Forfeta – Formato For Fun de Yugioh

“Forfeta” é um formato de torneio de jogo de cartas de Yugioh organizado pelo Thiago Henrique, onde há um conjunto de restrições de cartas e “sets” diferente do proposto, diga-se “imposto”, pelo fabricante e organizador oficial do jogo. Este formato alternativo tem a intenção de criar uma opção à pressão para aquisição dos lançamentos e direções da distribuição oficial, esta geralmente com alto custo nas cartinhas, e também proporcionar uma versão “for fun” do jogo.

A empresa que tem os direitos comerciais de Yugioh faz lançamentos periódicos de novas cartas e até de novas regras, e claro, tenta direcionar os jogadores à investirem nos novos produtos e manterem-se “competitivos” nos grandes torneios. Além disso, tenta controlar OTKs e FTKs (“one turn kill” e “fist turn kill”), que são formas que os jogadores encontram de vencer um jogo sem haver chances de qualquer reação do oponente, pela combinação de efeitos de cartas ‘não previstos’ pelo fabricante, cartas estas que vão sendo listadas como limitadas ou proibidas (veja artigo com mais detalhes sobre yugioh). No Forfeta, estas listas são completamente distintas, reorientando o jogo.

Nesta entrevista, o Thiago conta um pouco sobre este torneio personalizado e o que vem funcionando bem para criar esta versão opcional do Yugioh.

Entrevista Forfeta

Jorle: Como se interessou por Yugioh e quando foi?
Thiago: Sempre amei as duas primeiras animações do jogo: O duel monsters e o Gx, desde a época que lançaram, mas me interessei mesmo pelo jogo quando vi o mundial em que a final tinha sido disputada entre dois decks de Blue-eyes e achei a Meruru onde eu podia jogar e fazer amigos.

Jorle: Já participou de grandes torneios ou do chamado “competitivo”?
Thiago: Claro! Sempre que possível tento prestigiar os torneios competitivos aos sábados. Ainda não tive minha oportunidade de jogar um regional ou nacional, mas já participei de uma edição do DSC da Duel Shop.

Premiação do Forfeta

Jorle: E de onde surgiu a vontade de fazer o torneio Forfeta?
Thiago: Um dia durante uma discussão sobre o quão colossal era a diferença de jogar com um deck “Tier 2-3” contra um deck “Tier 1”, perguntei se haviam tentado de alguma forma limitar como alguns dos decks mais fortes jogavam em certos torneios fora do competitivo, mas no fim nenhuma tinha sido realmente efetiva. Foi quando pensei em fazer “um formato onde apenas decks com um arquétipo jogam” e implementar algumas limitações sobre os que tinham uma capacidade bem maior sobre os outros e da maneira que eu criei todas as regras, todos aprovaram e tivemos a primeira edição com mais de 15 jogadores.

Jorle: Há quanto tempo você organiza o Forfeta?
Thiago: Com o apoio do dono da loja (Meruru), que gostou muito da ideia de um torneio com o formato diferente, já foram feitas mais de 30 edições.

Jorle: Qual é o foco principal para determinar as regras e restrições de cartas no Forfeta?
Thiago: Geralmente quando um deck se destaca demais fora do torneio em si depois que é lançado, eu faço atualizações na banlist personalizada para afetar o funcionamento do deck no torneio, então tenho que ficar bem atento quanto aos lançamentos de cartas e arquétipos novos. Quanto as regras, elas são personalizadas conforme o passar do tempo para se adaptarem ao “metagame local”, então tenho que escutar várias opiniões antes de mudar algo para a próxima edição.

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Jorle: O que você vê de importante que atrai jogadores novos e experientes para o Forfeta?
Thiago: Geralmente os jogadores que vem prestigiar o Forfeta Champs são aqueles que querem fugir das “mesmices” do Yugioh formal, então aparecem pessoas desde o competitivo até algumas que gostam de jogar apenas o Forfeta por ser mais acessível.

Jorle: O que o jogador precisa para participar?
Thiago: Um deck dentro das especificações, 5 reais para a inscrição no torneio e muita vontade de jogar.

Jorle: Quando acontece e quando são os jogos?
Thiago: Todos os Domingos na Meruru, às 15h.

 

Link para as regras:
https://docs.google.com/document/d/1W2OP1ib5siUZBRGeeXtnrJTdyutAa2G9F1TfI7vdSvQ/edit?usp=drivesdk

 

Obs.: Recentemente o Thiago começou a organizar o torneio também virtualmente, utilizando preferencialmente o aplicativo Yugioh Pro. Se quiser participar deste torneio informal ou assistir aos “streamings” dos jogos, mande mensagem para 41 99521-0113.

 


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.

Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

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Coluna STT: Counter Fairy Deck e Jogos de Cartas Viciantes: Yugioh

Estamos a ‘60’ meses sem dependência de jogos de cartas.

Estamos a ‘0’ meses sem dependência de jogos de cartas.

É isso aí. Depois de um período de cerca de 5 anos sem me envolver com jogos de cartas, especificamente o TCG (Trading Card Game) Yugioh, resistindo bastante para poder manter uma vida minimamente produtiva dando espaço a tantas coisas descentes e louváveis, eis que estou novamente envolvido! Talvez não dure muito, mas já foi o suficiente para eu gastar um bom tempo me atualizando quando à evolução das regras e aos novos ‘cards’ que estão funcionando bem hoje em dia. E para não ser um desperdício total, vou compartilhar estas pesquisas, que foram especificamente voltadas para um ‘set’ de cartas conhecidas como “Counter Fairy”, ou Fadas e Armadilhas de Resposta.

“Counter Fairy” não é o “set” mais atual nem o mais eficiente do jogo, mas com o lançamento do novo Deck Estrutural voltado para esta mecânica, alguns suportes ajudaram bastante e com um investimento pequeno achei uma boa ideia tentar montar o deck, e me divertir jogando. A estratégia básica é ativar armadilhas de resposta (counter traps) e com isso, além de negar as ações do oponente, obter vantagens a cada negação, como novas invocações especiais e envio de cartas do deck para a mão.

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Alguns bichos novos tem efeitos com a ativação das armadilhas de resposta, e o interessante é que estes bichos fazem o trabalho “assim que a trap é ativada”. Isso significa que não vão iniciar uma corrente (chain), ficando difícil destes efeitos serem negados pelo oponente, como é o caso de “Meltiel, Sage of the Sky” e “Minerva, Scholar of the Sky”,  que com a carta “The Sanctuary in the Sky” ou “The Sanctum of Parshath” em campo, podem respectivamente, destruir uma carta do oponente e voltar uma trap do cemitério para mão; “Layard the Liberator”, que faz voltar duas Fadas removidas para a mão; “Power Angel Valkyria”, que te permite buscar uma Fada do deck para mão; e a já conhecida “Bountiful Artemis”, que lhe dá uma compra extra do deck.

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Como as armadilhas de resposta geralmente tem um custo, pagando pontos de vida ou descartando cartas da mão, uma opção ótima é “Guiding Ariadne”, monstro com efeito pêndulo te libera de pagar este custo. Junto com “Luster Pendulum, the Dracoslayer” faz um combo ótimo ao destruir “Ariadne”, buscar uma nova cópia dela no deck e utilizar o efeito monstro que foi destruído para buscar uma armadilha de resposta do deck para mão. “Ariadne” ativa seu efeito de monstro mesmo enquanto utilizada como magia, já que, ao resolver, não está mais na zona de magias. E ainda, com dois pêndulos no campo, é possível fazer uma invocação pêndulo da “Ariadne” destruída.

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Outra carta interessante é “Sacred Arch-Airknight Parshath”. Com a armadilha “Rebirth of Parshath” ativando e resolvendo, pode-se buscar o “Parshath” do deck e invoca-lo no campo. Ainda, com “Power Angel Valkyria” no campo e um efeito/magia/armadilha sendo negado, busca-se o “Parshath” do deck para mão, e com seu próprio efeito de remover duas Fadas de qualquer lugar, é só fazer sua invocação especial da mão.

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Para quem quiser se arriscar e encontrar um bom equilíbrio, há os “Herald”, que podem negar ações do oponente direto da mão, e fazer efeitos de “Power Angel Valkyria” e “Sacred Arch-Airknight Parshath”, esta, mesmo da mão ou cemitério.

Com um investimento maior, pode-se ainda dar maior velocidade para o deck com cartas de mecânica de compra, e ainda descolar umas armadilhas melhores que negam invocação de monstros. E claro, um extra deck com mais algumas surpresas para salvar a vida em situações mais complicadas. Mas já aviso que aí a brincadeira começa a ficar cara.

Em pesquisas sobre o funcionamento do deck, encontrei várias opiniões diferentes. Muitos jogadores experientes disseram, com estes novos lançamentos, que este deck seria um candidato a “meta” (decks muito eficientes feitos para ganhar jogos e campeonatos). Outros já não acreditam tanto na sua eficiência. Em minha opinião, com todo o suporte (caro) necessário, pode-se dar bastante trabalho para os decks “meta”, mas vai exigir muito conhecimento dos decks mais encardidos, pois saber a hora correta de negar os efeitos do oponente e o que fazer com os benefícios, é parte integrante da estratégia.

Enfim, depois de utilizar por muito tempo, lá atrás, “Gladiator Beast” e algumas outras coisas mais “for fun”, estou gostando de testar estas Fadas e principalmente, aprender sobre as novas regras e decks atuais. E digo, o jogo não tem nada de brincadeira, e com as a grande diversidade de Pêndulos e os novos monstros Link, a exigência mental está absurda. Pelo menos vou adiar o alzheimer por alguns anos, e, na possibilidade de eu continuar vivo até a velhice, o cérebro vai estar um tanto mais ativo.

Agradecimentos ao Thiago Bittencourt pela leitura de revisão e ao Johan “RHAUD” (colunista de jogos em Jorle) que desde sempre me ensinou a jogar e é grande parceiro na discussão de estratégias.


Yu-gi-oh é um jogo de duelo de monstros, jogado com cartas, onde o jogador que conseguir liquidar os pontos do oponente primeiro ganha a partida, batalhando seus monstros contra os do oponente. Para isso são utilizadas cartas de monstros, que possuem um valor de ataque e de defesa e geralmente algum efeito, cartas de magias e cartas de armadilhas.

Yu-gi-oh é um jogo com Propriedade Intelectual, ou seja, há um registro exclusivo para a empresa que gere a marca, que tem exclusividade para a fabricação, distribuição, criação de novos conjuntos de cartas, novas regras e ainda a organização de um ranking e campeonatos por todo o mundo.

Os “cards” são vendidos aos jogadores e o preço pode variar bastante, basicamente segundo a raridade e importância de cada carta no jogo. Cartas podem custar de alguns centavos até algumas centenas de reais. Por ser um TCG, há uma cultura de trocas que está vinculada aos jogos. Ou seja, o que você tem e não precisa você pode trocar com outros jogadores e assim obter as cartas certas para sua estratégia de jogo.

De 1999 a 2016, já haviam sido lançadas 7649 cartas diferentes do jogo. Este número já deve estar perto de 13000.

 


Fontes:
https://www.ygopro.co/Forum/tabid/95/g/posts/t/28574/Guiding-Ariadne#post135867
http://yugioh.wikia.com/wiki/Card_Tips:Guiding_Ariadne
http://yugioh.tcgplayer.com/db/article.asp?ID=5640&writer=Kelly+Locke&articledate=3-29-2016
http://yugioh.wikia.com/wiki/Wave_of_Light_Structure_Deck

Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

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