhas de resposta, e o interessante é que estes bichos fazem o trabalho “assim que a trap é ativada”. Isso significa que não vão iniciar uma corrente (chain), ficando difícil destes efeitos serem negados pelo oponente, como é o caso de “Meltiel, Sage of the Sky” e “Minerva, Scholar of the Sky”, que com a carta “The Sanctuary in the Sky” ou “The Sanctum of Parshath” em campo, podem respectivamente, destruir uma carta do oponente e voltar uma trap do cemitério para mão; “Layard the Liberator”, que faz voltar duas Fadas removidas para a mão; “Power Angel Valkyria”, que te permite buscar uma Fada do deck para mão; e a já conhecida “Bountiful Artemis”, que lhe dá uma compra extra do deck.
Como as armadilhas de resposta geralmente tem um custo, pagando pontos de vida ou descartando cartas da mão, uma opção ótima é “Guiding Ariadne”, monstro com efeito pêndulo te libera de pagar este custo. Junto com “Luster Pendulum, the Dracoslayer” faz um combo ótimo ao destruir “Ariadne”, buscar uma nova cópia dela no deck e utilizar o efeito monstro que foi destruído para buscar uma armadilha de resposta do deck para mão. “Ariadne” ativa seu efeito de monstro mesmo enquanto utilizada como magia, já que, ao resolver, não está mais na zona de magias. E ainda, com dois pêndulos no campo, é possível fazer uma invocação pêndulo da “Ariadne” destruída.
Outra carta interessante é “Sacred Arch-Airknight Parshath”. Com a armadilha “Rebirth of Parshath” ativando e resolvendo, pode-se buscar o “Parshath” do deck e invoca-lo no campo. Ainda, com “Power Angel Valkyria” no campo e um efeito/magia/armadilha sendo negado, busca-se o “Parshath” do deck para mão, e com seu próprio efeito de remover duas Fadas de qualquer lugar, é só fazer sua invocação especial da mão.
Para quem quiser se arriscar e encontrar um bom equilíbrio, há os “Herald”, que podem negar ações do oponente direto da mão, e fazer efeitos de “Power Angel Valkyria” e “Sacred Arch-Airknight Parshath”, esta, mesmo da mão ou cemitério.
Com um investimento maior, pode-se ainda dar maior velocidade para o deck com cartas de mecânica de compra, e ainda descolar umas armadilhas melhores que negam invocação de monstros. E claro, um extra deck com mais algumas surpresas para salvar a vida em situações mais complicadas. Mas já aviso que aí a brincadeira começa a ficar cara.
Em pesquisas sobre o funcionamento do deck, encontrei várias opiniões diferentes. Muitos jogadores experientes disseram, com estes novos lançamentos, que este deck seria um candidato a “meta” (decks muito eficientes feitos para ganhar jogos e campeonatos). Outros já não acreditam tanto na sua eficiência. Em minha opinião, com todo o suporte (caro) necessário, pode-se dar bastante trabalho para os decks “meta”, mas vai exigir muito conhecimento dos decks mais encardidos, pois saber a hora correta de negar os efeitos do oponente e o que fazer com os benefícios, é parte integrante da estratégia.
Enfim, depois de utilizar por muito tempo, lá atrás, “Gladiator Beast” e algumas outras coisas mais “for fun”, estou gostando de testar estas Fadas e principalmente, aprender sobre as novas regras e decks atuais. E digo, o jogo não tem nada de brincadeira, e com as a grande diversidade de Pêndulos e os novos monstros Link, a exigência mental está absurda. Pelo menos vou adiar o alzheimer por alguns anos, e, na possibilidade de eu continuar vivo até a velhice, o cérebro vai estar um tanto mais ativo.
Agradecimentos ao Thiago Bittencourt pela leitura de revisão e ao Johan “RHAUD” (colunista de jogos em Jorle) que desde sempre me ensinou a jogar e é grande parceiro na discussão de estratégias.
Yu-gi-oh é um jogo de duelo de monstros, jogado com cartas, onde o jogador que conseguir liquidar os pontos do oponente primeiro ganha a partida, batalhando seus monstros contra os do oponente. Para isso são utilizadas cartas de monstros, que possuem um valor de ataque e de defesa e geralmente algum efeito, cartas de magias e cartas de armadilhas.
Yu-gi-oh é um jogo com Propriedade Intelectual, ou seja, há um registro exclusivo para a empresa que gere a marca, que tem exclusividade para a fabricação, distribuição, criação de novos conjuntos de cartas, novas regras e ainda a organização de um ranking e campeonatos por todo o mundo.
Os “cards” são vendidos aos jogadores e o preço pode variar bastante, basicamente segundo a raridade e importância de cada carta no jogo. Cartas podem custar de alguns centavos até algumas centenas de reais. Por ser um TCG, há uma cultura de trocas que está vinculada aos jogos. Ou seja, o que você tem e não precisa você pode trocar com outros jogadores e assim obter as cartas certas para sua estratégia de jogo.
De 1999 a 2016, já haviam sido lançadas 7649 cartas diferentes do jogo. Este número já deve estar perto de 13000.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Olá. Nas últimas semanas carreguei comigo uma câmera fotográfica para registrar algumas impressões da cidade (Curitiba). São imagens do dia a dia, indo e voltando dos lugares de ônibus e a pé. Boa parte das imagens foram feitas da “janela da direita” do ônibus. Utilizei uma câmera simples digital, pequena, daquelas que não exigem nenhum talento técnico, mas ótima para se carregar por aí. São 22 fotos, sem comentários, mas adicionei um nome a cada imagem. Segue então:
Ensaio de Imagens Digitais: “Janela da Direita”. Ricardo GosWod, CWB, 2017
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Gostaria de saber qual a melhor forma de ingressar como profissional na área de “SOCIEDADE”. Tenho duvidas quanto a validação da carreira, caso seja um mercado regulamentado, futuramente penso em investir em aplicações de baixo risco para retorno a curto e médio prazo. Me parece ser um ramo novo, abrangente e promissor.
Se alguém puder me ajudar, a princípio tenho preferencia pela área de mídia de ego e embromação formal/informal, e muita facilidade em GRUDAR assuntos aleatórios; não sou muito bom em polêmicas mas aprendo rápido. Sugiro para o cargo a nomenclatura: “GRUDADOR DE ASSUNTOS DA SOCIEDADE “.
O profissional responsável por grudar assuntos e os transformar em polêmica atualmente é um estrategista dourado e tem feito um trabalho digno de louvor, mesmo assim eu gostaria de uma chance. Estou desde já me especializando em formação de opinião através canais de video e afins, e comprei uma apostila de como aplicar persuasão e convencimento para as massas em um simples nó de gravata. Minha mãe está lendo, mas depois ela me explica de um jeito que eu entenda.
Como dito anteriormente sou bom em grudar assuntos sem qualquer ligação aparente, principalmente aqueles que desprezo, como artes plásticas, música, literatura, etc; as vezes simplifico demais, mas gosto de participar fervorosamente e fazer a minha parte de qualquer forma…
Na prática da profissão eu divulgaria amplamente verdades absolutas como por exemplo: “…o responsável pelo estupro de um bebê de quatro meses semana passada na minha cidade (verídico, mas teve pouca repercussão) teve notável influência artistica a partir da constatação histórica de uma simples quina de mandolate que emperrou entre os dentes de leite do pintor Caravaggio em 2027 num momento confuso em que o jovem artista vislumbrava o futuro dos games violentos através da chama de uma vela feita com a gordura da rara e indistinta baleia abstrata do sertão pernambucano..” …consigo ir criando assim ininterruptamente e com propriedade, o que me leva a crer que estou apto pra empreender e me relacionar com os coerentes usuários dessa grande empreitada coletiva chamada “sociedade”, digna do melhor do meu coração. Sempre.
ps. Tenho um probleminha com dupla personalidade, então não mencionei que sou artista da arte independente, tenho 34 anos e faz 34 anos que eu me preparo pra fazer o que eu faço hoje. “Polêmica” de qualquer espécie, até onde eu sei é moeda e serve pra quem está confuso se sentir atualizado, seguro e atuante; Não me diz respeito.
Já que o momento discute polêmica ligada a arte, caso tenha alguém online realmente querendo mostrar que se importa com arte pode ajudar dando uma olhada nas cotações abaixo e tomar uma atitude cidadã a respeito, comprando e mandando entregar tinta aqui em casa.
*Não desenho só flores e peixinho…arte não é um padrão de enfeite chique pra clínica moderna ou sala de estar. Uso tinta simples de parede e pincel simples de parede, sou um operário da arte que acredita no sublime das coisas simples.
Num lugar ruim, numa época pior, mas ainda com carinho pelo que faço. Pondere.
Seguindo no sentido de indicar gente bacana fazendo coisas bacanas, tenho aqui umas boas pra mostrar.
Nariz Solidário
A primeira coisa bacana, bonita e importante, é a Campanha de apoio financeiro para o Nariz Solidário! Eles São um “grupo de palhaços e palhaças que levam arte, alegria e humanização a hospitais de Curitiba e Região Metropolitana que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do trabalho voluntário”.
O Grupo está com uma campanha para juntar fundos para Manutenção de site, despesas gráficas e formação. É rapidão, e dá pra fazer contribuições à partir de R$3,00 (isso mesmo, TRÊS reais!) mensais. Você pode contribuir com mais também. Bora lá!
Se quiser mais informações sobre cursos, atividades e espetáculos com palhaços e circo, fale com o Nilo. Velho conhecido que pode lhe ajudar.
5INCO N°9
Outra coisa bacana: quero lembrar que o Marcelo continua com seu trabalho de entrevistas 5INCO, com gente que entende muito de bandas e música em geral. Neste novo episódio (09) a bronca é com PEDRO PONEY, “membro fundador das Violator e Abismo, além disso ele tem um podcast chamado Deep Sleep” (descrição rápida por Marcelo ).
E veja também as playlists que o Marcelo tem mandado…que estão ótimas!
Amigos SKT Pista do Gaúcho + Stencil
Por fim, gostaria de agradecer ao convite pra um rolê de SKT com os amigos, esses dias atrás, na Pista do Gaúcho. Como meu tornozelo vai precisar de reparos, tive que me ocupar de fazer umas filmagens toscas, mas ainda assim foi ótimo encontrar o pessoal. Muitas conversas sobre as antigas “gangues” de skatistas da cidade ressurgiram (Daggers, Sktr Macabre, Mui Loko) e isso me lembrou que já passou da hora de contar melhor estas histórias! E ainda rolou um belo “stencil” ao vivo do Afrika Bambaataa, pelo brother Olho. Veja aí o filminho podrera do rolê! Ao som da banda descoladaça do Rafael, The Fucking Shits.
Pode ser uma especulação minha, ou uma conclusão baseada em conversas com um monte de amigos, mas essa história de gente velha ocupando os picos de skate parece estar só começando! Há uma geração toda que está ficando madura e ainda está por aí. Aqui no Brasil a grande maioria dos da geração de pioneiros está de alguma forma praticando, e muitos, mandando muito bem!
Obrigado por ler. Marquem essa gente, visitem seus links e curtam seus trabalhos! É isso. Abraço. Até mais!
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
“Viradinhas”. Um amigo meu criou esse termo e eu gosto muito de usá-lo, porque faz muito sentido a partir da primeira vez que você interliga o nome ao acontecimento dentro de alguma música.
Esse fenômeno das composições é simples e tímido, mas muito reconhecido pelos amantes do ritmo, quando esses identificam uma bela mudança em meio a uma música, sendo essa “viradinha” pequena e escondida ou grandiosa e demorada. Além disso, ele se caracteriza pela mudança rítmica ou temporal dentro da música, que geralmente pode ser melhor percebida pela bateria ou outro tipo de percussão utilizada, pois são esses os instrumentos que costumam marcar o tempo. Isso estranhamente causa prazer aos ouvidos de algumas pessoas, enquanto para outras, não há nada de especial nas “viradinhas”.
Apesar de acontecer em todo tipo de gênero musical, vou exemplificar com um dos estilos em que essas mudanças mais acontecem, e meu preferido, listando aqui vários trechos de músicas de Metal.
Vejam com seus próprios ouvidos e mentes:
(os tempos marcados são “antes da ‘viradinha'” – “fim da viradinha”, portanto é interessante observar os trechos anteriores e posteriores aos tempos marcados, para observar melhor o que acontece em cada música.)
Meshuggah – obZen (3:02 – 3:13)
A guitarra começa sozinha, repetindo um padrão de notas. Posteriormente, a bateria acompanha o padrão, mas, juntos, os dois instrumentos cortam o fim da última repetição, o encaixando no riff seguinte, causando essa sensação mágica da “viradinha”.
https://youtu.be/W3v3RvXRiuY?t=172
Meshuggah – Do Not Look Down (0:00 – 0:24)
A música começa com a bateria acentuando notas específicas da melodia, e o riff é repetido algumas vezes. A “viradinha” acontece modificando a acentuação das notas, enquanto a melodia continua sendo a mesma, causando a mesma sensação mágica. Esse tipo de fenômeno é explicado no video https://www.youtube.com/watch?v=oQYykIoEKP4&t=1500s, por Jan Zehrfeld (guitarrista do Panzerballett, banda também utilizada como exemplo aqui abaixo)
Panzerballett – Vulgar Display Of Sauerkraut (1:21 -2:04)
A guitarra inicia sozinha e é acrescentada da bateria. Logo, a banda toda muda para outro riff e o repete algumas vezes com mudanças entre uma vez e outra. Em seguida, retorna ao primeiro riff, tocado com acentuações em notas diferentes da primeira vez. E depois, as acentuações mudam novamente, deixando-o mais pesado. Por fim, a música caminha para um trecho mais tranquilo.
Haken – 1985 (8:38 – 9:08)
A virada na bateria é feita junto com os outros instrumentos e leva a música de um riff mais rápido para outro mais lento e pesado. Logo depois, a bateria muda a contagem de tempo, finalizando a música com uma polirritmia entre o prato que marca o tempo e o restante do que é tocado.
Haken – The Architect (4:49 – 5:03)
O riff com tempo quebrado é iniciado e tocado duas vezes. Na terceira vez, a bateria marca e acentua tempos diferentes, causando o efeito da “viradinha”.
Haken – The Architect (12:01 – 13:18)
Sem palavras. Tire suas próprias conclusões.
Pra finalizar:
Animals As Leaders – Inner Assassins (1:38 – 2:36)
Primeiramente, registro aqui que é difícil falar sobre este ambiente chamado “cena rock”, “alternativa”, “underground”, “udigrudi”, “rockeiro”, “contracultural”, “punk”, “indie”…. sem ter que usar qualquer destas palavras que realmente não gosto de usar. Mas preciso me referir à este grupo de pessoas que produzem música, em padrões não necessariamente compatíveis com as expectativas de uma indústria fonográfica formal, mais pela paixão do que pela profissão e que a maioria das cidades têm em seus porões, garagens, casinhas adaptadas para shows ou mesmo na rua. É dessa gente e da sua comunicação em forma de cartazes que quero falar, convencionando-os aqui como “o pessoal”.
GIG Posters, ou Cartazes de Shows, são, particularmente, uma parte importante do mundo da música “do pessoal”. São uma forma de dar uma pista à respeito das bizarrices e da energia selvagem de um show transformando o som e a apresentação do palco em uma imagem e preparando as expectativas para as sensações e sentimentos à frente. Além disso, claro, são grandes aglutinadores e apresentadores de pessoas!
Bandas como Crass ou Black Flag, citando dois exemplos entre outros tantos, têm sua identidade muito associada às imagens que produziam. Mas claro, a música em geral sempre esteve carregada de referências visuais, cada grupo com sua própria estética. A linguagem musical transborda para as outras áreas e não é diferente com a parte gráfica, com capas de álbuns, estampas, flyers e cartazes.
Seja com xilogravura, mimeógrafos, fotocopiadoras, impressões digitais… com técnicas de colagem, gravura, desenho, fotografia… o bacana é que ‘cartaz de show’ se tornou uma espécie de ‘categoria’ de arte com seus próprios artistas reconhecidos e uma comunidade de apreciadores e colecionadores. Existem diversos sites, exposições e eventos dedicados à Gig Posters.
Pessoalmente valorizo também os caminhos que esse material percorre. Muitos dos cartazes copiados e distribuídos vão parar em murais e postes da cidade. Junto à estética do “preto e branco” e do “faça-você-mesmo”, cartazes colados em postes sempre despertaram minha atenção e certa confiança à respeito do conteúdo da informação. Há um volume enorme de comunicação alternativa que tramita por estes suportes.
Separei alguns trabalhos entre os inúmeros vistos ultimamente, alguns que eu mesmo fiz e alguns de artistas locais (CWB) dos mais descolados e que estão presentes no rico imaginário ‘musical’ da cidade. E fique de olho nos postes por aí! Não perca mais nenhuma “exposição”!
Chico Felix, CWBChico Felix, CWBChico Felix, CWBChico Felix, CWBMarcelo Bacellar, CWBMarcelo Bacellar, CWBMarcelo Bacellar, CWBMarcelo Bacellar, CWBMario de Alencar, CWBMario de Alencar, CWBMario de Alencar, CWBMario de Alencar, CWBRGWRGW + Alberto Sórdido – 1998RGWRGWFonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.
Abraço. Obrigado pela leitura.
Deixa seu e-mail aí pra receber notícias e controlar mais seu tempo!
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.