Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
MyTrix é um projeto criado à partir dos meus anos como skatista, das andanças pela cidade, de viagens para campeonatos, de amizades, dificuldades e lições para a vida toda. E, como tudo neste esporte individual mais coletivo que já conheci, não fiz nada sozinho. Desde o início do desenvolvimento de MyTrix, foram diversas colaborações e está na hora de falar sobre essa gente e agradecer.
O primeiro apoio veio de Johan G.W. que além de filho, tem sido grande parceiro. As conversas sobre a ideia, a estrutura, sobre a possibilidade de um jogo, sobre ver a cidade com outros olhos, vieram inicialmente de papos ao longo de seu curso de jogos digitais. Conversas que continuam até hoje nas horas de decisões difíceis.
Há ainda um outro grupo de amigos que foi fazendo sua parte ao longo do processo. De forma rápida, mas não sem a devida importância, cito:
Daniel Luiz Costa – pelas conversas e orientações sobre desenvolvimento de software;
Cesar Noda (Flying Gorilla) – Pelo fornecimento de imagens capturadas com Drone, utilizadas no projeto gráfico;
Roger Olho – pelas dicas e consultas sobre a cultura e vivência do skate;
Antônio Kantek – que mesmo de longe, forneceu dicas valiosas sobre desenvolvimento da aplicação e pelas conversas sobre a história do skate;
Fernando Santos – que por questões pessoais, não pode fazer parte do projeto, mas que teve importante participação na fase de planejamento;
Valéria Wodzynski – pela parceria, orientação e apontamentos críticos que trouxeram grande evolução em todo o projeto;
Marcelo Bacellar – pelas dicas no desenvolvimento do logotipo MyTrix;
Orlando Muska – pelo “tag” utilizado para a tipologia do logo MyTrix;
Rafael Narciso – por conversa muito importante sobre projetos, marcas, público e aplicativos para skate.
José Selski – por ter sido mentor no skate e na vida;
Por fim, o agradecimento aos fotógrafos e skatistas de Curitiba. Já havia feito o encontro para “Fabricação de Imagens” para que fossem utilizadas em ilustrações de MyTrix. Mas como ainda faltavam alguns “picos”, fiz um novo chamado, desta vez para quem tivesse fotos em acervo e quisesse me enviar para complementar o trabalho. Recebi algumas fotos bem legais, recentes e de momentos históricos, que gostei e resolvi publicá-las, todas. Montei este álbum e também as vou postar no “stories” nas redes sociais. Valeu Leandro LG Roc, Roger Olho, Wagner Machado, Felipe Bico, Diogo Vinícius, galera da Cozmic Nomadz, Julio Kondo, Fábio Costa Batata, Cristian Aurélio Pereira Sapo, Jimmy Erick e todos os skatistas fotografados.
Fica de olho aí! Segue e acompanha. Já já tá no ar!
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Depois de um bom tempo trabalhando na base do projeto, inicio a publicação de MyTrix, aplicação em forma de site web, voltado para praticantes de skate.
MyTrix, nome que é uma brincadeira com “minhas manobras”, estará em breve à disposição mas antes, ainda há um trabalhinho a ser feito, que é o de coletar algumas imagens para ilustrar partes do site.
E no último final de semana fizemos algumas fotos no velho Gaúcho. Convidei alguns amigos que se propuseram a dar uma ajuda e o resultado fui muito bom: nos encontramos, conversamos bastante, andamos de skate e veja só, até fizemos algumas imagens! O dia estava bonito, sol, sem muito calor, bem agradável.
Como nem todas as imagens serão utilizadas no projeto, montei esta apresentação com as fotos e trechos de vídeos fabricados, o que serve também como forma de marcar o início das atividades.
Quero agradecer aos fotógrafos e skatistas que estiveram presentes e que disponibilizaram o material. Serão ainda feitas outras imagens e uma busca em acervos.
Na próxima publicação a respeito de MyTrix, farei outros agradecimentos, desta vez ao pessoal que ajudou no desenvolvimento da aplicação.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2: E-Mail “is…ns@gmail.com”
Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #1: E-Mail “lv…26@gmail.com”
Obs.: Os sorteados serão comunicados e checados sua idade (+18) e endereços. Caso algum não se habilite para receber a revista, será realizado novo sorteio.
Obrigado a todos que participaram!! Em breve mais novidades!
Link para os resultados do Sorteio> https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1649858
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E foi assim: mandei umas perguntas e o Panhoca respondeu. Ele também disponibilizou duas revistas para o sorteio. Segue o papo:
Jorle: O que é a Pé-de-Cabra?
PDC: Pé-de-Cabra começou como uma revista ano passado e depois vi que dava pra fazer mais do que isso e a coisa foi evoluindo até virar um selo de publicações voltado pra satisfazer gente puta com toda essa porra que está acontecendo.
Jorle: Você acha que vai ter algum futuro respeitável e se tornar um cidadão de bem fazendo quadrinhos?
PDC: Nem fodendo. O bom da revista é que ela deixa bem claro o que a gente acredita e pensa. Todo esse bonmocismo armamentista é o outro lado da moeda. Eles nos odeiam, nós odiamos eles. Sem espaço pra babaca.
Jorle: Você é o principal responsável. Toca o lance todo sozinho? Tem parceiros?
Panhoca, editor da revista Pé-de-Cabra.
PDC: Eu dei o pontapé inicial porque eu já frequentava o meio da hq e arte degenerada tem uns bons anos. Aí chamei o Junior que tem experiencia de uma porrada de anos no mercado editorial e entende muito da parte gráfica e começamos a revista. Agora no começo do ano minha namorada (Karina) entrou pra equipe fazendo as letras do título da segunda revista e depois ajudando com as tarefas cotidianas, correios, empacotação, divulgação e esse tipo de coisa.
Jorle: Você tem morado em Curitiba, certo? Você é daqui? O que faz por aqui, trabalha, estuda, desenha, toca?
PDC: Gosto de ressaltar um termo que o Chico Félix usa bastante: moro em Curitiba LADO ORIENTAL. Não nos confundam com os babacas da republiqueta de Morolândia. Não sou nascido mas vim pra cá uns oito anos atrás pra assumir uma vaga de bibliotecário. Acabei me habituando e gosto daqui apesar de todos os problemas e o monte de pilantra que tem na rua. Eu desenho meio que por hobby no horário do almoço. Não tenho pretensão de ser artista ou algo do tipo. Ando pensando em me dedicar exclusivamente como editor e largar o lápis também. Me traz mais prazer e se não rola o tesão, não faz sentido, acho.
Jorle: Este é o segundo número da revista. Tem o tema específico de Doenças. Tem planos para novas compilações?
PDC: Tenho. A ideia é repetir essa fórmula porque tá dando certo. Uma vez ao ano abrindo chamado por três meses pra dar tempo de ter a ideia e executar. Não tenho um tema específico ainda mas às vezes vem umas ideias e anoto num papel. Tv, Monstro, Religião, Guardador de Carros. Tem tanto tema bom que ainda não foi tão explorado por aí.
Jorle: Como é a seleção dos trabalhos. Recebeu bastante coisa neste #2? Ficou material de fora?
PDC: A gente faz um chamado aberto por Facebook e Instagram com prazo de três meses para receber os trabalhos. Nesses posts de convocatória nós deixamos tudo bem especificado: tamanho, qualidade da imagem, tema, etc. Quando o prazo termina eu começo a olhar os trabalhos (pra não correr o risco de enjoar do trabalho dos primeiros que enviaram). Aí é a parte mais difícil, selecionar os que mais gostei e que encaixem de forma que a revista não vire uma colcha de retalhos. Nesse processo muita coisa boa acaba se perdendo porque contrasta demais com o resto. Dessa vez foram mais de 200 (207 se não me falha a memória) e só 42 entraram. No final acaba sobrando material pra fazer quase mais uma revista completa.
Jorle: O Chico Felix (Vida Ruim, Desvio de Aluguel, Gente Feia na TV) escreveu certa vez algo como: “uns desenhos e algumas folhas de xerox e a vida ganha sentido novamente”. Porque você resolveu se meter com produzir esse material?
Trecho da revista Pé-de-Cabra #2
PDC: Acho que qualquer coisa só faz sentido se você curtir o que você faz. Menos os Ramones. Eles podem se odiar e tocar juntos. Mas a gente não é os Ramones então vale a primeira frase. Eu não sei direito porque me meti a fazer revista. Acho que aproveitei uma brecha. A galera da Prego foi pra Portugal. Samba, Kowalski, Gibi Gibi e tantos outros terminaram. Esse formato de antologia sempre foi um formato que eu curti muito ler. Você compra por causa de uns três artistas que curte e leva de sobra mais um monte pra você conhecer o trampo. E com o Instagram começou a aparecer um monte de gente que gosto do trabalho e nunca via nada impresso. Acho que juntei tudo isso com a vantagem de eu ter um emprego estável que me sustenta pra fazer a revista sem o desespero de ter de vender tantas por mês pra poder me sustentar. No final acho que até daria pra pagar umas contas, mas aí não sei se conseguiria lançar mais coisas tão cedo. Prefiro manter tudo separado.
Jorle: Você tem um selo ou uma editora? Como organiza a impressão, distribuição, venda?
PDC: É um selo. Se sair na mídia que somos uma organização terrorista, uma gangue ou revolucionários comunistas, lembrem-se: somos um selo. As publicações vão acontecendo conforme a gente junta dinheiro pra sair mais uma. Bem pontual. Bateu a grana necessária? Publica. As vendas a gente se organiza pra ir nos correios conforme vão saindo no site (revistapedecabra.iluria.com) conforme nossa disponibilidade de ir aos correios. Eu e minha namorada assumimos essa tarefa. E aí tem as lojas de quadrinhos e bancas e livrarias que a gente manda conforme alguém tiver indo pra lá ou por correio também.
Valeu Panhoca, obrigado pela entrevista!
Se liga! Tem Evento de lançamento da Pé-de-Cabra #2 dia 18/05, 16h, na Itiban – Av. Silva Jardim, 845 – Curitiba
Promo Jorle: Inscreva-se para concorrer ao sorteio de 2 Revistas Pé-de-Cabra! Sorteio dia 21.05.19!
Como participar:
Concorra ao sorteio de duas revistas de quadrinhos ‘Pé-de-Cabra’, do editor Carlos Panhoca. Serão sorteadas duas pessoas, onde a primeira receberá um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2, e a segunda um exemplar da Pé-de-Cabra #1.
A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail aqui no formulário até o dia do sorteio e já está concorrendo! Ao se cadastrar, passará a receber via e-mail avisos sobre as atividades da Jorle (caso não queira mais receber notícias, basta descadastrar-se no link no final dos e-mails).
O sorteio será realizado no dia 21 de maio de 2019, pelo site sorteador.com.br e os ganhadores (2 ganhadores) divulgados em www.jorle.com.br e comunicados no e-mail cadastrado.
Apenas para maiores de 18 anos e entrega somente para endereços de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
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Apresento à todos, em colaboração ao Projeto Cara-da-Tábua, este shape do skatista “Cajé”, e um pouco da história envolvida, agora parte também desta coleção virtual de decks assinados por skatistas de Curitiba. Esta contribuição foi feita por Felipe “Bico”, velho guerreiro curitibano e skatista da rua da “Raridade”, que tem esta beleza conservada em sua casa. A arte do shape é de Marcelo Mortex Mortex. Cajé, que morou em Curitiba na década de 90 e depois saiu ao encontro de novas terras, vive hoje em Amsterdã, mas deixou sua marca nestas calçadas e ruas de CWB.
1995, Sktr: Carlos José “Cajé”, Art: Macelo Mortex Mortex.
Quando eu comecei a explorar a cidade andando de skate, à procura de novos picos e aventuras, fazia isso sempre acompanhado da rapaziada que costumava colar na rua da “Raridade”, loja de discos do centro de Curitiba, onde nos encontrávamos. De lá, saíamos para curtir a cidade, e vez por outra trombávamos com outras das diversas crews locais. E uma galera que era sempre uma grande experiência encontrar por aí era esse povo onde no meio sempre estavam metidos, entre muitos outros, Rafael Urso, Luiz Postal, Bisnaga, e Carlos José, o Cajé.
Eu, como skatista ainda em desenvolvimento e buscando referências, via no Cajé e seus amigos, a máxima representação da cultura do skate, na contemporaneidade nas manobras e na linguagem sonora, falada e visual. Via, nas sessões de skate das tardes de domingo, ali nos picos clássicos da cidade, a extensão visceral do que para mim significava a própria comunidade global do skate.
Quando o Bico me mandou as fotos do shape do Cajé, fiz um pedido ao Luiz Postal para que nos contasse um pouco sobre este seu grande amigo e companheiro de skate, que, confirmando minhas impressões àquele tempo passado, nos relatou:
Postal – “Tipo assim: o Cajé e a Drop Dead começaram meio juntos. Conheci o Cajé num campeonato no Gaúcho nos anos 90. Cajé – um apelido para Carlos José. Nascido em uma família de artistas portugueses, o Cajé sempre esteve além do que a gente imaginava ou conhecia. Ele já manjava vários sons, sacava várias manobras e andava muito, sempre na mesma e verdadeira atitude ‘low profile’ (discrição). Conhecia os vídeos do Matt Hensley, Rodney Mullen, ouvia Dinosaur Jr. e sabia tudo sobre o Massive Attack antes de qualquer um… O Cajé é um daqueles caras que você sempre vai amar e lembrar com carinho, muito carinho. Na linguagem internacional eles chamam de ‘Heimatlos’ – todos aqueles que não tem uma nação de origem comprovada. Seriam os apátridas, de acordo com o direito internacional. O Cajé, por outro lado, é e sempre foi um polipátrida, além das nações. Ele é brasileiro, português, holandês, angolano, australiano… humano. Demasiadamente humano.”
Postal: Uma aventura com o amigo – “Tínhamos combinado de nos encontrar em Heathrow. Eu viria da Alemanha e iríamos para Northhamptom. Havia chego em Munique há um dia e meio, sequer eu tinha ideia do tempo que eu levaria de trem até Londres. Parti logo que me liguei que a fita ia ser sinixxxtraa! Foi um dia/noite/manhã até chegar em London (dia em que havíamos marcado de nos encontrar). O Cajé estava levando quase tudo: malas, skate, shape, tênis, prancha de surf… Eu levava meu skate e vários shapes da Reverse pra vender e capitalizar na gringa… Daí zicou! Quando cheguei na estação fui abordado pela imigração. Os caras acharam que eu era muito fora do contexto. E o Cajé no aguardo! E eu fiquei duas horas no aeroporto respondendo perguntas sobre marfim paraguaio!”
Cajé. Ao lado, Postal. Fonte: acervo pessoal Postal.
Talvez mais alguém além de mim tenha ficado com a impressão de que a presença do Cajé na cena de skate da cidade tenha sido mesmo um dos diversos vetores importantes que moldaram ou construíram toda a imagem e “jeito” de ser e praticar skate por aqui. Esta história, assim como todas as histórias, empurram a curva que define os rumos futuros. Agradeço ao Cajé pela contribuição e influência sobre esse caminho, que considero bonito e rico. Agradeço ao Postal por compartilhar suas lembranças. E agradeço ao Felipe Bico por manter esta joia guardada para que pudesse compor este acervo virtual.
Você, parça, que tem algum shape que possa colaborar à esse acervo, ou tem shapes seus assinados novos ou antigos, e quiser nos mandar fotos, elas serão mais que bem vindas!
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
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Estas são notas sobre re-evolução.
São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência. Neste #2, pico em Colombo-PR: a Social Plaza.
Com fotos de Roger Olho e Fliyng Gorilla.
Participação de Roger Olho.
Palestra de Rodney Mullen: Faça um Ollie e inove!
Sobre poder da comunidade, conhecimento acumulado e inovação. https://youtu.be/3GVO-MfIl1Q
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Olá. Este é o Auto Ciência da Re-evolução. São notas sobre re-evolução. São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência.
Tirando as palavras bonitas e o floreio, são gravações de vídeo digital de tentativas de ‘acertar qualquer coisa’ e um desafio em suportar a exposição excessiva, coisa que aos 40 e poucos tenho certa dificuldade em assimilar.
Também é uma oportunidade de caçar trilhas sonoras de gente bacana para ajudar no entretenimento. Desta vez fui atrás de uns amigos que estão na ativa produzindo barulho, como Vida Ruim e The Fucking Shits; reencontrei o DJ LG Roc, que esteve muitos anos acompanhando rapers em Tóquio; e ainda indico o Djinnt, que são dois caras que cresceram juntos fazendo som (sendo um deles o Rhaud) e são pilhados por tempos quebrados e polirritmia, coisas que me fizeram me interessar por metal, depois de décadas de descaso.
As narrações do vídeo ficaram horríveis, é evidente, mas decidi não me preocupar tanto com isso e ver se aos poucos melhoram. Vamos ver se além desta, consigo preparar outras edições. Como disse o LG, ficou com cara de ‘video-zine-de-skate’. Eu gostei desta definição.
E sim, o flerte com Evolução e Ciência é proposital. Isso significa que tendo ao cientificismo. O que na prática, quer dizer que tenho grande dificuldade em aceitar questões que não passaram pelo ‘método científico’, por exemplo, ou similares. E eu estou aqui levando em consideração que as possibilidades de nossa existência são mesmo infinitas, e que só porque não podemos comprovar algo, não quer dizer que este algo não tenha probabilidades. Mas com a atual nuvem negra de obscurantismo pairando sobre nossas cabeças, achei oportuno levantar o tema, nem que fosse de forma paralela às manobras de skate.
É Isso. Valeu pela presença! Se quiser colar no rolê manda um ‘alô’. Abraço. Até logo.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
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Quer assistir ao show do Grinders + Flicts + Rabo de Galo + RedLightz na faixa? Se liga no Sorteio que a Jorle está agilizando: Ingresso para o FESTIVAL OS VELHOS PUNKS 2018 – Show organizado pelo Coletivo O Velho Punk – Curitiba, dia 15.12.2018. Se inscreva pelo Formulário On-line!! Sorteio dia 14!
ATENÇÃO:
Então é isso! Foi realizado o sorteio para ‘Promo Jorle: Ganhe um Ingresso para ver Grinders no Festival Os Velhos Punks 2018, 15.dez!’. O Ganhador é o seguidor com e-mail “not….com”!
Parabéns! Seu nome será informado ao pessoal do Festival Os Velhos Punks. Aguarde mais informações em seu E-mail ou entre em contato! Até a próxima Promo Jorle. (resultado do sorteio em https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1433970)
Conversei esta semana com Rodrigo Minduim, do No Milk Today, e ele explicou rapidamente sobre seu trabalho no Coletivo O Velho Punk. Como na maioria das conversas/entrevistas que tenho feito, foi uma troca de mensagens, mas foi bem legal saber mais sobre o festival e sobre a página que já tem um ano de atividades.
Rodrigo: – Salve Ricardo! Beleza man? Valeu o contato! Bacana o jorle lá! Então….O Velho Punk é uma página que completa um ano de atividades. Nasceu da união de duas iniciativas: 1. ter um roteiro unificado de tudo que acontece no rock do submundo em Curitiba ( a página funcionou exclusivamente com esta função no início, com post único por mês que era atualizado com os shows que iam aparecendo) e 2. necessidade de produção de eventos e divulgação destes quando éramos nós que fazíamos e nossa banda (no milk today) não tocava. O tal roteiro começou quando nossos amigos de SP vinham para o Rock Carnival/Psycho Carnival e de manhã eu passava para eles o que ia acontecer no dia, estas mensagens de whatsapp acabavam vazando e a cidade inteira compartilhava, daí pensei o porquê não fazer isso permanentemente, daí começou…. Hoje não faço mais por falta de tempo, mas pretendo voltar.
Rodrigo: – A produtora O Velho Punk não objetiva lucro e sim promover shows com preços honestos e que se paguem. A ideia veio com o show do Flicts em 2017, e segue com diversas iniciativas com destaque para os shows semanais que acontecem no Leite Quente Café (na calçada).
Rodrigo: – O primeiro Festival é uma ideia de trazer anualmente bandas que fazem parte da história do punk nacional, como o Grinders dessa vez junto com o Flicts e logicamente colocando as coisas legais daqui para tocar junto (e nós também). Desta vez o No Milk não pode por afazeres profissionais dos integrantes, então segue com os amigos do Rabo de Galo e Redlightz representando a terra.
Para participar do sorteio de um Ingresso para o Festival preencha o formulário on-line no link abaixo e aguarde. O sorteio será realizado no dia 14 de dezembro pelo site sorteador.com.br e o ganhador (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para quem puder estar presente no show em Curitiba. Ver restrições de idade no local do show.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Promo Jorle: Ganhe um Vinil 7” Faca Cega II, da gravadora Zoom Discos, de Curitiba!
Sorteio dia 15 de Outubro de 2018.
A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail no formulário (Link Formulário Inscrição), e depois vai receber avisos sobre as atividades da Jorle e da Zoom;
Se liga: é um baita disco de uma banda foda, de uma gravadora independente de Curitiba!
E ainda, se gostar mesmo da Zoom, do Faca Cega e dos trabalhos da Jorle, vai lá nos respectivos FaceBooks e comenta nos posts sobre o Sorteio, indicando para um @amigo!
O sorteio será realizado pelo site sorteador.com.br e o ganhador (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para maiores de 16 anos e locais no Brasil.
Sou apreciador de música, principalmente aquela feita nos porões da cidade, apresentada nos porões dos bares, produzida por conta e divulgada honestamente. Este interesse é tanto pela música quanto pela forma, que é esta da iniciativa independente e da organização entre os conhecidos para gravar, registrar, copiar e distribuir músicas, discos, bandas e artistas. Para contribuir com estes trabalhos achei uma boa ideia lista-los em alguns artigos intitulados #fazsomcwb. E como não sou grande especialista e não colo nos shows como seria adequado, vou iniciar com alguns selos de pessoal que já conheço e, quem sabe, com dicas e pesquisas, surjam novos artigos.
Zoom Discos
Neste episódio vamos conversar sobre a Zoom Discos, já com 4 anos e 5 vinis lançados em 7” (compacto de 7 polegadas). Atuando em Curitiba, os envolvidos estão por aí com suas bandas e gravações já há bem mais tempo, mas agora neste formato de “Selo independente de Curitiba especializado em música punk e hardcore” ou “rock tosqueira”, conforme anunciado em https://zoomdiscos.minestore.com.br. Além do site, dá pra encontrar o material nas bancas em shows e em alguns pontos de distribuição físicos com a Livraria Joaquim (R. Alfredo Bufren, 51 – Centro, Curitiba), na Redlightz Records (R. Brg. Franco, 1193 – loja 1c ) e em alguns botecos como Lavanderia e Lado B.
Pra saber mais sobre a Zoom, conversei, via mensagens, com Felipe Sad, que contou que quem toca o trabalho da gravadora são ele e o Leonardo Tocha. Felipe disse ainda que “o Chico Felix faz grande parte das artes de cartazes e material de divulgação e ideias de coisas que podemos fazer. O Carlos Panhoca, da revista Pé-de-cabra, faz as vezes de nosso caixeiro viajante, levando material do selo pros eventos que ele participa. Fora a galera que entra de parceria nos lançamentos. É muita gente colaborando.”
O Felipe também falou sobre o processo de trabalho: “A gente tem buscado gravar, mixar e masterizar tudo por conta própria no meu homestudio. Não é uma regra, mas é algo que a gente oferece para as bandas quando estamos propondo um lançamento. Tanto é que alguns lançamentos foram gravados em outros estúdios e mixados por mim e outros foram feitos pelas próprias bandas em estúdios que elas escolheram”.
E pra entender bem a coisa toda, perguntei ao Felipe – porque fazem isso: “Cara, porque a gente é maluco e gosta de perder dinheiro. hehe. Mas falando sério, porque a gente acredita que é importante que essa cena tenha um registro físico durável do que está produzindo. E acreditamos que o vinil compacto é o melhor formato disponível pra isso. Hoje grande parte das bandas fica só nos lançamentos digitais e daqui a pouco isso se perde, some… O vinil vai ficar. E o fato de fazermos as capas artesanalmente, vem da ideia de realmente colocar algo no mundo que nós mesmos fizemos. Uma coisa meio artística, manual, com alma”
A Zoom tem 5 discos lançados e mais 3 a caminho:
zoom 001 Evil Idols – Last Call
zoom 002 Faca Cega – Faca Cega EP
zoom 003 Vida Ruim – EP
zoom 004 Pantanum – Purple haze
zoom 005 Faca Cega – Faca Cega II
A caminho:
zoom 006 Sisters Mindtrap (outubro)
zoom 007 Rabo de Galo – A mercê de Satã
zoom 008 Vida Ruim – Onda da morte retrocesso.
Agradecimentos ao Felipe pela atenção, e se você leu este relato sobre a Zoom Discos e gostou ou curte as bandas que eles gravam, então vai lá, compra o material, vai nos shows e divulga!
Promo Jorle: Ganhe um Vinil 7” Faca Cega II, da gravadora Zoom Discos, de Curitiba!
Sorteio dia 15 de Outubro de 2018.
A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail no formulário (Link Formulário Inscrição), e depois vai receber avisos sobre as atividades da Jorle e da Zoom;
Se liga: é um baita disco de uma banda foda, de uma gravadora independente de Curitiba!
E ainda, se gostar mesmo da Zoom, do Faca Cega e dos trabalhos da Jorle, vai lá nos respectivos FaceBooks e comenta nos posts sobre o Sorteio, indicando para um @amigo!
O sorteio será realizado pelo site sorteador.com.br e o ganhador (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para maiores de 16 anos e locais no Brasil.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
“Forfeta” é um formato de torneio de jogo de cartas de Yugioh organizado pelo Thiago Henrique, onde há um conjunto de restrições de cartas e “sets” diferente do proposto, diga-se “imposto”, pelo fabricante e organizador oficial do jogo. Este formato alternativo tem a intenção de criar uma opção à pressão para aquisição dos lançamentos e direções da distribuição oficial, esta geralmente com alto custo nas cartinhas, e também proporcionar uma versão “for fun” do jogo.
A empresa que tem os direitos comerciais de Yugioh faz lançamentos periódicos de novas cartas e até de novas regras, e claro, tenta direcionar os jogadores à investirem nos novos produtos e manterem-se “competitivos” nos grandes torneios. Além disso, tenta controlar OTKs e FTKs (“one turn kill” e “fist turn kill”), que são formas que os jogadores encontram de vencer um jogo sem haver chances de qualquer reação do oponente, pela combinação de efeitos de cartas ‘não previstos’ pelo fabricante, cartas estas que vão sendo listadas como limitadas ou proibidas (veja artigo com mais detalhes sobre yugioh). No Forfeta, estas listas são completamente distintas, reorientando o jogo.
Nesta entrevista, o Thiago conta um pouco sobre este torneio personalizado e o que vem funcionando bem para criar esta versão opcional do Yugioh.
Entrevista Forfeta
Jorle: Como se interessou por Yugioh e quando foi? Thiago: Sempre amei as duas primeiras animações do jogo: O duel monsters e o Gx, desde a época que lançaram, mas me interessei mesmo pelo jogo quando vi o mundial em que a final tinha sido disputada entre dois decks de Blue-eyes e achei a Meruru onde eu podia jogar e fazer amigos.
Jorle: Já participou de grandes torneios ou do chamado “competitivo”? Thiago: Claro! Sempre que possível tento prestigiar os torneios competitivos aos sábados. Ainda não tive minha oportunidade de jogar um regional ou nacional, mas já participei de uma edição do DSC da Duel Shop.
Premiação do Forfeta
Jorle: E de onde surgiu a vontade de fazer o torneio Forfeta? Thiago: Um dia durante uma discussão sobre o quão colossal era a diferença de jogar com um deck “Tier 2-3” contra um deck “Tier 1”, perguntei se haviam tentado de alguma forma limitar como alguns dos decks mais fortes jogavam em certos torneios fora do competitivo, mas no fim nenhuma tinha sido realmente efetiva. Foi quando pensei em fazer “um formato onde apenas decks com um arquétipo jogam” e implementar algumas limitações sobre os que tinham uma capacidade bem maior sobre os outros e da maneira que eu criei todas as regras, todos aprovaram e tivemos a primeira edição com mais de 15 jogadores.
Jorle: Há quanto tempo você organiza o Forfeta? Thiago: Com o apoio do dono da loja (Meruru), que gostou muito da ideia de um torneio com o formato diferente, já foram feitas mais de 30 edições.
Jorle: Qual é o foco principal para determinar as regras e restrições de cartas no Forfeta? Thiago: Geralmente quando um deck se destaca demais fora do torneio em si depois que é lançado, eu faço atualizações na banlist personalizada para afetar o funcionamento do deck no torneio, então tenho que ficar bem atento quanto aos lançamentos de cartas e arquétipos novos. Quanto as regras, elas são personalizadas conforme o passar do tempo para se adaptarem ao “metagame local”, então tenho que escutar várias opiniões antes de mudar algo para a próxima edição.
Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!
Jorle: O que você vê de importante que atrai jogadores novos e experientes para o Forfeta? Thiago: Geralmente os jogadores que vem prestigiar o Forfeta Champs são aqueles que querem fugir das “mesmices” do Yugioh formal, então aparecem pessoas desde o competitivo até algumas que gostam de jogar apenas o Forfeta por ser mais acessível.
Jorle: O que o jogador precisa para participar? Thiago: Um deck dentro das especificações, 5 reais para a inscrição no torneio e muita vontade de jogar.
Jorle: Quando acontece e quando são os jogos? Thiago: Todos os Domingos na Meruru, às 15h.
Obs.: Recentemente o Thiago começou a organizar o torneio também virtualmente, utilizando preferencialmente o aplicativo Yugioh Pro. Se quiser participar deste torneio informal ou assistir aos “streamings” dos jogos, mande mensagem para 41 99521-0113.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.