Entrevista com Carlos Panhoca, da revista de quadrinhos Pé-de-Cabra + Promo Jorle: Sorteio de duas Pé-de-Cabra!

Atenção!!! Sorteio Realizado!

Os sorteados foram:

Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2: E-Mail “is…ns@gmail.com”

Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #1: E-Mail “lv…26@gmail.com”

Obs.: Os sorteados serão comunicados e checados sua idade (+18) e endereços. Caso algum não se habilite para receber a revista, será realizado novo sorteio.

Obrigado a todos que participaram!! Em breve mais novidades!

Link para os resultados do Sorteio> https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1649858

 

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E foi assim: mandei umas perguntas e o Panhoca respondeu. Ele também disponibilizou duas revistas para o sorteio. Segue o papo:

 

Jorle: O que é a Pé-de-Cabra?

PDC: Pé-de-Cabra começou como uma revista ano passado e depois vi que dava pra fazer mais do que isso e a coisa foi evoluindo até virar um selo de publicações voltado pra satisfazer gente puta com toda essa porra que está acontecendo.

Jorle: Você acha que vai ter algum futuro respeitável e se tornar um cidadão de bem fazendo quadrinhos?

PDC: Nem fodendo. O bom da revista é que ela deixa bem claro o que a gente acredita e pensa. Todo esse bonmocismo armamentista é o outro lado da moeda. Eles nos odeiam, nós odiamos eles. Sem espaço pra babaca.

Jorle: Você é o principal responsável. Toca o lance todo sozinho? Tem parceiros?

Panhoca, editor da revista Pé-de-Cabra.

PDC: Eu dei o pontapé inicial porque eu já frequentava o meio da hq e arte degenerada tem uns bons anos. Aí chamei o Junior que tem experiencia de uma porrada de anos no mercado editorial e entende muito da parte gráfica e começamos a revista. Agora no começo do ano minha namorada (Karina) entrou pra equipe fazendo as letras do título da segunda revista e depois ajudando com as tarefas cotidianas, correios, empacotação, divulgação e esse tipo de coisa.

Jorle: Você tem morado em Curitiba, certo? Você é daqui? O que faz por aqui, trabalha, estuda, desenha, toca?

PDC: Gosto de ressaltar um termo que o Chico Félix usa bastante: moro em Curitiba LADO ORIENTAL. Não nos confundam com os babacas da republiqueta de Morolândia. Não sou nascido mas vim pra cá uns oito anos atrás pra assumir uma vaga de bibliotecário. Acabei me habituando e gosto daqui apesar de todos os problemas e o monte de pilantra que tem na rua. Eu desenho meio que por hobby no horário do almoço. Não tenho pretensão de ser artista ou algo do tipo. Ando pensando em me dedicar exclusivamente como editor e largar o lápis também. Me traz mais prazer e se não rola o tesão, não faz sentido, acho.

Jorle: Este é o segundo número da revista. Tem o tema específico de Doenças. Tem planos para novas compilações?

PDC: Tenho. A ideia é repetir essa fórmula porque tá dando certo. Uma vez ao ano abrindo chamado por três meses pra dar tempo de ter a ideia e executar. Não tenho um tema específico ainda mas às vezes vem umas ideias e anoto num papel. Tv, Monstro, Religião, Guardador de Carros. Tem tanto tema bom que ainda não foi tão explorado por aí.

Jorle: Como é a seleção dos trabalhos. Recebeu bastante coisa neste #2? Ficou material de fora?

PDC: A gente faz um chamado aberto por Facebook e Instagram com prazo de três meses para receber os trabalhos. Nesses posts de convocatória nós deixamos tudo bem especificado: tamanho, qualidade da imagem, tema, etc. Quando o prazo termina eu começo a olhar os trabalhos (pra não correr o risco de enjoar do trabalho dos primeiros que enviaram). Aí é a parte mais difícil, selecionar os que mais gostei e que encaixem de forma que a revista não vire uma colcha de retalhos. Nesse processo muita coisa boa acaba se perdendo porque contrasta demais com o resto. Dessa vez foram mais de 200 (207 se não me falha a memória) e só 42 entraram. No final acaba sobrando material pra fazer quase mais uma revista completa.

Jorle: O Chico Felix (Vida Ruim, Desvio de Aluguel, Gente Feia na TV) escreveu certa vez algo como: “uns desenhos e algumas folhas de xerox e a vida ganha sentido novamente”. Porque você resolveu se meter com produzir esse material?

Trecho da revista Pé-de-Cabra #2

PDC: Acho que qualquer coisa só faz sentido se você curtir o que você faz. Menos os Ramones. Eles podem se odiar e tocar juntos. Mas a gente não é os Ramones então vale a primeira frase. Eu não sei direito porque me meti a fazer revista. Acho que aproveitei uma brecha. A galera da Prego foi pra Portugal. Samba, Kowalski, Gibi Gibi e tantos outros terminaram. Esse formato de antologia sempre foi um formato que eu curti muito ler. Você compra por causa de uns três artistas que curte e leva de sobra mais um monte pra você conhecer o trampo. E com o Instagram começou a aparecer um monte de gente que gosto do trabalho e nunca via nada impresso. Acho que juntei tudo isso com a vantagem de eu ter um emprego estável que me sustenta pra fazer a revista sem o desespero de ter de vender tantas por mês pra poder me sustentar. No final acho que até daria pra pagar umas contas, mas aí não sei se conseguiria lançar mais coisas tão cedo. Prefiro manter tudo separado.

Jorle: Você tem um selo ou uma editora? Como organiza a impressão, distribuição, venda?

PDC: É um selo. Se sair na mídia que somos uma organização terrorista, uma gangue ou revolucionários comunistas, lembrem-se: somos um selo. As publicações vão acontecendo conforme a gente junta dinheiro pra sair mais uma. Bem pontual. Bateu a grana necessária? Publica. As vendas a gente se organiza pra ir nos correios conforme vão saindo no site (revistapedecabra.iluria.com) conforme nossa disponibilidade de ir aos correios. Eu e minha namorada assumimos essa tarefa. E aí tem as lojas de quadrinhos e bancas e livrarias que a gente manda conforme alguém tiver indo pra lá ou por correio também.

 

Valeu Panhoca, obrigado pela entrevista!

 

 

Se liga! Tem Evento de lançamento da Pé-de-Cabra #2 dia 18/05, 16h, na Itiban – Av. Silva Jardim, 845 – Curitiba

 

Promo Jorle: Inscreva-se para concorrer ao sorteio de 2 Revistas Pé-de-Cabra! Sorteio dia 21.05.19!

Como participar:

Concorra ao sorteio de duas revistas de quadrinhos ‘Pé-de-Cabra’, do editor Carlos Panhoca. Serão sorteadas duas pessoas, onde a primeira receberá um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2, e a segunda um exemplar da Pé-de-Cabra #1.

A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail aqui no formulário até o dia do sorteio e já está concorrendo! Ao se cadastrar, passará a receber via e-mail avisos sobre as atividades da Jorle (caso não queira mais receber notícias, basta descadastrar-se no link no final dos e-mails).

O sorteio será realizado no dia 21 de maio de 2019, pelo site sorteador.com.br e os ganhadores (2 ganhadores) divulgados em www.jorle.com.br e comunicados no e-mail cadastrado.

Apenas para maiores de 18 anos e entrega somente para endereços de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba.

 

Compre as revistas

Compre as revistas e materiais na RevistaPeDeCabra.iluria.com

Ou aqui na Loja Jorle:

 

 

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

POST.E: Lançamento da Prego 7 + Show Vida Ruim + Tatoos + Expo | Vish Goddamn Ramp – Champ Mini Ramp Amador Skt | Cultura na Ativa 8

POST.E – Em cartaz por aí:

24.08 – Lançamento da Prego 7 na Lavanderia + Show Vida Ruim + Tatoos + Expo
26.08 – Vish Goddamn Ramp – Champ Mini Ramp Amador Skt no Foodtruck Parking Torres
26.08 – Cultura na Ativa 8 – Encontro cultural urbano (SJP)

 


24 de Agosto
Lançamento da Prego 7 na Lavanderia + Show Vida Ruim + Tatoos + Expo
Hoje! Quinta, 20h – Lançamento da Revista Prego número 7. SHOW>>> Vida ruim tocando seus maiores sucessos!
EXPO>>> Matheus Frasan (Praia Podre) + exibição do documentário da Prego! FLASH TATTOO>>> Alex Vieira (Prego
Tattoo) + Bad Vibes Tattoo (Kaue). DISCOTECAGEM FRENETICA E SEM SENTIDO! +++Venda exclusiva da Prego 7+++
+ Info 


26 de Agosto
Vish Goddamn Ramp – Champ Mini Ramp Amador Skt
Sábado, 12h, No Foodtruck Parking Torres, Inscrições R$10 + 1kg de alimento. Shows California Liers – La Firma
Jazz
+ Info
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26 e 27 de Agosto
Cultura na Ativa 8 – Encontro cultural urbano
Sábado, 8h, e Domingo, 12h – Praça do Verbo Divino – Rua Veríssimo Marques, São José dos Pinhais – PR
Arte, Música e Cultura para todos os publicos: Campeonato de Skate, Oficina de Grafite, Oficina de Artes Circenses, Varal de Poesias, Decoração, Feira Livre de Artesanatos, Sound System com todas vertentes do Reggae, Show de Rock, Reggae, Groove, Rap.
+ Info 


logo_poste100POST.E é um serviço de divulgação de eventos indicados por colunistas, amigos e pelo pessoal da Jorle. Quer colaborar? Entre em contato:
www.jorle.com.br/contato. Ou Receba as atualizações por E-mail.
A Jorle não se responsabiliza por quaisquer alterações nas informações dos eventos. Confirme sempre as datas e locais indicados.

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20 GIG Posters / Cartazes de Show – a comunicação visual “do pessoal”.

2gigposter-cartazdeshow-curitiba-underground-musica-rock-indie-punk-rap-arte-bandas-estetica-contracultura-facavocemesmo-desenho-quadrinhos-colagem-fotocopia-gravura

Primeiramente, registro aqui que é difícil falar sobre este ambiente chamado “cena rock”, “alternativa”, “underground”, “udigrudi”, “rockeiro”, “contracultural”, “punk”, “indie”….  sem ter que usar qualquer destas palavras que realmente não gosto de usar. Mas preciso me referir à este grupo de pessoas que produzem música, em padrões não necessariamente compatíveis com as expectativas de uma indústria fonográfica formal, mais pela paixão do que pela profissão e que a maioria das cidades têm em seus porões, garagens, casinhas adaptadas para shows ou mesmo na rua. É dessa gente e da sua comunicação em forma de cartazes que quero falar, convencionando-os aqui como “o pessoal”.

GIG Posters, ou Cartazes de Shows, são, particularmente, uma parte importante do mundo da música “do pessoal”. São uma forma de dar uma pista à respeito das bizarrices e da energia selvagem de um show transformando o som e a apresentação do palco em uma imagem e preparando as expectativas para as sensações e sentimentos à frente. Além disso, claro, são grandes aglutinadores e apresentadores de pessoas!

Bandas como Crass ou Black Flag, citando dois exemplos entre outros tantos, têm sua identidade muito associada às imagens que produziam. Mas claro, a música em geral sempre esteve carregada de referências visuais, cada grupo com sua própria estética. A linguagem musical transborda para as outras áreas e não é diferente com a parte gráfica, com capas de álbuns, estampas, flyers e cartazes.

Seja com xilogravura, mimeógrafos, fotocopiadoras, impressões digitais… com técnicas de colagem, gravura, desenho, fotografia… o bacana é que ‘cartaz de show’ se tornou uma espécie de ‘categoria’ de arte com seus próprios artistas reconhecidos e uma comunidade de apreciadores e colecionadores. Existem diversos sites, exposições e eventos dedicados à Gig Posters.

Pessoalmente valorizo também os caminhos que esse material percorre. Muitos dos cartazes copiados e distribuídos vão parar em murais e postes da cidade. Junto à estética do “preto e branco” e do “faça-você-mesmo”, cartazes colados em postes sempre despertaram minha atenção e certa confiança à respeito do conteúdo da informação. Há um volume enorme de comunicação alternativa que tramita por estes suportes.

Separei alguns trabalhos entre os inúmeros vistos ultimamente, alguns que eu mesmo fiz e alguns de artistas locais (CWB) dos mais descolados e que estão presentes no rico imaginário ‘musical’ da cidade. E fique de olho nos postes por aí! Não perca mais nenhuma “exposição”!

Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB
RGW
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RGW + Alberto Sórdido - 1998
RGW + Alberto Sórdido – 1998
RGW
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Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.
Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.
Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.
Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.

Abraço. Obrigado pela leitura.

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Ricardo GosWod

Referências:

The Art Of Punk – Crass – The Art of Dave King and Gee Vaucher – Art + Music – MOCAtv – https://www.youtube.com/watch?v=ubzKiomuUB0
http://historiadocartaz.weebly.com/origens.html
www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/06/20/black-flag-documentario-arte-banda
Explore Poster Show, Cartazes De Shows e muito mais! https://br.pinterest.com/pin/569494315365066345/
Catálogo de Cartazes de Shows de Punk Rock de Curitiba de 1990-2012  https://issuu.com/douglasrodrigodaluz/docs/issuu_02 
GIG Posters – Grupo de Face Book https://www.facebook.com/groups/gigposters/

 

#ChicoFelix #MarceloBacellar #MariodeAlencar #gigposter #cartazdeshow #curitiba #underground #musica #rock #indie #punk #rap #arte #bandas #estetica #contracultura #facavocemesmo #desenho #quadrinhos #colagem #fotocopia #gravura

2gigposter-cartazdeshow-curitiba-underground-musica-rock-indie-punk-rap-arte-bandas-estetica-contracultura-facavocemesmo-desenho-quadrinhos-colagem-fotocopia-gravura


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

Coluna STT: Mensagem de Feliz 2017 O tempo, dor e sofrimento; Programa de entrevistas 5INCO; Quadrinho Romance Paranóia.

STT3 Feliz 2017 - Programa 5inco - Quadrinho - Hardcore - Punkrock - Entrevista

2017

Então virou o ano. Eu sei lá como você costuma reagir a isso mas virou o ano. Uma vez li um texto interessante sobre marcar o tempo… sobre como é legal marcar as passagens como aniversário, começo do inverno, início do ano… Seria uma forma de registrar a vida passando, ou de não deixar que tudo se transforme em uma coisa uniforme e teoricamente sem graça… Tempo Dor SofrimentoTaí uma experiência pra fazer um ano desses qualquer… deixar rolar sem absolutamente nenhuma comemoração relacionada ao tempo… Caso eu sobreviva, caso meus olhos não saltem pra fora ou minha mão apodreça e caia, eu conto depois como foi. Por enquanto, já dando crédito demais a esse tema, fique aí com esta frase de Feliz 2017 que ouvi e ainda está na minha cabeça: “Dor sempre haverá. Sofrimento é uma escolha” (óóóóhh!).

 

5INCO

Um mês ou dois atrás, um conhecido, Marcelo Bacellar, começou um trabalho bem legal chamado “5INCO“. São programas de entrevista com pessoas bacanas onde, a partir um tema escolhido entre 5 previamente propostos, dão suas dicas de 5 sons relacionados à este tema. Começaram muito bem com João Carlos (Ratos de Porão) e Mario Alencar (Morte Asceta, Regime Tentáculo) e já tem um novo programa encomendado com Chico Félix (Vida Ruim, Evil Idols, … , e desenhista de quadrinhos). A idéia é expandir o 5INCO para outros temas e formatos. Indico fortemente acompanhar.

https://www.facebook.com/programa5inco/

 

Romance Paranoia

Pra manter a sequência, deixo aqui o episódio 3 do quadrinho – mais que mofado e precisando sair da gaveta – Romance Paranoia. Leia este e acesse os episódios 1 e 2 logo abaixo.

HQ Romance Paranoia n3 Liberdade

Romance Paranoia N°1
Romance Paranoia N°1

 

Romance Paranoia n°2
Romance Paranoia n°2

Encerrando, só uma dica: aprenda a não cair nos mecanismos que tomam seu tempo na internet. Há uma vida lá fora. Marque o que gostaria realmente de ler e se mande. Daí você escolhe mais tarde o que realmente vai apreciar, na hora que ‘você’ quiser.

Abraço!
Feliz 2017!

 


#2017 #FelizAnoNovo #TempoDorSofrimento #5INCO #Entrevistas #Hardcore #PunkRock #RafaelBacellar #RatosdePorão #MarioAlencar #MorteAsceta #RegimeTentáculo #ChicoFelix #RomanceParanoia #Quadrinhos #HQ #GraficNovels

Coluna “Sem tempo pra trabalhar” – OverNight-AndreDeMeijer-RomanceParanoia

 

Olá. Coluna 2.

Uma indicação de orientador de passeio no mato.

Um filme “trash” do filho e amigos.

Mais um quadrinho mofado.

 

cidade
CWB – Foto: Ricardo GosWod

 

Entrevista com The Balcony Man

Você está na escola e mandam um trabalho de línguas. Dá pra fazer aquilo pensando em uma carreira de comércio internacional pra deixar sua família classe média esperançosa. Dá pra fazer um lixo qualquer porque você entende que não vai dar futuro pra ninguém se empenhar nisso. Ou, dá pra se divertir um pouco. Essa gente aí do Balcony Man resolveu misturar tudo: fizeram um “lixo” divertido esperançoso. Eles são estudantes de Curitiba com gosto e afinidade pelas artes cinematográficas e acabaram por desenvolver um pequeno filme “trash” chamado OverNight. Neste curta de terror, os autores/diretores/atores Gabriel, Johan e Karol, idades entre 17 e 18 anos, utilizam material comum, câmera barata, um quintal e um ajudante “pai” para desenvolver sua história. Fiz algumas perguntas para eles:

RGW: Qual foi a grande motivação para se ir um pouco além do esperado e produzirem o primeiro filme do grupo?
BM: Nós tivemos muitas motivações. Dentre elas, o próprio trabalho de inglês. Mas, além dele, nossa paixão por arte e nossa vontade de colocar nossas virtudes em prática por meio dela.

RGW: Como lidaram com a falta de recursos, de material profissional, de estrutura?
BM: Como fizemos um filme Trash, não houve muito problema com a falta de material. A criatividade resolveu tudo, pois utilizamos até salame para representar as tripas do Joey, o personagem fazendeiro, quando morto.

RGW: Sobre a ideia inicial do filme, até chegar no roteiro e detalhes de filmagem, como foi o processo? Já sabiam o que queriam no início ou foi acontecendo?
BM: Nós iniciamos com a ideia simples de filme de terror Trash. Depois, pensamos num local e num tema e, em seguida, planejamos um roteiro básico, apenas com a descrição de cada cena. Por fim, escrevemos um roteiro com todos os detalhes e falas e filmamos. Esse processo foi acontecendo aos poucos, mas desde o início já tínhamos muitas ideias, apenas selecionamos um caminho para seguir por entre elas.

RGW: Como lidam com o pouco tempo e muitas obrigações, ou até mesmo muitos vídeo games para serem jogados, e ideias de se fazer coisas, como a deste filme? Como lidam com o que é prioridade, ou levar ou não a sério um projeto qualquer?

BM: Tempo para jogar nós tivemos, mesmo enquanto fazíamos o filme – jogamos muito enquanto escrevíamos o roteiro -, mas o que nos ajudou muito a ter tempo e dedica-lo ao filme foi a ausência de outras coisas para fazer num curto período de tempo. Nesse tempo, pudemos pegar todas as ideias que já tínhamos para o filme, aprimorá-las e coloca-las em prática.

RGW: Qualquer um pode tentar?
BM: Qualquer um pode tentar. Mas apenas conseguirão aqueles que tiverem vontade e determinação suficientes para isso.

RGW: Novos planos para Balcony Man?
BM: Sim. Por enquanto, temos planos para um filme de terror Trash até o fim do ano e um livro de piadas ruins que ainda não possui data pra ser lançado.

Entrevista respondida por mensagens, por Gabriel Tochetto e Johan Wodzynski – Balcony Man.

 

Excursões guiadas na mata atlântica com André de Meijer

André
André

Uns anos atrás conheci este sujeito muito habilidoso e comprometido em entender a natureza, as espécies vegetais e animais e a dinâmica dos ambientes. De origem holandesa mas no Brasil já a quase 40 anos, André de Meijer tem reunido suas experiências e observações em escritos que chamou de “Cartas da Mata Atlântica”. Agora, após 172 edições (mais recentemente postadas em seu site http://www.andredemeijer.net), André as está editando em um livro a ser lançado em breve.

O que sempre me chamou a atenção em suas cartas, as quais recebo por e-mail há anos, é sua linguagem ao mesmo tempo técnica e com aquele sabor poético de um observador da natureza que se esforça em escrever em uma língua que não é a sua, o que faz muito bem. São cartas que descrevem, por exemplo, a passagem de aves migratórias, datas, horários e sequências anuais; ou os ciclos da floração das espécies; descrição e contagem das espécies moradoras da sua residência (incluindo aí ele mesmo como um homo sapiens sapiens); fungos e pássaros; e até as espécies com folhas largas, presentes nas bordas de estradas, indicadas para emergências “sanitárias” – tudo com tabelas, quantificações, nomenclatura e citações em publicações. Entre o bom humor, o prazer da observação e a pesquisa científica, foram dezenas de cartas com grande conteúdo.

Morador de casas simples em ambientes rurais, André atualmente reside em Guaraqueçaba, às margens do rio Tagaçaba, onde pesquisa, escreve e presta serviços de tradução (Holandês/Alemão/Português) e também como guia para excursões. Este trabalho de guia merece destaque, não só pelo serviço de orientar caminhadas, observações e pesquisas, mas pela própria importância ambiental da atividade. Além de almejar seu próprio sustento, André percebe nesta atividade, com seu aumento de demanda, uma oportunidade para outros moradores locais, muito conhecedores da região, passarem a obter com isso alguma nova renda e diminuírem diretamente a pressão antrópica ao ambiente (caça, pesca, plantios inadequados) em uma região bastante importante ecologicamente.

Que tal, ao invés de ver o mato de um automóvel que agride animais e vegetais pelo barulho, velocidade e poluição, fazer um passeio à pé, lento, orientado e cheio de informações? Verifique os temas de passeios, organize um grupo e combine uma data. Passeios com temas como conchas, história, borboletas, aves, cogumelos, mutucas e muitos mais – verifique no site a lista completa.

Contato do André: a.de.meijer@gmail.com – Pode ser que leve alguns dias para ele responder pois mora longe de um acesso à internet, mas sempre responde.

Há sim, mais uma coisa, caso eu não tenha agradecido o suficiente, André, obrigado!, pelo trabalho de consultor de pronuncia para o já falecido De Kroeg (bar).

www.andredemeijer.net.

Mais um quadrinho mofado

Pra encerrar, quadrinho “2” de Romance Paranoia. Mais um resgate da gaveta, cheio de poeira e mofo. E se não viu o primeiro, vai no post anterior! Aproveita e não perde o próximo na coluna que vem!

romanceparanoia2

 

 

Abraço.
Ricardo GosWod.
Quer que eu te avise por e-mail quando tiver coisa nova? Cadastre aqui.


Coluna RGW

 

 

Sem tempo pra trabalhar, Coluna por Ricardo GosWod.

 

 


Coluna “Sem tempo pra trabalhar”

Por Ricardo GosWod.

E aí, como vai.

Começando então! Bem vindo! Esta é minha coluna aqui no site Jorle. A tarefa é publicar um artigo a cada porção de dias sobre os assuntos que estiverem mais me interessando, dar vazão às coisas que estão guardadas nas gavetas e manter um canal aberto para conversar sobre amigos espertos e suas façanhas. Sou Ricardo, passo os dias em CWB, de onde tento acompanhar o mundo girar, e a impressão que dá é que parece que estou sempre sem tempo para trabalhar…jorle_coluna_RGW_ilustra

Nesta edição quero mostrar umas artes do Rafael e da Lela, indicar os sons do Vida Ruim e do Ornitorrincos, e empurrar um quadrinho meu que tá mofando já e precisa sair da gaveta, urgente.

Na repleta de ladeiras Ponta Grossa mora um sujeito que me é precioso e que já me emocionava com seu jeito poético de responder e-mails, mesmo os triviais. O Rafael Schwab, que agora, um “pouco de anos” depois, se aproximou mais da arte, especialmente da colagem e apropriação, bem coerente com suas companhias e feitos musicais (ver O Messias por Ele Mesmo, Garrancho em Lápide e recentemente o Clube da Colagem de Curitiba). Recebi deste distinto rapaz, um dia desses pelo correio, um Fanzine com alguns de seus trabalhos e eu gostei muito, e achei por bem mostrar algumas das coisas que ele faz. Veja um pouquinho:

 

ColagemPessoa InterrompidaFerasBob

(clique para ver ampliado)
Code Binare feeling me
Code Binare feeling me – Lela W.

Outra arte que vi e gostei foi de um pessoal que através das ligações digitais/sociais, dão movimento em imagens: um sujeito ou sujeita inicia um trabalho, o distribui por aí, entre seus contatos da internet, e cada um interfere sobre esta imagem original a transformando e a personalizando, e a passa adiante novamente. Os resultados vão se entrelaçando na rede e quem sabe um dia, possam ser novamente reunidos e analisados. Método conhecido aplicado ao veículo digital e ágil da internet. A artista Lela Wodzynski, de Curitiba, trabalhou em algumas destas obras vindas de Melbourne, colaborando com o processo, e ao menos até onde esteve em suas mãos, o resultado ficou assim:

 

Lela W.
Lela W.

 

E só pra lembrar, esses dias atrás o pessoal do Vida Ruim (Curitiba) lançou seu vinil. Tem uma resenha deles no site Chiveta e tem esse vídeo aqui que ficou muito bom. Confere. Ah, e confere no POST.E quando eles tocam novamente em CWB!

 

a2129652401_16Já lá de Poa, o pessoal do Ornitorrincos tá preparando um disco sensacional com sua bem própria versão de vários clássicos do punk/hardcore. O disco “Ladrones de Riffs” ainda tá pra sair mas já tem faixas pra ouvir como “Brand Flag”, “(Violencia no es) Atitude” e “Igrejinha Über Alles”. Sacou do que to falando? Escute on-line no bandcamp.

 

 

E pra fechar, vou tirar da gaveta uns quadrinhos que já tem um bom tempo desde que foram desenhados, e bons ou não, merecem ganhar “liberdade”. É uma pequena série chamada Romance Paranoia, com poucas histórias em homenagem aos habitantes não-humanos lá de casa. Vai aí a primeira delas, e o resto meus amigos e amigas, já sabem, só nas próximas colunas, pra fazer vocês voltarem, servir de isca, “prender” suas almas à espera do próximo capítulo.

Abraço e até mais.

 

Romance Paranoia

 

Ah… sim… “Fora Te_e_!”


 

Coluna RGW

 

 

Sem tempo pra trabalhar, Coluna por Ricardo GosWod.