Associações, crews e outras formas de organização de skatistas

“Fazer juntos o que sozinho eu não consigo!”, falava em voz forte o capitão juvenil do Curitiba Rugby ao time, antes das partidas começarem, abraçados em círculo. Esta foi uma das tantas memórias que os anos de jogador e árbitro me proporcionaram para o resto da vida. O Rugby é completamente coletivo, sendo praticamente impossível acontecer qualquer coisa se a equipe não se apoiar, em todos os sentidos. Quem marca o “try” é quase sempre uma mera situação de quem está disponível no momento certo. Mas o que tem a ver “alhos com bugalhos” se o assunto aqui é Skateboarding, individual, sem times, sem uniformes, sem regras, com toda essa liberdade e estilos múltiplos? Mais do que aparenta, na minha opinião.

Andar de skate, em um aspecto mais profissional, exige um grande suporte. Há a necessidade de material, peças, tênis, etc. Há a necessidade de locais, pistas, rampas ou quadras. Participar de eventos exige viagens, hospedagens e apoio local. Mas além disso, na essência, é muito bom quando se tem uma rede de amigos, que compartilham da mesma identidade, que enxergam a cidade da mesma forma, que falam a mesma linguagem e ficam felizes na mesma ‘vibe’ quando qualquer um da galera volta uma manobra depois de tanto tentar. Quem anda sabe que se trata, de diversas formas, de um esporte muito coletivo.

Aí entra minha verdadeira intenção: formalizar esta coletividade é interessante? Organizar o skateboarding em coletivos é bom? Não sei. Não sei se para todos. Mas trago aqui algumas experiências que já vi por aí, nas minhas décadas andando de skate, além da opinião de alguns amigos.

Ao conversar com o Clésius, acostumado à organização política das coisas, questionou: “Porque skatistas tem dificuldade em se organizarem para terem suas demandas atendidas? Seria porque é difícil o consenso em um grupo formado por gente das mais variadas classes sociais, etnias e culturas? Seria porque jovens em geral tem dificuldade em entender que apenas se organizando, seja politicamente ou em cooperativas, teriam alguma chance de ver suas aspirações e desejos atendidos?”. Ele também lembrou dos “diversos exemplos de grupos de skatistas que se uniram para conseguir realizar as mudanças que desejam, sejam essas mudanças a construção de pistas, apoio para campeonatos ou até mesmo reconhecimento do poder público de que o skate é sim uma atividade esportiva-cultural de grande relevância”. “Como uma cultura fortemente influenciada pela cultura DIY (faça você mesmo), Punk, Hip Hop, se molda aos desejos do mercado, se tornando não só uma cultura de massa, como também um esporte olímpico? Até que ponto isso descaracteriza o skate de uma cultura espontânea de rua para um simples modismo?”.

Responder algumas destas perguntas dariam novo artigo e longa pesquisa, mas algumas tem respostas já conhecidas. Basta dar uma volta por ai. Uma “organização” pode existir em diversos modelos e níveis de profissionalismo e procurei no skate algumas experiências.

Uma destas é a Associação de Skate de Colombo, ligada à Social Plaza, com grande participação do Fábio “Batata”, velho amigo, que contou um pouco de suas experiências.

Veja o Pico Social Plaza no mapa de MyTrix

Iniciamos os trabalhos ao final de 2012. Havia uma percepção do que era e para que servia, mas até então não havia me dedicado. A motivação há época, foi que um pico antigo na cidade (Centro Social, hoje pela galera do skate chamado de Social Plaza) estava mais uma vez sendo utilizado pela galera, e num dos rolês pensei: – puxa alguma coisa deve ser feita, vim aqui a primeira vez 1992, e pouca coisa mudou. Naquela mesma época, fim de 2012, num role lá na ESC (escola Polivalente em que a crew Ol Dirty Skater andava), em bate papo com nosso amigo Hugo Ponchio (Rato), ele insistiu: – faça uma associação, fizemos em balneário e deu certo. Assim nascia junto com outros skatistas a Associação dos Skatistas de Colombo. Sendo formalizada você tem mais facilidades para realizar ações do tipo eventos, ações sociais, solicitar apoios diversos e principalmente conversar com a administração pública da cidade (prefeitura) e outros poderes para levar as demandas. Como pessoa jurídica, que é a formalização com estatuto, Cnpj ativo, você já é recebido e visto diferente, e isto é uma vantagem. No que se refere as desvantagens citaria a correria que é monstra, e pelo que vi até aqui, a galera do skate (uma parte grande) não está preparada para esta fase burocrática, que exige organização, planejamento e paciência com os agente políticos, pois tem muita promessa e por vezes somos vistos tão somente como curral eleitoral, nada mais. Aqui é uma desvantagem para nós skatistas, pois não é só manobrar. Precisamos ser vistos, somos pagadores de impostos e é um absurdo o que fazem com nosso dinheiro (dinheiro público) quando constroem aquelas pistas horríveis. De verdade, chega! Como se não bastasse, vejo como a pior desvantagem as contas! Uma associação tem custos e poucos ajudam a pagar! Isso é uma desvantagem das grandes e cansa, como disse acima não é só manobrar. Fica aqui inclusive uma observação que a molecada (crianças e adolescentes) é outra pegada, porém os adultos tem que ser mais ativo. Ajudamos na economia deste país, somamos junto ao PIB, somos pais de famílias, empresários, atletas que vivem do skate e muito mais, desta maneira é necessário um choque na nossa cultura”.

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Perguntei ainda ao “Batata” sobre o passo-a-passo para se criar a Associação: “o Passo a passo foi verificar se na cidade já tinha alguma associação ou algo do gênero para não haver conflitos de interesse! Fui buscando estatutos de outras federações e associações e fui escrevendo o nosso, com a ajuda de uma assessora de um vereador conhecido há época. Após procurei um contador que me forneceu os trabalhos contábeis e jurídico, e a partir daí foi uma correria: Achar as pessoas que estavam afim de encarar esta luta; aí publicar edital e chamamento para assembleia, colher assinaturas, reconhecer no cartório e enfrentar várias filas (e pagar tudo também). Assim nasce uma associação! A dica é esta: encontre quem tá afim, ache um contador e um advogado que entenda do assunto e se prepare para questões burocráticas e todo ano (no período do seu mandato) vai ter que declarar estes dados, vai ter que comprar um A2 ou A3 e pagar o alvará de funcionamento, mais o contador; quase R$ 1.000 por ano. Lá na frente vc vai se perguntar: Será que valeu a pena?”. Parece dureza mas Fábio deixa ainda um recado: “Vamos em frente galera, skate4ever”.

Outras experiências tiveram como modelo a construção de uma marca, que no skate é geralmente uma empresa que produz algo e patrocina atletas. Nestes casos as marcas praticamente nasceram para patrocinar skatistas, como foram os casos da Ajax, X-Brain, Latex e Friends, por exemplo.

Logo da antiga Ajax

O José Selski e o Roger Robert, fundadores da Ajax, nos contaram um pouco sobre a marca, antiga, mas que vale a lembrança. “(José) trabalhava na loja Drop Dead da Galeria Pinheiro Lima” onde junto com os demais vendedores tinham “uma oficina onde concertávamos os skates e dávamos um suporte pra galera”. “Não posso deixar de agradecer o Eduardo da Drop Dead, sem ele ter dado ‘ok’ para esse trabalho nada teria sido feito”. “Assim muitos se aproximaram de nós e a Loja em certa época havia virado tipo um clube. Roger Robert veio e tínhamos muitos amigos excelentes skaters mas que não conseguiam apoio pois não iam bem nos ‘champs’ e, vendo isso, surgiu a Ajax Products, onde a ideia inicial era produzir camisetas, adesivos e parafusos de base he he, e criar uma equipe com esses skatistas que eram renegados pelo sistema de campeonatos daquela época. Lembro que o objetivo era apoiar os mais punks, aí veio o Rodrigo Sorvete, teve o Fuça e os demais, e no fim a marca acabou sendo somente algumas camisetas, mas que cumpriu o objetivo de unir a galera da loja com os skatistas punks e os que não se davam bem nos champs. Não tínhamos ideia de quão importante era o que estávamos fazendo, até certo dia eu chegar no Castelo (Museu do Olho) e ver que tinha uns 20 skatistas andando com nossas camisetas. Essa é uma pequena parte da história do street skate em Ctba”. “Então concluindo a Ajax surgiu do amor, amor pelas pessoas e amor pelo skate, queríamos ver os amigos andando de skate, para isso eles precisavam de apoio e motivação e foi o que fizemos.

Não poderia falar de organizações de skatistas sem falar daqueles tantos grupos que são a alma do skate: as “crews”, as “galerinhas” de amigos, que são de um mesmo bairro, de uma mesma escola ou tem algum vínculo especial. Nota: Enquanto finalizava este artigo, vi esta recente publicação sobre “skate crews” de Curitiba, que indico a leitura sobre a definição de “crew”: Qualé a sua Crew? campeonatosdeskate.com.br. É só correr o Instagram com a hashtag #sktcrew que você vai ver a quantidade de gente que viu no trabalho coletivo uma forma de produzir vídeos e girar sua cena. Além de um puxar o outro nas manobras, isso se transfere também ao suporte material e aos acessos sociais. Por vezes basta um do grupo ter algum destaque em algum evento ou com “visualizações” para todos acompanharem o momento. Alguns grupos partem para lançar seus próprios shapes e estampas, outros passam a produzir vídeos mais profissionais e praticamente acabam como uma empresa de amigos. Esta organização sem muitas regras e que flui naturalmente, é a base social que torna o skate tão coletivo como outros esportes.

Clique e se inscreva no Canal para acompanhar a estréia do video.

Particularmente posso falar da potência que é uma crew. Nos últimos anos houve uma reaproximação de amigos que costumavam andar de skate juntos, e que agora, além do skate, temos também outras afinidades, como educação dos filhos e como envelhecer sem frustração.

 

À esse grupo demos o nome de Curitiba Skate Warriors, e desta reaproximação, além de muita camaradagem, risadas e apoios-mútuos, concebemos o projeto Eixo Mole Skate Zine, que é o vídeo que será lançado em breve com nossos esforços em acertar manobras, som e arte relacionada à skate e ainda a apresentação de uma galera atual de skatistas.

Não fosse o trabalho em conjunto, as ideias e a organização, nada teria acontecido.

Por fim, como exemplo de organização, gostaria de citar o excelente projeto desenvolvido por um dos maiores ídolos do skate mundial. Tony Hawk, através da Fundação com seu nome, tem no projeto “Skatepark” muitos fundamentos interessantes, segundo seu site (https://tonyhawkfoundation.org/). A missão da Fundação é servir à comunidade colaborando para criação de lugares de qualidade para prática de skate por ser uma atividade que proporciona o exercício necessário e um senso de autoestima aos praticantes. O projeto fornece conhecimento acumulado para a comunidade criar pistas públicas locais, desde a etapa de captação de recursos, desenvolvimento de um projeto, apresentação às instituições municipais, até o reforço dos benefícios da prática de skate, como envolver os jovens em situação de risco com o esporte, as mudanças positivas do envolvimento com a comunidade, desenvolvimento da criatividade, perseverança e até de lideranças. Hawk utiliza sua influência para ajudar na captação de recursos, mas o trabalho é desenvolvido pelos skatistas de um lugar, à partir de sua organização.

Algumas pessoas encontram ou herdam situações muito propícias ao seu desenvolvimento individualmente, já para os demais, não tem jeito, tem que se esforçar por outras maneiras. Não abordei aqui talentos que recebem grandes patrocínios nem estrelas naturais do skate, porque este é o caminho conhecido, talvez desejado, mas para poucos. As coisas aqui foram sobre gente comum. Como disse em recente programa de TV, Emicida, que faz de seu som o veículo do desenvolvimento não só seu, mas de toda uma cadeia “produtiva”, “Só acontece se todos se movem em bloco. Todos precisam evoluir, ou ninguém evolui”. “O que temos somos nós”.

Obrigado à todos que colaboraram.

Um abraço.

#jorle #associacoes #crews #organizacoes #skatistas #marcas #clubes #politica #comunidade #crescimento #alternativa #evolucao #skate #skateboarding


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 28 anos, membro da crew CwbSktWrrs. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e desenvolve o projeto MyTrix.

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Em cartaz, o espetáculo! A relevância de cartazes de shows.

Muito mais que trazer as informações sobre lugar e hora em que acontece um show, esta extensão da música continua a ser peça importante do projeto todo que envolve criar sons, escrever letras, planejar uma apresentação e divulgar o evento. Especialmente entre as bandas e grupos que fazem aquela crítica política ácida e direta. Um bom cartaz pode, literalmente, fazer a propaganda. Não só da música, mas das ideias e intensões.

Nos últimos tempos ao menos em 3 episódios os cartazes de alguns shows se tornaram o próprio espetáculo, aqui em terras brasileiras. Fazendo uma referência rápida à Sociedade do Espetáculo, de Debord, a internet tem sido uma grande facilitadora da democratização radical dos meios de produção, incluindo a produção artística. Embora esta democratização virtual tenha diversos efeitos colaterais, como por exemplo sua utilização espetacular para criticar ou mesmo difundir um pensamento que se propõe crítico ao espetáculo, fato é que toda esta situação tem promovido estes lindos momentos em que a execração de cartazes de shows com conteúdo ácido ou contrário à normalidade estabelecida acaba, de forma controversa, por dar visibilidade explosiva às estas imagens. Cada vez que alguém se incomoda com um cartaz que espeta os pontos débeis do governo ou de algum aspecto da cultura alienada, o faz replicando esta publicação indefinidamente pela internet, dando alcance e viralizando o conteúdo.

Em julho de 2019 foi lançado o cartaz para o “Facada Fest”, terceira edição de um festival de bandas hardcore/punk que acontece em Belém (Pará). Após toda a agitação em torno de um atentado, alguns meses antes, ao então candidato à presidência, e de reconhecidos apelidos deste candidato, o cartaz traz um palhaço “Bozo” e o título que se refere ao festival, já tradicional, estampados. Isso fez despertar a ira de políticos e autoridades locais, que partiram ao ataque ao conteúdo do cartaz, o replicando impulsivamente pela internet. O público interessado no show fez agradecimentos à publicidade grátis e os organizadores redigiram uma carta de esclarecimentos onde admitem a crítica forte mas reforçam o direito à liberdade de expressão.

Um mês antes, na mesma linha, já havia ocorrido o caso do Cartaz de Show do Dead Kennedys. Esta banda estadunidense, no passado reconhecida como umas das mais influentes do meio punk, que por si só já andava envolvida em polêmicas com seu ex-integrante, Jello Biafra, por direitos autorais e pela postura política da banda (que aparentemente perdeu suas raízes quando dos tempos do Biafra), acabou por cancelar seus shows no Brasil devido à repercussão extraordinária do cartaz. A imagem foi desenhada por um artista brasileiro e rapidamente se alastrou por redes sociais e até mesmo pelos principais jornais eletrônicos de notícias. Em meio à discussão sobre o conteúdo do cartaz ter sido aprovado ou não pela banda, seus integrantes publicaram nota se posicionando “antifascistas e anti-violência” mas também “pouco conhecedores da situação política do país”, o que, junto à assustadora repercussão do cartaz, justificou os cancelamentos. Shows cancelados, mas cartaz multi-divulgado.

Já esta semana, foi a vez da banda Pussy Riot, da Rússia. O grupo de meninas, para show dia 30 de janeiro em São Paulo, lançaram o cartaz que faz uma crítica à figura do presidente. Ao que tudo indica, novo sucesso das redes sociais, graças à ampla divulgação da imprensa e de apoiadores do governo. Provavelmente banda e público vão novamente agradecer.

Assim como nas outras ocasiões citadas, se no passado shows de bandas de rock, punk, hardcore, rap e até funk, tinham seus efeitos restritos ao “underground” ou à círculos sociais específicos, agora correm as telas dos celulares de todo tipo de gente, na maioria das vezes, estas sem conhecimento profundo dos contextos e culturas daqueles grupos. Se bom pela divulgação e alcance, por outro lado, tem-se um choque gigantesco de identidades. E tudo intensificado por conta do momento de discussões políticas acaloradas que vivemos no país. Interessante, ainda, é verificar que estes casos citados são como a ponta de um iceberg, pois todos os dias são publicados cartazes de shows que de alguma forma provocam e fazem pensar. Muitos estão na internet. Muitos colados pelos postes e muros. Muitos estão na porta do lugar do show. A história do rock e da música está repleta de bons exemplos. Dá pra dizer que há casos do uso do espetáculo para gerar espetáculo. Dá pra dizer que se incomoda, é porque acerta o alvo. Dá pra dizer que um cartaz passa e é esquecido. Dá. Mas cartaz é parte do show. Já foi papel. Já foi fotografia, desenho ou gravura. Já foi feito à mão e em computadores. Vai pra poste, tv e pra celular. Mas tá lá, cumprindo seu ‘papel’.

Enfim, dito tudo isso, só queria mesmo reforçar que gosto de cartazes, e apesar das análises medíocres, sobretudo, aprecio esta arte. Abraço. E leia outro artigo sobre cartazes e gente que faz cartazes e fique de olho pela rua. Está repleta de arte!

Referências:

Outro artido em Jorle sobre Cartaz

Sociedade do Espetáculo

Festival Facada, Pará

Poster do Dead Kennedys

Ilustrador Cartaz do DK

Cartaz Pussy Riot

“A crítica espetacular do espetáculo, funcional a ele, é um empreendimento da sociologia, que estuda a separação recorrendo às ferramentas conceituais e materiais produzidas pela separação. A apologia do espetáculo, ou publicidade, por sua vez, constitui um pensamento do não pensamento, um esquecimento explícito da prática histórica. O falso desespero da crítica espetacular e o falso otimismo da pura publicidade do sistema são idênticos enquanto pensamento submisso.” Fonte: https://outraspalavras.net/sem-categoria/para-compreender-a-sociedade-do-espetaculo/

#virus #viralizando #deadkennedys #bozo #guydebord #sociedadedoespetaculo #situacionismo #facadafest #hardcore #punk #liberdadedeexpressao #pussyriot #feminismo #cartazdeshow #cartazes #arteemcartaz #politica #espetaculo


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 28 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Alguns Fanzines Veganos/ Vegetarianos do Acervo da Casa da Ponte

A Casa da Ponte abrigou discussões a respeito de inúmeros assuntos, e entre eles, o tema da “alimentação sem crueldade”, alvo de inúmeras conversas, debates e palestras. E claro, muito material de pesquisa foi angariado para a biblioteca e para a coleção de fanzines.

Fanzines da Casa da Ponte
Visite a página do projeto e confira todo o acervo já digitalizado!

Separamos alguns fanzines entre o acervo já digitalizado que revelam algumas posições e pensamentos baseados no veganismo ou vegetarianismo. Estes textos foram produzidos nos anos 90, e sua leitura pode despertar uma compreensão de como o discurso se desenvolveu, se comparado com o que se observa hoje.

Abraço e boa leitura! E caso queira compartilhar suas conclusões, fique a vontade para comentar ou nos enviar mensagens.


acervo-ja-digitalizado-fanzines-da-casadaponteBaixe a lista do acervo já digitalizado!

Basta preencher os dados abaixo e aguardar o link para o Download:

     


    Leia On-line!

     

    Ricardo GosWod


    Fanzines-Veganos-do-Acervo-da-CasadaPonte

    Poste: Bicicletada | Punk Rock na Casinha com Faca Cega e Lifeshy

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    POST.E – Em cartaz por aí:

    31.03 – Bicicletada Curitiba
    01.04 – Punk Rock na Casinha – Faca Cega e Lifeshy


    31 de Março
    Bicicletada
    Sexta, 19h – Praça de bolso do ciclista
    Passeio de bike com o tema “Não estamos atrapalhando o trânsito, nós somos os trânsito – Juntos por um trânsito mais humano.
    Reivindicamos mais respeito e segurança para ciclistas e para todos os modais não motorizados”
    + Info 


    1 de Abril
    Punk Rock na Casinha – Faca Cega e Lifeshy
    Sábado, 17h – Rua Portugal, 54, Curitiba
    Explodir o tédio que te consome todas as 24 horas do dia. A decepção de ontem, a decepção de hoje e a desesperança crônica no
    amanhã. A vontade de chorar, a raiva de não poder. Venha gritar até ficar rouco, gritar até ficar louco. Só não vale vomitar.
    + Info 


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    www.jorle.com.br/contato. Ou Receba as atualizações por E-mail.
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    POST.E 10

    29.07 B i C i C L E T A D A
    29.07 “Toda Sexta” PraSkate
    30.07  Vá de Skate Pinais 2016
    31.07 Fora Temer CWB

     


     

    29 de Julho

    B i C i C L E T A D A

    Sexta, 18:30h – Praça de bolso do ciclista, Rua São Francisco, Curitiba
    Como toda última sexta do mês, passeio ciclístico para celebrar a rua, a
    bicicleta como um meio de transporte, por um trânsito mais ecológico,
    gentil, seguro e sustentável.
    + Info

     


    29 de Julho

    “Toda Sexta” PraSkate

    Sexta, 19h – Best Trick na Praça Afonso Botelho (PAB), 20h – Premiere
    Mordzin no Arena Bar
    + Info

     


    30 de julho

    Vá de Skate Pinais 2016

    Sábado, 13h – Campeonato Mirim, Feminino, Iniciante e Amador; DJ; Oficina de Grafite;
    Aula com sktrs convidados.
    + Info

     


    31 de julho

    Fora Temer Curitiba!

    Domingo, 15h – Praça da Mulher Nua, Praça 19 de Dezembro, Curitiba
    Demonstração pública de opinião e encontro de debates.
    + Info

     


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