Entrevista com Felipe Urias: TOP jogador de Yu-gi-oh – Grandes torneios, estratégias, e conhecimento do jogo.

Felipe Urias é jogador de yu-gi-oh (veja o que é este jogo neste outro artigo clicando aqui) e tem participado de torneios de grande porte, com centenas de jogadores, dentro e fora do Brasil. Enviei algumas perguntas à ele sobre esta sua experiência em eventos e competições. Checa aí!

 

Jorle: Te conheci não faz muito tempo, mais ou menos quando voltei a jogar yugioh depois de um bom tempo afastado. Isso foi por volta de 2018, época em que você foi o vencedor do Nacional naquele ano, jogando de Magician FTK. Pra começar a entrevista, conta um pouco mais sobre a quanto tempo você joga e quais as suas conquistas mais importantes!

Felipe: Então, comecei a jogar com 16 anos, junto com um amigo do ensino médio, eu sempre participava dos torneios que eu podia, mesmo sendo muito inexperiente, não ganhava mts partidas mas gostava de ir jogar. Terminando o ensino médio eu parei de jogar, e só voltei a 3 anos atrás com 20 anos de idade, dae comecei a me empenhar em jogar competitivamente. Primeira vez q ganhei algo fora de Curitiba foi um torneio 3×3 representando as OTS da América Latina, foi side evento do continental de 2017 do Brasil. Depois em 2018 fiz um top 4 no DSC q foi mt importante pra me dar confiança. E ganhei o Nacional de 2018. Fiz top no continental 2018. Ganhei regional em Joinville, Guarapuava e SP. Topei vários DSCs seguintes e até ganhei o último, agora, em outubro. Topei nacional esse ano e fui desqualificado injustamente, por motivo (na minha opinião) de falta de experiência do head Judge na função, não tendo a chance de defender meu título do nacional. E topei o continental desse ano também.

 

Jorle: Você tem jogado pelo Time Gladiators, de Curitiba. Correto? Qual a diferença entre participar de grandes eventos junto à um time e jogar sozinho? Há vantagens e desvantagens?

Felipe: Então, a questão de time, o Gladiators, é mais um negócio de amigos msm, não é nd promocional, pq eu e meus amigos temos objetivos diferentes em relação ao jogo. Pra mim a melhor parte é mais se reunir msm, jogar umas cartas, dar risada tomando uma cerveja. Competitivamente, quem foca mais é o Gabriel Netz, que treinou pesado junto comigo nesse último nacional e continental, mesmo ele morando em cidade diferente. Mas é pq eu tenho uma personalidade mt forte, posso ser mt chato as vezes em questão de opinião sobre decks ou jogadas, dae tento me controlar pra não perder ou afetar minhas amizades, mas pra todos eu aconselho entrar em um time sim. Não aconselho entrar em um time comigo Hahahah.

Fotos: acervo pessoal F. Urias

Jorle: Um tempo atrás você ministrou um ‘work shop’ para jogadores que querem participar ou melhorar sua experiência em campeonatos grandes. Como foi? Há intensão de fazer novos eventos como esse?

Felipe: A intenção do workshop, foi realmente tentar ajudar o pessoal de Curitiba, pq mt gente não se sente confiante em jogar por falta de experiência. Minha ideia era, além de transmitir conhecimento, motivar a galera, pra que o jogo se tornasse mais atraente pra todos, pra ter uma comunidade maior e com pessoal mais animado em Curitiba.

 

Jorle: Em um jogo tão dinâmico, é comum serem publicadas duas ou mais listas de “Cartas Banidas” (clique neste link para entender o que é a “ban list) por ano, o que faz com que em cada torneio se encontrem decks diferentes para se enfrentar. E claro, seus próprios decks precisam se adaptar ao formato. Neste sentido, o que é importante ter em mente ao se construir um deck para um torneio? O que não muda de ‘lista’ para ‘lista’ ou ao longo dos anos?

Felipe: Para construir um deck, tem que conhecer MT bem o formato, e estar adaptado a possíveis mudanças. Sempre que sai banlist, em vez de reclamar ou criticar, eu só analiso o q mudou e tento simular como ficará o novo formato e tento já me adaptar a ele. Mas a principal dica que eu dou é NÃO SE APEGAR DEMAIS, não só no deck em si, mas em toda a ideia, tem que saber analisar todas as suas ideias de maneira muito crítica. Eu adoro testar decks diferentes do padrão, até jogo semanais com eles, mas sempre sabendo o real nível deles. Às vezes acho que tive uma ideia absurda e que o deck vai ser genial, mas depois dos testes a grande maioria das ideias é descartada. Mas nunca desisto de tentar ideias novas.

 

Jorle: Esta outra dúvida é um tanto subjetiva, mas gostaria da sua percepção: em situações de mesmo deck, ou decks de mesmo “tier” e mesmo nível de jogo dos jogadores, o que se sobressai? Existe um ‘jeito de jogar’ que se difere? Quanto este jeito de jogar pode dar vantagem?

Felipe: Ah, sobre maneira de jogar, até mesmo se você estiver com um deck tier mais baixo, vc pode vencer. Basta estar adaptado ao formato e saber jogar contra todos os decks, conhecer as jogadas de todos os decks do formato e saber onde parar faz toda a diferença. Mas o principal é a tomada de decisão rápida que faz diferença em toda a partida.

 

Jorle: Pra fechar. Como você ou sua equipe se organizam para participar de eventos? Há algum apoio logístico, patrocínio, suporte? Ou são só despesas mesmo, para fazer algo que gosta?

Felipe: Sobre patrocínios, hoje em dia, em nível competitivo, existem muitos times que patrocinam viagens aos seus jogadores, recebendo marketing como retorno, mas não é meu caso. Eu participo de time apenas como forma de amizade, pago todas as minhas viagens, mas pode ser que futuramente eu vá pra algum time maior, que gere patrocínio.

 

Jorle: Obrigado pela conversa e bons jogos!

 

 

Este artigo tem colaboração de mypcards.com/yugioh. Um muito obrigado!

 

Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!

 

#felipeurias #yugioh #yu-gi-oh #torneio #campeonato #estrategia #OTS #DSC #nacionalyugioh #TCG #gladiators #timegladiators #deckyugioh #meruru #entrevista #MYP #MYPCards


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.

 

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Coluna STT + Rhaud: Inteligência Artificial derrotando top players de Star Craft II e a estratégia de produzir mais trabalhadores. “gg” I.A.!

Recentemente a Google desenvolveu uma Inteligência Artificial e a treinou para jogar o jogo “StarCraft II”, da Blizzard, contra uma raça específica em um mapa específico. Essa I.A. foi treinada jogando contra outras versões de si mesma, e levando em conta também replays de jogadores profissionais ‘humanos’, além de ter sido testada por jogadores não profissionais. Finalmente, foi organizada uma disputa entre esta I.A. e dois dos melhores jogadores humanos do mundo. O resultado foi interessante, com a I.A. vencendo os dois jogadores por 5×0 e 5×0, mas com um dos playes conseguindo depois disto uma vitória simples de 1×0.

Para tornar a brincadeira justa, foram dados limites de “ações por minuto” à I.A. (mais restritos do que as médias dos jogadores humanos profissionais) e também limitações semelhantes às dos humanos como só tomar decisões à respeito das áreas do mapa que estejam sendo visualizadas, e só uma área por vez.

A I.A. treinou o equivalente a 200 anos do jogo, e conseguiu as vitórias por perceber as melhores estratégias, após muitos erros e acertos durante os treinamentos. Os jogos foram apresentados em uma transmissão especial e comentados por jogadores, desenvolvedores e produtores do jogo (Link para vídeo).

Em StarCraft, o objetivo é derrotar seu oponente utilizando as estratégias mais eficientes para minerar recursos naturais, utilizar esta energia para construir seu exército, armas e equipamentos para atacar e defender-se. O jogador que tiver mais velocidade e eficiência nestas atividades e enxergar o melhor caminho para tomar a base oponente, vence o jogo. A eficiência de microgerenciamento de unidades também tem grande peso no resultado final.

Probes: trabalhadores Protoss em StarCraftII

Enfim, foi a estratégia adotada pela I.A. que chamou a atenção, conclusão dos treinamentos, criando uma percepção de soluções que os ‘humanos’ não haviam enxergado como efetiva até então. Esta estratégia consistia basicamente em fazer mais trabalhadores e mantê-los operantes, ainda que às vezes momentaneamente dispensáveis. A máquina fez mais trabalhadores. Simples. Não parou de investir neles. Os comentaristas da transmissão falavam em “over doing probes” onde probes (sondas) é o nome dos trabalhadores da raça Protoss no jogo. A máquina faz mais trabalhadores.

Os apresentadores chegaram a fazer questionamentos sobre se esta estratégia seria algo de importante e se seria uma descoberta, ou uma conclusão, percebida pela I.A., não percebida pelos jogadores humanos. Então aconteceu o 11° jogo, entre o MaNa (time Liquid) e a I.A. E neste jogo, MaNa decidiu utilizar (copiar) a mesma estratégia de ‘produzir mais trabalhadores’, e coincidentemente ou não, ganhou esta partida. Não há informação suficiente e nem os jogadores chegaram a uma afirmação séria sobre se foi a estratégia copiada que fez este jogo ter resultado diferente, mas sim, ouve esta mudança consciente do jogador humano para a estratégia da máquina.

MaNa – Team Liquid

Os programadores e desenvolvedores do jogo, ao final, ficaram felizes por perceber que a I.A. ajudou a identificar estratégias diferentes e a fazer melhor a tarefa. Esta experiência foi importante não só para o mundo dos ‘games’ mas por todo o aprendizado e suas aplicações. Deste os filmes de ficção com a tese da revolta das máquinas, passando pelas manchetes sobre Stephen Hawking e como a inteligência artificial pode destruir a humanidade, até chegar aos robôs (bots) que interagem na rede social fazendo atendimento de clientes e reforçando audiência em assuntos estratégicos (fake news, lembra?), estamos intimamente relacionados à tecnologia digital. A percepção de que trabalhadores são importantes, em um amplo espectro de testes e aprendizados com milhares de horas de experiência, em um ambiente de pressão absurda por produtividade, faz no mínimo, refletir.

Assunto interessantíssimo do qual tenho limitada compreensão, mas parte integrante de meu dia-a-dia, o entendendo ou não. Para poder organizar este texto pude contar com suporte do Rhaud, bom conhecedor de jogos (e prog metal!). Observações e acréscimos de informações são mais que bem vindos. Um abraço.

 

 

Ricardo GosWod

Participação: Rhaud

 

Fontes de pesquisa:

Artigo UOL

Artigo Techtudo

Artigo Pcworld

Starcraft Wiki Protoss

Liquid Team MaNa

Transmissão dos jogos H x I.A.

 

#Inteligenciaartificial #StarCraft #estrategia #trabalhadores #gg #I.A. #sindicato #blizzard #corporacao #mercado #sustentabilidade #responsabilidadesocial #etica #jogo #game #probes #protoss #revoltadasmaquinas #revolucaodigital #exterminadordofuturo #skynet #mineracao #recursos #teamliquid #robos #bots

 


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Já velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

Rhaud é compositor e criador de jogos e escreve exatamente sobre isso em sua coluna Ouvhinddoh Meshuggah NashuvvahRhaud-compositor-criadordejogos-colunista-OuvhinddohMeshuggahNashuvvah-Metal-Jogos#Rhaud #compositor #criadordejogos #colunista #OuvhinddohMeshuggahNashuvvah #Metal #Jogos

 

 

 

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Forfeta – Formato For Fun de Yugioh

“Forfeta” é um formato de torneio de jogo de cartas de Yugioh organizado pelo Thiago Henrique, onde há um conjunto de restrições de cartas e “sets” diferente do proposto, diga-se “imposto”, pelo fabricante e organizador oficial do jogo. Este formato alternativo tem a intenção de criar uma opção à pressão para aquisição dos lançamentos e direções da distribuição oficial, esta geralmente com alto custo nas cartinhas, e também proporcionar uma versão “for fun” do jogo.

A empresa que tem os direitos comerciais de Yugioh faz lançamentos periódicos de novas cartas e até de novas regras, e claro, tenta direcionar os jogadores à investirem nos novos produtos e manterem-se “competitivos” nos grandes torneios. Além disso, tenta controlar OTKs e FTKs (“one turn kill” e “fist turn kill”), que são formas que os jogadores encontram de vencer um jogo sem haver chances de qualquer reação do oponente, pela combinação de efeitos de cartas ‘não previstos’ pelo fabricante, cartas estas que vão sendo listadas como limitadas ou proibidas (veja artigo com mais detalhes sobre yugioh). No Forfeta, estas listas são completamente distintas, reorientando o jogo.

Nesta entrevista, o Thiago conta um pouco sobre este torneio personalizado e o que vem funcionando bem para criar esta versão opcional do Yugioh.

Entrevista Forfeta

Jorle: Como se interessou por Yugioh e quando foi?
Thiago: Sempre amei as duas primeiras animações do jogo: O duel monsters e o Gx, desde a época que lançaram, mas me interessei mesmo pelo jogo quando vi o mundial em que a final tinha sido disputada entre dois decks de Blue-eyes e achei a Meruru onde eu podia jogar e fazer amigos.

Jorle: Já participou de grandes torneios ou do chamado “competitivo”?
Thiago: Claro! Sempre que possível tento prestigiar os torneios competitivos aos sábados. Ainda não tive minha oportunidade de jogar um regional ou nacional, mas já participei de uma edição do DSC da Duel Shop.

Premiação do Forfeta

Jorle: E de onde surgiu a vontade de fazer o torneio Forfeta?
Thiago: Um dia durante uma discussão sobre o quão colossal era a diferença de jogar com um deck “Tier 2-3” contra um deck “Tier 1”, perguntei se haviam tentado de alguma forma limitar como alguns dos decks mais fortes jogavam em certos torneios fora do competitivo, mas no fim nenhuma tinha sido realmente efetiva. Foi quando pensei em fazer “um formato onde apenas decks com um arquétipo jogam” e implementar algumas limitações sobre os que tinham uma capacidade bem maior sobre os outros e da maneira que eu criei todas as regras, todos aprovaram e tivemos a primeira edição com mais de 15 jogadores.

Jorle: Há quanto tempo você organiza o Forfeta?
Thiago: Com o apoio do dono da loja (Meruru), que gostou muito da ideia de um torneio com o formato diferente, já foram feitas mais de 30 edições.

Jorle: Qual é o foco principal para determinar as regras e restrições de cartas no Forfeta?
Thiago: Geralmente quando um deck se destaca demais fora do torneio em si depois que é lançado, eu faço atualizações na banlist personalizada para afetar o funcionamento do deck no torneio, então tenho que ficar bem atento quanto aos lançamentos de cartas e arquétipos novos. Quanto as regras, elas são personalizadas conforme o passar do tempo para se adaptarem ao “metagame local”, então tenho que escutar várias opiniões antes de mudar algo para a próxima edição.

Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!

Jorle: O que você vê de importante que atrai jogadores novos e experientes para o Forfeta?
Thiago: Geralmente os jogadores que vem prestigiar o Forfeta Champs são aqueles que querem fugir das “mesmices” do Yugioh formal, então aparecem pessoas desde o competitivo até algumas que gostam de jogar apenas o Forfeta por ser mais acessível.

Jorle: O que o jogador precisa para participar?
Thiago: Um deck dentro das especificações, 5 reais para a inscrição no torneio e muita vontade de jogar.

Jorle: Quando acontece e quando são os jogos?
Thiago: Todos os Domingos na Meruru, às 15h.

 

Link para as regras:
https://docs.google.com/document/d/1W2OP1ib5siUZBRGeeXtnrJTdyutAa2G9F1TfI7vdSvQ/edit?usp=drivesdk

 

Obs.: Recentemente o Thiago começou a organizar o torneio também virtualmente, utilizando preferencialmente o aplicativo Yugioh Pro. Se quiser participar deste torneio informal ou assistir aos “streamings” dos jogos, mande mensagem para 41 99521-0113.

 


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.

Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

#forfeta #yugioh #meruru #curitiba #cardgame #cards #cartinhas #jogo #torneio #monstros #duelo #amigos

 

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

 

 

Coluna STT: Counter Fairy Deck e Jogos de Cartas Viciantes: Yugioh

Estamos a ‘60’ meses sem dependência de jogos de cartas.

Estamos a ‘0’ meses sem dependência de jogos de cartas.

É isso aí. Depois de um período de cerca de 5 anos sem me envolver com jogos de cartas, especificamente o TCG (Trading Card Game) Yugioh, resistindo bastante para poder manter uma vida minimamente produtiva dando espaço a tantas coisas descentes e louváveis, eis que estou novamente envolvido! Talvez não dure muito, mas já foi o suficiente para eu gastar um bom tempo me atualizando quando à evolução das regras e aos novos ‘cards’ que estão funcionando bem hoje em dia. E para não ser um desperdício total, vou compartilhar estas pesquisas, que foram especificamente voltadas para um ‘set’ de cartas conhecidas como “Counter Fairy”, ou Fadas e Armadilhas de Resposta.

“Counter Fairy” não é o “set” mais atual nem o mais eficiente do jogo, mas com o lançamento do novo Deck Estrutural voltado para esta mecânica, alguns suportes ajudaram bastante e com um investimento pequeno achei uma boa ideia tentar montar o deck, e me divertir jogando. A estratégia básica é ativar armadilhas de resposta (counter traps) e com isso, além de negar as ações do oponente, obter vantagens a cada negação, como novas invocações especiais e envio de cartas do deck para a mão.

Compre Cards de Yugioh! Veja itens na loja!

Alguns bichos novos tem efeitos com a ativação das armadilhas de resposta, e o interessante é que estes bichos fazem o trabalho “assim que a trap é ativada”. Isso significa que não vão iniciar uma corrente (chain), ficando difícil destes efeitos serem negados pelo oponente, como é o caso de “Meltiel, Sage of the Sky” e “Minerva, Scholar of the Sky”,  que com a carta “The Sanctuary in the Sky” ou “The Sanctum of Parshath” em campo, podem respectivamente, destruir uma carta do oponente e voltar uma trap do cemitério para mão; “Layard the Liberator”, que faz voltar duas Fadas removidas para a mão; “Power Angel Valkyria”, que te permite buscar uma Fada do deck para mão; e a já conhecida “Bountiful Artemis”, que lhe dá uma compra extra do deck.

couter_fairy_monstros_ativacao_com_trap_yugioh_estrategias_deck_fada_armadilha_resposta

Como as armadilhas de resposta geralmente tem um custo, pagando pontos de vida ou descartando cartas da mão, uma opção ótima é “Guiding Ariadne”, monstro com efeito pêndulo te libera de pagar este custo. Junto com “Luster Pendulum, the Dracoslayer” faz um combo ótimo ao destruir “Ariadne”, buscar uma nova cópia dela no deck e utilizar o efeito monstro que foi destruído para buscar uma armadilha de resposta do deck para mão. “Ariadne” ativa seu efeito de monstro mesmo enquanto utilizada como magia, já que, ao resolver, não está mais na zona de magias. E ainda, com dois pêndulos no campo, é possível fazer uma invocação pêndulo da “Ariadne” destruída.

couter_fairy_pendulo_destroi_outro_pendulo_buscanodeck_special_summon_yugioh_estrategias_deck_fada_armadilha_resposta

Outra carta interessante é “Sacred Arch-Airknight Parshath”. Com a armadilha “Rebirth of Parshath” ativando e resolvendo, pode-se buscar o “Parshath” do deck e invoca-lo no campo. Ainda, com “Power Angel Valkyria” no campo e um efeito/magia/armadilha sendo negado, busca-se o “Parshath” do deck para mão, e com seu próprio efeito de remover duas Fadas de qualquer lugar, é só fazer sua invocação especial da mão.

couter_fairy_trap_Parshath_special_summon_monstro_Parshath_Valkyria_yugioh_estrategias_deck_fada_armadilha_resposta

Para quem quiser se arriscar e encontrar um bom equilíbrio, há os “Herald”, que podem negar ações do oponente direto da mão, e fazer efeitos de “Power Angel Valkyria” e “Sacred Arch-Airknight Parshath”, esta, mesmo da mão ou cemitério.

Com um investimento maior, pode-se ainda dar maior velocidade para o deck com cartas de mecânica de compra, e ainda descolar umas armadilhas melhores que negam invocação de monstros. E claro, um extra deck com mais algumas surpresas para salvar a vida em situações mais complicadas. Mas já aviso que aí a brincadeira começa a ficar cara.

Em pesquisas sobre o funcionamento do deck, encontrei várias opiniões diferentes. Muitos jogadores experientes disseram, com estes novos lançamentos, que este deck seria um candidato a “meta” (decks muito eficientes feitos para ganhar jogos e campeonatos). Outros já não acreditam tanto na sua eficiência. Em minha opinião, com todo o suporte (caro) necessário, pode-se dar bastante trabalho para os decks “meta”, mas vai exigir muito conhecimento dos decks mais encardidos, pois saber a hora correta de negar os efeitos do oponente e o que fazer com os benefícios, é parte integrante da estratégia.

Enfim, depois de utilizar por muito tempo, lá atrás, “Gladiator Beast” e algumas outras coisas mais “for fun”, estou gostando de testar estas Fadas e principalmente, aprender sobre as novas regras e decks atuais. E digo, o jogo não tem nada de brincadeira, e com as a grande diversidade de Pêndulos e os novos monstros Link, a exigência mental está absurda. Pelo menos vou adiar o alzheimer por alguns anos, e, na possibilidade de eu continuar vivo até a velhice, o cérebro vai estar um tanto mais ativo.

Agradecimentos ao Thiago Bittencourt pela leitura de revisão e ao Johan “RHAUD” (colunista de jogos em Jorle) que desde sempre me ensinou a jogar e é grande parceiro na discussão de estratégias.


Yu-gi-oh é um jogo de duelo de monstros, jogado com cartas, onde o jogador que conseguir liquidar os pontos do oponente primeiro ganha a partida, batalhando seus monstros contra os do oponente. Para isso são utilizadas cartas de monstros, que possuem um valor de ataque e de defesa e geralmente algum efeito, cartas de magias e cartas de armadilhas.

Yu-gi-oh é um jogo com Propriedade Intelectual, ou seja, há um registro exclusivo para a empresa que gere a marca, que tem exclusividade para a fabricação, distribuição, criação de novos conjuntos de cartas, novas regras e ainda a organização de um ranking e campeonatos por todo o mundo.

Os “cards” são vendidos aos jogadores e o preço pode variar bastante, basicamente segundo a raridade e importância de cada carta no jogo. Cartas podem custar de alguns centavos até algumas centenas de reais. Por ser um TCG, há uma cultura de trocas que está vinculada aos jogos. Ou seja, o que você tem e não precisa você pode trocar com outros jogadores e assim obter as cartas certas para sua estratégia de jogo.

De 1999 a 2016, já haviam sido lançadas 7649 cartas diferentes do jogo. Este número já deve estar perto de 13000.

 


Fontes:
https://www.ygopro.co/Forum/tabid/95/g/posts/t/28574/Guiding-Ariadne#post135867
http://yugioh.wikia.com/wiki/Card_Tips:Guiding_Ariadne
http://yugioh.tcgplayer.com/db/article.asp?ID=5640&writer=Kelly+Locke&articledate=3-29-2016
http://yugioh.wikia.com/wiki/Wave_of_Light_Structure_Deck

Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

#couterfairy #monstros #ativacaocomtrap #yugioh #estrategias #deck #fadaarmadilharesposta #vicioemjogo #jogosviciantes #estruturalondadeluz #waveoflight #yu-gi-oh