Mais uma para a série de “capas” com as principais ferramentas de MyTrix. Entenda como funciona o site, que também roda nos celulares! Cadastre-se rapidão com seu e-mail e comece a marcar picos que você conhece, encontrar lugares, curtir, comentar e compartilhar!
Na foto: Lucas Ferreira @ferris041 Pico: Praça Zacarias – CWB Fotógrafo: Gabriel Franco @peralta_jpg
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Na foto: Rafael Urso @urso.skatista Pico: Ambiental – CWB @ambientalskatepark Foto: @olhoarts
Site atualizado! No ar, versão 2.1! INSIRA E VEJA PICOS DE SKATE EM TODOS OS LUGARES!!
Esta pequena atualização em MyTrix traz uma melhora na mecânica de carregamento dos dados no site. A busca passa a ser “por demanda”, assim, ao entrar no site, aparecerão ícones por região e os Picos de Skate só serão carregados depois de dar zoom no mapa para a região que te interessa.
MyTrix é um guia de lugares para se andar de skate (skateboarding). É um Mapa com picos marcados pelos usuários com Informações sobre os lugares. Insira os Picos de Skate que você conhece! Busque ‘Spots’ pelo Nome ou Filtre por Tipos diferentes. Navegue sobre o mapa ou satélite. Visualize imagens 3D (Street View). Compartilhe!
Apresento à todos, em colaboração ao Projeto Cara-da-Tábua, este shape do skatista “Cajé”, e um pouco da história envolvida, agora parte também desta coleção virtual de decks assinados por skatistas de Curitiba. Esta contribuição foi feita por Felipe “Bico”, velho guerreiro curitibano e skatista da rua da “Raridade”, que tem esta beleza conservada em sua casa. A arte do shape é de Marcelo Mortex Mortex. Cajé, que morou em Curitiba na década de 90 e depois saiu ao encontro de novas terras, vive hoje em Amsterdã, mas deixou sua marca nestas calçadas e ruas de CWB.
1995, Sktr: Carlos José “Cajé”, Art: Macelo Mortex Mortex.
Quando eu comecei a explorar a cidade andando de skate, à procura de novos picos e aventuras, fazia isso sempre acompanhado da rapaziada que costumava colar na rua da “Raridade”, loja de discos do centro de Curitiba, onde nos encontrávamos. De lá, saíamos para curtir a cidade, e vez por outra trombávamos com outras das diversas crews locais. E uma galera que era sempre uma grande experiência encontrar por aí era esse povo onde no meio sempre estavam metidos, entre muitos outros, Rafael Urso, Luiz Postal, Bisnaga, e Carlos José, o Cajé.
Eu, como skatista ainda em desenvolvimento e buscando referências, via no Cajé e seus amigos, a máxima representação da cultura do skate, na contemporaneidade nas manobras e na linguagem sonora, falada e visual. Via, nas sessões de skate das tardes de domingo, ali nos picos clássicos da cidade, a extensão visceral do que para mim significava a própria comunidade global do skate.
Quando o Bico me mandou as fotos do shape do Cajé, fiz um pedido ao Luiz Postal para que nos contasse um pouco sobre este seu grande amigo e companheiro de skate, que, confirmando minhas impressões àquele tempo passado, nos relatou:
Postal – “Tipo assim: o Cajé e a Drop Dead começaram meio juntos. Conheci o Cajé num campeonato no Gaúcho nos anos 90. Cajé – um apelido para Carlos José. Nascido em uma família de artistas portugueses, o Cajé sempre esteve além do que a gente imaginava ou conhecia. Ele já manjava vários sons, sacava várias manobras e andava muito, sempre na mesma e verdadeira atitude ‘low profile’ (discrição). Conhecia os vídeos do Matt Hensley, Rodney Mullen, ouvia Dinosaur Jr. e sabia tudo sobre o Massive Attack antes de qualquer um… O Cajé é um daqueles caras que você sempre vai amar e lembrar com carinho, muito carinho. Na linguagem internacional eles chamam de ‘Heimatlos’ – todos aqueles que não tem uma nação de origem comprovada. Seriam os apátridas, de acordo com o direito internacional. O Cajé, por outro lado, é e sempre foi um polipátrida, além das nações. Ele é brasileiro, português, holandês, angolano, australiano… humano. Demasiadamente humano.”
Postal: Uma aventura com o amigo – “Tínhamos combinado de nos encontrar em Heathrow. Eu viria da Alemanha e iríamos para Northhamptom. Havia chego em Munique há um dia e meio, sequer eu tinha ideia do tempo que eu levaria de trem até Londres. Parti logo que me liguei que a fita ia ser sinixxxtraa! Foi um dia/noite/manhã até chegar em London (dia em que havíamos marcado de nos encontrar). O Cajé estava levando quase tudo: malas, skate, shape, tênis, prancha de surf… Eu levava meu skate e vários shapes da Reverse pra vender e capitalizar na gringa… Daí zicou! Quando cheguei na estação fui abordado pela imigração. Os caras acharam que eu era muito fora do contexto. E o Cajé no aguardo! E eu fiquei duas horas no aeroporto respondendo perguntas sobre marfim paraguaio!”
Cajé. Ao lado, Postal. Fonte: acervo pessoal Postal.
Talvez mais alguém além de mim tenha ficado com a impressão de que a presença do Cajé na cena de skate da cidade tenha sido mesmo um dos diversos vetores importantes que moldaram ou construíram toda a imagem e “jeito” de ser e praticar skate por aqui. Esta história, assim como todas as histórias, empurram a curva que define os rumos futuros. Agradeço ao Cajé pela contribuição e influência sobre esse caminho, que considero bonito e rico. Agradeço ao Postal por compartilhar suas lembranças. E agradeço ao Felipe Bico por manter esta joia guardada para que pudesse compor este acervo virtual.
Você, parça, que tem algum shape que possa colaborar à esse acervo, ou tem shapes seus assinados novos ou antigos, e quiser nos mandar fotos, elas serão mais que bem vindas!
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Estas são notas sobre re-evolução.
São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência. Neste #2, pico em Colombo-PR: a Social Plaza.
Com fotos de Roger Olho e Fliyng Gorilla.
Participação de Roger Olho.
Palestra de Rodney Mullen: Faça um Ollie e inove!
Sobre poder da comunidade, conhecimento acumulado e inovação. https://youtu.be/3GVO-MfIl1Q
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
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Olá. Este é o Auto Ciência da Re-evolução. São notas sobre re-evolução. São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência.
Tirando as palavras bonitas e o floreio, são gravações de vídeo digital de tentativas de ‘acertar qualquer coisa’ e um desafio em suportar a exposição excessiva, coisa que aos 40 e poucos tenho certa dificuldade em assimilar.
Também é uma oportunidade de caçar trilhas sonoras de gente bacana para ajudar no entretenimento. Desta vez fui atrás de uns amigos que estão na ativa produzindo barulho, como Vida Ruim e The Fucking Shits; reencontrei o DJ LG Roc, que esteve muitos anos acompanhando rapers em Tóquio; e ainda indico o Djinnt, que são dois caras que cresceram juntos fazendo som (sendo um deles o Rhaud) e são pilhados por tempos quebrados e polirritmia, coisas que me fizeram me interessar por metal, depois de décadas de descaso.
As narrações do vídeo ficaram horríveis, é evidente, mas decidi não me preocupar tanto com isso e ver se aos poucos melhoram. Vamos ver se além desta, consigo preparar outras edições. Como disse o LG, ficou com cara de ‘video-zine-de-skate’. Eu gostei desta definição.
E sim, o flerte com Evolução e Ciência é proposital. Isso significa que tendo ao cientificismo. O que na prática, quer dizer que tenho grande dificuldade em aceitar questões que não passaram pelo ‘método científico’, por exemplo, ou similares. E eu estou aqui levando em consideração que as possibilidades de nossa existência são mesmo infinitas, e que só porque não podemos comprovar algo, não quer dizer que este algo não tenha probabilidades. Mas com a atual nuvem negra de obscurantismo pairando sobre nossas cabeças, achei oportuno levantar o tema, nem que fosse de forma paralela às manobras de skate.
É Isso. Valeu pela presença! Se quiser colar no rolê manda um ‘alô’. Abraço. Até logo.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
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Não faz muito tempo, pesquisando sobre skatistas de Curitiba, li uma matéria escrita pelo Raphael Braciak no site CampeonatosDeSkate.com.br falando sobre o Juliano Guimarães, skatista morador de Barcelona (ES), que lançou shape em homenagem à sua cidade natal, Curitiba. Claro que este seu model tem tudo a ver com a exposição Cara-da-Tábua, então fiz contato com o Juliano e ele nos enviou sua colaboração com fotos e informações deste seu deck.
Em uma troca de mensagens com ele e assistindo à um vídeo bem legal sobre sua carreira (Video no Olho de Peixe), conheci um pouco mais de sua trajetória e sobre sua correria de voltar com a família ao Brasil para fazer uma cirurgia no joelho, aguardar carências de plano de saúde, recuperar e voltar à Espanha mais de 1 ano depois, 100% curado, para retomar seu trabalho de skatista.
Agradecimentos ao Juliano pela atenção e envio do material e parabéns pelas vitórias e pela homenagem à CWB. Mais um grande personagem do skate da cidade.