Cortes Eixo Mole – 2 anos de skatezine

Para marcar 2 anos de Eixo Mole cortamos umas lembranças dos fanzines já lançados! E a cada video de cerca de 1 minuto também um pouquinho de história sobre a produção e vibe dos trampos.

SE INSCREVA EM WWW.YOUTUBE.COM/EIXOMOLESKATEZINE


Cortes Eixo Mole – Arte e Barulho

Começamos então com os artistas que já participaram. Somos skatistas, portanto artistas. Cada um em suas viagens, usamos o Eixo Mole como tela e também abrimos espaço para convidados que costumam caminhar com a gente.

O Eixo Mole surgiu como efeito colateral dessa que foi uma das maiores aventuras que já vivemos, este confinamento por conta da Covid. Amigos, velhos, cada um com suas vidas, mas com o skate em comum. Um grupo de conversas, alguns vídeos de casa compartilhados e foi o suficiente.


Cortes Eixo Mole – Skate Hoje

Skate Hoje é uma sessão do fanzine Eixo Mole onde convidamos crews de skatistas que estão movimentando a cena regional e para além dos jovens que evoluem em manobras pesadas, essa galera também tem a característica de se organizarem.

Como dizem, skate é um “esporte” individual muito coletivo. É perceptível a força quando o pessoal se junta para fazer obstáculos, reformar pistas, organizar eventos independentes e evoluir em conjunto. Quem ainda não viu, dá uma olhada naquela apresentação do Rodney Mullen: Faça um Ollie e inove, onde ele conta sobre poder da comunidade, conhecimento acumulado e inovação. Também vale a leitura do artigo “Associações, crews e outras formas de organização de skatistas” – link na Bio.

Foi o que a gente viu nessa rapeize gente fina e que andam muito de skate dos @cozmicnomadz, da @yeahskateboards e @thefilmerd, pessoal da #pistadematinhos no Litoral do Paraná e da @quadradavish no J.A.!

Obrigado pelos corres de filmagens e pelas video parts que ficaram animais!


Cortes Eixo Mole – Entrevistas

Ao longo das edições, conversamos com camaradas marcantes da história do skate. Papos sobre a cultura e evolução da cena.

Falamos com Júlio Japa @sik__75 sobre música, discos e a cultura do skate; com Marcos Pesch @marcos.pesch sobre preparação física para skate depois de velho; e com o fotógrafo Wester Fernando, entrevistado por @fabiocostabatata, que contou suas aventuras da década de 90.

Também iniciamos a série “Passando o Eixo”, onde exploramos a passagem do bastão do skate de rua, de geração em geração. Começamos pelos lendários Cobra @instacobra_, Zé Selski @joseselski, Fukuda @leonardofukuda e Caolho, a “galera da Tofs”. Na sequência vieram Rafael Urso @urso.skt.cwb e Fabrício Gugu @fabraza, que contaram sobre a geração que consolidou a presença de brasileiros pelo mundo, suas carreiras como profissionais e curiosidades locais e globais.


Cortes Eixo Mole – Rolê Tiozão I

Não! A gente não anda nada mas anda muito! Cortando todas as manobras e colocando em sequência ficou um negócio bonito de ver, principalmente pra nós mesmos. Porque cada cena é mais que uma manobra de skate. São lugares visitados e amigos vistos. São escapes da vida cotidiana para um respiro na rua. Somos velhos, temos contas e trampos. O skate faz furos e areja a rotina banal da sobrevivência.


Cortes Eixo Mole – Rolê Tiozão II

Fazer fanzine é uma tradição meio punk, meio underground. Nos anos 90 muita gente fazia as ‘revistas de fanáticos’ sobre assuntos diversos. Desde ciência experimental até música e skate. Assim era o ‘Sabonete’, do José Selski, que além de PRO, escrevia e registrava as coisas naquele tempo. O ‘zine do Zé’ inspirou a gente, nas antigas e agora. Só pra lembrar, o Zé também teve a marca Ajax, que reuniu um time de selvagens que não sabiam correr campeonato e eram frequentemente vistos pelas ruas da cidade despencando de canteiros e corrimões.

Obrigado Zé! A gente faz umas merdas hoje em dia um pouco por causa de você. Te amamos!!


Cortes Eixo Mole – Rolê Tiozão III

‘Danem-se as habilidades’ estava escrito em uma ilustração feita pelo Bico, um tempo atrás. Esse é o espírito. Tem uns que andam mais, outros menos, tem uns com mais tempo, outros com menos. O lance é estar no rolê, do jeito que pode e faz bem. Certas ‘obrigações sociais’ no mundo do skate vão ficando pra trás conforme envelhecemos. Talvez envelhecer se trate mesmo disso. Deixar o que outros pensam na cabeça dos outros. Segue o barco, vai curtir. Talvez seja o relógio que começa a contar regressivamente e faz a gente focar no que dá retorno na vida.

Eixo Mole não dá retorno! Zoeira, dá sim! Mais uma coisinha da vida que é legal de fazer, só por fazer.

E às vezes sai até umas manobras!


Cortes Eixo Mole – 2 anos de Skate Zine

Último video das lembranças dos dois primeiros anos de fanzine. Teve erro, aprendizado, empolgação, procrastinação. Não teve coach exigindo o impossível e tiveram conversas aos montes. Os bastidores são nossos grupos de mensagens. A gente fala sobre skate, novidades, manobras e eventos. A gente fala muito sobre política! Sim! Porque fazer fanzine é política. Tudo é política. Conversar e discutir está na nossa veia, porque skate já foi, acreditem jovens, coisa de vagabundo e inútil na sociedade! Por décadas estivemos na linha de frente na batalha entre o que é do ‘bem’ e o que é do ‘mal’ para essa gente hipócrita que aponta no outro seus próprios defeitos. Conversar é melhorar, evoluir. A gente faz isso com nossos filhos, com ‘conjes’, com livros, com música, com skate.

Obrigado a todo mundo que participa e acompanha! Tomara que a gente faça mais!!! Se não der preguiça!


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Eixo Mole Skate Zine #3 – Pioneiros do Street em Curitiba – NO AR!

Eixo Mole Skate Zine #3 Pioneiros do street em Curitiba

Já está no ar a nova edição do Eixo Mole Skate Zine!

 

NESTA EDIÇÃO

‘Rolê Tiozão’ com os CWB-SKT-Warriors;

‘Cultura Arte & Ruído’ com Guilherme Vera – G.Veras – e a pista Local Board em Pontal do Sul – PR;

‘Skate Hoje’ com os Skater´s do Litoral-PR Lucas Lima, Eduardo Oliveira (Dudu), Drope EACV, Luiz Lipski, Jeff Jefferson Marques, Alex Pit Bull;

‘Passando o Eixo’ com depoimentos dos Pioneiros do Street Skate em Curitiba Alexandre Kobra, João K-Olho, José Selski e Leonardo Fukuda.

 

CRÉDITOS

Eixo.Mole é um skate-zine montado com arquivos de rolês e conversas das redes sociais da crew CWB-SKT-Warriors.

Inspirado na estética dos ‘fanzines’, o Eixo Mole é um vídeo revista sobre a cultura do skate. Trazendo as sessões ‘Old School’, ‘Memórias’, ‘Passando o Eixo’, ‘Arte & Barulho’ e ainda ‘Skate Hoje’, com a cena atual, é um canal de informação e conexão de gerações, editado pela galera dos CWB Skt Warriors, Velhos Malditos Skatistas de Curitiba.

Pega as novidades seguindo #cwbsktwarriors e #eixomole, ou pela página do Projeto aqui em Jorle!

Inscreva-se no Canal no Youtube para acompanhar os lançamentos!

 

SONS

:: Abertura: Beats: LGRoc – BACK TO THE ROOTS @LGROC Rock: Johan Wodzynski – Intro Eixo Mole @johan.wodzynski Teaser: “NEVE EM CURITIBA” – FACA CEGA – ep 2016

:: Role Tiozão – Você consegue: Ricardo Goswod: PLUTO – SURF CAMBOJA 2 PLUTO – SURF CAMBOJA 3 IAN MACKAYE Peterson Caetano: “LULA LIVRE REGGAE” – DIGITALDUBS; EARL SIXTEEN – 2019 Diogo Vinícius / Cícero Kato: “PAY TO LIVE” – AGENT HELL FIRE olho: “MORTE ASCETA” – MORTE ASCETA – 2002 Sole / Lgroc /Antonio / Julian/ José Selski GS; SADAT – MESS PROD BY LG ROC Cesar Noda: GS; SADAT – MESS prod by LG ROC Morcego: LOOP (VOODLOOP) – LOOPMAKER (LACUZ12) MIXTAPE: LOOPS IN THE SKY BY LACUZ 12

:: Skate Hoje: Skater´s Litoral-PR: Lucas Lima – Eduardo Oliveira (Dudu) – Drope EACV – Luiz Lipski – Jeff Jefferson Marques – Alex Pit Bull: AW SHIT MPz LG_ROC

:: Cultura Arte & Ruído: Guilherme Vera – G.Veras: A Arte de Viver – Eltin

:: Passando o Eixo Pioneiros do Street Skate em Curitiba: Alexandre Kobra – João K-Olho – José Selski – Leonardo Fukuda: Public domain Street of Fire

:: Merchandising: “ONE MORE TIME” – EVIL IDOLS – EVIL IDOLS/MOTOSIERRA – 2003

:: Créditos: DJ ROMER GOYA – PISTA MECÂNICA

 

PRODUÇÃO

CWB-SKT-WARRIORS Allysson Miko, André Toppel, Antônio Kantek, Cesar Noda, Cícero Kato, Clezinho, Felipe Bico, José Selski, Guilherme Simpson, Jefferson Morcego, Julian Polydoro, Juliano Carlos, Leandro Lgroc, Romer Goya, Olho Wodzynski, Sole, Peterson Caetano, Ricardo Goswod Aviso: As ideias e opiniões expressas nas ‘partes’ de skatistas e nos depoimentos são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do zine.

CONTATO

eixo.mole.skate.zine@gmail.com

Cara-da-Tábua: shape do José Selski, andar no gás, Sabonete Zine e Ajax

Mais reservado hoje em dia e difícil de ser achado, agora morador de Pontal do Paraná, local escolhido para viver com sua família, demorou um pouco até que o José Selski soltasse estas fotos de seu model que saiu pela Drop Dead em 1990/1991. O “Zé” nos contou que este shape está em Floripa (SC), na parede do escritório do Eduardo (DD), que diz ser este o primeiro shape da Drop Dead. José tem grande importância para o desenvolvimento do skate da rua (modalidade ‘Street’) em Curitiba, por seus anos como skatista, além do apoio dado à diversos caras de uma nova geração já nos anos 90, através de sua marca Ajax, incluindo o apoio que eu mesmo recebi.

1991/1992, Sktr: José Selski “Zé”.

José foi o tipo de skatista que marcava presença, como nos relatos do Antônio Kantek: “Eu lembro de você andando na rua lisa do Jardim das Américas. Lembra desse pico? Eu lembro que você dava shove it, shove it e flip no gasão, era muito massa”. “Eu nunca vi ele andando parando, sempre no gás”. “O Zé, junto com esses caras aí da rua lisa, Juninho, Bilu, Caolho, Fukuda e Chileno, foram os primeiros streeteiros de Curitiba de verdade”.

Quem também resgatou coisas da memória foi o Roger Robert: “Não lembro muitos detalhes dessa época, mas lembro que o Zé era o maior nome do street paranaense, no final dos anos 80, início dos 90, época que a modalidade ainda buscava seu espaço, independência e reconhecimento. Que era respeitado pelos melhores skaters do país, e reconhecido como um talento ao nível dos ídolos mundiais da época. Não por outro motivo era comparado a Natas Kaupas, um dos maiores skatistas dos anos 80. Sempre preocupado em trabalhar pelo crescimento do esporte, ajudou na evolução das marcas locais e incentivando os novos atletas que surgiam. Essa filosofia buscamos incorporar à Ajax, criada para disponibilizar produtos e apoio a quem realmente andava de skate, nos moldes de como já faziam as marcas americanas. De um modo geral tinha uma visão underground do skate, priorizando o esporte como diversão, em favor de quem realmente praticava o esporte, diferente da visão que ia se afirmando em favor de campeonatos, mídia e que buscava atingir cada vez mais públicos de praticantes eventuais ou de simpatizantes. Em palavras de hoje, foi um legitimo skatista raiz, que em muito influenciou a sua e as próximas gerações, contribuindo muito para a grande evolução que vimos ao longo dos anos 90”. “Do Zé andando o que lembro mais era das sessions no Castelo, sempre andando no gás, acertando as manobras em linha (flips, kick flips) na base e principalmente se divertindo”.

Além destes relatos, eu mesmo posso contar algo sobre o que vivi, que, além de leitor fervoroso e colaborador do Zine de Skate “Sabonete”, feito pelo José, ainda fiz parte dos anos da Ajax. Esta marca, modesta mas importante, era chefiada por José e pelo Roger Robert, que juntos montaram uma das equipes mais expressivas daqueles anos, entre 93 e 97, mais ou menos. Naquele tempo se discutia muito sobre o valor de quem sabia andar de skate nas ruas e pistas no dia a dia com consistência, em contraposição aos que sabiam ganhar campeonatos, e o José e o Roger sabiam reconhecer a galera da rua. E se hoje isso soa polêmico, em tempos em que os campeonatos valorizam bastante quem sabe mesmo andar de skate, imagine duas décadas atrás. De fato a equipe da Ajax era formada pelo pessoal que estava sempre nos picos e para quem os campeonatos eram mais uma grande festa para encontrar os amigos do que uma competição. Tanto era, que quando fui convidado pelo José para fazer parte da equipe, foi algo de tanto orgulho e emoção, que nem parecia séria a proposta. Mas era, e com isso veio o circuito de skate com toda a carga: as pessoas, os eventos, as influências, o glamour, o ‘estrelismo’, as revelações, as decepções, as viagens e o contato com o ‘circo’ do brasil todo. Neste ponto veio a grande importância do José em minha caminhada: após me colocar na equipe, me ensinou a como me manter ‘o mesmo’, a escolher por onde caminhar, a pensar com a própria cabeça e a valorizar quem de fato me desse apoio. Aprendi tudo isso mais ou menos, mas as lições foram tantas e tão especiais que as carrego por toda a vida.

Fanzine Sabonete (Projeto Fanzines da Casa da Ponte)

 

Com tudo isso dito, inserir mais este model de deck na Coleção “Cara-da-Tábua” é uma alegria e uma honra. Assim, junta-se à coleção não só mais um shape, mas um importante pedaço da história do skate de Curitiba.

Visite a Exposição Virtual e leia todos os artigos sobre cada colaboração. Se tem um shape de skatista da cidade ou que fez parte desta história e quiser colaborar, tire uma foto e manda pra gente!

Obrigado!

 

Ricardo GosWod.

 

 

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Cara-da-Tábua: Shape do Cajé, seus anos em Curitiba e influência na cena de skate – relato de Postal

Apresento à todos, em colaboração ao Projeto Cara-da-Tábua, este shape do skatista “Cajé”, e um pouco da história envolvida, agora parte também desta coleção virtual de decks assinados por skatistas de Curitiba. Esta contribuição foi feita por Felipe “Bico”, velho guerreiro curitibano e skatista da rua da “Raridade”, que tem esta beleza conservada em sua casa. A arte do shape é de Marcelo Mortex Mortex. Cajé, que morou em Curitiba na década de 90 e depois saiu ao encontro de novas terras, vive hoje em Amsterdã, mas deixou sua marca nestas calçadas e ruas de CWB.

1995, Sktr: Carlos José “Cajé”, Art: Macelo Mortex Mortex.

Quando eu comecei a explorar a cidade andando de skate, à procura de novos picos e aventuras, fazia isso sempre acompanhado da rapaziada que costumava colar na rua da “Raridade”, loja de discos do centro de Curitiba, onde nos encontrávamos. De lá, saíamos para curtir a cidade, e vez por outra trombávamos com outras das diversas crews locais. E uma galera que era sempre uma grande experiência encontrar por aí era esse povo onde no meio sempre estavam metidos, entre muitos outros, Rafael Urso, Luiz Postal, Bisnaga, e Carlos José, o Cajé.

Eu, como skatista ainda em desenvolvimento e buscando referências, via no Cajé e seus amigos, a máxima representação da cultura do skate, na contemporaneidade nas manobras e na linguagem sonora, falada e visual. Via, nas sessões de skate das tardes de domingo, ali nos picos clássicos da cidade, a extensão visceral do que para mim significava a própria comunidade global do skate.

Quando o Bico me mandou as fotos do shape do Cajé, fiz um pedido ao Luiz Postal para que nos contasse um pouco sobre este seu grande amigo e companheiro de skate, que, confirmando minhas impressões àquele tempo passado, nos relatou:

Postal – “Tipo assim: o Cajé e a Drop Dead começaram meio juntos. Conheci o Cajé num campeonato no Gaúcho nos anos 90. Cajé – um apelido para Carlos José. Nascido em uma família de artistas portugueses, o Cajé sempre esteve além do que a gente imaginava ou conhecia. Ele já manjava vários sons, sacava várias manobras e andava muito, sempre na mesma e verdadeira atitude ‘low profile’ (discrição). Conhecia os vídeos do Matt Hensley, Rodney Mullen, ouvia Dinosaur Jr. e sabia tudo sobre o Massive Attack antes de qualquer um… O Cajé é um daqueles caras que você sempre vai amar e lembrar com carinho, muito carinho. Na linguagem internacional eles chamam de ‘Heimatlos’ – todos aqueles que não tem uma nação de origem comprovada. Seriam os apátridas, de acordo com o direito internacional. O Cajé, por outro lado, é e sempre foi um polipátrida, além das nações. Ele é brasileiro, português, holandês, angolano, australiano… humano. Demasiadamente humano.

Postal: Uma aventura com o amigo – “Tínhamos combinado de nos encontrar em Heathrow. Eu viria da Alemanha e iríamos para Northhamptom. Havia chego em Munique há um dia e meio, sequer eu tinha ideia do tempo que eu levaria de trem até Londres. Parti logo que me liguei que a fita ia ser sinixxxtraa! Foi um dia/noite/manhã até chegar em London (dia em que havíamos marcado de nos encontrar). O Cajé estava levando quase tudo: malas, skate, shape, tênis, prancha de surf… Eu levava meu skate e vários shapes da Reverse pra vender e capitalizar na gringa… Daí zicou! Quando cheguei na estação fui abordado pela imigração. Os caras acharam que eu era muito fora do contexto. E o Cajé no aguardo! E eu fiquei duas horas no aeroporto respondendo perguntas sobre marfim paraguaio!

Cajé. Ao lado, Postal. Fonte: acervo pessoal Postal.

Talvez mais alguém além de mim tenha ficado com a impressão de que a presença do Cajé na cena de skate da cidade tenha sido mesmo um dos diversos vetores importantes que moldaram ou construíram toda a imagem e “jeito” de ser e praticar skate por aqui. Esta história, assim como todas as histórias, empurram a curva que define os rumos futuros. Agradeço ao Cajé pela contribuição e influência sobre esse caminho, que considero bonito e rico. Agradeço ao Postal por compartilhar suas lembranças. E agradeço ao Felipe Bico por manter esta joia guardada para que pudesse compor este acervo virtual.

 

Você, parça, que tem algum shape que possa colaborar à esse acervo, ou tem shapes seus assinados novos ou antigos, e quiser nos mandar fotos, elas serão mais que bem vindas!

Valeu. Abraço. Até logo.

Visite a Exposição completa: só clicar!

 

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

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