Raphael Urso & Prego – Exposição Cara da Tábua

Curitiba, anos 90, Edifício Castelo Branco, hoje mais conhecido como Museu Oscar Niemeyer. Se tem um lugar na cidade que remete à uma geração “de ouro” brasileira, é lá. Momento marcado por grandes eventos de skate, brasileiros conquistando respeito em outros países, aumento de popularidade do esporte e um ambiente de muita evolução. Local que abrigou com frequência “sessions” memoráveis, muitas com a presença, entre os coadjuvantes, de Raphael “Urso” e “Prego” (R.I.P.), que têm agora seus Decks na exposição virtual Cara da Tábua.

Raphael “Urso”, membro permanente do círculo dos mestres, influenciou muitos, e na linha dos novos tempos, continua influenciando, pois ao que parece, no skate não existe mais idade para se parar. Urso não só nos enviou os models de sua carreira, como também nos contou um pouco sobre o “Prego”, que não fosse seu falecimento precoce, seria mais um a estar por aí no rolê:

“Conheci o Prego em 1991, no Gaucho…. Lembro que ele era um skatista atiradão … Andava sempre no gaz e lançava as manobras de Base sempre muito bem executadas … Lembro que no Gaucho ele dava os maiores e mais extensos ollies nos pão ou teta …. Ele dava fs fifty no cano do gaúcho … Fiquei em choque … Isso em 91 … Lembro que com ele, o Postal, Bisnaga, Roger, Sal, Caje e Gerson Japa agente fazia street pela cidade toda , na remada , do Mercadora Jardim das Américas até o antigo Castelo Branco!!! Lembro da gente colando nas 6feiras final de tarde no top muller e o prego com cabelo azul … Segurança do shopping não acreditava e ficava no nosso vácuo … lembro das baladas do Circus com ele.. Lembro que ele era skatista de verdade man”.Urso e Prego

Raphael, no rolê desde 1986, hoje, além de praticar, trabalha forte com mais outros tantos skatistas da cidade junto à PraSkate (Associação Paranaense de Desenvolvimento da Cultura e da Prática do Skate), que de acordo com site da organização, promove ações estruturadas em “Linhas” de curto, médio e longo prazo, que visam a “promoção da cultura e prática do Skate como instrumento de aprimoramento da formação atlética e cultural das presentes e futuras gerações”.

Agradecimentos ao Sal, gerente da pista da Drop Dead, que guarda lá mesmo, com carinho, o deck do Prego, ao Roger Olho, que fotografou esta raridade para a exposição virtual, e ao Urso, por seu relato e fotografias dos seus shapes.

Visite a página da exposição e se ligue nestes e em outros shapes que contam graficamente a história do skateboarding em CWB, no Paraná e no mundo.

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Ricardo GosWod.

Cara da Tábua: Morto e Chorão

Mais contribuições para a “Cara da Tábua” chegando! Desta vez temos duas distintas.

A primeira é do amigo Marcelo Bacellar, que comprou e usou este shape, e que agora estava em seu porão. O “model” é do skatista Sérgio “Morto”, lançado em qualquer coisa próxima de 1997, arte do próprio Morto, que é também um dos artistas com maior produção voltada para o Skate no Brasil, com trabalhos para decks, estampas, tênis e identidade visual. Já Marcelo, que tocou em bandas muito boas como “Ayar Akrass”, “Regime Tentáculo” e “Enforcado”, é também grande artista gráfico, com trabalhos para outras tantas bandas e zines (facebook.com/MauNegocio). Muito legal este achado do Marcelo, que também fotografou os detalhes da ilustração do shape, muito ricos. Veja abaixo.

O outro “deck” foi enviado pelo Cristiano Ternoski, também conhecido como “Chorão”, com seu próprio “model”. Chorão é empresário e fabrica shapes desde os anos 90, quando começou neste ramo fazendo muita pesquisa e desenvolvendo suas próprias prensas, e foi evoluindo com o passar dos anos. Deu apoio e patrocinou muitos atletas e é outra figura muito presente na história de Curitiba.

Chorão Detalhe

 

Agradecimentos às contribuições. Vê lá na “Cara da Tábua” como tá ficando a galeria!

Cara Da Tábua