Cara-da-Tábua: Shape do Cajé, seus anos em Curitiba e influência na cena de skate – relato de Postal

Apresento à todos, em colaboração ao Projeto Cara-da-Tábua, este shape do skatista “Cajé”, e um pouco da história envolvida, agora parte também desta coleção virtual de decks assinados por skatistas de Curitiba. Esta contribuição foi feita por Felipe “Bico”, velho guerreiro curitibano e skatista da rua da “Raridade”, que tem esta beleza conservada em sua casa. A arte do shape é de Marcelo Mortex Mortex. Cajé, que morou em Curitiba na década de 90 e depois saiu ao encontro de novas terras, vive hoje em Amsterdã, mas deixou sua marca nestas calçadas e ruas de CWB.

1995, Sktr: Carlos José “Cajé”, Art: Macelo Mortex Mortex.

Quando eu comecei a explorar a cidade andando de skate, à procura de novos picos e aventuras, fazia isso sempre acompanhado da rapaziada que costumava colar na rua da “Raridade”, loja de discos do centro de Curitiba, onde nos encontrávamos. De lá, saíamos para curtir a cidade, e vez por outra trombávamos com outras das diversas crews locais. E uma galera que era sempre uma grande experiência encontrar por aí era esse povo onde no meio sempre estavam metidos, entre muitos outros, Rafael Urso, Luiz Postal, Bisnaga, e Carlos José, o Cajé.

Eu, como skatista ainda em desenvolvimento e buscando referências, via no Cajé e seus amigos, a máxima representação da cultura do skate, na contemporaneidade nas manobras e na linguagem sonora, falada e visual. Via, nas sessões de skate das tardes de domingo, ali nos picos clássicos da cidade, a extensão visceral do que para mim significava a própria comunidade global do skate.

Quando o Bico me mandou as fotos do shape do Cajé, fiz um pedido ao Luiz Postal para que nos contasse um pouco sobre este seu grande amigo e companheiro de skate, que, confirmando minhas impressões àquele tempo passado, nos relatou:

Postal – “Tipo assim: o Cajé e a Drop Dead começaram meio juntos. Conheci o Cajé num campeonato no Gaúcho nos anos 90. Cajé – um apelido para Carlos José. Nascido em uma família de artistas portugueses, o Cajé sempre esteve além do que a gente imaginava ou conhecia. Ele já manjava vários sons, sacava várias manobras e andava muito, sempre na mesma e verdadeira atitude ‘low profile’ (discrição). Conhecia os vídeos do Matt Hensley, Rodney Mullen, ouvia Dinosaur Jr. e sabia tudo sobre o Massive Attack antes de qualquer um… O Cajé é um daqueles caras que você sempre vai amar e lembrar com carinho, muito carinho. Na linguagem internacional eles chamam de ‘Heimatlos’ – todos aqueles que não tem uma nação de origem comprovada. Seriam os apátridas, de acordo com o direito internacional. O Cajé, por outro lado, é e sempre foi um polipátrida, além das nações. Ele é brasileiro, português, holandês, angolano, australiano… humano. Demasiadamente humano.

Postal: Uma aventura com o amigo – “Tínhamos combinado de nos encontrar em Heathrow. Eu viria da Alemanha e iríamos para Northhamptom. Havia chego em Munique há um dia e meio, sequer eu tinha ideia do tempo que eu levaria de trem até Londres. Parti logo que me liguei que a fita ia ser sinixxxtraa! Foi um dia/noite/manhã até chegar em London (dia em que havíamos marcado de nos encontrar). O Cajé estava levando quase tudo: malas, skate, shape, tênis, prancha de surf… Eu levava meu skate e vários shapes da Reverse pra vender e capitalizar na gringa… Daí zicou! Quando cheguei na estação fui abordado pela imigração. Os caras acharam que eu era muito fora do contexto. E o Cajé no aguardo! E eu fiquei duas horas no aeroporto respondendo perguntas sobre marfim paraguaio!

Cajé. Ao lado, Postal. Fonte: acervo pessoal Postal.

Talvez mais alguém além de mim tenha ficado com a impressão de que a presença do Cajé na cena de skate da cidade tenha sido mesmo um dos diversos vetores importantes que moldaram ou construíram toda a imagem e “jeito” de ser e praticar skate por aqui. Esta história, assim como todas as histórias, empurram a curva que define os rumos futuros. Agradeço ao Cajé pela contribuição e influência sobre esse caminho, que considero bonito e rico. Agradeço ao Postal por compartilhar suas lembranças. E agradeço ao Felipe Bico por manter esta joia guardada para que pudesse compor este acervo virtual.

 

Você, parça, que tem algum shape que possa colaborar à esse acervo, ou tem shapes seus assinados novos ou antigos, e quiser nos mandar fotos, elas serão mais que bem vindas!

Valeu. Abraço. Até logo.

Visite a Exposição completa: só clicar!

 

#caradatabua #caje #carlosjose #dropdead #postal #portugal #heimatlos #polipatrida #skatista #skate #skateboarding #curitiba #cwb #felipebico #historiadoskate #exposicao #shape #deck #skt #sk8 #culturaskate


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

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Auto Ciência da Re-Evolução #02 – Skateboarding Notas – Colombo Social Plaza

Estas são notas sobre re-evolução.
São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência.
Neste #2, pico em Colombo-PR: a Social Plaza.
Com fotos de Roger Olho e Fliyng Gorilla.
Participação de Roger Olho.

Palestra de Rodney Mullen: Faça um Ollie e inove!
Sobre poder da comunidade, conhecimento acumulado e inovação.
https://youtu.be/3GVO-MfIl1Q

Fotógrafos:

Roger Olho
https://www.facebook.com/olho.wodzynski
Fliyng Gorilla
https://www.facebook.com/flyinggorilla/

Sons:

Orlando Muzca
https://www.facebook.com/muzg.muzg.33
Romer Goya
https://www.facebook.com/romer.goya
By LG Roc
https://www.instagram.com/lgroc/
Djinnt
https://www.instagram.com/djinntband/

#skateboarding #curitiba #cwb #skatista #velho #aposentado #jorle #evolucao #autoconsciencia #skatezine #sktzine #sk8zine
#colombo #socialplaza #olhowodzynski #fliynfgorilla #fotografia


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

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Coluna STT + Rhaud: Inteligência Artificial derrotando top players de Star Craft II e a estratégia de produzir mais trabalhadores. “gg” I.A.!

Recentemente a Google desenvolveu uma Inteligência Artificial e a treinou para jogar o jogo “StarCraft II”, da Blizzard, contra uma raça específica em um mapa específico. Essa I.A. foi treinada jogando contra outras versões de si mesma, e levando em conta também replays de jogadores profissionais ‘humanos’, além de ter sido testada por jogadores não profissionais. Finalmente, foi organizada uma disputa entre esta I.A. e dois dos melhores jogadores humanos do mundo. O resultado foi interessante, com a I.A. vencendo os dois jogadores por 5×0 e 5×0, mas com um dos playes conseguindo depois disto uma vitória simples de 1×0.

Para tornar a brincadeira justa, foram dados limites de “ações por minuto” à I.A. (mais restritos do que as médias dos jogadores humanos profissionais) e também limitações semelhantes às dos humanos como só tomar decisões à respeito das áreas do mapa que estejam sendo visualizadas, e só uma área por vez.

A I.A. treinou o equivalente a 200 anos do jogo, e conseguiu as vitórias por perceber as melhores estratégias, após muitos erros e acertos durante os treinamentos. Os jogos foram apresentados em uma transmissão especial e comentados por jogadores, desenvolvedores e produtores do jogo (Link para vídeo).

Em StarCraft, o objetivo é derrotar seu oponente utilizando as estratégias mais eficientes para minerar recursos naturais, utilizar esta energia para construir seu exército, armas e equipamentos para atacar e defender-se. O jogador que tiver mais velocidade e eficiência nestas atividades e enxergar o melhor caminho para tomar a base oponente, vence o jogo. A eficiência de microgerenciamento de unidades também tem grande peso no resultado final.

Probes: trabalhadores Protoss em StarCraftII

Enfim, foi a estratégia adotada pela I.A. que chamou a atenção, conclusão dos treinamentos, criando uma percepção de soluções que os ‘humanos’ não haviam enxergado como efetiva até então. Esta estratégia consistia basicamente em fazer mais trabalhadores e mantê-los operantes, ainda que às vezes momentaneamente dispensáveis. A máquina fez mais trabalhadores. Simples. Não parou de investir neles. Os comentaristas da transmissão falavam em “over doing probes” onde probes (sondas) é o nome dos trabalhadores da raça Protoss no jogo. A máquina faz mais trabalhadores.

Os apresentadores chegaram a fazer questionamentos sobre se esta estratégia seria algo de importante e se seria uma descoberta, ou uma conclusão, percebida pela I.A., não percebida pelos jogadores humanos. Então aconteceu o 11° jogo, entre o MaNa (time Liquid) e a I.A. E neste jogo, MaNa decidiu utilizar (copiar) a mesma estratégia de ‘produzir mais trabalhadores’, e coincidentemente ou não, ganhou esta partida. Não há informação suficiente e nem os jogadores chegaram a uma afirmação séria sobre se foi a estratégia copiada que fez este jogo ter resultado diferente, mas sim, ouve esta mudança consciente do jogador humano para a estratégia da máquina.

MaNa – Team Liquid

Os programadores e desenvolvedores do jogo, ao final, ficaram felizes por perceber que a I.A. ajudou a identificar estratégias diferentes e a fazer melhor a tarefa. Esta experiência foi importante não só para o mundo dos ‘games’ mas por todo o aprendizado e suas aplicações. Deste os filmes de ficção com a tese da revolta das máquinas, passando pelas manchetes sobre Stephen Hawking e como a inteligência artificial pode destruir a humanidade, até chegar aos robôs (bots) que interagem na rede social fazendo atendimento de clientes e reforçando audiência em assuntos estratégicos (fake news, lembra?), estamos intimamente relacionados à tecnologia digital. A percepção de que trabalhadores são importantes, em um amplo espectro de testes e aprendizados com milhares de horas de experiência, em um ambiente de pressão absurda por produtividade, faz no mínimo, refletir.

Assunto interessantíssimo do qual tenho limitada compreensão, mas parte integrante de meu dia-a-dia, o entendendo ou não. Para poder organizar este texto pude contar com suporte do Rhaud, bom conhecedor de jogos (e prog metal!). Observações e acréscimos de informações são mais que bem vindos. Um abraço.

 

 

Ricardo GosWod

Participação: Rhaud

 

Fontes de pesquisa:

Artigo UOL

Artigo Techtudo

Artigo Pcworld

Starcraft Wiki Protoss

Liquid Team MaNa

Transmissão dos jogos H x I.A.

 

#Inteligenciaartificial #StarCraft #estrategia #trabalhadores #gg #I.A. #sindicato #blizzard #corporacao #mercado #sustentabilidade #responsabilidadesocial #etica #jogo #game #probes #protoss #revoltadasmaquinas #revolucaodigital #exterminadordofuturo #skynet #mineracao #recursos #teamliquid #robos #bots

 


Coluna RGW

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Rhaud é compositor e criador de jogos e escreve exatamente sobre isso em sua coluna Ouvhinddoh Meshuggah NashuvvahRhaud-compositor-criadordejogos-colunista-OuvhinddohMeshuggahNashuvvah-Metal-Jogos#Rhaud #compositor #criadordejogos #colunista #OuvhinddohMeshuggahNashuvvah #Metal #Jogos

 

 

 

 

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Coluna STT: Auto Ciência da Re-evolução – notas sobre dias de skate

Olá. Este é o Auto Ciência da Re-evolução. São notas sobre re-evolução. São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência.

Tirando as palavras bonitas e o floreio, são gravações de vídeo digital de tentativas de ‘acertar qualquer coisa’ e um desafio em suportar a exposição excessiva, coisa que aos 40 e poucos tenho certa dificuldade em assimilar.

Também é uma oportunidade de caçar trilhas sonoras de gente bacana para ajudar no entretenimento. Desta vez fui atrás de uns amigos que estão na ativa produzindo barulho, como Vida Ruim e The Fucking Shits; reencontrei o DJ LG Roc, que esteve muitos anos acompanhando rapers em Tóquio; e ainda indico o Djinnt, que são dois caras que cresceram juntos fazendo som (sendo um deles o Rhaud) e são pilhados por tempos quebrados e polirritmia, coisas que me fizeram me interessar por metal, depois de décadas de descaso.

As narrações do vídeo ficaram horríveis, é evidente, mas decidi não me preocupar tanto com isso e ver se aos poucos melhoram. Vamos ver se além desta, consigo preparar outras edições. Como disse o LG, ficou com cara de ‘video-zine-de-skate’. Eu gostei desta definição.

E sim, o flerte com Evolução e Ciência é proposital. Isso significa que tendo ao cientificismo. O que na prática, quer dizer que tenho grande dificuldade em aceitar questões que não passaram pelo ‘método científico’, por exemplo, ou similares. E eu estou aqui levando em consideração que as possibilidades de nossa existência são mesmo infinitas, e que só porque não podemos comprovar algo, não quer dizer que este algo não tenha probabilidades. Mas com a atual nuvem negra de obscurantismo pairando sobre nossas cabeças, achei oportuno levantar o tema, nem que fosse de forma paralela às manobras de skate.

É Isso. Valeu pela presença! Se quiser colar no rolê manda um ‘alô’. Abraço. Até logo.

 

Ricardo GosWod

 

Sons que animaram este vídeo:

Rain

By Djinnt (Curitiba)

Crust

By Djinnt (Curitiba)

https://www.instagram.com/djinntband/

 

Alegria Porra

by The Fucking Shits (Ponta Grossa)

https://thefuckingshits.bandcamp.com/track/alegria-porra

 

Governo Fantoche

from Vida Ruim EP by Vida Ruim (Curitiba)

https://vidaruim.bandcamp.com/track/governo-fantoche

 

Acoite

By LG Roc (Curitiba/Tóquio)

https://www.instagram.com/lgroc/

 

 

#skateboarding #curitiba #cwb #skatista #velho #aposentado #jorle #evolucao #autoconsciencia #ciencia #skatezine #sktzine #sk8zine #videozine

 


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Flash-Entrevista Rodrigo Minduim (No Milk Today) + Sorteio de Ingresso para assistir Grinders no FESTIVAL OS VELHOS PUNKS 2018 – 15dez


Quer assistir ao show do Grinders + Flicts + Rabo de Galo + RedLightz na faixa? Se liga no Sorteio que a Jorle está agilizando: Ingresso para o FESTIVAL OS VELHOS PUNKS 2018 – Show organizado pelo Coletivo O Velho Punk – Curitiba, dia 15.12.2018. Se inscreva pelo Formulário On-line!! Sorteio dia 14!

ATENÇÃO:

Então é isso! Foi realizado o sorteio para ‘Promo Jorle: Ganhe um Ingresso para ver Grinders no Festival Os Velhos Punks 2018, 15.dez!’. O Ganhador é o seguidor com e-mail “not….com”!

Parabéns! Seu nome será informado ao pessoal do Festival Os Velhos Punks. Aguarde mais informações em seu E-mail ou entre em contato! Até a próxima Promo Jorle. (resultado do sorteio em https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1433970)


Conversei esta semana com Rodrigo Minduim, do No Milk Today, e ele explicou rapidamente sobre seu trabalho no Coletivo O Velho Punk. Como na maioria das conversas/entrevistas que tenho feito, foi uma troca de mensagens, mas foi bem legal saber mais sobre o festival e sobre a página que já tem um ano de atividades.

Rodrigo: – Salve Ricardo! Beleza man? Valeu o contato! Bacana o jorle lá! Então….O Velho Punk é uma página que completa um ano de atividades. Nasceu da união de duas iniciativas: 1. ter um roteiro unificado de tudo que acontece no rock do submundo em Curitiba ( a página funcionou exclusivamente com esta função no início, com post único por mês que era atualizado com os shows que iam aparecendo) e 2. necessidade de produção de eventos e divulgação destes quando éramos nós que fazíamos e nossa banda (no milk today) não tocava. O tal roteiro começou quando nossos amigos de SP vinham para o Rock Carnival/Psycho Carnival e de manhã eu passava para eles o que ia acontecer no dia, estas mensagens de whatsapp acabavam vazando e a cidade inteira compartilhava, daí pensei o porquê não fazer isso permanentemente, daí começou…. Hoje não faço mais por falta de tempo, mas pretendo voltar.

Rodrigo: – A produtora O Velho Punk não objetiva lucro e sim promover shows com preços honestos e que se paguem. A ideia veio com o show do Flicts em 2017, e segue com diversas iniciativas com destaque para os shows semanais que acontecem no Leite Quente Café (na calçada).

Rodrigo: – O primeiro Festival é uma ideia de trazer anualmente bandas que fazem parte da história do punk nacional, como o Grinders dessa vez junto com o Flicts e logicamente colocando as coisas legais daqui para tocar junto (e nós também). Desta vez o No Milk não pode por afazeres profissionais dos integrantes, então segue com os amigos do Rabo de Galo e Redlightz representando a terra.

Rodrigo: – O Velho Punk somos todos nós….

Comprar Ingressos: https://www.sympla.com.br/os-velhos-punks-2018-grinders–flicts–rabo-de-galo–redlightz__353406

Visitar O Velho Punk: https://www.facebook.com/ovelhopunk

 

Para participar do sorteio de um Ingresso para o Festival preencha o formulário on-line no link abaixo e aguarde. O sorteio será realizado no dia 14 de dezembro pelo site sorteador.com.br e o ganhador (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para quem puder estar presente no show em Curitiba. Ver restrições de idade no local do show.

Link para o formulário:  bit.ly/2L8BPwG

 

DESCRIÇÃO DO EVENTO

Data: 15 de dezembro de 2018, 20h-23h59

FESTIVAL OS VELHOS PUNKS 2018 – Organizado pelo Coletivo O Velho Punk.

LOCAL: 92 GRAUS, o sagrado templo do Underground curitibano.

Encontro historico com:

GRINDERS comemorando os 30 anos de seu emblemático álbum vermelho. Os pais do skate punk brasileiro retornam a Curitiba para uma puta vomitada!

FLICTS volta a Curitiba depois de um ano para mais um bale de batalha e resistência!

RABO DE GALO lançando seu espetacular EP “A mercê de Satan!”

REDLIGHTZ hardcore skate ligeiro de volta aos palcos do 92 graus

VOCÊ: curtindo um Rock forte por um preço honesto.

Apenas 180 ingressos à venda. Preços promocionais para ingressos antecipados válidos para todas as classes.

 

Agradecimentos ao Rodrigo pelas informações e por ceder um ingresso para ser sorteado.

 

 

#Grinders #Flicts #RabodeGalo #RedLightz #FESTIVALOSVELHOSPUNKS2018 #osvelhospunks #sorteio #promo #skatepunk #show #hardcore #punkrock #punk #nomilktoday #minduim #92graus #underground #Curitiba #cwb

 


Coluna RGW

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Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

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Promo Jorle: Sorteio dia 15.10.2018 de um Vinil 7” Faca Cega II, da gravadora Zoom Discos, de Curitiba!

Saiu o Sorteio do Vinil 7” Faca Cega II, da gravadora Zoom Discos, de Curitiba!

Foi para nosso seguidor com e-mail de início “ram”.

Já foi informado e já recebeu seu vinil!

Obrigado a todos que participaram e Obrigado à Zoom Discos pela parceria. Em breve mais novidades.

Resultado do sorteio: https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1356568

Promo Jorle: Ganhe um Vinil 7” Faca Cega II, da gravadora Zoom Discos, de Curitiba!

Sorteio dia 15 de Outubro de 2018.

A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail no formulário (Link Formulário Inscrição), e depois vai receber avisos sobre as atividades da Jorle e da Zoom;

Se liga: é um baita disco de uma banda foda, de uma gravadora independente de Curitiba!

E ainda, se gostar mesmo da Zoom, do Faca Cega e dos trabalhos da Jorle, vai lá nos respectivos FaceBooks e comenta nos posts sobre o Sorteio, indicando para um @amigo!

Links: www.facebook.com/CegaFaca | www.facebook.com/zoomdiscos | www.facebook.com/JorleDistroInfoProjetos

 

O sorteio será realizado pelo site sorteador.com.br e o ganhador  (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para maiores de 16 anos e locais no Brasil.

 

Conheça a Zoom Discos!! Clique aqui!


 

 

 

#Som #Underground #Produtor #Artigo #Curitiba #Independentes #Fazsomemcuritiba #Fazsomcwb #CWB #punkrock #hardcore #facavocemesmo #DIY #FacaCega #Pantanum #Ornitorrincos #EvilIdols #Vida Ruim #zoomdiscos #SistersMindtrap #RabodeGalo

STT: #fazsomcwb “Zoom Discos” – Selo especializado em música punk e hardcore | Promo: Ganhe um Vinil 7″

#fazsomcwb

Sou apreciador de música, principalmente aquela feita nos porões da cidade, apresentada nos porões dos bares, produzida por conta e divulgada honestamente. Este interesse é tanto pela música quanto pela forma, que é esta da iniciativa independente e da organização entre os conhecidos para gravar, registrar, copiar e distribuir músicas, discos, bandas e artistas. Para contribuir com estes trabalhos achei uma boa ideia lista-los em alguns artigos intitulados #fazsomcwb. E como não sou grande especialista e não colo nos shows como seria adequado, vou iniciar com alguns selos de pessoal que já conheço e, quem sabe, com dicas e pesquisas, surjam novos artigos.

Zoom Discos

Neste episódio vamos conversar sobre a Zoom Discos, já com 4 anos e 5 vinis lançados em 7” (compacto de 7 polegadas). Atuando em Curitiba, os envolvidos estão por aí com suas bandas e gravações já há bem mais tempo, mas agora neste formato de “Selo independente de Curitiba especializado em música punk e hardcore” ou “rock tosqueira”, conforme anunciado em https://zoomdiscos.minestore.com.br. Além do site, dá pra encontrar o material nas bancas em shows e em alguns pontos de distribuição físicos com a Livraria Joaquim (R. Alfredo Bufren, 51 – Centro, Curitiba), na Redlightz Records (R. Brg. Franco, 1193 – loja 1c ) e em alguns botecos como Lavanderia e Lado B.

Pra saber mais sobre a Zoom, conversei, via mensagens, com Felipe Sad, que contou que quem toca o trabalho da gravadora são ele e o Leonardo Tocha. Felipe disse ainda que “o Chico Felix faz grande parte das artes de cartazes e material de divulgação e ideias de coisas que podemos fazer. O Carlos Panhoca, da revista Pé-de-cabra, faz as vezes de nosso caixeiro viajante, levando material do selo pros eventos que ele participa. Fora a galera que entra de parceria nos lançamentos. É muita gente colaborando.”

O Felipe também falou sobre o processo de trabalho: “A gente tem buscado gravar, mixar e masterizar tudo por conta própria no meu homestudio. Não é uma regra, mas é algo que a gente oferece para as bandas quando estamos propondo um lançamento. Tanto é que alguns lançamentos foram gravados em outros estúdios e mixados por mim e outros foram feitos pelas próprias bandas em estúdios que elas escolheram”.

E pra entender bem a coisa toda, perguntei ao Felipe – porque fazem isso: “Cara, porque a gente é maluco e gosta de perder dinheiro. hehe. Mas falando sério, porque a gente acredita que é importante que essa cena tenha um registro físico durável do que está produzindo. E acreditamos que o vinil compacto é o melhor formato disponível pra isso. Hoje grande parte das bandas fica só nos lançamentos digitais e daqui a pouco isso se perde, some… O vinil vai ficar. E o fato de fazermos as capas artesanalmente, vem da ideia de realmente colocar algo no mundo que nós mesmos fizemos. Uma coisa meio artística, manual, com alma”

A Zoom tem 5 discos lançados e mais 3 a caminho:

zoom 001 Evil Idols – Last Call

zoom 002 Faca Cega – Faca Cega EP

zoom 003 Vida Ruim – EP

zoom 004 Pantanum – Purple haze

zoom 005 Faca Cega – Faca Cega II

                A caminho:

zoom 006 Sisters Mindtrap (outubro)

zoom 007 Rabo de Galo – A mercê de Satã

zoom 008 Vida Ruim – Onda da morte retrocesso.

                Agradecimentos ao Felipe pela atenção, e se você leu este relato sobre a Zoom Discos e gostou ou curte as bandas que eles gravam, então vai lá, compra o material, vai nos shows e divulga!

Abraço.

Ricardo GosWod.

 

Contatos:

FB   /ZoomDiscos

Insta   @zoomdiscos

zoomdiscos@gmail.com

 


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Sorteio dia 15 de Outubro de 2018.

A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail no formulário (Link Formulário Inscrição), e depois vai receber avisos sobre as atividades da Jorle e da Zoom;

Se liga: é um baita disco de uma banda foda, de uma gravadora independente de Curitiba!

E ainda, se gostar mesmo da Zoom, do Faca Cega e dos trabalhos da Jorle, vai lá nos respectivos FaceBooks e comenta nos posts sobre o Sorteio, indicando para um @amigo!

Links: www.facebook.com/CegaFaca | www.facebook.com/zoomdiscos | www.facebook.com/JorleDistroInfoProjetos

 

O sorteio será realizado pelo site sorteador.com.br e o ganhador  (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para maiores de 16 anos e locais no Brasil.

 

 


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.

Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

 


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Forfeta – Formato For Fun de Yugioh

“Forfeta” é um formato de torneio de jogo de cartas de Yugioh organizado pelo Thiago Henrique, onde há um conjunto de restrições de cartas e “sets” diferente do proposto, diga-se “imposto”, pelo fabricante e organizador oficial do jogo. Este formato alternativo tem a intenção de criar uma opção à pressão para aquisição dos lançamentos e direções da distribuição oficial, esta geralmente com alto custo nas cartinhas, e também proporcionar uma versão “for fun” do jogo.

A empresa que tem os direitos comerciais de Yugioh faz lançamentos periódicos de novas cartas e até de novas regras, e claro, tenta direcionar os jogadores à investirem nos novos produtos e manterem-se “competitivos” nos grandes torneios. Além disso, tenta controlar OTKs e FTKs (“one turn kill” e “fist turn kill”), que são formas que os jogadores encontram de vencer um jogo sem haver chances de qualquer reação do oponente, pela combinação de efeitos de cartas ‘não previstos’ pelo fabricante, cartas estas que vão sendo listadas como limitadas ou proibidas (veja artigo com mais detalhes sobre yugioh). No Forfeta, estas listas são completamente distintas, reorientando o jogo.

Nesta entrevista, o Thiago conta um pouco sobre este torneio personalizado e o que vem funcionando bem para criar esta versão opcional do Yugioh.

Entrevista Forfeta

Jorle: Como se interessou por Yugioh e quando foi?
Thiago: Sempre amei as duas primeiras animações do jogo: O duel monsters e o Gx, desde a época que lançaram, mas me interessei mesmo pelo jogo quando vi o mundial em que a final tinha sido disputada entre dois decks de Blue-eyes e achei a Meruru onde eu podia jogar e fazer amigos.

Jorle: Já participou de grandes torneios ou do chamado “competitivo”?
Thiago: Claro! Sempre que possível tento prestigiar os torneios competitivos aos sábados. Ainda não tive minha oportunidade de jogar um regional ou nacional, mas já participei de uma edição do DSC da Duel Shop.

Premiação do Forfeta

Jorle: E de onde surgiu a vontade de fazer o torneio Forfeta?
Thiago: Um dia durante uma discussão sobre o quão colossal era a diferença de jogar com um deck “Tier 2-3” contra um deck “Tier 1”, perguntei se haviam tentado de alguma forma limitar como alguns dos decks mais fortes jogavam em certos torneios fora do competitivo, mas no fim nenhuma tinha sido realmente efetiva. Foi quando pensei em fazer “um formato onde apenas decks com um arquétipo jogam” e implementar algumas limitações sobre os que tinham uma capacidade bem maior sobre os outros e da maneira que eu criei todas as regras, todos aprovaram e tivemos a primeira edição com mais de 15 jogadores.

Jorle: Há quanto tempo você organiza o Forfeta?
Thiago: Com o apoio do dono da loja (Meruru), que gostou muito da ideia de um torneio com o formato diferente, já foram feitas mais de 30 edições.

Jorle: Qual é o foco principal para determinar as regras e restrições de cartas no Forfeta?
Thiago: Geralmente quando um deck se destaca demais fora do torneio em si depois que é lançado, eu faço atualizações na banlist personalizada para afetar o funcionamento do deck no torneio, então tenho que ficar bem atento quanto aos lançamentos de cartas e arquétipos novos. Quanto as regras, elas são personalizadas conforme o passar do tempo para se adaptarem ao “metagame local”, então tenho que escutar várias opiniões antes de mudar algo para a próxima edição.

Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!

Jorle: O que você vê de importante que atrai jogadores novos e experientes para o Forfeta?
Thiago: Geralmente os jogadores que vem prestigiar o Forfeta Champs são aqueles que querem fugir das “mesmices” do Yugioh formal, então aparecem pessoas desde o competitivo até algumas que gostam de jogar apenas o Forfeta por ser mais acessível.

Jorle: O que o jogador precisa para participar?
Thiago: Um deck dentro das especificações, 5 reais para a inscrição no torneio e muita vontade de jogar.

Jorle: Quando acontece e quando são os jogos?
Thiago: Todos os Domingos na Meruru, às 15h.

 

Link para as regras:
https://docs.google.com/document/d/1W2OP1ib5siUZBRGeeXtnrJTdyutAa2G9F1TfI7vdSvQ/edit?usp=drivesdk

 

Obs.: Recentemente o Thiago começou a organizar o torneio também virtualmente, utilizando preferencialmente o aplicativo Yugioh Pro. Se quiser participar deste torneio informal ou assistir aos “streamings” dos jogos, mande mensagem para 41 99521-0113.

 


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.

Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

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Coluna STT: Livro Cartas da Mata Atlântica | 5INCO – Dead Fish | Demo-tapes Brasil | Interferência Metal

Olá! Este post é para apresentar ou lembrar a todos de algumas coisas legais de gente legal, como o lançamento do livro do André de Meijer, o último episódio do 5INCO, do Marcelo Bacellar e um trabalho de digitalização de K7s “Demo-tapes Brasil”. Ainda gostaria de compartilhar um vídeo doméstico sobre como o metal bagunça a vida da pessoa.

 

Livro “Cartas da Mata Atlântica: histórias da natureza do litoral paranaense”.

Livro-cartasdamataatlancia-andre-de-meijerHá pouco tempo foi lançado o livro do André de Meijer, que já citei aqui em outro artigo. André, que depois de anos escrevendo suas “Cartas” tratando de suas observações científicas do ambiente natural onde residiu na Mata Atlântica, as quais enviava por e-mail à amigos do Brasil, Holanda (seu país de origem) e outros, reuniu todo este rico material e organizou esta publicação. O Livro pode ser comprado na loja da Amazon. Lá, no link “look inside”, pode-se dar uma espiada no conteúdo, prefácio e introdução.

 

5INCO – Edição Final, com Rodrigo Dead Fish

Com a 10ª edição do programa/vídeo/entrevista “5INCO”, o Marcelo Bacellar completa este trabalho com uma baita entrevista com Rodrigo, membro da banda Dead Fish. O trabalho completo foi, segundo o próprio Marcelo, “uma série de gente que curte trocar ideia sobre o punk. Temas discutidos como conversas de porta de show, mesa de bar ou chat do mirc”. Segue o vídeo do último episódio e também links para todos as edições.

 

Links:

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Extra: 5 Perguntas para Fabio Mozine sobre hardcore japonês:

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Demo-tapes Brasil – Descubra o maravilhoso mundo do Rock feito em fita cassete nos anos 80 e 90

Sim, é difícil se livrar do passado! E esse cara fez um favor aos saudosistas, digitalizando um grande número de gravações das mais variadas. Edson Luís Souza organizou um belo acervo, com gente como Adjustment,  Detrito Urbano, Voices, Anões de Jardim, Cólera, e por aí afora. É só entrar no link disponível na página do projeto e baixar. São 553 títulos!

https://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/

 

Interferência Metal

E pra encerrar o papo, deixo aqui este vídeo doméstico sobre fatos do metal: sacode a vida da pessoa!

Abraço!

 

Ricardo GosWod

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

Coluna STT: Counter Fairy Deck e Jogos de Cartas Viciantes: Yugioh

Estamos a ‘60’ meses sem dependência de jogos de cartas.

Estamos a ‘0’ meses sem dependência de jogos de cartas.

É isso aí. Depois de um período de cerca de 5 anos sem me envolver com jogos de cartas, especificamente o TCG (Trading Card Game) Yugioh, resistindo bastante para poder manter uma vida minimamente produtiva dando espaço a tantas coisas descentes e louváveis, eis que estou novamente envolvido! Talvez não dure muito, mas já foi o suficiente para eu gastar um bom tempo me atualizando quando à evolução das regras e aos novos ‘cards’ que estão funcionando bem hoje em dia. E para não ser um desperdício total, vou compartilhar estas pesquisas, que foram especificamente voltadas para um ‘set’ de cartas conhecidas como “Counter Fairy”, ou Fadas e Armadilhas de Resposta.

“Counter Fairy” não é o “set” mais atual nem o mais eficiente do jogo, mas com o lançamento do novo Deck Estrutural voltado para esta mecânica, alguns suportes ajudaram bastante e com um investimento pequeno achei uma boa ideia tentar montar o deck, e me divertir jogando. A estratégia básica é ativar armadilhas de resposta (counter traps) e com isso, além de negar as ações do oponente, obter vantagens a cada negação, como novas invocações especiais e envio de cartas do deck para a mão.

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Alguns bichos novos tem efeitos com a ativação das armadilhas de resposta, e o interessante é que estes bichos fazem o trabalho “assim que a trap é ativada”. Isso significa que não vão iniciar uma corrente (chain), ficando difícil destes efeitos serem negados pelo oponente, como é o caso de “Meltiel, Sage of the Sky” e “Minerva, Scholar of the Sky”,  que com a carta “The Sanctuary in the Sky” ou “The Sanctum of Parshath” em campo, podem respectivamente, destruir uma carta do oponente e voltar uma trap do cemitério para mão; “Layard the Liberator”, que faz voltar duas Fadas removidas para a mão; “Power Angel Valkyria”, que te permite buscar uma Fada do deck para mão; e a já conhecida “Bountiful Artemis”, que lhe dá uma compra extra do deck.

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Como as armadilhas de resposta geralmente tem um custo, pagando pontos de vida ou descartando cartas da mão, uma opção ótima é “Guiding Ariadne”, monstro com efeito pêndulo te libera de pagar este custo. Junto com “Luster Pendulum, the Dracoslayer” faz um combo ótimo ao destruir “Ariadne”, buscar uma nova cópia dela no deck e utilizar o efeito monstro que foi destruído para buscar uma armadilha de resposta do deck para mão. “Ariadne” ativa seu efeito de monstro mesmo enquanto utilizada como magia, já que, ao resolver, não está mais na zona de magias. E ainda, com dois pêndulos no campo, é possível fazer uma invocação pêndulo da “Ariadne” destruída.

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Outra carta interessante é “Sacred Arch-Airknight Parshath”. Com a armadilha “Rebirth of Parshath” ativando e resolvendo, pode-se buscar o “Parshath” do deck e invoca-lo no campo. Ainda, com “Power Angel Valkyria” no campo e um efeito/magia/armadilha sendo negado, busca-se o “Parshath” do deck para mão, e com seu próprio efeito de remover duas Fadas de qualquer lugar, é só fazer sua invocação especial da mão.

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Para quem quiser se arriscar e encontrar um bom equilíbrio, há os “Herald”, que podem negar ações do oponente direto da mão, e fazer efeitos de “Power Angel Valkyria” e “Sacred Arch-Airknight Parshath”, esta, mesmo da mão ou cemitério.

Com um investimento maior, pode-se ainda dar maior velocidade para o deck com cartas de mecânica de compra, e ainda descolar umas armadilhas melhores que negam invocação de monstros. E claro, um extra deck com mais algumas surpresas para salvar a vida em situações mais complicadas. Mas já aviso que aí a brincadeira começa a ficar cara.

Em pesquisas sobre o funcionamento do deck, encontrei várias opiniões diferentes. Muitos jogadores experientes disseram, com estes novos lançamentos, que este deck seria um candidato a “meta” (decks muito eficientes feitos para ganhar jogos e campeonatos). Outros já não acreditam tanto na sua eficiência. Em minha opinião, com todo o suporte (caro) necessário, pode-se dar bastante trabalho para os decks “meta”, mas vai exigir muito conhecimento dos decks mais encardidos, pois saber a hora correta de negar os efeitos do oponente e o que fazer com os benefícios, é parte integrante da estratégia.

Enfim, depois de utilizar por muito tempo, lá atrás, “Gladiator Beast” e algumas outras coisas mais “for fun”, estou gostando de testar estas Fadas e principalmente, aprender sobre as novas regras e decks atuais. E digo, o jogo não tem nada de brincadeira, e com as a grande diversidade de Pêndulos e os novos monstros Link, a exigência mental está absurda. Pelo menos vou adiar o alzheimer por alguns anos, e, na possibilidade de eu continuar vivo até a velhice, o cérebro vai estar um tanto mais ativo.

Agradecimentos ao Thiago Bittencourt pela leitura de revisão e ao Johan “RHAUD” (colunista de jogos em Jorle) que desde sempre me ensinou a jogar e é grande parceiro na discussão de estratégias.


Yu-gi-oh é um jogo de duelo de monstros, jogado com cartas, onde o jogador que conseguir liquidar os pontos do oponente primeiro ganha a partida, batalhando seus monstros contra os do oponente. Para isso são utilizadas cartas de monstros, que possuem um valor de ataque e de defesa e geralmente algum efeito, cartas de magias e cartas de armadilhas.

Yu-gi-oh é um jogo com Propriedade Intelectual, ou seja, há um registro exclusivo para a empresa que gere a marca, que tem exclusividade para a fabricação, distribuição, criação de novos conjuntos de cartas, novas regras e ainda a organização de um ranking e campeonatos por todo o mundo.

Os “cards” são vendidos aos jogadores e o preço pode variar bastante, basicamente segundo a raridade e importância de cada carta no jogo. Cartas podem custar de alguns centavos até algumas centenas de reais. Por ser um TCG, há uma cultura de trocas que está vinculada aos jogos. Ou seja, o que você tem e não precisa você pode trocar com outros jogadores e assim obter as cartas certas para sua estratégia de jogo.

De 1999 a 2016, já haviam sido lançadas 7649 cartas diferentes do jogo. Este número já deve estar perto de 13000.

 


Fontes:
https://www.ygopro.co/Forum/tabid/95/g/posts/t/28574/Guiding-Ariadne#post135867
http://yugioh.wikia.com/wiki/Card_Tips:Guiding_Ariadne
http://yugioh.tcgplayer.com/db/article.asp?ID=5640&writer=Kelly+Locke&articledate=3-29-2016
http://yugioh.wikia.com/wiki/Wave_of_Light_Structure_Deck

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Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

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