QUARTO DIMENSÃ #2 – Apostila de perdedorismo – Vários artistas – Baixe esta e a primeira edição do fanzine

O fanzine QUARTO DIMENSÃ 2 trás os impulsos críticos e criativos destes membros da sociedade de consumo que na volta do supermercado frequentemente entram em estado de desgosto com suas próprias práticas inevitáveis e contraditórias.

Você vai encontrar gravuras, textos, fotografias e colagens, trabalhos auto denominados como “sujismo como falsa vanguarda”, que entregam a mensagem latina em resposta a vida contemporânea contemplada sob o véu das convenções inventadas e praticadas por outros que não eles, na tentativa desesperada de pensar a “vida que ainda tem que ser inventada”.

Listas criativas de compras, manual do skatista antenado, poções para hiper realidade, decoração urbana, dicas de capacitação para trabalho e releituras bíblicas.

Conteúdo não indicado à menores de idade.

Baixe a edição #2 e de quebra a primeira edição. Tire umas horas durante o trabalho para a leitura e envie para seus contatinhos.

Quarto Dimensa #2
Quarto Dimensa #1

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    Ricardo GosWod.

    Casos de utilização de Skate Parks como ferramenta de reurbanização e melhoria das condições urbanas

    Este é o resultado de uma das pesquisas realizadas para o Projeto Pás na Ucrânia, que estuda formas de resgatar a antiga pista da Praça da Ucrânia, em Curitiba – PR. Parte ou a íntegra deste texto estará no documento que orienta o projeto.

    Conheça o Projeto Pás na Ucrânia

    Copenhague: a cidade das pontes. Porque estão permitindo pistas ‘clandestinas’

    Em matéria vinculada no “The Guardian” em 19 de dezembro de 2016, o autor escreve sobre como houve uma mudança na percepção da prefeitura quanto às ditas “pistas de skate clandestinas”, onde skatistas da cidade ocuparam terrenos em áreas abandonadas e construíram suas próprias pistas com restos de concreto e com organização independente dos próprios skatistas, que colocavam a mão na massa.

    Inicialmente a prefeitura era contra, mas ao observar mais de perto os resultados, passaram a apoiar as iniciativas, principalmente nas áreas negligenciadas da cidade e em regiões de prédios abandonados. Estas áreas passaram a ser vistas como áreas mais ativas, vivas e mais seguras.

    Um dos conselheiros da prefeitura de Copenhague envolvidos nesta visão mais moderna e progressista de desenvolvimento urbano disse “Você quer que as pessoas sejam ativas e se envolvam com sua cidade”, diz Strange. “Mesmo que as pessoas estejam mudando o espaço público para seus próprios propósitos, elas o fazem com amor e energia positiva porque querem criar algo.”. Esta visão levou mesmo até a estratégia conhecida como Fælleskab København (Co-criação de Copenhagen). Sua visão é desenvolver a capital em colaboração com quem a usa – moradores e turistas – para transformá-la em uma “cidade viva … uma cidade com fronteiras”.

    Na prática, a administração passou a ouvir as pessoas que ocupam a cidade e, ao invés de fechar os olhos para as modificações de hábitos e formas de utiliza-la, passaram a construir juntos um lugar em que todos se sentissem em casa.

    Figura 1 Hullet (the Hole) is set to be destroyed to make way for luxury apartments. Photograph: James Clasper
    Figura 2 Pista “DIY” na Portland’s Burnside Bridge

    Fonte: https://amp.theguardian.com/cities/2016/dec/19/city-with-edge-copenhagen-illegal-skateparks

    Kickflips & Curb Cuts: novos parques de skate moldando o design urbano

    Em artigo de  Eric Baldwin para o site de arquitetura “mais visitado do mundo”, segundo o próprio site, ele relembra que por mais controle que um arquiteto tente ter sobre seus projetos urbanos é praticamente impossível prever de que forma o equipamento será utilizado. A prática de skate é uma destas formas, que conversa o tempo todo com a arquitetura urbana e reinventa seu uso.

    Diversos estudos em arquitetura tratam do assunto, como o manual citado pelo autor chamado “A Skateboarder’s Guide to Architecture” (http://loudpapermag.com/articles/a-skateboarders-guide-to-architecture-or-an-architects-guide-to-skateboarding?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com), que basicamente ensina a adaptar as cidades modernas ao novos modos de ocupação do espaço urbano e de áreas antes abandonadas.

    Neste sentido, no artigo, o autor ainda reúne diversos exemplos de pistas de skate projetadas para estarem em meio ao ambiente urbano, como exemplificado nas fotos publicadas no texto, reproduzidas abaixo.

    Figura 3 Skate Park Jardines de Aureà Cuadrado / SCOB
    Figura 4 Skaterhall / Herrmann + Bosch Architekten –  Stuttgart
    Figura 5 Navarcles SKATEPLAZA / PMAM + Skate Architects
    Figura 6 A Skate-spot near the Krymsky overpass / Snøhetta + Strelka KB + Strelka Architects
    Figura 7 Skate Park Nou Barris / SCOB
    Figura 8 StreetDome / CEBRA + Glifberg + Lykke

    Fonte: https://www.archdaily.com/946371/kickflips-and-curb-cuts-new-skate-parks-shaping-urban-design

    West LA Courthouse skate plaza

    Este importante local em Los Ângeles é um dos mais conhecidos no mundo por diversas aparições em filmes de skate. Sua história peculiar mostra como um olhar atento para as práticas da população, aliada à organização da comunidade e de empresas do ramo podem transformar a cidade. Por muito tempo este “spot” foi encarado como um local proibido à prática de skate, mas por sua reconhecida importância, a empresa Nike, aliada aos moradores skatistas locais, conseguiram durante uma campanha no evento “Go Skate Day” de 2014 os recursos e a voz necessários para que a prefeitura apoiasse a transformação do espaço em uma pista de skate “oficial”.

    Figura 9 West LA Courthouse skate plaza – Pinteres: Os 25 lugares para skate mais icônicos de todos os tempos
    Figura 10 Revistalização do “West LA Courthose” para o Go Skateboarding Day 2015 (https://skatekrak.com/mag/go-skateboarding-day-2015-west-los-angeles-courthouse)

    Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/West_LA_Courthouse_skate_plaza

    Necessidade da participação do município nas dinâmicas reais da cidade

    Em outra reportagem, esta brasileira, da Folha de São Paulo, temos um exemplo de uma das experiências nacionais de espaços revitalizados pela presença de skate. Em visita à uma pista “feita pelos próprios skatistas”, com as características já  mais próximas à própria realidade brasileira, mais especificamente de subúrbio paulistano, mesmo com ambiente de violência e agressividade que cerca a comunidade, a pista de skate criada pelos próprios skatistas tornou-se um refúgio à esta “contaminação”.

    A reportagem reforça ainda como o skate está presente nos hábitos da população e como espaços dedicados à prática criam as condições para seu crescimento. Em citação do artigo lembra-se que os resultados olímpicos são reconhecidamente consequência de uma cultura existente e viva.

    Ainda, após visitas a diversas pistas em São Paulo, verificou-se que a organização destes espaços se faz necessária, até com relação às regras sanitárias relacionadas à pandemia, o que faz ainda mais importante um olhar do município no sentido de apoiar e participar da dinâmica das cidades.

    Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2021/08/skate-em-sao-paulo-ocupa-pracas-e-pistas-viram-refugio-contra-o-preconceito.shtml

    Barcelona e Brasília

    Menciono ainda dois outros exemplos, mas de forma rápida, pois cada um deles renderia mais outros novos artigos.

    No caso de Barcelona, uma das cidades mais importante no cenário do skate mundial principalmente na questão da cultura do skate e uso do equipamento urbano, encontramos uma cidade totalmente amistosa à prática do skate em ruas e praças, mesmo não sendo locais pré-definidos para este uso. Mas trata-se muito mais que uma mera permissão para o uso, mas uma cultura de uma cidade toda que valoriza o uso da cidade e dos espaços públicos pela população. Há de fato o hábito da população de ocupar os espaços públicos. Indico ouvir a conversa muito legal onde o Rafael Petersen “Charlie B”, curitibano que vive em Barcelona já há muitos anos, conta um pouco da cultura que encontrou lá e até como acabou virando cartão postal da cidade com uma foto sua andando de skate em frente ao MACBA.

    Entrevista Rafael Petersen Charlie B (Youtube)

    Já a cidade de Brasília ganhou recentemente uma praça que chamou muita atenção por suas características “skatáveis”. De fato, o projeto não era de uma “pista de skate”, muito embora cada detalhe tenha sido pensado de forma a proporcionar um local perfeito para receber a comunidade do skate. Em matéria com textos e fotos publicada pela Revista 100% pode-se verificar os detalhes do lugar. Veja no link abaixo onde fica a localização desta “skate plaza”.

    Localização da Praça do Povo no Guia de Picos de Skate MyTrix

    Conclusão

    No importante “TED” de título “Vamos tratar a violência como uma doença contagiosa” apresentado pelo Dr. Gary Slutkin, o experiente médico que trabalhou no combate ao HIV, tuberculose e outras epidemias na África nos conta como ele aplicou os métodos de controle de doenças ao problema da violência urbana observados em algumas das maiores cidades dos EUA. Trata-se de entender a violência urbana como algo que se propaga como uma epidemia. Tanto que, durante a palestra, Gary demonstra com números impressionantes o sucesso das ações nas cidades onde o método foi aplicado. E os resultados extraordinários foram alcançados não com repressão ou afastamento dos cidadãos da administração pública, mas ao contrário, identificando o “foco da doença” e elegendo pessoas das próprias comunidades para serem agentes de fomento aos objetivos.

    Citamos aqui esta ação descrita por Gary para exemplificar que o clima de paz, senso de comunidade, zelo pelo patrimônio urbano e orgulho de fazer parte de uma cidade deve vir da ciência envolvida em aproximar a administração pública dos cidadãos até que este limite nem mais seja percebido. E as ações passam por entender a ocupação da cidade, em ouvir e negociar os termos de uso da cidade, e em promover o respeito mútuo entre prefeitura e moradores.

    A ação de restauração da Pista de Skate da Ucrânia envolve todos estes fatores e pode gerar uma construção rica que envolverá a comunidade como um todo e aproximará a população da administração pública.

    Agradecimentos ao Rafael Fernando da Silva (@rafaelsino) que indicou vários artigos e sites para consultas e à todos os envolvidos com o projeto da Pista da Ucrânia.

    Siga o Instagram ou Face Book do Projeto Pás na Ucrânia.

     #panaucrania #voltaucrania #desenterraucrania #pasnaucrania @rafaelsino @pistadaucrania @r_petersen80 @wtruta #macba #barcelona #RafaelPetersen #CharlieB @rafbcn12 #mytrix #pracadopovo #brasilia #cemporcento #DrGarySlutkin #WestLACourthouseskateplaza #WestLA #Courthouse #skateplaza #Copenhague #pistaclandestina #DIY #PortlandsBurnsideBridge #Kickflips #CurbCuts #Stuttgart #curitiba #culturaskate #picosdeskate #pistasdeskate #politicadoskate #revitalizacaourbana #urbanizacao

    Ricardo GosWod “Fuça”


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    Associações, crews e outras formas de organização de skatistas

    “Fazer juntos o que sozinho eu não consigo!”, falava em voz forte o capitão juvenil do Curitiba Rugby ao time, antes das partidas começarem, abraçados em círculo. Esta foi uma das tantas memórias que os anos de jogador e árbitro me proporcionaram para o resto da vida. O Rugby é completamente coletivo, sendo praticamente impossível acontecer qualquer coisa se a equipe não se apoiar, em todos os sentidos. Quem marca o “try” é quase sempre uma mera situação de quem está disponível no momento certo. Mas o que tem a ver “alhos com bugalhos” se o assunto aqui é Skateboarding, individual, sem times, sem uniformes, sem regras, com toda essa liberdade e estilos múltiplos? Mais do que aparenta, na minha opinião.

    Andar de skate, em um aspecto mais profissional, exige um grande suporte. Há a necessidade de material, peças, tênis, etc. Há a necessidade de locais, pistas, rampas ou quadras. Participar de eventos exige viagens, hospedagens e apoio local. Mas além disso, na essência, é muito bom quando se tem uma rede de amigos, que compartilham da mesma identidade, que enxergam a cidade da mesma forma, que falam a mesma linguagem e ficam felizes na mesma ‘vibe’ quando qualquer um da galera volta uma manobra depois de tanto tentar. Quem anda sabe que se trata, de diversas formas, de um esporte muito coletivo.

    Aí entra minha verdadeira intenção: formalizar esta coletividade é interessante? Organizar o skateboarding em coletivos é bom? Não sei. Não sei se para todos. Mas trago aqui algumas experiências que já vi por aí, nas minhas décadas andando de skate, além da opinião de alguns amigos.

    Ao conversar com o Clésius, acostumado à organização política das coisas, questionou: “Porque skatistas tem dificuldade em se organizarem para terem suas demandas atendidas? Seria porque é difícil o consenso em um grupo formado por gente das mais variadas classes sociais, etnias e culturas? Seria porque jovens em geral tem dificuldade em entender que apenas se organizando, seja politicamente ou em cooperativas, teriam alguma chance de ver suas aspirações e desejos atendidos?”. Ele também lembrou dos “diversos exemplos de grupos de skatistas que se uniram para conseguir realizar as mudanças que desejam, sejam essas mudanças a construção de pistas, apoio para campeonatos ou até mesmo reconhecimento do poder público de que o skate é sim uma atividade esportiva-cultural de grande relevância”. “Como uma cultura fortemente influenciada pela cultura DIY (faça você mesmo), Punk, Hip Hop, se molda aos desejos do mercado, se tornando não só uma cultura de massa, como também um esporte olímpico? Até que ponto isso descaracteriza o skate de uma cultura espontânea de rua para um simples modismo?”.

    Responder algumas destas perguntas dariam novo artigo e longa pesquisa, mas algumas tem respostas já conhecidas. Basta dar uma volta por ai. Uma “organização” pode existir em diversos modelos e níveis de profissionalismo e procurei no skate algumas experiências.

    Uma destas é a Associação de Skate de Colombo, ligada à Social Plaza, com grande participação do Fábio “Batata”, velho amigo, que contou um pouco de suas experiências.

    Veja o Pico Social Plaza no mapa de MyTrix

    Iniciamos os trabalhos ao final de 2012. Havia uma percepção do que era e para que servia, mas até então não havia me dedicado. A motivação há época, foi que um pico antigo na cidade (Centro Social, hoje pela galera do skate chamado de Social Plaza) estava mais uma vez sendo utilizado pela galera, e num dos rolês pensei: – puxa alguma coisa deve ser feita, vim aqui a primeira vez 1992, e pouca coisa mudou. Naquela mesma época, fim de 2012, num role lá na ESC (escola Polivalente em que a crew Ol Dirty Skater andava), em bate papo com nosso amigo Hugo Ponchio (Rato), ele insistiu: – faça uma associação, fizemos em balneário e deu certo. Assim nascia junto com outros skatistas a Associação dos Skatistas de Colombo. Sendo formalizada você tem mais facilidades para realizar ações do tipo eventos, ações sociais, solicitar apoios diversos e principalmente conversar com a administração pública da cidade (prefeitura) e outros poderes para levar as demandas. Como pessoa jurídica, que é a formalização com estatuto, Cnpj ativo, você já é recebido e visto diferente, e isto é uma vantagem. No que se refere as desvantagens citaria a correria que é monstra, e pelo que vi até aqui, a galera do skate (uma parte grande) não está preparada para esta fase burocrática, que exige organização, planejamento e paciência com os agente políticos, pois tem muita promessa e por vezes somos vistos tão somente como curral eleitoral, nada mais. Aqui é uma desvantagem para nós skatistas, pois não é só manobrar. Precisamos ser vistos, somos pagadores de impostos e é um absurdo o que fazem com nosso dinheiro (dinheiro público) quando constroem aquelas pistas horríveis. De verdade, chega! Como se não bastasse, vejo como a pior desvantagem as contas! Uma associação tem custos e poucos ajudam a pagar! Isso é uma desvantagem das grandes e cansa, como disse acima não é só manobrar. Fica aqui inclusive uma observação que a molecada (crianças e adolescentes) é outra pegada, porém os adultos tem que ser mais ativo. Ajudamos na economia deste país, somamos junto ao PIB, somos pais de famílias, empresários, atletas que vivem do skate e muito mais, desta maneira é necessário um choque na nossa cultura”.

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    Perguntei ainda ao “Batata” sobre o passo-a-passo para se criar a Associação: “o Passo a passo foi verificar se na cidade já tinha alguma associação ou algo do gênero para não haver conflitos de interesse! Fui buscando estatutos de outras federações e associações e fui escrevendo o nosso, com a ajuda de uma assessora de um vereador conhecido há época. Após procurei um contador que me forneceu os trabalhos contábeis e jurídico, e a partir daí foi uma correria: Achar as pessoas que estavam afim de encarar esta luta; aí publicar edital e chamamento para assembleia, colher assinaturas, reconhecer no cartório e enfrentar várias filas (e pagar tudo também). Assim nasce uma associação! A dica é esta: encontre quem tá afim, ache um contador e um advogado que entenda do assunto e se prepare para questões burocráticas e todo ano (no período do seu mandato) vai ter que declarar estes dados, vai ter que comprar um A2 ou A3 e pagar o alvará de funcionamento, mais o contador; quase R$ 1.000 por ano. Lá na frente vc vai se perguntar: Será que valeu a pena?”. Parece dureza mas Fábio deixa ainda um recado: “Vamos em frente galera, skate4ever”.

    Outras experiências tiveram como modelo a construção de uma marca, que no skate é geralmente uma empresa que produz algo e patrocina atletas. Nestes casos as marcas praticamente nasceram para patrocinar skatistas, como foram os casos da Ajax, X-Brain, Latex e Friends, por exemplo.

    Logo da antiga Ajax

    O José Selski e o Roger Robert, fundadores da Ajax, nos contaram um pouco sobre a marca, antiga, mas que vale a lembrança. “(José) trabalhava na loja Drop Dead da Galeria Pinheiro Lima” onde junto com os demais vendedores tinham “uma oficina onde concertávamos os skates e dávamos um suporte pra galera”. “Não posso deixar de agradecer o Eduardo da Drop Dead, sem ele ter dado ‘ok’ para esse trabalho nada teria sido feito”. “Assim muitos se aproximaram de nós e a Loja em certa época havia virado tipo um clube. Roger Robert veio e tínhamos muitos amigos excelentes skaters mas que não conseguiam apoio pois não iam bem nos ‘champs’ e, vendo isso, surgiu a Ajax Products, onde a ideia inicial era produzir camisetas, adesivos e parafusos de base he he, e criar uma equipe com esses skatistas que eram renegados pelo sistema de campeonatos daquela época. Lembro que o objetivo era apoiar os mais punks, aí veio o Rodrigo Sorvete, teve o Fuça e os demais, e no fim a marca acabou sendo somente algumas camisetas, mas que cumpriu o objetivo de unir a galera da loja com os skatistas punks e os que não se davam bem nos champs. Não tínhamos ideia de quão importante era o que estávamos fazendo, até certo dia eu chegar no Castelo (Museu do Olho) e ver que tinha uns 20 skatistas andando com nossas camisetas. Essa é uma pequena parte da história do street skate em Ctba”. “Então concluindo a Ajax surgiu do amor, amor pelas pessoas e amor pelo skate, queríamos ver os amigos andando de skate, para isso eles precisavam de apoio e motivação e foi o que fizemos.

    Não poderia falar de organizações de skatistas sem falar daqueles tantos grupos que são a alma do skate: as “crews”, as “galerinhas” de amigos, que são de um mesmo bairro, de uma mesma escola ou tem algum vínculo especial. Nota: Enquanto finalizava este artigo, vi esta recente publicação sobre “skate crews” de Curitiba, que indico a leitura sobre a definição de “crew”: Qualé a sua Crew? campeonatosdeskate.com.br. É só correr o Instagram com a hashtag #sktcrew que você vai ver a quantidade de gente que viu no trabalho coletivo uma forma de produzir vídeos e girar sua cena. Além de um puxar o outro nas manobras, isso se transfere também ao suporte material e aos acessos sociais. Por vezes basta um do grupo ter algum destaque em algum evento ou com “visualizações” para todos acompanharem o momento. Alguns grupos partem para lançar seus próprios shapes e estampas, outros passam a produzir vídeos mais profissionais e praticamente acabam como uma empresa de amigos. Esta organização sem muitas regras e que flui naturalmente, é a base social que torna o skate tão coletivo como outros esportes.

    Clique e se inscreva no Canal para acompanhar a estréia do video.

    Particularmente posso falar da potência que é uma crew. Nos últimos anos houve uma reaproximação de amigos que costumavam andar de skate juntos, e que agora, além do skate, temos também outras afinidades, como educação dos filhos e como envelhecer sem frustração.

     

    À esse grupo demos o nome de Curitiba Skate Warriors, e desta reaproximação, além de muita camaradagem, risadas e apoios-mútuos, concebemos o projeto Eixo Mole Skate Zine, que é o vídeo que será lançado em breve com nossos esforços em acertar manobras, som e arte relacionada à skate e ainda a apresentação de uma galera atual de skatistas.

    Não fosse o trabalho em conjunto, as ideias e a organização, nada teria acontecido.

    Por fim, como exemplo de organização, gostaria de citar o excelente projeto desenvolvido por um dos maiores ídolos do skate mundial. Tony Hawk, através da Fundação com seu nome, tem no projeto “Skatepark” muitos fundamentos interessantes, segundo seu site (https://tonyhawkfoundation.org/). A missão da Fundação é servir à comunidade colaborando para criação de lugares de qualidade para prática de skate por ser uma atividade que proporciona o exercício necessário e um senso de autoestima aos praticantes. O projeto fornece conhecimento acumulado para a comunidade criar pistas públicas locais, desde a etapa de captação de recursos, desenvolvimento de um projeto, apresentação às instituições municipais, até o reforço dos benefícios da prática de skate, como envolver os jovens em situação de risco com o esporte, as mudanças positivas do envolvimento com a comunidade, desenvolvimento da criatividade, perseverança e até de lideranças. Hawk utiliza sua influência para ajudar na captação de recursos, mas o trabalho é desenvolvido pelos skatistas de um lugar, à partir de sua organização.

    Algumas pessoas encontram ou herdam situações muito propícias ao seu desenvolvimento individualmente, já para os demais, não tem jeito, tem que se esforçar por outras maneiras. Não abordei aqui talentos que recebem grandes patrocínios nem estrelas naturais do skate, porque este é o caminho conhecido, talvez desejado, mas para poucos. As coisas aqui foram sobre gente comum. Como disse em recente programa de TV, Emicida, que faz de seu som o veículo do desenvolvimento não só seu, mas de toda uma cadeia “produtiva”, “Só acontece se todos se movem em bloco. Todos precisam evoluir, ou ninguém evolui”. “O que temos somos nós”.

    Obrigado à todos que colaboraram.

    Um abraço.

    #jorle #associacoes #crews #organizacoes #skatistas #marcas #clubes #politica #comunidade #crescimento #alternativa #evolucao #skate #skateboarding


    Coluna RGW

    Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 28 anos, membro da crew CwbSktWrrs. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e desenvolve o projeto MyTrix.

    Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

    Em cartaz, o espetáculo! A relevância de cartazes de shows.

    Muito mais que trazer as informações sobre lugar e hora em que acontece um show, esta extensão da música continua a ser peça importante do projeto todo que envolve criar sons, escrever letras, planejar uma apresentação e divulgar o evento. Especialmente entre as bandas e grupos que fazem aquela crítica política ácida e direta. Um bom cartaz pode, literalmente, fazer a propaganda. Não só da música, mas das ideias e intensões.

    Nos últimos tempos ao menos em 3 episódios os cartazes de alguns shows se tornaram o próprio espetáculo, aqui em terras brasileiras. Fazendo uma referência rápida à Sociedade do Espetáculo, de Debord, a internet tem sido uma grande facilitadora da democratização radical dos meios de produção, incluindo a produção artística. Embora esta democratização virtual tenha diversos efeitos colaterais, como por exemplo sua utilização espetacular para criticar ou mesmo difundir um pensamento que se propõe crítico ao espetáculo, fato é que toda esta situação tem promovido estes lindos momentos em que a execração de cartazes de shows com conteúdo ácido ou contrário à normalidade estabelecida acaba, de forma controversa, por dar visibilidade explosiva às estas imagens. Cada vez que alguém se incomoda com um cartaz que espeta os pontos débeis do governo ou de algum aspecto da cultura alienada, o faz replicando esta publicação indefinidamente pela internet, dando alcance e viralizando o conteúdo.

    Em julho de 2019 foi lançado o cartaz para o “Facada Fest”, terceira edição de um festival de bandas hardcore/punk que acontece em Belém (Pará). Após toda a agitação em torno de um atentado, alguns meses antes, ao então candidato à presidência, e de reconhecidos apelidos deste candidato, o cartaz traz um palhaço “Bozo” e o título que se refere ao festival, já tradicional, estampados. Isso fez despertar a ira de políticos e autoridades locais, que partiram ao ataque ao conteúdo do cartaz, o replicando impulsivamente pela internet. O público interessado no show fez agradecimentos à publicidade grátis e os organizadores redigiram uma carta de esclarecimentos onde admitem a crítica forte mas reforçam o direito à liberdade de expressão.

    Um mês antes, na mesma linha, já havia ocorrido o caso do Cartaz de Show do Dead Kennedys. Esta banda estadunidense, no passado reconhecida como umas das mais influentes do meio punk, que por si só já andava envolvida em polêmicas com seu ex-integrante, Jello Biafra, por direitos autorais e pela postura política da banda (que aparentemente perdeu suas raízes quando dos tempos do Biafra), acabou por cancelar seus shows no Brasil devido à repercussão extraordinária do cartaz. A imagem foi desenhada por um artista brasileiro e rapidamente se alastrou por redes sociais e até mesmo pelos principais jornais eletrônicos de notícias. Em meio à discussão sobre o conteúdo do cartaz ter sido aprovado ou não pela banda, seus integrantes publicaram nota se posicionando “antifascistas e anti-violência” mas também “pouco conhecedores da situação política do país”, o que, junto à assustadora repercussão do cartaz, justificou os cancelamentos. Shows cancelados, mas cartaz multi-divulgado.

    Já esta semana, foi a vez da banda Pussy Riot, da Rússia. O grupo de meninas, para show dia 30 de janeiro em São Paulo, lançaram o cartaz que faz uma crítica à figura do presidente. Ao que tudo indica, novo sucesso das redes sociais, graças à ampla divulgação da imprensa e de apoiadores do governo. Provavelmente banda e público vão novamente agradecer.

    Assim como nas outras ocasiões citadas, se no passado shows de bandas de rock, punk, hardcore, rap e até funk, tinham seus efeitos restritos ao “underground” ou à círculos sociais específicos, agora correm as telas dos celulares de todo tipo de gente, na maioria das vezes, estas sem conhecimento profundo dos contextos e culturas daqueles grupos. Se bom pela divulgação e alcance, por outro lado, tem-se um choque gigantesco de identidades. E tudo intensificado por conta do momento de discussões políticas acaloradas que vivemos no país. Interessante, ainda, é verificar que estes casos citados são como a ponta de um iceberg, pois todos os dias são publicados cartazes de shows que de alguma forma provocam e fazem pensar. Muitos estão na internet. Muitos colados pelos postes e muros. Muitos estão na porta do lugar do show. A história do rock e da música está repleta de bons exemplos. Dá pra dizer que há casos do uso do espetáculo para gerar espetáculo. Dá pra dizer que se incomoda, é porque acerta o alvo. Dá pra dizer que um cartaz passa e é esquecido. Dá. Mas cartaz é parte do show. Já foi papel. Já foi fotografia, desenho ou gravura. Já foi feito à mão e em computadores. Vai pra poste, tv e pra celular. Mas tá lá, cumprindo seu ‘papel’.

    Enfim, dito tudo isso, só queria mesmo reforçar que gosto de cartazes, e apesar das análises medíocres, sobretudo, aprecio esta arte. Abraço. E leia outro artigo sobre cartazes e gente que faz cartazes e fique de olho pela rua. Está repleta de arte!

    Referências:

    Outro artido em Jorle sobre Cartaz

    Sociedade do Espetáculo

    Festival Facada, Pará

    Poster do Dead Kennedys

    Ilustrador Cartaz do DK

    Cartaz Pussy Riot

    “A crítica espetacular do espetáculo, funcional a ele, é um empreendimento da sociologia, que estuda a separação recorrendo às ferramentas conceituais e materiais produzidas pela separação. A apologia do espetáculo, ou publicidade, por sua vez, constitui um pensamento do não pensamento, um esquecimento explícito da prática histórica. O falso desespero da crítica espetacular e o falso otimismo da pura publicidade do sistema são idênticos enquanto pensamento submisso.” Fonte: https://outraspalavras.net/sem-categoria/para-compreender-a-sociedade-do-espetaculo/

    #virus #viralizando #deadkennedys #bozo #guydebord #sociedadedoespetaculo #situacionismo #facadafest #hardcore #punk #liberdadedeexpressao #pussyriot #feminismo #cartazdeshow #cartazes #arteemcartaz #politica #espetaculo


    Coluna RGW

    Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 28 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.

    Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

    Entrevista com Carlos Panhoca, da revista de quadrinhos Pé-de-Cabra + Promo Jorle: Sorteio de duas Pé-de-Cabra!

    Atenção!!! Sorteio Realizado!

    Os sorteados foram:

    Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2: E-Mail “is…ns@gmail.com”

    Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #1: E-Mail “lv…26@gmail.com”

    Obs.: Os sorteados serão comunicados e checados sua idade (+18) e endereços. Caso algum não se habilite para receber a revista, será realizado novo sorteio.

    Obrigado a todos que participaram!! Em breve mais novidades!

    Link para os resultados do Sorteio> https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1649858

     

    _______________________

    E foi assim: mandei umas perguntas e o Panhoca respondeu. Ele também disponibilizou duas revistas para o sorteio. Segue o papo:

     

    Jorle: O que é a Pé-de-Cabra?

    PDC: Pé-de-Cabra começou como uma revista ano passado e depois vi que dava pra fazer mais do que isso e a coisa foi evoluindo até virar um selo de publicações voltado pra satisfazer gente puta com toda essa porra que está acontecendo.

    Jorle: Você acha que vai ter algum futuro respeitável e se tornar um cidadão de bem fazendo quadrinhos?

    PDC: Nem fodendo. O bom da revista é que ela deixa bem claro o que a gente acredita e pensa. Todo esse bonmocismo armamentista é o outro lado da moeda. Eles nos odeiam, nós odiamos eles. Sem espaço pra babaca.

    Jorle: Você é o principal responsável. Toca o lance todo sozinho? Tem parceiros?

    Panhoca, editor da revista Pé-de-Cabra.

    PDC: Eu dei o pontapé inicial porque eu já frequentava o meio da hq e arte degenerada tem uns bons anos. Aí chamei o Junior que tem experiencia de uma porrada de anos no mercado editorial e entende muito da parte gráfica e começamos a revista. Agora no começo do ano minha namorada (Karina) entrou pra equipe fazendo as letras do título da segunda revista e depois ajudando com as tarefas cotidianas, correios, empacotação, divulgação e esse tipo de coisa.

    Jorle: Você tem morado em Curitiba, certo? Você é daqui? O que faz por aqui, trabalha, estuda, desenha, toca?

    PDC: Gosto de ressaltar um termo que o Chico Félix usa bastante: moro em Curitiba LADO ORIENTAL. Não nos confundam com os babacas da republiqueta de Morolândia. Não sou nascido mas vim pra cá uns oito anos atrás pra assumir uma vaga de bibliotecário. Acabei me habituando e gosto daqui apesar de todos os problemas e o monte de pilantra que tem na rua. Eu desenho meio que por hobby no horário do almoço. Não tenho pretensão de ser artista ou algo do tipo. Ando pensando em me dedicar exclusivamente como editor e largar o lápis também. Me traz mais prazer e se não rola o tesão, não faz sentido, acho.

    Jorle: Este é o segundo número da revista. Tem o tema específico de Doenças. Tem planos para novas compilações?

    PDC: Tenho. A ideia é repetir essa fórmula porque tá dando certo. Uma vez ao ano abrindo chamado por três meses pra dar tempo de ter a ideia e executar. Não tenho um tema específico ainda mas às vezes vem umas ideias e anoto num papel. Tv, Monstro, Religião, Guardador de Carros. Tem tanto tema bom que ainda não foi tão explorado por aí.

    Jorle: Como é a seleção dos trabalhos. Recebeu bastante coisa neste #2? Ficou material de fora?

    PDC: A gente faz um chamado aberto por Facebook e Instagram com prazo de três meses para receber os trabalhos. Nesses posts de convocatória nós deixamos tudo bem especificado: tamanho, qualidade da imagem, tema, etc. Quando o prazo termina eu começo a olhar os trabalhos (pra não correr o risco de enjoar do trabalho dos primeiros que enviaram). Aí é a parte mais difícil, selecionar os que mais gostei e que encaixem de forma que a revista não vire uma colcha de retalhos. Nesse processo muita coisa boa acaba se perdendo porque contrasta demais com o resto. Dessa vez foram mais de 200 (207 se não me falha a memória) e só 42 entraram. No final acaba sobrando material pra fazer quase mais uma revista completa.

    Jorle: O Chico Felix (Vida Ruim, Desvio de Aluguel, Gente Feia na TV) escreveu certa vez algo como: “uns desenhos e algumas folhas de xerox e a vida ganha sentido novamente”. Porque você resolveu se meter com produzir esse material?

    Trecho da revista Pé-de-Cabra #2

    PDC: Acho que qualquer coisa só faz sentido se você curtir o que você faz. Menos os Ramones. Eles podem se odiar e tocar juntos. Mas a gente não é os Ramones então vale a primeira frase. Eu não sei direito porque me meti a fazer revista. Acho que aproveitei uma brecha. A galera da Prego foi pra Portugal. Samba, Kowalski, Gibi Gibi e tantos outros terminaram. Esse formato de antologia sempre foi um formato que eu curti muito ler. Você compra por causa de uns três artistas que curte e leva de sobra mais um monte pra você conhecer o trampo. E com o Instagram começou a aparecer um monte de gente que gosto do trabalho e nunca via nada impresso. Acho que juntei tudo isso com a vantagem de eu ter um emprego estável que me sustenta pra fazer a revista sem o desespero de ter de vender tantas por mês pra poder me sustentar. No final acho que até daria pra pagar umas contas, mas aí não sei se conseguiria lançar mais coisas tão cedo. Prefiro manter tudo separado.

    Jorle: Você tem um selo ou uma editora? Como organiza a impressão, distribuição, venda?

    PDC: É um selo. Se sair na mídia que somos uma organização terrorista, uma gangue ou revolucionários comunistas, lembrem-se: somos um selo. As publicações vão acontecendo conforme a gente junta dinheiro pra sair mais uma. Bem pontual. Bateu a grana necessária? Publica. As vendas a gente se organiza pra ir nos correios conforme vão saindo no site (revistapedecabra.iluria.com) conforme nossa disponibilidade de ir aos correios. Eu e minha namorada assumimos essa tarefa. E aí tem as lojas de quadrinhos e bancas e livrarias que a gente manda conforme alguém tiver indo pra lá ou por correio também.

     

    Valeu Panhoca, obrigado pela entrevista!

     

     

    Se liga! Tem Evento de lançamento da Pé-de-Cabra #2 dia 18/05, 16h, na Itiban – Av. Silva Jardim, 845 – Curitiba

     

    Promo Jorle: Inscreva-se para concorrer ao sorteio de 2 Revistas Pé-de-Cabra! Sorteio dia 21.05.19!

    Como participar:

    Concorra ao sorteio de duas revistas de quadrinhos ‘Pé-de-Cabra’, do editor Carlos Panhoca. Serão sorteadas duas pessoas, onde a primeira receberá um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2, e a segunda um exemplar da Pé-de-Cabra #1.

    A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail aqui no formulário até o dia do sorteio e já está concorrendo! Ao se cadastrar, passará a receber via e-mail avisos sobre as atividades da Jorle (caso não queira mais receber notícias, basta descadastrar-se no link no final dos e-mails).

    O sorteio será realizado no dia 21 de maio de 2019, pelo site sorteador.com.br e os ganhadores (2 ganhadores) divulgados em www.jorle.com.br e comunicados no e-mail cadastrado.

    Apenas para maiores de 18 anos e entrega somente para endereços de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba.

     

    Compre as revistas

    Compre as revistas e materiais na RevistaPeDeCabra.iluria.com

    Ou aqui na Loja Jorle:

     

     

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    Coluna RGW

    Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

     

     

    Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

    Coluna STT: Livro Cartas da Mata Atlântica | 5INCO – Dead Fish | Demo-tapes Brasil | Interferência Metal

    Olá! Este post é para apresentar ou lembrar a todos de algumas coisas legais de gente legal, como o lançamento do livro do André de Meijer, o último episódio do 5INCO, do Marcelo Bacellar e um trabalho de digitalização de K7s “Demo-tapes Brasil”. Ainda gostaria de compartilhar um vídeo doméstico sobre como o metal bagunça a vida da pessoa.

     

    Livro “Cartas da Mata Atlântica: histórias da natureza do litoral paranaense”.

    Livro-cartasdamataatlancia-andre-de-meijerHá pouco tempo foi lançado o livro do André de Meijer, que já citei aqui em outro artigo. André, que depois de anos escrevendo suas “Cartas” tratando de suas observações científicas do ambiente natural onde residiu na Mata Atlântica, as quais enviava por e-mail à amigos do Brasil, Holanda (seu país de origem) e outros, reuniu todo este rico material e organizou esta publicação. O Livro pode ser comprado na loja da Amazon. Lá, no link “look inside”, pode-se dar uma espiada no conteúdo, prefácio e introdução.

     

    5INCO – Edição Final, com Rodrigo Dead Fish

    Com a 10ª edição do programa/vídeo/entrevista “5INCO”, o Marcelo Bacellar completa este trabalho com uma baita entrevista com Rodrigo, membro da banda Dead Fish. O trabalho completo foi, segundo o próprio Marcelo, “uma série de gente que curte trocar ideia sobre o punk. Temas discutidos como conversas de porta de show, mesa de bar ou chat do mirc”. Segue o vídeo do último episódio e também links para todos as edições.

     

    Links:

    5inco15inco25inco35inco45inco55inco65inco75inco85inco95inco10

    Extra: 5 Perguntas para Fabio Mozine sobre hardcore japonês:

    5inco_extra

     

    Demo-tapes Brasil – Descubra o maravilhoso mundo do Rock feito em fita cassete nos anos 80 e 90

    Sim, é difícil se livrar do passado! E esse cara fez um favor aos saudosistas, digitalizando um grande número de gravações das mais variadas. Edson Luís Souza organizou um belo acervo, com gente como Adjustment,  Detrito Urbano, Voices, Anões de Jardim, Cólera, e por aí afora. É só entrar no link disponível na página do projeto e baixar. São 553 títulos!

    https://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/

     

    Interferência Metal

    E pra encerrar o papo, deixo aqui este vídeo doméstico sobre fatos do metal: sacode a vida da pessoa!

    Abraço!

     

    Ricardo GosWod

    #Livro #cartasdamataatlancia #5inco #deadfish #demotapesbrasil #interferenciametal #metal #punk #portadeshow #mesadebar #chatdomirc #pogo #pogometal #pogonavida #digitalizacao #fitak7 #anos80 #anos90

    Coluna RGW

    Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
    Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

    Alguns Fanzines Veganos/ Vegetarianos do Acervo da Casa da Ponte

    A Casa da Ponte abrigou discussões a respeito de inúmeros assuntos, e entre eles, o tema da “alimentação sem crueldade”, alvo de inúmeras conversas, debates e palestras. E claro, muito material de pesquisa foi angariado para a biblioteca e para a coleção de fanzines.

    Fanzines da Casa da Ponte
    Visite a página do projeto e confira todo o acervo já digitalizado!

    Separamos alguns fanzines entre o acervo já digitalizado que revelam algumas posições e pensamentos baseados no veganismo ou vegetarianismo. Estes textos foram produzidos nos anos 90, e sua leitura pode despertar uma compreensão de como o discurso se desenvolveu, se comparado com o que se observa hoje.

    Abraço e boa leitura! E caso queira compartilhar suas conclusões, fique a vontade para comentar ou nos enviar mensagens.


    acervo-ja-digitalizado-fanzines-da-casadaponteBaixe a lista do acervo já digitalizado!

    Basta preencher os dados abaixo e aguardar o link para o Download:

       


      Leia On-line!

       

      Ricardo GosWod


      Fanzines-Veganos-do-Acervo-da-CasadaPonte

      Coluna STT: 10+ músicas sobre trabalho – punk/harcore

      trabalho-trabalhar-diadotrabalho-clt-reformatrabalhista-punk-punkrock-hardcore-DeadKennedys-BornAgainstn-BlackFlag-WhiteCristianDisaster-RegimeTentaculo-SuicidalTendencies-Clash-Infect-Ramones-Evilidols-FacaCega-KidVinil

      Devem existir sem dúvida milhares de músicas de bandas hardcore/punk espalhadas por todo canto do mundo que tratam do tema trabalho. De fato, o tema é terreno fértil para ser, e foi muito, explorado nas letras. A contra-cultura, a arte, o punk, o underground, … sempre pensaram a prática de trabalhar. E para “engajar” no dia do trabalho e animar os debates sobre mudanças nas leis e políticas que podem redefinir o futuro de quem vive de trabalho, preparei uma lista com o tema abordado em forma de som e barulho. Está longe de ser uma lista completa, então se você lembra de mais algum som, ou se já fez música falando de trabalho, põe aí nos comentários. Abraço!

      Obs.: Quase todas as letras estão disponíveis na internet.

      1

      Dead Kennedys – Life Sentence

      Clássico dos clássicos, alega que uma vida dedicada à carreira o torna um chato, que só sabe lembrar dos velhos tempos, mas que agora adulto, faz a mesma coisa dia após dia, acorrentado.

      2

      Born Against – Well Fed Fuck

      (À partir dos 22 segundos) Membros do time! Uma grande equipe! É disso que estou falando!

      3

       I’ve Had It – Black Flag

      Trabalho, escola …  estar no limite.. vou explodir!!!

      4

      With Love to Henry Ford – White Cristian Disaster

      Sim, obrigado!

      (faixa 1)

      5

      Inempregável – Regime Tentáculo

      O valor de se manter sem atrativos pessoais que o levem a acabar arrumando um emprego.

      6

      I Want More – Suicidal Tendencies

      Empregos miseráveis, pouca grana e auto-imagem de bosta. Eu quero mais que isso.

      7

      Career oportunities – Clash

      Oportunidades … tudo pra te limitar.

      8

      Todas temos – Infect

      Exploração homem pelo homem e mulher pela mulher …

      9

      It’s not my place – Ramones

      Por aqui, nada de 9-5 (nine to five)… “bagúio” aqui é 8 às 18h, mano!

      10

      Diletante – Garrancho em lápide

      11

      Your boss is your enemy – Evil idols

      8 horas de trabalho são sua vida? Não né!

      12

      Tô Cansado – Faca Cega

      Trabalhar anda cansando?

      13

      Sou boy – Kid Vinil

      Office Boys! Esse é o seu som!

      Obrigado Chico e ao Klaus, pela colaboração.

      Ricardo GosWod

       

       

       

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      Coluna RGW

      Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar
      arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos
      gráficos visuais e geoprocessamento.
      Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.