Coluna De Rolê: Como fazer caber 9054 metros de altitude no Bosque do Alemão? Everesting!

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Publicado originalmente em Blog do Thiago.

Dia 11 e 12 de fevereiro foi dia fazer esse desafio, que consiste em pedalar 8848 de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest). Existem algumas maneiras de se completar esse desafio, eu escolhi subir e descer pelo mesmo trecho, salvo algumas pedaladas fora do trajeto para almoçar,jantar e esconder minha mochila no mato. Mais informações aqui.

Conheci esse desafio em 2015 através do João Saboia, que completou a prova na sua cidade natal, a Lapa. Nesse ano tentei junto de Moisés Retka num trajeto na serra do mar, do KM 41 ao retorno, mas infelizmente tivemos que encerrar por conta da forte chuva que caiu (e minhas pastilhas de freio derreteram). Desde então não consegui encaixar na agenda um novo desafio.

Maria Conchita no poxto da polícia
Maria Conchita no poxto da polícia

No final de 2016 eu fui tentar o Everesting no Bosque do Alemão, que fica localizado no bairro do Vista Alegre,  fiz 2300 de altimetria e… o GPS travou! Perdi tudo que havia feito, sei lá o que aconteceu. Fui pra casa bem de cara.

Eis que consegui encaixar o final de semana, comprei algumas coisas para levar: 2 gatorades, 10 barras de cereal, 7 carb up, 2 sacos de amendoim. Levei duas caramanholas de água e o resto poderia comprar por perto (restaurante para almoçar e pizzaria para jantar).

Fui até a base da Polícia Militar que fica próximo do Bosque e gentilmente o policial Agostinho aceitou que deixasse minha mochila com mantimentos ali.

Segunda descida e escorrego... vam'bora!
Segunda descida e escorrego… vam’bora!

Comecei as 7:20 da manhã de sábado. Fiz duas subidas e no final da segunda descida eu caí e machuquei o joelho, o chão estava muito úmido, foda-se, pensei, vou continuar. Aí fiz 25 subidas/descidas e vi que cansei bastante, decidi depois dessa série fazer 10 subidas e parar por 15 minutos. Não lembro quanto tempo fiz isso. Almocei 13:00 horas e continuei fazendo as subidas. É engraçado, o mundo acontecendo ao meu redor e eu ali, naquele trajeto, então acabei que perdi a noção das coisas, eu só me concentrava em subir e descer, subir e descer.

As 7 horas da noite fui ao módulo da PM para conversar com o novo policial que entraria em turno, eis que expliquei para ele o que era e ele irredutível disse “nada feito, tire sua mochila daqui”, fiquei puto e tive que levar a mochila e “mocar” no mato. Continuei as subidas e descidas e agora parava mais, a cada cinco subidas eu descansava. 22:30 parei para comer uma pizza, o que sobrou coloquei na mochila e logo chegou a madrugada, clima agradável, sem movimento, 19 graus e dale pedal. Lá pelas 4 da matina um grupo de 2 jovens e uma menina pararam muito perto de onde havia escondido minha mochila, depois de três subidas parei próximo pra ver qual era a deles. Acabei virando amigo do pessoal, que era do meu bairro (Pilarzinho Pecado) e estavam “tirando um lazer” ali, fumei um tabaco e até tomei uma lata de Kaiser que me ofereceram, rs.

Amanhece e vejo que extrapolarei o tempo que havia planejado, mas naquela hora só pensava em ir devagar e terminar, lembro que quando o sol chegou estava com 7 mil, “caralho, ainda faltavam 2 mil”, eu pensava. deu 7 horas e fui no posto da polícia de novo, agora conversei com o sem Lipka e ele entendeu a situação e deixei novamente minha mochila lá.

Continuei pedalando, cheguei a 8000, solzão a pino, subindo me arrastando e finalmente chego aos 8848 metros! Porra! Fiquei bem feliz,mas ainda faltavam alguns metros pro meu objetivo. Subindo bem devagar e cheguei aos 9054 metros, pensei em continuar masssss…. chega, estava mais do que bom. Fui no posto da polícia, comi e bebi coca cola,me despedi e fui embora. Detalhe: pra eu ir pra casa tinha que passar pela mesma subida, ah, fui empurrando a bike rs.

8.848 metros de subida acumulada! Porra! Everesting!
8.848 metros de subida acumulada! Porra! Everesting!

Cheguei em casa, banho, almoçar e fui dormir. É isso! Um Abraço e até a próxima!

Links para fotos

Considerações: Encarei o Everesting como um Mantra, então apesar da repetição foi um pedal legal; importante estar com o psicológico em bom estado, foi o que me manteve no pedal; meus ‘treinamentos’ para a prova foram a ida e volta do trampo, então não é nada impossível de se fazer para um ciclistx acostumado a longa distância; gastei + ou _ 100 pilas em comida (almoço/pizza/gatorades/salgados/paçocas/etc) apesar da comida que levei; tomei incontáveis caramanholas d’agua, importante sempre se hidratar; fumei razoavelmente, enrolava tabacos pequenos; não tive sono, apesar de ficar 33 horas acordado, acho que por conta dos randonneurs da vida; emagreci 4 kilos em 2 dias, mas já recuperei; sou o 9 brasileiro e primeiro curitibano a terminar esse desafio; agradeço minha companheira pelas boas palavras de incentivo ao telefone 🙂 espero que mais brasileiros terminem esse desafio!

Eu no final depois de 30 horas acordado rs
Eu no final depois de 30 horas acordado rs

Sobre o Everesting.

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Thiago Gava: gosta de pedalar na cidade e nas estradas e caminhar nas montanhas e vai compartilhar conosco Thiago Gavaalgumas de suas aventuras. Quem quiser conferir mais, segue também seu blog http://thiagosyen.blogspot.com.br/

Aqui escreve a Coluna De Rolê.

 

 

Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA

Coluna-DE-ROLÊ-–-7-dicas-para-camping-no-Marumbi-por-um-viajante-de-experiência-“mediana-pra-boa”-–-por-THIAGO-GAVA

Dia 31/12 eu e minha companheira Laís partimos em direção ao Conjunto Marumbi, dessa vez com os planos de acampar na base da montanha (Camping Parque Estadual do Marumbi). Escolhemos esse lugar pois acreditamos ser um lugar muito especial. Fizemos alguns investimentos em materiais para essa viagem para se ter auto suficiência para os próximos rolês. Barraca, saco de dormir (sarcófago), mochila cargueira 50 litros e principalmente o mini fogareiro foram os principais utensílios duráveis.

Começamos a caminhada no posto do IAP/Prainhas em direção a estação Marumbi, caminhada bem de boa. Chegamos, montamos a barraca e fomos jantar. Lá no camping existem as seguintes infraestruturas: área para camping (ótimos lugares), banheiros (os dos homens estavam sujos, podres e o chuveiros água gelada/ os das mulheres impecáveis e água quente) e um quiosque com 4 mesas que eram revezadas/compartilhadas pelos campistas (perfeito!). Virada de ano sem fogos, só vinho, tabaco, os barulhos dos animais e o Conjunto Marumbi ali, perfeito.

Nosso objetivo era acampar e relaxar, não subir os picos, pois estava muito quente e haviam muitas cobras nas trilhas (que saem se refrescar), mas no 2º dia fomos fazer uma caminhada até o cume do Rochedinho, que é bem de boa. A paisagem lá de cima estava muito bonita no dia.

No 3º dia fomos aproveitar e nos refrescar nas piscinas naturais que existem no caminho. No início a água está bem gelada mas depois o corpo acostuma e aí só vai! Nesse dia vimos uma cobra, parecia ser uma cascavel, estava bem próximo da casa do IAP.

Noutro dia fomos embora próximo do meio dia, uma leve chuva nos acompanhou até a metade do caminho. No posto do IAP pedimos um taxi (Jonas – 41998320331) até Morretes e lá tomamos o ônibus até Antonina.

Esse ano vai ser o ano das montanhas para mim, pretendo caminhar e acampar bastante por esse Paraná de meu Deus. 😉

 

Dicas:

InfoJorle De Rolê – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
InfoJorle De Rolê – 7 dicas para camping no Marumbi – Infográfico

1 – Investimento em materiais: Barraca, saco de dormir (sarcófago), mochila cargueira 50 litros e principalmente o mini fogareiro;

2 – O que esperar do camping na base do Marumbi: área para camping (ótimos lugares), banheiros (para os homens em estado ruim de manutenção/ para as mulheres ótimos) e um quiosque com 4 mesas compartilhadas com demais campistas;

3 – Ótima opção para datas comemorativas sem fogos de artifícios;

4 – Cuidado com cobras nas trilhas: elas saem apanhar sol e não merecem ser incomodadas;

5 – Locais próximos bons de se visitar: cume do Rochedinho, caminhada leve, visual ótimo em dias de clima bom; Piscinas naturais: água gelada no início, mas corpo acostuma;

6 – No retorno pode-se recorrer à serviço de Taxi do posto do IAP (localizado a 6km de Porto de Cima) até Morretes.

7 – Comidas: existem muitas variedades de comidas que podem ser levadas para acampar, desde comidas prontas (feijão, arroz, macarrão, sardinha, etc.) e comidas como batata, macã, banana que são menos perecíveis. As comidas Liofilizadas são ótimas também, não fique só no Miojo ?

 

Se informe bem antes de sair de casa: + Info em http://www.iap.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=796

 

Algumas das Fotos do Blog do Thiago Gava. Visite o Blog e veja mais fotos do passeio!

 

Subimos carregados - Subindo a trilha para Camping Marumbi - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Subimos carregados
Olha quem estava cruzando a estrada: a cobra Caninana! - Cobra na Trilha para Marumbi - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Olha quem estava cruzando a estrada: a cobra Caninana!
Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Marumbi – PR
Eita coisa bonita! - Pico Marumbi - PR - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Eita coisa bonita!
:) - Trilhos de Trem Marumbi - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
🙂

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Pra ler na hora que puder e der vontade!

 


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Coluna De Rolê, por Thiago Gava: Muito mais que 20 KM

Na minha vida de ciclista, que pontuo o início em meados de 2004, já morando onde resido e trabalhando como professor/educador, já trabalhei em bairros como Atuba (Vila Esperança), CIC (Vila Nossa Senhora da Luz), Pinheirinho (Xapinhal), Ganchinho (Vila Ostenack), Capão Raso, entre outros lugares da cidade de Curitiba e região metropolitana (Colombo, Campo Largo). As distâncias variavam de 25 e 50 KM entre ida e volta. Sempre de bike.
Em Outubro de 2016 completei um ano no meu atual trabalho, como educador social, num projeto que atende jovens que estão em situação de vulnerabilidade social. Faço duas atividades semanais com os jovens: uma é de experimentações artísticas, onde trabalhamos desenho, pintura, graffiti, etc. e a outra é o rolê de bike, onde saímos daqui da base para pedalar pelo território. A ideia é pedalar pela cidade e ir para locais, as vezes de um ponto A à um ponto B e voltar; as vezes simplesmente pedalar sem um objetivo final. Por vezes eu proponho os trajetos; por vezes os jovens propõem. Dispomos de cinco bikes para os rolês com os jovens, e claro, as vezes furam pneus e acontecem outros problemas, mas o rolê nunca para. A cultura da bicicleta está presente de forma contundente no espaço Propulsão.

Voltando ao 1º ano no trampo: vou e volto de bike de casa/trabalho/casa. Esse ano foram 4 vezes que não utilizei a bicicleta como meio de locomoção para esse trajeto, usei o transporte público. O motivo? Muita chuva na hora de sair misturado com preguiça de pedalar e se molhar. Engraçado que no meio do trajeto, quando eu estava dentro do ônibus lotado, parando de sinaleiro em sinaleiro, eu pensava “por que não fui de bike” e me arrependia ao máximo. Foram dias muito específicos para eu não sair de bicicleta, até por que já pedalei bastante esse ano com chuva. Sobre o ônibus, nessas 4 vezes cheguei atrasado, levei entre 1:30 e 1:45 minutos para ir ao trabalho e nem marquei a volta. Quando vou e volto de bike, levo em torno de 30 a 45 minutos, e indo bem de boa. Atualmente moro no bairro Pilarzinho e trabalho no bairro Rebouças. São 10 KM para ir ao trabalho e 10 KM para voltar pra casa (existe uma pequena margem de erro de 5 metros pra mais ou pra menos). No trajeto passo por ciclovias bem estruturadas, mal estruturadas, ruas (onde pedalo junto aos carros) e trechos de canaletas (vias específicas para ônibus) – nesses trechos de canaletas as ruas paralelas passam um carro apenas e não é legal pedalar ali, muita pressão, então prefiro ir pela canaleta. No geral é um trajeto agradável, com alguns trechos com flores e árvores, outros com concreto e prédios. As intempéries do trajeto são os cruzamentos, onde sempre tem um motorista errado passando no vermelho. Veja, no final do mês isso dá 400 KM!!! É um baita dum exercício.

As pessoas as vezes me perguntam sobre ir e vir de bike todo dia, questionando se “não enche o saco”, “não cansa”, etc. É por que as pessoas não experimentaram a sensação de se pedalar, sentir o suor, o vento na cara, ir a hora que quiser e não ficar parado num congestionamento. 20 KM: não é uma distância impossível de se fazer de bicicleta. Claro, exige-se um mínimo de condicionamento físico e prática no trânsito, mas nada que alguns meses girando pela cidade, conhecendo o seu corpo e mente, que não façam qualquer pessoa pegar uma bike e ir aonde quiser. Quem quiser pode tentar! 🙂

 

 

Todas as fotos foram feitas em movimento, por isso o borrado. Não me preocupei em registrar a volta. Até a próxima!


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