O fanzine QUARTO DIMENSÃ 2 trás os impulsos críticos e criativos destes membros da sociedade de consumo que na volta do supermercado frequentemente entram em estado de desgosto com suas próprias práticas inevitáveis e contraditórias.
Você vai encontrar gravuras, textos, fotografias e colagens, trabalhos auto denominados como “sujismo como falsa vanguarda”, que entregam a mensagem latina em resposta a vida contemporânea contemplada sob o véu das convenções inventadas e praticadas por outros que não eles, na tentativa desesperada de pensar a “vida que ainda tem que ser inventada”.
Listas criativas de compras, manual do skatista antenado, poções para hiper realidade, decoração urbana, dicas de capacitação para trabalho e releituras bíblicas.
Conteúdo não indicado à menores de idade.
Baixe a edição #2 e de quebra a primeira edição. Tire umas horas durante o trabalho para a leitura e envie para seus contatinhos.
Quarto Dimensa #2
Quarto Dimensa #1
Preencha com seus dados de contato, marque as edições que quer baixar e Envie!
“Grinduation”, como lembra o nome, é sobre graduação em “skateboarding”. Os mais familiarizados com a linguagem do “skate”, com é conhecido pelos brasileiros, farão ligação com “grinds”, uma das “tricks” importantes do “rolê”, mais comum na modalidade “street” e “vert”, deste “esporte” que é mais uma “cultura”… Mas poxa, quantos nomes, quantos códigos! Pois é! Skate é rico e profundo. Uma experiência que vai além da prática de uma atividade física. E é isso que você vai encontrar no livro do Willian Truta: um apanhado histórico, social, evolutivo, prático e técnico, sobre o que é andar de skate e como passar esta arte para as novas gerações.
Já em sua apresentação e ao longo dos capítulos, Truta lembra que a prática de skate tem características de uma cultura viva, que reflete um pertencimento à uma comunidade global e a existência de própria linguagem, visão de mundo, anseios e motivações. O autor passa sua experiência sobre como esta peculiaridade se materializa nas sessões de skate, nas amizades, na indústria e nos eventos, às vezes, competitivos.
Os capítulos se desenrolam a partir do contexto histórico, tanto do próprio skate e sua “invenção”, quanto das pessoas, manobras e locais comuns de sua prática. Além disso, o leitor skatista pode se emocionar muito com as páginas com a descrição de alguns “picos” clássicos conhecidos mundialmente e com as diversas pessoas citadas que fizeram verdadeiras revoluções nesta evolução. Ainda conta com uma abordagem da importância da fotografia e dos “vídeos de skate” e como isso vem se desenvolvendo e se adaptando às novas mídias e redes sociais.
Após uma boa dose de preparação, que ainda envolve uma detalhada descrição de peças, modalidades e equipamentos, Willian apresenta suas experiências como skatista e instrutor de skate, demonstrando técnicas e dicas importantes para o ensino seguro e divertido do skateboarding.
Parte do conteúdo deste livro pode ser encontrado em uma história de décadas de publicações, vídeos, revistas, relatos e vivências, mas o apanhado para um registro atual e bem completo, descrito da perspectiva de um skatista com uma grande história e reconhecimento, dá a sensação de estarmos mesmo de frente a uma cultura vibrante, que me fez, ao degustar este livro, ter aquele orgulho de pertencer à algo tão único.
Truta
Willian Truta é um skatista de Maringá-PR, que frequentou o circuito de skate brasileiro, e atualmente mora em Los Angeles, USA. Mais informações você pode encontrar no próprio livro. Portanto, conto rapidamente minhas próprias experiências de vida junto ao Willian.
Vi o Willian pela primeira vez por volta de 1995, em um campeonato em Londrina-PR, onde já chamava atenção pela velocidade, “pop” e presença marcante. Algum tempo depois estivemos na mesma equipe, na marca Faction, do Ney. Neste período tivemos oportunidade de viajar para alguns campeonatos e fazer sessões pelo sul do país. Além de grande skatista, Truta é bom amigo e conselheiro nos eventos de skate, sempre com muito domínio da cultura. Dá pra dizer que todo brasileiro que andou de skate nos anos 90 deve ter tido contato com o Truta, seja em campeonatos ou sessões. Após sua ida para fora do país, vez por outra trocamos algumas ideias. Recentemente, eu e o pessoal do fanzine de skate Eixo Mole, pedimos ao Willian permissão para o uso de algumas de suas músicas de rap na trilha sonora de nosso vídeo #6. Suas músicas refletem a mesma paixão por skate encontradas em seu livro. Além de nos enviar os sons, ainda gravou um breve vídeo dando um “salve” para o pessoal de Curitiba com algumas lembranças marcantes.
Enfim, é muito bom poder ter contato, não só com Willian, mas com uma comunidade enorme de skatistas pelo mundo. Não tem jeito, skatista é skatista onde quer que se vá.
Evento de Lançamento em Curitiba
No domingo, dia 16 de junho, haverá lançamento do livro “Grinduation : como ensinar skate?”, com Best Trick na Praça 29 e premiação no Bar do Nada, além da venda dos livros no local. Organização por Eixo Mole Skate Zine.
Olá. Hoje cito um rolê de bike que foi insano e um projeto (sub)cultural. Vê aí!
Desafio “Leste Oeste PR” concluído!
Na última sexta-feira, 13/09, rolou o desafio do Thiago Gava junto à seus 3 amigos: o “Leste Oeste Paraná“. Partindo de Paranaguá, a ideia era atravessar o estado do Paraná de bike, com previsão de 48h de pedal, até chegar na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu.
4 ciclistas – 23 cidades – 750km – 48horas estimadas.
13 de setembro à partir das 4AM.
Veja o relato dos resultados no post do instagram:
Relembre ainda outra aventura do Thiago, que em ocasião que colaborou com a Jorle, relatou seu Everesting, feito em 2017, que consistiu em peladar 8848 metros de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest), feito no Bosque do Alemão! Isso mesmo! Leia o relato e veja as fotos: http://bit.ly/2kus4zJ
Parabéns à equipe por mais este desafio insano!!
Cidade Fria
Por indicação do Carlos Panhoca, editor da Pé-de-Cabra (compre a pé de cabra aqui!), fui conferir o projeto do Christiano Carstensen Neto que está trabalhando no Cidade Fria – Histórias de Curitiba, que segundo o próprio Christiano trata-se de:
Cidade Fria – histórias de Curitiba” é um projeto criado por Christiano Carstensen Neto (baterista, arte educador e ilustrador) e Daniel Gonçalves (vocalista, tatuador e ilustrador). Trata-se de uma compilação impressa de contos, ilustrações e histórias em quadrinhos ambientadas nas ruas de Curitiba. Os trabalhos retratam personagens e o ambiente urbano da capital paranaense, tendo o underground como principal articulador entre os trabalhos. Música, terror, suspense, fantasia e ficção são algumas sugestões de caminhos a serem explorados. O projeto “Cidade Fria – histórias de Curitiba” será disponibilizado via financiamento coletivo pela plataforma Kickante. A iniciativa não possui fins lucrativos e o propósito é de ampliar a visibilidade de artistas locais e estimular trabalhos coletivos e a interação entre artistas da cidade, beneficiando a cena independente de forma geral. São mais de 50 artistas participantes entre escritores e ilustradores. A maior parte dos exemplares será destinada aos financiadores do projeto e outra parte ao acervo de bibliotecas, centros culturais e demais locais fomentadores da cultura. No link você pode conferir a apresentação da proposta pelos próprios criadores e as recompensas disponíveis para os financiadores. O prazo é até 02 de novembro de 2019.
Colabore com a campanha de financiamento e siga os canais do projeto:
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.