Olá. Hoje cito um rolê de bike que foi insano e um projeto (sub)cultural. Vê aí!
Desafio “Leste Oeste PR” concluído!
Na última sexta-feira, 13/09, rolou o desafio do Thiago Gava junto à seus 3 amigos: o “Leste Oeste Paraná“. Partindo de Paranaguá, a ideia era atravessar o estado do Paraná de bike, com previsão de 48h de pedal, até chegar na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu.
4 ciclistas – 23 cidades – 750km – 48horas estimadas.
13 de setembro à partir das 4AM.
Veja o relato dos resultados no post do instagram:
Relembre ainda outra aventura do Thiago, que em ocasião que colaborou com a Jorle, relatou seu Everesting, feito em 2017, que consistiu em peladar 8848 metros de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest), feito no Bosque do Alemão! Isso mesmo! Leia o relato e veja as fotos: http://bit.ly/2kus4zJ
Parabéns à equipe por mais este desafio insano!!
Cidade Fria
Por indicação do Carlos Panhoca, editor da Pé-de-Cabra (compre a pé de cabra aqui!), fui conferir o projeto do Christiano Carstensen Neto que está trabalhando no Cidade Fria – Histórias de Curitiba, que segundo o próprio Christiano trata-se de:
Cidade Fria – histórias de Curitiba” é um projeto criado por Christiano Carstensen Neto (baterista, arte educador e ilustrador) e Daniel Gonçalves (vocalista, tatuador e ilustrador). Trata-se de uma compilação impressa de contos, ilustrações e histórias em quadrinhos ambientadas nas ruas de Curitiba. Os trabalhos retratam personagens e o ambiente urbano da capital paranaense, tendo o underground como principal articulador entre os trabalhos. Música, terror, suspense, fantasia e ficção são algumas sugestões de caminhos a serem explorados. O projeto “Cidade Fria – histórias de Curitiba” será disponibilizado via financiamento coletivo pela plataforma Kickante. A iniciativa não possui fins lucrativos e o propósito é de ampliar a visibilidade de artistas locais e estimular trabalhos coletivos e a interação entre artistas da cidade, beneficiando a cena independente de forma geral. São mais de 50 artistas participantes entre escritores e ilustradores. A maior parte dos exemplares será destinada aos financiadores do projeto e outra parte ao acervo de bibliotecas, centros culturais e demais locais fomentadores da cultura. No link você pode conferir a apresentação da proposta pelos próprios criadores e as recompensas disponíveis para os financiadores. O prazo é até 02 de novembro de 2019.
Colabore com a campanha de financiamento e siga os canais do projeto:
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2: E-Mail “is…ns@gmail.com”
Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #1: E-Mail “lv…26@gmail.com”
Obs.: Os sorteados serão comunicados e checados sua idade (+18) e endereços. Caso algum não se habilite para receber a revista, será realizado novo sorteio.
Obrigado a todos que participaram!! Em breve mais novidades!
Link para os resultados do Sorteio> https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1649858
_______________________
E foi assim: mandei umas perguntas e o Panhoca respondeu. Ele também disponibilizou duas revistas para o sorteio. Segue o papo:
Jorle: O que é a Pé-de-Cabra?
PDC: Pé-de-Cabra começou como uma revista ano passado e depois vi que dava pra fazer mais do que isso e a coisa foi evoluindo até virar um selo de publicações voltado pra satisfazer gente puta com toda essa porra que está acontecendo.
Jorle: Você acha que vai ter algum futuro respeitável e se tornar um cidadão de bem fazendo quadrinhos?
PDC: Nem fodendo. O bom da revista é que ela deixa bem claro o que a gente acredita e pensa. Todo esse bonmocismo armamentista é o outro lado da moeda. Eles nos odeiam, nós odiamos eles. Sem espaço pra babaca.
Jorle: Você é o principal responsável. Toca o lance todo sozinho? Tem parceiros?
Panhoca, editor da revista Pé-de-Cabra.
PDC: Eu dei o pontapé inicial porque eu já frequentava o meio da hq e arte degenerada tem uns bons anos. Aí chamei o Junior que tem experiencia de uma porrada de anos no mercado editorial e entende muito da parte gráfica e começamos a revista. Agora no começo do ano minha namorada (Karina) entrou pra equipe fazendo as letras do título da segunda revista e depois ajudando com as tarefas cotidianas, correios, empacotação, divulgação e esse tipo de coisa.
Jorle: Você tem morado em Curitiba, certo? Você é daqui? O que faz por aqui, trabalha, estuda, desenha, toca?
PDC: Gosto de ressaltar um termo que o Chico Félix usa bastante: moro em Curitiba LADO ORIENTAL. Não nos confundam com os babacas da republiqueta de Morolândia. Não sou nascido mas vim pra cá uns oito anos atrás pra assumir uma vaga de bibliotecário. Acabei me habituando e gosto daqui apesar de todos os problemas e o monte de pilantra que tem na rua. Eu desenho meio que por hobby no horário do almoço. Não tenho pretensão de ser artista ou algo do tipo. Ando pensando em me dedicar exclusivamente como editor e largar o lápis também. Me traz mais prazer e se não rola o tesão, não faz sentido, acho.
Jorle: Este é o segundo número da revista. Tem o tema específico de Doenças. Tem planos para novas compilações?
PDC: Tenho. A ideia é repetir essa fórmula porque tá dando certo. Uma vez ao ano abrindo chamado por três meses pra dar tempo de ter a ideia e executar. Não tenho um tema específico ainda mas às vezes vem umas ideias e anoto num papel. Tv, Monstro, Religião, Guardador de Carros. Tem tanto tema bom que ainda não foi tão explorado por aí.
Jorle: Como é a seleção dos trabalhos. Recebeu bastante coisa neste #2? Ficou material de fora?
PDC: A gente faz um chamado aberto por Facebook e Instagram com prazo de três meses para receber os trabalhos. Nesses posts de convocatória nós deixamos tudo bem especificado: tamanho, qualidade da imagem, tema, etc. Quando o prazo termina eu começo a olhar os trabalhos (pra não correr o risco de enjoar do trabalho dos primeiros que enviaram). Aí é a parte mais difícil, selecionar os que mais gostei e que encaixem de forma que a revista não vire uma colcha de retalhos. Nesse processo muita coisa boa acaba se perdendo porque contrasta demais com o resto. Dessa vez foram mais de 200 (207 se não me falha a memória) e só 42 entraram. No final acaba sobrando material pra fazer quase mais uma revista completa.
Jorle: O Chico Felix (Vida Ruim, Desvio de Aluguel, Gente Feia na TV) escreveu certa vez algo como: “uns desenhos e algumas folhas de xerox e a vida ganha sentido novamente”. Porque você resolveu se meter com produzir esse material?
Trecho da revista Pé-de-Cabra #2
PDC: Acho que qualquer coisa só faz sentido se você curtir o que você faz. Menos os Ramones. Eles podem se odiar e tocar juntos. Mas a gente não é os Ramones então vale a primeira frase. Eu não sei direito porque me meti a fazer revista. Acho que aproveitei uma brecha. A galera da Prego foi pra Portugal. Samba, Kowalski, Gibi Gibi e tantos outros terminaram. Esse formato de antologia sempre foi um formato que eu curti muito ler. Você compra por causa de uns três artistas que curte e leva de sobra mais um monte pra você conhecer o trampo. E com o Instagram começou a aparecer um monte de gente que gosto do trabalho e nunca via nada impresso. Acho que juntei tudo isso com a vantagem de eu ter um emprego estável que me sustenta pra fazer a revista sem o desespero de ter de vender tantas por mês pra poder me sustentar. No final acho que até daria pra pagar umas contas, mas aí não sei se conseguiria lançar mais coisas tão cedo. Prefiro manter tudo separado.
Jorle: Você tem um selo ou uma editora? Como organiza a impressão, distribuição, venda?
PDC: É um selo. Se sair na mídia que somos uma organização terrorista, uma gangue ou revolucionários comunistas, lembrem-se: somos um selo. As publicações vão acontecendo conforme a gente junta dinheiro pra sair mais uma. Bem pontual. Bateu a grana necessária? Publica. As vendas a gente se organiza pra ir nos correios conforme vão saindo no site (revistapedecabra.iluria.com) conforme nossa disponibilidade de ir aos correios. Eu e minha namorada assumimos essa tarefa. E aí tem as lojas de quadrinhos e bancas e livrarias que a gente manda conforme alguém tiver indo pra lá ou por correio também.
Valeu Panhoca, obrigado pela entrevista!
Se liga! Tem Evento de lançamento da Pé-de-Cabra #2 dia 18/05, 16h, na Itiban – Av. Silva Jardim, 845 – Curitiba
Promo Jorle: Inscreva-se para concorrer ao sorteio de 2 Revistas Pé-de-Cabra! Sorteio dia 21.05.19!
Como participar:
Concorra ao sorteio de duas revistas de quadrinhos ‘Pé-de-Cabra’, do editor Carlos Panhoca. Serão sorteadas duas pessoas, onde a primeira receberá um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2, e a segunda um exemplar da Pé-de-Cabra #1.
A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail aqui no formulário até o dia do sorteio e já está concorrendo! Ao se cadastrar, passará a receber via e-mail avisos sobre as atividades da Jorle (caso não queira mais receber notícias, basta descadastrar-se no link no final dos e-mails).
O sorteio será realizado no dia 21 de maio de 2019, pelo site sorteador.com.br e os ganhadores (2 ganhadores) divulgados em www.jorle.com.br e comunicados no e-mail cadastrado.
Apenas para maiores de 18 anos e entrega somente para endereços de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Estas são notas sobre re-evolução.
São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência. Neste #2, pico em Colombo-PR: a Social Plaza.
Com fotos de Roger Olho e Fliyng Gorilla.
Participação de Roger Olho.
Palestra de Rodney Mullen: Faça um Ollie e inove!
Sobre poder da comunidade, conhecimento acumulado e inovação. https://youtu.be/3GVO-MfIl1Q
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Recentemente a Google desenvolveu uma Inteligência Artificial e a treinou para jogar o jogo “StarCraft II”, da Blizzard, contra uma raça específica em um mapa específico. Essa I.A. foi treinada jogando contra outras versões de si mesma, e levando em conta também replays de jogadores profissionais ‘humanos’, além de ter sido testada por jogadores não profissionais. Finalmente, foi organizada uma disputa entre esta I.A. e dois dos melhores jogadores humanos do mundo. O resultado foi interessante, com a I.A. vencendo os dois jogadores por 5×0 e 5×0, mas com um dos playes conseguindo depois disto uma vitória simples de 1×0.
Para tornar a brincadeira justa, foram dados limites de “ações por minuto” à I.A. (mais restritos do que as médias dos jogadores humanos profissionais) e também limitações semelhantes às dos humanos como só tomar decisões à respeito das áreas do mapa que estejam sendo visualizadas, e só uma área por vez.
A I.A. treinou o equivalente a 200 anos do jogo, e conseguiu as vitórias por perceber as melhores estratégias, após muitos erros e acertos durante os treinamentos. Os jogos foram apresentados em uma transmissão especial e comentados por jogadores, desenvolvedores e produtores do jogo (Link para vídeo).
Em StarCraft, o objetivo é derrotar seu oponente utilizando as estratégias mais eficientes para minerar recursos naturais, utilizar esta energia para construir seu exército, armas e equipamentos para atacar e defender-se. O jogador que tiver mais velocidade e eficiência nestas atividades e enxergar o melhor caminho para tomar a base oponente, vence o jogo. A eficiência de microgerenciamento de unidades também tem grande peso no resultado final.
Probes: trabalhadores Protoss em StarCraftII
Enfim, foi a estratégia adotada pela I.A. que chamou a atenção, conclusão dos treinamentos, criando uma percepção de soluções que os ‘humanos’ não haviam enxergado como efetiva até então. Esta estratégia consistia basicamente em fazer mais trabalhadores e mantê-los operantes, ainda que às vezes momentaneamente dispensáveis. A máquina fez mais trabalhadores. Simples. Não parou de investir neles. Os comentaristas da transmissão falavam em “over doing probes” onde probes (sondas) é o nome dos trabalhadores da raça Protoss no jogo. A máquina faz mais trabalhadores.
Os apresentadores chegaram a fazer questionamentos sobre se esta estratégia seria algo de importante e se seria uma descoberta, ou uma conclusão, percebida pela I.A., não percebida pelos jogadores humanos. Então aconteceu o 11° jogo, entre o MaNa (time Liquid) e a I.A. E neste jogo, MaNa decidiu utilizar (copiar) a mesma estratégia de ‘produzir mais trabalhadores’, e coincidentemente ou não, ganhou esta partida. Não há informação suficiente e nem os jogadores chegaram a uma afirmação séria sobre se foi a estratégia copiada que fez este jogo ter resultado diferente, mas sim, ouve esta mudança consciente do jogador humano para a estratégia da máquina.
MaNa – Team Liquid
Os programadores e desenvolvedores do jogo, ao final, ficaram felizes por perceber que a I.A. ajudou a identificar estratégias diferentes e a fazer melhor a tarefa. Esta experiência foi importante não só para o mundo dos ‘games’ mas por todo o aprendizado e suas aplicações. Deste os filmes de ficção com a tese da revolta das máquinas, passando pelas manchetes sobre Stephen Hawking e como a inteligência artificial pode destruir a humanidade, até chegar aos robôs (bots) que interagem na rede social fazendo atendimento de clientes e reforçando audiência em assuntos estratégicos (fake news, lembra?), estamos intimamente relacionados à tecnologia digital. A percepção de que trabalhadores são importantes, em um amplo espectro de testes e aprendizados com milhares de horas de experiência, em um ambiente de pressão absurda por produtividade, faz no mínimo, refletir.
Assunto interessantíssimo do qual tenho limitada compreensão, mas parte integrante de meu dia-a-dia, o entendendo ou não. Para poder organizar este texto pude contar com suporte do Rhaud, bom conhecedor de jogos (e prog metal!). Observações e acréscimos de informações são mais que bem vindos. Um abraço.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Já velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Rhaud é compositor e criador de jogos e escreve exatamente sobre isso em sua coluna Ouvhinddoh Meshuggah Nashuvvah. #Rhaud #compositor #criadordejogos #colunista #OuvhinddohMeshuggahNashuvvah #Metal #Jogos
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Olá. Este é o Auto Ciência da Re-evolução. São notas sobre re-evolução. São registros e comentários sobre dias de skate e como eles impactam em uma escala de auto consciência.
Tirando as palavras bonitas e o floreio, são gravações de vídeo digital de tentativas de ‘acertar qualquer coisa’ e um desafio em suportar a exposição excessiva, coisa que aos 40 e poucos tenho certa dificuldade em assimilar.
Também é uma oportunidade de caçar trilhas sonoras de gente bacana para ajudar no entretenimento. Desta vez fui atrás de uns amigos que estão na ativa produzindo barulho, como Vida Ruim e The Fucking Shits; reencontrei o DJ LG Roc, que esteve muitos anos acompanhando rapers em Tóquio; e ainda indico o Djinnt, que são dois caras que cresceram juntos fazendo som (sendo um deles o Rhaud) e são pilhados por tempos quebrados e polirritmia, coisas que me fizeram me interessar por metal, depois de décadas de descaso.
As narrações do vídeo ficaram horríveis, é evidente, mas decidi não me preocupar tanto com isso e ver se aos poucos melhoram. Vamos ver se além desta, consigo preparar outras edições. Como disse o LG, ficou com cara de ‘video-zine-de-skate’. Eu gostei desta definição.
E sim, o flerte com Evolução e Ciência é proposital. Isso significa que tendo ao cientificismo. O que na prática, quer dizer que tenho grande dificuldade em aceitar questões que não passaram pelo ‘método científico’, por exemplo, ou similares. E eu estou aqui levando em consideração que as possibilidades de nossa existência são mesmo infinitas, e que só porque não podemos comprovar algo, não quer dizer que este algo não tenha probabilidades. Mas com a atual nuvem negra de obscurantismo pairando sobre nossas cabeças, achei oportuno levantar o tema, nem que fosse de forma paralela às manobras de skate.
É Isso. Valeu pela presença! Se quiser colar no rolê manda um ‘alô’. Abraço. Até logo.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.
Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.
Quer assistir ao show do Grinders + Flicts + Rabo de Galo + RedLightz na faixa? Se liga no Sorteio que a Jorle está agilizando: Ingresso para o FESTIVAL OS VELHOS PUNKS 2018 – Show organizado pelo Coletivo O Velho Punk – Curitiba, dia 15.12.2018. Se inscreva pelo Formulário On-line!! Sorteio dia 14!
ATENÇÃO:
Então é isso! Foi realizado o sorteio para ‘Promo Jorle: Ganhe um Ingresso para ver Grinders no Festival Os Velhos Punks 2018, 15.dez!’. O Ganhador é o seguidor com e-mail “not….com”!
Parabéns! Seu nome será informado ao pessoal do Festival Os Velhos Punks. Aguarde mais informações em seu E-mail ou entre em contato! Até a próxima Promo Jorle. (resultado do sorteio em https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1433970)
Conversei esta semana com Rodrigo Minduim, do No Milk Today, e ele explicou rapidamente sobre seu trabalho no Coletivo O Velho Punk. Como na maioria das conversas/entrevistas que tenho feito, foi uma troca de mensagens, mas foi bem legal saber mais sobre o festival e sobre a página que já tem um ano de atividades.
Rodrigo: – Salve Ricardo! Beleza man? Valeu o contato! Bacana o jorle lá! Então….O Velho Punk é uma página que completa um ano de atividades. Nasceu da união de duas iniciativas: 1. ter um roteiro unificado de tudo que acontece no rock do submundo em Curitiba ( a página funcionou exclusivamente com esta função no início, com post único por mês que era atualizado com os shows que iam aparecendo) e 2. necessidade de produção de eventos e divulgação destes quando éramos nós que fazíamos e nossa banda (no milk today) não tocava. O tal roteiro começou quando nossos amigos de SP vinham para o Rock Carnival/Psycho Carnival e de manhã eu passava para eles o que ia acontecer no dia, estas mensagens de whatsapp acabavam vazando e a cidade inteira compartilhava, daí pensei o porquê não fazer isso permanentemente, daí começou…. Hoje não faço mais por falta de tempo, mas pretendo voltar.
Rodrigo: – A produtora O Velho Punk não objetiva lucro e sim promover shows com preços honestos e que se paguem. A ideia veio com o show do Flicts em 2017, e segue com diversas iniciativas com destaque para os shows semanais que acontecem no Leite Quente Café (na calçada).
Rodrigo: – O primeiro Festival é uma ideia de trazer anualmente bandas que fazem parte da história do punk nacional, como o Grinders dessa vez junto com o Flicts e logicamente colocando as coisas legais daqui para tocar junto (e nós também). Desta vez o No Milk não pode por afazeres profissionais dos integrantes, então segue com os amigos do Rabo de Galo e Redlightz representando a terra.
Para participar do sorteio de um Ingresso para o Festival preencha o formulário on-line no link abaixo e aguarde. O sorteio será realizado no dia 14 de dezembro pelo site sorteador.com.br e o ganhador (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para quem puder estar presente no show em Curitiba. Ver restrições de idade no local do show.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Sou apreciador de música, principalmente aquela feita nos porões da cidade, apresentada nos porões dos bares, produzida por conta e divulgada honestamente. Este interesse é tanto pela música quanto pela forma, que é esta da iniciativa independente e da organização entre os conhecidos para gravar, registrar, copiar e distribuir músicas, discos, bandas e artistas. Para contribuir com estes trabalhos achei uma boa ideia lista-los em alguns artigos intitulados #fazsomcwb. E como não sou grande especialista e não colo nos shows como seria adequado, vou iniciar com alguns selos de pessoal que já conheço e, quem sabe, com dicas e pesquisas, surjam novos artigos.
Zoom Discos
Neste episódio vamos conversar sobre a Zoom Discos, já com 4 anos e 5 vinis lançados em 7” (compacto de 7 polegadas). Atuando em Curitiba, os envolvidos estão por aí com suas bandas e gravações já há bem mais tempo, mas agora neste formato de “Selo independente de Curitiba especializado em música punk e hardcore” ou “rock tosqueira”, conforme anunciado em https://zoomdiscos.minestore.com.br. Além do site, dá pra encontrar o material nas bancas em shows e em alguns pontos de distribuição físicos com a Livraria Joaquim (R. Alfredo Bufren, 51 – Centro, Curitiba), na Redlightz Records (R. Brg. Franco, 1193 – loja 1c ) e em alguns botecos como Lavanderia e Lado B.
Pra saber mais sobre a Zoom, conversei, via mensagens, com Felipe Sad, que contou que quem toca o trabalho da gravadora são ele e o Leonardo Tocha. Felipe disse ainda que “o Chico Felix faz grande parte das artes de cartazes e material de divulgação e ideias de coisas que podemos fazer. O Carlos Panhoca, da revista Pé-de-cabra, faz as vezes de nosso caixeiro viajante, levando material do selo pros eventos que ele participa. Fora a galera que entra de parceria nos lançamentos. É muita gente colaborando.”
O Felipe também falou sobre o processo de trabalho: “A gente tem buscado gravar, mixar e masterizar tudo por conta própria no meu homestudio. Não é uma regra, mas é algo que a gente oferece para as bandas quando estamos propondo um lançamento. Tanto é que alguns lançamentos foram gravados em outros estúdios e mixados por mim e outros foram feitos pelas próprias bandas em estúdios que elas escolheram”.
E pra entender bem a coisa toda, perguntei ao Felipe – porque fazem isso: “Cara, porque a gente é maluco e gosta de perder dinheiro. hehe. Mas falando sério, porque a gente acredita que é importante que essa cena tenha um registro físico durável do que está produzindo. E acreditamos que o vinil compacto é o melhor formato disponível pra isso. Hoje grande parte das bandas fica só nos lançamentos digitais e daqui a pouco isso se perde, some… O vinil vai ficar. E o fato de fazermos as capas artesanalmente, vem da ideia de realmente colocar algo no mundo que nós mesmos fizemos. Uma coisa meio artística, manual, com alma”
A Zoom tem 5 discos lançados e mais 3 a caminho:
zoom 001 Evil Idols – Last Call
zoom 002 Faca Cega – Faca Cega EP
zoom 003 Vida Ruim – EP
zoom 004 Pantanum – Purple haze
zoom 005 Faca Cega – Faca Cega II
A caminho:
zoom 006 Sisters Mindtrap (outubro)
zoom 007 Rabo de Galo – A mercê de Satã
zoom 008 Vida Ruim – Onda da morte retrocesso.
Agradecimentos ao Felipe pela atenção, e se você leu este relato sobre a Zoom Discos e gostou ou curte as bandas que eles gravam, então vai lá, compra o material, vai nos shows e divulga!
Promo Jorle: Ganhe um Vinil 7” Faca Cega II, da gravadora Zoom Discos, de Curitiba!
Sorteio dia 15 de Outubro de 2018.
A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail no formulário (Link Formulário Inscrição), e depois vai receber avisos sobre as atividades da Jorle e da Zoom;
Se liga: é um baita disco de uma banda foda, de uma gravadora independente de Curitiba!
E ainda, se gostar mesmo da Zoom, do Faca Cega e dos trabalhos da Jorle, vai lá nos respectivos FaceBooks e comenta nos posts sobre o Sorteio, indicando para um @amigo!
O sorteio será realizado pelo site sorteador.com.br e o ganhador (1 ganhador) divulgado em www.jorle.com.br e comunicado em seu e-mail cadastrado. Apenas para maiores de 16 anos e locais no Brasil.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
“Forfeta” é um formato de torneio de jogo de cartas de Yugioh organizado pelo Thiago Henrique, onde há um conjunto de restrições de cartas e “sets” diferente do proposto, diga-se “imposto”, pelo fabricante e organizador oficial do jogo. Este formato alternativo tem a intenção de criar uma opção à pressão para aquisição dos lançamentos e direções da distribuição oficial, esta geralmente com alto custo nas cartinhas, e também proporcionar uma versão “for fun” do jogo.
A empresa que tem os direitos comerciais de Yugioh faz lançamentos periódicos de novas cartas e até de novas regras, e claro, tenta direcionar os jogadores à investirem nos novos produtos e manterem-se “competitivos” nos grandes torneios. Além disso, tenta controlar OTKs e FTKs (“one turn kill” e “fist turn kill”), que são formas que os jogadores encontram de vencer um jogo sem haver chances de qualquer reação do oponente, pela combinação de efeitos de cartas ‘não previstos’ pelo fabricante, cartas estas que vão sendo listadas como limitadas ou proibidas (veja artigo com mais detalhes sobre yugioh). No Forfeta, estas listas são completamente distintas, reorientando o jogo.
Nesta entrevista, o Thiago conta um pouco sobre este torneio personalizado e o que vem funcionando bem para criar esta versão opcional do Yugioh.
Entrevista Forfeta
Jorle: Como se interessou por Yugioh e quando foi? Thiago: Sempre amei as duas primeiras animações do jogo: O duel monsters e o Gx, desde a época que lançaram, mas me interessei mesmo pelo jogo quando vi o mundial em que a final tinha sido disputada entre dois decks de Blue-eyes e achei a Meruru onde eu podia jogar e fazer amigos.
Jorle: Já participou de grandes torneios ou do chamado “competitivo”? Thiago: Claro! Sempre que possível tento prestigiar os torneios competitivos aos sábados. Ainda não tive minha oportunidade de jogar um regional ou nacional, mas já participei de uma edição do DSC da Duel Shop.
Premiação do Forfeta
Jorle: E de onde surgiu a vontade de fazer o torneio Forfeta? Thiago: Um dia durante uma discussão sobre o quão colossal era a diferença de jogar com um deck “Tier 2-3” contra um deck “Tier 1”, perguntei se haviam tentado de alguma forma limitar como alguns dos decks mais fortes jogavam em certos torneios fora do competitivo, mas no fim nenhuma tinha sido realmente efetiva. Foi quando pensei em fazer “um formato onde apenas decks com um arquétipo jogam” e implementar algumas limitações sobre os que tinham uma capacidade bem maior sobre os outros e da maneira que eu criei todas as regras, todos aprovaram e tivemos a primeira edição com mais de 15 jogadores.
Jorle: Há quanto tempo você organiza o Forfeta? Thiago: Com o apoio do dono da loja (Meruru), que gostou muito da ideia de um torneio com o formato diferente, já foram feitas mais de 30 edições.
Jorle: Qual é o foco principal para determinar as regras e restrições de cartas no Forfeta? Thiago: Geralmente quando um deck se destaca demais fora do torneio em si depois que é lançado, eu faço atualizações na banlist personalizada para afetar o funcionamento do deck no torneio, então tenho que ficar bem atento quanto aos lançamentos de cartas e arquétipos novos. Quanto as regras, elas são personalizadas conforme o passar do tempo para se adaptarem ao “metagame local”, então tenho que escutar várias opiniões antes de mudar algo para a próxima edição.
Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!
Jorle: O que você vê de importante que atrai jogadores novos e experientes para o Forfeta? Thiago: Geralmente os jogadores que vem prestigiar o Forfeta Champs são aqueles que querem fugir das “mesmices” do Yugioh formal, então aparecem pessoas desde o competitivo até algumas que gostam de jogar apenas o Forfeta por ser mais acessível.
Jorle: O que o jogador precisa para participar? Thiago: Um deck dentro das especificações, 5 reais para a inscrição no torneio e muita vontade de jogar.
Jorle: Quando acontece e quando são os jogos? Thiago: Todos os Domingos na Meruru, às 15h.
Obs.: Recentemente o Thiago começou a organizar o torneio também virtualmente, utilizando preferencialmente o aplicativo Yugioh Pro. Se quiser participar deste torneio informal ou assistir aos “streamings” dos jogos, mande mensagem para 41 99521-0113.
Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.