Cara-da-Tábua + Entrevista: Giulio Sertori – Artista, Skatista e Video Maker de Bérgamo IT, morador de Curitiba

Exposição Virtual Cara-da-Tábua, de Decks de skatistas de Curitiba.Giulio Sertori está no Brasil, mais precisamente em Curitiba, a cerca de 6 anos, mas já tem participado de diversos projetos e interferido no cenário de skate da cidade. Seus trabalhos de vídeo sobre os “capivaras”, sua arte psicodélica, zine e seu model de shape já estão entre os trabalhos que considero muito bons entre as tantas ramificações culturais observadas no meio do skate nos últimos anos. Por conta do conjunto todo de produções, convidei Giulio à inserir seu deck na Galeria Cara-da-Tábua e mandei algumas perguntas para sanar algumas curiosidades. Fique aqui com uma entrevista realizada no início de 2021.

Entrevista com Giulio Sertori (@giugliodelia)

Jorle: Quem é você e como veio parar aqui, no Brasil?
Giulio: Salve, meu nome é Giulio Sertori, sou de Bergamo (Itália), e foi parar aqui, por visitar meu amigo Cristiano e ver como estava a situação da recente nascida Yeah Skateboards aqui no Brasil junto ao meu amigo Lorenzo Lupi (criador da Yeah Skateboards).
Em teoria era para Lorenzo ficar aqui no Brasil mas ele resolveu voltar para Itália e eu peguei o lugar dele, também porque conheci Amanda que sucessivamente virou minha esposa então depois de algumas idas e voltas, casei e fiquei aqui, se era só para o skateboarding ia ficar também na Italia, ainda bem que conheci Amanda ehehe.
Jorle: Você é artista, video maker e tem ligação com a marca Yeah Skateboards. Conte um pouco sobre estes seus trabalhos.
Giulio: Vamos esclarecer que eu não tenho nenhuma marca, a Yeah Skateboards na Itália é do Lorenzo e aqui dos irmãos Cristiano e Celmar, eu sempre fiz de trâmite dos dois continentes, faço parte de todas as decisões (team, produção)  mas principalmente sou o videomaker da marca e nesse momento que Cristiano está fora do país estou na linha de frente, mas a marca (como várias pessoas acham) não é minha.

Yeah Skateboards no Instagram

Aqui em Curitiba a minha vida partiu do zero então quis  focar nas artes plásticas, eu estudei “decoração” na Itália mas nunca exercitei a minha profissão então decidi de me “soltar” seguir o meu instinto e os meus sonhos artísticos, coisa que na Itália não fazia, pensava só em trabalhar, andar de skate e muitas vezes a minha visão era afetada da opinião dos outros.
A minha forma de me expressar era trâmite o skate, com videos e fotos rigorosamente analogicas (as fotos não eram só de skate) fazia por mim e para minha crew de amigos “Bergamo Fescion”, as fotos colocava no meu flickr (rip) e os vídeos mandava para os poucos mídias italianos, esses vídeos me trouxeram alguns trabalhos no mundo do skate italiano.
Agora aqui em Curitiba deixei a minha “veia artística” sem limites, na Itália a aparência conta muito e isso sempre me incomodou, também aqui importa, mas simplesmente foco em mim e não em que os outros podem pensam de mim, tento não deixar isso me afetar e talvez por isso, que aqui foi acolhido diferentemente, me sinto em casa e a vontade de expressar.Mas

 sempre chega aquele comentário chato “que drogas se usa?”, “que ácido se toma para desenhar assim?”, isso me decepciona bastante porque parece que uma pessoa não pode se expressar em modo psicodélico e colorido sem tomar drogas….minha cabeça é assim, não preciso de drogas para fazer algo de alternativo, parece que as pessoas perderam o contato com eles mesmos e não conseguem acessar a criatividade, no final as vezes só aplico cores complementares e a magia está feita, são umas “regras” de cores da arte.

Jorle: Recentemente você gravou com os skatistas da Yeah uma “vídeo parte” para o Eixo Mole Skate Zine, onde percebe-
se um estilo muito legal que mistura manobras antigas em meio às coisas novas. De onde vem esse formato de andar de skate?

Skate tem regra?

Giulio: Esse estilo veio do skateboarding sem datas e sem compromisso, hoje em dia a galera “moderna” anda como no vídeo “hokus pokus” e nem sabe, as vezes o que é novidade é somente uma releitura do que já foi feito no passado ou simplesmente parece novidade porque não conhece o passado.
Se fala que skate não tem regras, mas acho que é tudo um grande paradoxo, dependendo da época que se iniciou andar de skate, tem regras não escritas diferentes, e isso dá para ver nos diferentes roles das diferentes gerações, mas no final vai por conta dos próprios gostos, o que importa é se divertir e ser espontâneos, talvez seja isso o segreto da Yeah Skateboards, ser espontâneos.
O skateboarding é feito para quebrar as regras, mas isso não justifica algumas ações de vários skatistas, não é porque se dá um rolê da hora que se pode colocar acima de tudo mundo.
Shape inserido na Galeria Virtual Cara-da-Tábua, Jorle. Clique para visitar a Galeria.

Jorle: Te convidei a inserir seu modelo de shape na galeria Cara da Tábua, integrando um grupo de gente que teve sua arte, suas ideias ou apenas seu nome gravado na tábua e na história do skate de Curitiba. Conte um pouco sobre este seu “model”, e o material que acompanha o shape.

Giulio: Eu não considero esse o “meu modelo”, sim me representa, mas fiz por minha vontade, ninguém mandou fazer esse modelo além de eu eheheh.

Queria trazer meu blog de videos  “Filmerd” no papel, então pensei um modo legal de trazer a zine ao físico e como lançar a mesma.
Nunca sonhei de ter meu promodel, também porque isso significa ser professionista, mas sempre sonhei de ter uma gráfica feita por mim no meu shape e ver meus amigos andar com ele, no passado já realizei as minhas gráficas mas era sempre e só para mim.
A motivação de fazer a zine é porque cansei desse mundo instantâneo, obrigado ter feedback de volta, a galera de hoje vive demais o instantâneo e isso não dá valor a história do skateboarding, é tudo tão esquecível e fútil que se não sabe mais o que você fez, com um dígito se apaga ou muda algo que não era para ser mudado, as opiniões não são mais sinceras, muitos agem por conta da opinião dos outros, é bom ver os próprios erros porque é assim que se cresce, errando se aprende.
Se um dia não tiver mais energia para ligar os aparelhos eletrônicos tudo será esquecido, não vai ter aquele aplicativo que te lembrará o que se fez o ano passado….triste verdade do mundo moderno…escravitude digital.
Enfim foi a realização de vários sonhos, agora vou tentar fazer mais números da zine, com mais conteúdos, envolvendo mais pessoas, a capa já está pronta ehehhe.

Jorle: Manda aquele ‘salve’ e mensagem final.

Insta @giugliodelia

Giulio: Agradeço minha família, quem me suporta e quem me obstacula, tudo faz parte do processo então é bom agradecer, das dificuldades vem as melhores ideias.
Queria passar essa mensagem de acreditar em você mesmo, hoje em dia como nunca, tudo está ao nosso alcance, só focar e ser determinados.
Skatea forte contra a parede e que o Fescion esteja com vocês!

Jorle: Obrigado Giulio pelo tempo para responder às perguntas. Grande Abraço!

 

Apreciem a coleção digital Cara-da-Tábua e leia sobre outras contribuições clicando no link abaixo.

Caso queira contribuir, entre em contato!

Abraço.

Ricardo GosWod


Cara-da-Tábua

Exposição Virtual Cara-da-Tábua, de Decks de skatistas de Curitiba.

Projeto organizado pela Jorle que traz a reunião de diversas imagens de “models” do pessoal de Curitiba. O que chamamos de “models” no ambiente do skate é o conjunto de forma, ou corte, do “shape” junto com a arte estampada na face inferior. Por tradição no “esporte” os skatistas, quando fazem parte de alguma equipe, ou representam alguma empresa do ramo do skate, tem seus próprios “models”, ou seja, definem exatamente como querem o recorte da madeira, e fazem, ou convidam algum artista para fazer, o projeto gráfico estampado. Esta é uma importante característica que revela uma vasta cultura, expressão e modo de viver por trás da atividade física ou competitiva. Muitas vezes a arte estampada no “shape” representa um ponto de vista político ou cultural, ou mesmo quando aparentemente não há significado concreto, reflete preferências estéticas do skatista. De qualquer forma, é uma maneira de skatistas profissionais e amadores se comunicarem com sua comunidade e com o mundo externo, para o qual o skate e sua cultura seguem como algo curioso, às vezes obscuro, marginal, talvez incompreensível.


#caradatabua #skate #skateboarding #exposicaovirtual #estampaemshape #silkshape #modelshape #curitiba #bergamo #italia #fescion #yeah #yeahskateboards #bergamofescion #arte #psicodelica #fanzine #zine #filmerd #giuliosertori #eixomole #eixomoleskatezine


 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate.
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Sonz #2 – Trilha sonora do Eixo Mole #2

Sonz #2 – Vcs Sacaram? Eixo Mole Skate Zine
Trilha sonora do Eixo Mole #2
0:11 Ads – Manimal – Álbum: Ads the Barbarian (2020)
2:06 Lessons Learned – Manimal – Álbum: Ads the Barbarian (2020)
5:19 Mar$ Noel – Álbum: Da Intiation Scarecrow (2020)
8:22 Slip Of Tha Tung – Johny Dank And Greenzilla (Produced By LG ROC)
11:50 Instrumental – DJ Romer Goya
16:16 Apollo`s Creed – LG ROC Presents Supreme Team
20:26 Ready For Freddy – Tracktribe
24:57 Giant Iphone – Rage
26:37 Tuff – TK (Produced By LG ROC)
30:16 Disease – Redlightz
32:34 Descendente de Macaco – Vida Ruim / Álbum: Vida Ruim Ep (2016)
34:27 C/E Balad – Evil Idols – Álbum: Don’t Mess With The Evil Idols (2004)
36:51 One More Time – Evil Idols – Àlbum: Evil Idols/Motosierra (2003)
38:32 Mapa – Cãos (2016)
40:55 Finland – Track Tribe
42:21 ::: Eixo Mole – Skate Zine :::

No Youtube:

Compre os Produtos Eixo Mole! Dê seu suporte!! Aqui: https://www.jorle.com.br/…/camiseta-eixo-mole-skate-zine
Inspirado na estética dos ‘fanzines’, o Eixo Mole é um vídeo revista sobre a cultura do skate. Trazendo as sessões ‘Old School’, Entrevistas, Memórias, Arte & Barulho e ainda ‘Skate Hoje’, com a cena atual, é um canal de informação e conexão de gerações, editado pela galera dos CWB Skt Warriors, Velhos Malditos Skatistas de Curitiba.
Pega as novidades seguindo #cwbsktwarriors e #eixomole, ou pelo Canal Eixo Mole no Youtube.
Uma Produção: Cwb Skt Warriors.

Eixo Mole Skate Zine #2 Estreia nesta quinta, 26 de novembro

Eixo Mole Skate Zine #2

Estreia nesta quinta-feira, 26/11, 20h

No Canal Eixo Mole – Youtube

 

 

Eixo.Mole é um Skate-Zine montado com arquivos de rolês e conversas das redes sociais da crew CWB-SKT-Warriors.
Nesta segunda edição você vai ver:
– Momentos Legendários com o Fotógrafo Wester Fernando – @wester.fernando
– Role Tiozão com a crew cwb-skt-warriors, produtores do Zine e donos da bola
– Momento olímpico com Mestre Miko
– Skate Hoje rolê pesado com a “Yeah Skateboards” – @yeahskateboards
– na seção Cultura – Arte & Ruído, Peterson Caetano troca uma idéia com Julio Kondo aka Selector Sik – @selectorsik – sobre música, skate e referências. E ainda alguns momentos do trabalho do DJ e Produtor LG ROC – @lgroc – durante sua estadia no Japão. Finalizando, um pouco de arte com olho wodzynski – @olhoarts.

 

 

 

Pega as novidades seguindo: #cwbsktwarriors #eixomole

Sonz – Trilha Sonora Eixo Mole #1 – Produção: #cwbsktwarriors

Sonz é a publicação das faixas utilizadas na trilha sonora do Eixo Mole #1.
São bandas e produtores ligados à cena do skate e aos integrantes da Crew CWB-SKT-Warriors.

Assista o Eixo Mole #1: https://youtu.be/o5kmFnEhnZA

 

Eixo.Mole é um Skate-Zine montado com arquivos de rolês e conversas das redes sociais da crew CWB-SKT-Warriors.

 

Trilha

Abertura Beats: LGRoc – BACK TO THE ROOTS – @lgroc

Rock: Johan Wodzynski – Intro Eixo Mole @johan.wodzynski

 

0:14 – Left Behind – Our Fate – https://open.spotify.com/album/17UWHh…

2:43 – Ornitorrincos – Estrumental – @ornitorrincosss

 

3:39 – Murder me Slowly – Mar Aberto – @__murdermeslowly

 

8:17 – LGRoc – Trap Nevoso – @lgroc

 

11:58 – I shot cyrus – I shot cyrus

 

12:36 – LGRoc – BACK TO THE ROOTS – @lgroc

 

13:36 – Macaco Calvo – A luta de Sugriva e Ravana – Sopa primordial – https://soundcloud.com/macaco-calvo

 

 

Pega as novidades seguindo: #cwbsktwarriors #eixomole

Estreia Eixo Mole Skate Zine – Produção Cwb Skt Warriors – Sexta dia 28-08 20:30h

Nesta Sexta-feira, dia 28 de agosto, 20:30h, estreia a primeira edição do Skate Zine Eixo Mole.

Uma produção da crew CwbSktWarriors, trabalho e projeto em que participo junto à diversos outros amigos e que não promete nada, a não ser, ver o fruto de meses de conversas em redes sociais formatados em um video-fanzine.

Rolês dos tiozões da crew, memórias, os jovens da Cozmic Nomadaz mostrando o skate hoje, um pouco de arte de skatista e ainda os Classificados com algumas iniciativas nossas e de amigos.

Entra no Canal do Youtube e já se inscreve! E não perde a estréia!

 

Pega as novidades seguindo #cwbsktwarriors e #eixomole, ou pela página do Projeto aqui em Jorle!

 

Ricardo GosWod.

 

 

 

#skate #skateboarding #curitiba #funzine #skatezine #tiozão #rolê #skatehoje #arte #barulho #classificados #curitibaskatewarriors #cwbsktwarriors #crew #sktcrew #eixomole

Associações, crews e outras formas de organização de skatistas

“Fazer juntos o que sozinho eu não consigo!”, falava em voz forte o capitão juvenil do Curitiba Rugby ao time, antes das partidas começarem, abraçados em círculo. Esta foi uma das tantas memórias que os anos de jogador e árbitro me proporcionaram para o resto da vida. O Rugby é completamente coletivo, sendo praticamente impossível acontecer qualquer coisa se a equipe não se apoiar, em todos os sentidos. Quem marca o “try” é quase sempre uma mera situação de quem está disponível no momento certo. Mas o que tem a ver “alhos com bugalhos” se o assunto aqui é Skateboarding, individual, sem times, sem uniformes, sem regras, com toda essa liberdade e estilos múltiplos? Mais do que aparenta, na minha opinião.

Andar de skate, em um aspecto mais profissional, exige um grande suporte. Há a necessidade de material, peças, tênis, etc. Há a necessidade de locais, pistas, rampas ou quadras. Participar de eventos exige viagens, hospedagens e apoio local. Mas além disso, na essência, é muito bom quando se tem uma rede de amigos, que compartilham da mesma identidade, que enxergam a cidade da mesma forma, que falam a mesma linguagem e ficam felizes na mesma ‘vibe’ quando qualquer um da galera volta uma manobra depois de tanto tentar. Quem anda sabe que se trata, de diversas formas, de um esporte muito coletivo.

Aí entra minha verdadeira intenção: formalizar esta coletividade é interessante? Organizar o skateboarding em coletivos é bom? Não sei. Não sei se para todos. Mas trago aqui algumas experiências que já vi por aí, nas minhas décadas andando de skate, além da opinião de alguns amigos.

Ao conversar com o Clésius, acostumado à organização política das coisas, questionou: “Porque skatistas tem dificuldade em se organizarem para terem suas demandas atendidas? Seria porque é difícil o consenso em um grupo formado por gente das mais variadas classes sociais, etnias e culturas? Seria porque jovens em geral tem dificuldade em entender que apenas se organizando, seja politicamente ou em cooperativas, teriam alguma chance de ver suas aspirações e desejos atendidos?”. Ele também lembrou dos “diversos exemplos de grupos de skatistas que se uniram para conseguir realizar as mudanças que desejam, sejam essas mudanças a construção de pistas, apoio para campeonatos ou até mesmo reconhecimento do poder público de que o skate é sim uma atividade esportiva-cultural de grande relevância”. “Como uma cultura fortemente influenciada pela cultura DIY (faça você mesmo), Punk, Hip Hop, se molda aos desejos do mercado, se tornando não só uma cultura de massa, como também um esporte olímpico? Até que ponto isso descaracteriza o skate de uma cultura espontânea de rua para um simples modismo?”.

Responder algumas destas perguntas dariam novo artigo e longa pesquisa, mas algumas tem respostas já conhecidas. Basta dar uma volta por ai. Uma “organização” pode existir em diversos modelos e níveis de profissionalismo e procurei no skate algumas experiências.

Uma destas é a Associação de Skate de Colombo, ligada à Social Plaza, com grande participação do Fábio “Batata”, velho amigo, que contou um pouco de suas experiências.

Veja o Pico Social Plaza no mapa de MyTrix

Iniciamos os trabalhos ao final de 2012. Havia uma percepção do que era e para que servia, mas até então não havia me dedicado. A motivação há época, foi que um pico antigo na cidade (Centro Social, hoje pela galera do skate chamado de Social Plaza) estava mais uma vez sendo utilizado pela galera, e num dos rolês pensei: – puxa alguma coisa deve ser feita, vim aqui a primeira vez 1992, e pouca coisa mudou. Naquela mesma época, fim de 2012, num role lá na ESC (escola Polivalente em que a crew Ol Dirty Skater andava), em bate papo com nosso amigo Hugo Ponchio (Rato), ele insistiu: – faça uma associação, fizemos em balneário e deu certo. Assim nascia junto com outros skatistas a Associação dos Skatistas de Colombo. Sendo formalizada você tem mais facilidades para realizar ações do tipo eventos, ações sociais, solicitar apoios diversos e principalmente conversar com a administração pública da cidade (prefeitura) e outros poderes para levar as demandas. Como pessoa jurídica, que é a formalização com estatuto, Cnpj ativo, você já é recebido e visto diferente, e isto é uma vantagem. No que se refere as desvantagens citaria a correria que é monstra, e pelo que vi até aqui, a galera do skate (uma parte grande) não está preparada para esta fase burocrática, que exige organização, planejamento e paciência com os agente políticos, pois tem muita promessa e por vezes somos vistos tão somente como curral eleitoral, nada mais. Aqui é uma desvantagem para nós skatistas, pois não é só manobrar. Precisamos ser vistos, somos pagadores de impostos e é um absurdo o que fazem com nosso dinheiro (dinheiro público) quando constroem aquelas pistas horríveis. De verdade, chega! Como se não bastasse, vejo como a pior desvantagem as contas! Uma associação tem custos e poucos ajudam a pagar! Isso é uma desvantagem das grandes e cansa, como disse acima não é só manobrar. Fica aqui inclusive uma observação que a molecada (crianças e adolescentes) é outra pegada, porém os adultos tem que ser mais ativo. Ajudamos na economia deste país, somamos junto ao PIB, somos pais de famílias, empresários, atletas que vivem do skate e muito mais, desta maneira é necessário um choque na nossa cultura”.

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Perguntei ainda ao “Batata” sobre o passo-a-passo para se criar a Associação: “o Passo a passo foi verificar se na cidade já tinha alguma associação ou algo do gênero para não haver conflitos de interesse! Fui buscando estatutos de outras federações e associações e fui escrevendo o nosso, com a ajuda de uma assessora de um vereador conhecido há época. Após procurei um contador que me forneceu os trabalhos contábeis e jurídico, e a partir daí foi uma correria: Achar as pessoas que estavam afim de encarar esta luta; aí publicar edital e chamamento para assembleia, colher assinaturas, reconhecer no cartório e enfrentar várias filas (e pagar tudo também). Assim nasce uma associação! A dica é esta: encontre quem tá afim, ache um contador e um advogado que entenda do assunto e se prepare para questões burocráticas e todo ano (no período do seu mandato) vai ter que declarar estes dados, vai ter que comprar um A2 ou A3 e pagar o alvará de funcionamento, mais o contador; quase R$ 1.000 por ano. Lá na frente vc vai se perguntar: Será que valeu a pena?”. Parece dureza mas Fábio deixa ainda um recado: “Vamos em frente galera, skate4ever”.

Outras experiências tiveram como modelo a construção de uma marca, que no skate é geralmente uma empresa que produz algo e patrocina atletas. Nestes casos as marcas praticamente nasceram para patrocinar skatistas, como foram os casos da Ajax, X-Brain, Latex e Friends, por exemplo.

Logo da antiga Ajax

O José Selski e o Roger Robert, fundadores da Ajax, nos contaram um pouco sobre a marca, antiga, mas que vale a lembrança. “(José) trabalhava na loja Drop Dead da Galeria Pinheiro Lima” onde junto com os demais vendedores tinham “uma oficina onde concertávamos os skates e dávamos um suporte pra galera”. “Não posso deixar de agradecer o Eduardo da Drop Dead, sem ele ter dado ‘ok’ para esse trabalho nada teria sido feito”. “Assim muitos se aproximaram de nós e a Loja em certa época havia virado tipo um clube. Roger Robert veio e tínhamos muitos amigos excelentes skaters mas que não conseguiam apoio pois não iam bem nos ‘champs’ e, vendo isso, surgiu a Ajax Products, onde a ideia inicial era produzir camisetas, adesivos e parafusos de base he he, e criar uma equipe com esses skatistas que eram renegados pelo sistema de campeonatos daquela época. Lembro que o objetivo era apoiar os mais punks, aí veio o Rodrigo Sorvete, teve o Fuça e os demais, e no fim a marca acabou sendo somente algumas camisetas, mas que cumpriu o objetivo de unir a galera da loja com os skatistas punks e os que não se davam bem nos champs. Não tínhamos ideia de quão importante era o que estávamos fazendo, até certo dia eu chegar no Castelo (Museu do Olho) e ver que tinha uns 20 skatistas andando com nossas camisetas. Essa é uma pequena parte da história do street skate em Ctba”. “Então concluindo a Ajax surgiu do amor, amor pelas pessoas e amor pelo skate, queríamos ver os amigos andando de skate, para isso eles precisavam de apoio e motivação e foi o que fizemos.

Não poderia falar de organizações de skatistas sem falar daqueles tantos grupos que são a alma do skate: as “crews”, as “galerinhas” de amigos, que são de um mesmo bairro, de uma mesma escola ou tem algum vínculo especial. Nota: Enquanto finalizava este artigo, vi esta recente publicação sobre “skate crews” de Curitiba, que indico a leitura sobre a definição de “crew”: Qualé a sua Crew? campeonatosdeskate.com.br. É só correr o Instagram com a hashtag #sktcrew que você vai ver a quantidade de gente que viu no trabalho coletivo uma forma de produzir vídeos e girar sua cena. Além de um puxar o outro nas manobras, isso se transfere também ao suporte material e aos acessos sociais. Por vezes basta um do grupo ter algum destaque em algum evento ou com “visualizações” para todos acompanharem o momento. Alguns grupos partem para lançar seus próprios shapes e estampas, outros passam a produzir vídeos mais profissionais e praticamente acabam como uma empresa de amigos. Esta organização sem muitas regras e que flui naturalmente, é a base social que torna o skate tão coletivo como outros esportes.

Clique e se inscreva no Canal para acompanhar a estréia do video.

Particularmente posso falar da potência que é uma crew. Nos últimos anos houve uma reaproximação de amigos que costumavam andar de skate juntos, e que agora, além do skate, temos também outras afinidades, como educação dos filhos e como envelhecer sem frustração.

 

À esse grupo demos o nome de Curitiba Skate Warriors, e desta reaproximação, além de muita camaradagem, risadas e apoios-mútuos, concebemos o projeto Eixo Mole Skate Zine, que é o vídeo que será lançado em breve com nossos esforços em acertar manobras, som e arte relacionada à skate e ainda a apresentação de uma galera atual de skatistas.

Não fosse o trabalho em conjunto, as ideias e a organização, nada teria acontecido.

Por fim, como exemplo de organização, gostaria de citar o excelente projeto desenvolvido por um dos maiores ídolos do skate mundial. Tony Hawk, através da Fundação com seu nome, tem no projeto “Skatepark” muitos fundamentos interessantes, segundo seu site (https://tonyhawkfoundation.org/). A missão da Fundação é servir à comunidade colaborando para criação de lugares de qualidade para prática de skate por ser uma atividade que proporciona o exercício necessário e um senso de autoestima aos praticantes. O projeto fornece conhecimento acumulado para a comunidade criar pistas públicas locais, desde a etapa de captação de recursos, desenvolvimento de um projeto, apresentação às instituições municipais, até o reforço dos benefícios da prática de skate, como envolver os jovens em situação de risco com o esporte, as mudanças positivas do envolvimento com a comunidade, desenvolvimento da criatividade, perseverança e até de lideranças. Hawk utiliza sua influência para ajudar na captação de recursos, mas o trabalho é desenvolvido pelos skatistas de um lugar, à partir de sua organização.

Algumas pessoas encontram ou herdam situações muito propícias ao seu desenvolvimento individualmente, já para os demais, não tem jeito, tem que se esforçar por outras maneiras. Não abordei aqui talentos que recebem grandes patrocínios nem estrelas naturais do skate, porque este é o caminho conhecido, talvez desejado, mas para poucos. As coisas aqui foram sobre gente comum. Como disse em recente programa de TV, Emicida, que faz de seu som o veículo do desenvolvimento não só seu, mas de toda uma cadeia “produtiva”, “Só acontece se todos se movem em bloco. Todos precisam evoluir, ou ninguém evolui”. “O que temos somos nós”.

Obrigado à todos que colaboraram.

Um abraço.

#jorle #associacoes #crews #organizacoes #skatistas #marcas #clubes #politica #comunidade #crescimento #alternativa #evolucao #skate #skateboarding


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 28 anos, membro da crew CwbSktWrrs. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e desenvolve o projeto MyTrix.

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Qual PICO DE SKATE deve dar NOME à Versão #2 de MyTrix?

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www.jorle.com.br/MyTrix

Guia de Spots e muito mais! www.jorle.com.br/mytrix
Guia de Spots e muito mais!
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Em breve o Site Guia de Spots de Skate MyTrix ganhará uma nova versão, com novos recursos e expansão do mapa!
A versão #1 de MyTrix chamou-se “Praça 29”, em homenagem ao pico clássico de Curitiba. E para a próxima versão, que nome você sugere?

Comenta aí sua sugestão!

Agradecimento imenso pelas imagens cedidas da “29”. Amigos colaboraram com uma coleção de imagens da Praça 29. Aqui, as fotos e videos:

 

Publlicado em 04/05/2020 ::: @dxstar_cristiansapo / @acervo_circular >> Cristian Sapo – Praça 29
@dxstar_cristiansapo / @acervo_circular >> Cristian Sapo – Praça 29

Publlicado em 06/05/2020 ::: @guiyudi >> Guilherme Yudi – Old Dirty Skater – Praça 29

 

Publlicado em 08/05/2020 ::: @julianocarlos – Juliano Carlos – CWBSKTWarrior – 1995 – Praça 29
@julianocarlos - Juliano Carlos - CWBSKTWarrior - 1995 - Praça 29
@julianocarlos – Juliano Carlos – CWBSKTWarrior – 1995 – Praça 29

 

Publlicado em 011/05/2020 ::: @giugliodelia – Psychedelic Immigrant from Bergamo IT to Curitiba

 

Publlicado em 13/05/2020 ::: @heverton_freitas – Heverton Freitas – Praça 29 – Foto Bruno Sled
@heverton_freitas - Heverton Freitas - Praça 29 - Foto Bruno Sled
@heverton_freitas – Heverton Freitas – Praça 29 – Foto Bruno Sled

 

Publlicado em 15/05/2020 ::: @eliezercoelho_skt – Eliezer – Campo Largo/PR – Praça 29 – Ao som de Murder me Slowly

 

Publlicado em 018/05/2020 ::: @wellingtonzilotti – Wellington Zilotti – Fotógrafo: Mário Kreb @mariokreb – Praça 29

 

@cristiansk8chileno Cristian Barrera Chileno – Foto: Guiga Trancoso – Praça 29

 

 

Ricardo GosWod

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Em cartaz, o espetáculo! A relevância de cartazes de shows.

Muito mais que trazer as informações sobre lugar e hora em que acontece um show, esta extensão da música continua a ser peça importante do projeto todo que envolve criar sons, escrever letras, planejar uma apresentação e divulgar o evento. Especialmente entre as bandas e grupos que fazem aquela crítica política ácida e direta. Um bom cartaz pode, literalmente, fazer a propaganda. Não só da música, mas das ideias e intensões.

Nos últimos tempos ao menos em 3 episódios os cartazes de alguns shows se tornaram o próprio espetáculo, aqui em terras brasileiras. Fazendo uma referência rápida à Sociedade do Espetáculo, de Debord, a internet tem sido uma grande facilitadora da democratização radical dos meios de produção, incluindo a produção artística. Embora esta democratização virtual tenha diversos efeitos colaterais, como por exemplo sua utilização espetacular para criticar ou mesmo difundir um pensamento que se propõe crítico ao espetáculo, fato é que toda esta situação tem promovido estes lindos momentos em que a execração de cartazes de shows com conteúdo ácido ou contrário à normalidade estabelecida acaba, de forma controversa, por dar visibilidade explosiva às estas imagens. Cada vez que alguém se incomoda com um cartaz que espeta os pontos débeis do governo ou de algum aspecto da cultura alienada, o faz replicando esta publicação indefinidamente pela internet, dando alcance e viralizando o conteúdo.

Em julho de 2019 foi lançado o cartaz para o “Facada Fest”, terceira edição de um festival de bandas hardcore/punk que acontece em Belém (Pará). Após toda a agitação em torno de um atentado, alguns meses antes, ao então candidato à presidência, e de reconhecidos apelidos deste candidato, o cartaz traz um palhaço “Bozo” e o título que se refere ao festival, já tradicional, estampados. Isso fez despertar a ira de políticos e autoridades locais, que partiram ao ataque ao conteúdo do cartaz, o replicando impulsivamente pela internet. O público interessado no show fez agradecimentos à publicidade grátis e os organizadores redigiram uma carta de esclarecimentos onde admitem a crítica forte mas reforçam o direito à liberdade de expressão.

Um mês antes, na mesma linha, já havia ocorrido o caso do Cartaz de Show do Dead Kennedys. Esta banda estadunidense, no passado reconhecida como umas das mais influentes do meio punk, que por si só já andava envolvida em polêmicas com seu ex-integrante, Jello Biafra, por direitos autorais e pela postura política da banda (que aparentemente perdeu suas raízes quando dos tempos do Biafra), acabou por cancelar seus shows no Brasil devido à repercussão extraordinária do cartaz. A imagem foi desenhada por um artista brasileiro e rapidamente se alastrou por redes sociais e até mesmo pelos principais jornais eletrônicos de notícias. Em meio à discussão sobre o conteúdo do cartaz ter sido aprovado ou não pela banda, seus integrantes publicaram nota se posicionando “antifascistas e anti-violência” mas também “pouco conhecedores da situação política do país”, o que, junto à assustadora repercussão do cartaz, justificou os cancelamentos. Shows cancelados, mas cartaz multi-divulgado.

Já esta semana, foi a vez da banda Pussy Riot, da Rússia. O grupo de meninas, para show dia 30 de janeiro em São Paulo, lançaram o cartaz que faz uma crítica à figura do presidente. Ao que tudo indica, novo sucesso das redes sociais, graças à ampla divulgação da imprensa e de apoiadores do governo. Provavelmente banda e público vão novamente agradecer.

Assim como nas outras ocasiões citadas, se no passado shows de bandas de rock, punk, hardcore, rap e até funk, tinham seus efeitos restritos ao “underground” ou à círculos sociais específicos, agora correm as telas dos celulares de todo tipo de gente, na maioria das vezes, estas sem conhecimento profundo dos contextos e culturas daqueles grupos. Se bom pela divulgação e alcance, por outro lado, tem-se um choque gigantesco de identidades. E tudo intensificado por conta do momento de discussões políticas acaloradas que vivemos no país. Interessante, ainda, é verificar que estes casos citados são como a ponta de um iceberg, pois todos os dias são publicados cartazes de shows que de alguma forma provocam e fazem pensar. Muitos estão na internet. Muitos colados pelos postes e muros. Muitos estão na porta do lugar do show. A história do rock e da música está repleta de bons exemplos. Dá pra dizer que há casos do uso do espetáculo para gerar espetáculo. Dá pra dizer que se incomoda, é porque acerta o alvo. Dá pra dizer que um cartaz passa e é esquecido. Dá. Mas cartaz é parte do show. Já foi papel. Já foi fotografia, desenho ou gravura. Já foi feito à mão e em computadores. Vai pra poste, tv e pra celular. Mas tá lá, cumprindo seu ‘papel’.

Enfim, dito tudo isso, só queria mesmo reforçar que gosto de cartazes, e apesar das análises medíocres, sobretudo, aprecio esta arte. Abraço. E leia outro artigo sobre cartazes e gente que faz cartazes e fique de olho pela rua. Está repleta de arte!

Referências:

Outro artido em Jorle sobre Cartaz

Sociedade do Espetáculo

Festival Facada, Pará

Poster do Dead Kennedys

Ilustrador Cartaz do DK

Cartaz Pussy Riot

“A crítica espetacular do espetáculo, funcional a ele, é um empreendimento da sociologia, que estuda a separação recorrendo às ferramentas conceituais e materiais produzidas pela separação. A apologia do espetáculo, ou publicidade, por sua vez, constitui um pensamento do não pensamento, um esquecimento explícito da prática histórica. O falso desespero da crítica espetacular e o falso otimismo da pura publicidade do sistema são idênticos enquanto pensamento submisso.” Fonte: https://outraspalavras.net/sem-categoria/para-compreender-a-sociedade-do-espetaculo/

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 28 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Quem é o skatista de 2020? – Publicação de MyTrix

(Publicado originalmente no Projeto Mytrix)

Daí, blz! Estava curtindo as férias, deu saudade de desenhar e por fim saiu esse rabisco aí. Tô postando aqui porque meu impulso artístico me fez lembrar de quando andar de skate não tinha nada a ver com Esporte Olímpico ou grandes patrocínios e tudo era feito na garra, no sangue e suor. À partir da vontade e da organização, tudo era possível. Não haviam pistas, campeonatos, peças e muito menos referências próximas de bons skatistas. Era preciso correr muito atrás para as coisas acontecerem, e em grupo, pois sozinho, nada funciona. Só estou falando sobre essa baboseira toda ‘das antigas’ pois vejo, não só no skate, a galera hoje mais consumindo o mundo do que construindo este mundo. Talvez agora habilidade trate-se mais sobre usar o que está aí e menos sobre construir algo novo. Talvez nem seja preciso construir nada novo, ou pareça desperdício de energia e desfocar do que interessa. Fato é que andar de skate requer atitude. Não da boca pra fora. Voltar uma manobra pesada ainda exige aquela coisa a mais, uma coragem, aquela vontade extra. Mas e aí? Você acha que os novos tempos mataram a atitude? Ou estamos focando a atitude em evoluir tecnicamente? Há mais o que construir? Quem é o skatista de 2020? Comenta aí!

Seja como for, bom ano de 2020 pra vocês! Que tenhamos todos alguma atitude e que seja positiva. Abraço.
Ricardo GosWod.
MyTrix.

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https://www.jorle.com.br/projetos/mytrix/