A Casa da Ponte abrigou discussões a respeito de inúmeros assuntos, e entre eles, o tema da “alimentação sem crueldade”, alvo de inúmeras conversas, debates e palestras. E claro, muito material de pesquisa foi angariado para a biblioteca e para a coleção de fanzines.
Visite a página do projeto e confira todo o acervo já digitalizado!
Separamos alguns fanzines entre o acervo já digitalizado que revelam algumas posições e pensamentos baseados no veganismo ou vegetarianismo. Estes textos foram produzidos nos anos 90, e sua leitura pode despertar uma compreensão de como o discurso se desenvolveu, se comparado com o que se observa hoje.
Abraço e boa leitura! E caso queira compartilhar suas conclusões, fique a vontade para comentar ou nos enviar mensagens.
Baixe a lista do acervo já digitalizado!
Basta preencher os dados abaixo e aguardar o link para o Download:
Texto e desenho extraídos da publicação original dobrada, um lado o desenho, o outro o texto. Ta aí agora: desdobrado e esticado.
Tem um tiozinho que eu simpatizo com ele lá perto de casa. Ele até que é meu amigo. Nossa amizade consiste que ele é bicicleteiro e passa desabalado todas as manhãs pelo meu portão dando rapidamente o “bããão” que se habitua dar quando os povo onde que eu moro se encontram casualmente pela rua, normalmente assusta e não dá tempo de responder…MINHA RUA É MUITO DESCIDA e eu passei esse ano tentando fazer com que os vasos da frente da casa permanecessem do lado esquerdo do quintal -eles rolam para o outro e ficam entulhados na parede mais baixa. Em janeiro, dei uma copia dessa publicação dobrada pro bicicleteiro sem querer, através de um vento fudido que em janeiro ventava e levava meus papéis por aí pelos lugares; queria ver a reação que ele ia ter…passado quase ano nossos avistamento diário continuavam no mesmo quilate, mas é que agora em vez do “bããão” ele mudou pra dizer “maquelado”…todo dia era maquelado. “MAQUELAAADO…” aquilo ia me intrigando já cedo e eu ficava pelo menos umas duas meia-hora por dia pensando “porra o quê que esse ente grita diariamente aqui com sua própria voz e que parece uma pergunta mas não garanto porque é difícil discernir uma pergunta de um xingo quando o portador da mesma urra despencando assim de passagem que nem lóke…”. Minha rua é muito descida eu já disse… Todo dia antes de dormir eu assisto um filme; é o meu preferido então assisto todo dia o mesmo, antes de dormir, e o cumprimento do caboclo me soava cada vez mais desesperado igual na cena do filme quando o ator cai velozmente de cima de um lugar bem alto em direção a um lugar bem baixo. E morre o dublê.
Calhou que esses dia vinha esse um amigo subindo a descida, esbaforido, carregando só o guidão da bicicleta dele por cima da cabeça dele que nem uma tirolesa ; como que testando uma tirolesa sem fio pra decerto vender na vila com partes de wireless… Eu tava na minha rotina íngreme de quintal e decidi que aquilo tava ficando meio inusitado e que era melhor falar com o singelo e finalmente saciar minha pergunta e, o que eu até então não sabia ser também uma pergunta da parte dele. E foi o que em nome da nossa amizade eu fiz, e maquelado era MAQUELADO porque na velocidade não cabia dizer: “MAS QUE LADO QUE ABRE ESSA PORRA DE PAPEL QUE VOCE INVENTOU PIÁ DO CACETE??? “ Entendeu?
Aí que eu digo publicação dobrada é ruim de manusear, abrir e fechar.
E na verdade isso aí tanto faz, maquelado, meu amigo.
É tudo mentira, nunca aconteceu e os desenhos são de Hugo Alex.
Enquanto o projeto de Fanzines da Casa da Ponte aguarda novas digitalizações, demos uma olhada em como está o interesse pelos títulos. Claro que não se esperava uma enxurrada de acessos, pois além de já antigos, quem quer saber de “fanzines”, com tanta informação disponível na internet? Mas sim! Tem gente interessada! Seja por motivos históricos ou por alguma ligação emocional com a Casa da Ponte em Curitiba, fato é que quase 300 pessoas abriram e ficaram algum tempo lendo alguma edição, e uns 15000 prints foram detectados, que é quando uma página de um zine qualquer é exibida.
Não sabe o que é “fanzine”? Clique aqui!
Aqui, a lista dos fanzines mais vistos no projeto.
Mais tempo de leitura:
JCDP0074 Resistênci@ e Luta n°38 – ano VI
JCDP0098 Um Ataque anarquista contra el gobierno global
Está disponível no Projeto um novo lote (lote 4) de Fanzines da Casa da Ponte. São mais 40 títulos adicionados, e com isso, somam-se um total de 99 fanzines digitalizados. Ainda há muito trabalho e muitos zines pra se inserir, mas aos poucos a coleção se completará.
Convidamos quem se interessar a escrever um pouquinho sobre algum fanzine que de alguma forma lhe foi relevante. Pode ser que você não tenha passado pela Casa da Ponte, mas se entre o acervo houver alguma coisa que te fez sentido e quiser enviar seu comentário, fique à vontade. Em breve publicaremos algumas “indicações de leitura”.
O acervo completo está na página do Projeto (Fanzines da Casa da Ponte) e abaixo, um Catálogo deste Lote 4, pra dar uma rápida olhada nas capas desta última inserção.
A surpresa bacana é que o lugar de origem está se expandindo cada vez mais. Neste pacote apareceram revistas de Barcelona, da Philadelphia, Montevideo… e ainda Cuiabá, Brasília e Aracaju. E enfim, uma boa parte daqui de Curitiba. Depois dá um “olho” no mapa na página do projeto.
Vale a pena ler todos, pois cada um trata de coisas e ângulos diferentes, já lembrando do desenho “angular” no fim do “Insônia”. Já pra quem gosta de bons quadrinhos, vai direto no “Desvio de Aluguel”, no “!Anormál!” (URU) ou no quilométrico “Pajarraka”(ESP). Estes, junto ao “Podre Queijo”, também recheados de resenhas e entrevistas com bandas.
Já o “Cambalhotas Cartolinas para as Américas”(USA) é um trampo de gravura, gigante, trilíngue, muito bom. E o “Sabonete” caras, “Sabonete”! O zine de skate do “brother” Zé, que foi mentor espiritual, intelectual e skatístico de muita gente! Salve Zé! Na onda espiritual, uma ótima leitura também é o zine “Soul Defiance”. Pra saber sobre viagens malucas, filmes doidos e cena punk por todo lado, só folhear o “Sociedade auto destrutiva” e ainda não perca o “Dedo no cool”, que já no nome fala muito.
E tem mais uma pilha de revistas independentes e cheias de histórias, que só lendo pra saber. Vai a lista completa deste novo lote e um video ao som do Vida Ruim, que tá lançando E.P. em vinil e mandou essa faixa.
– Daí, quanto foi o jogo?
– Vai chover / não vai chover?
– Sexta é o último capítulo da novela!
… É.. não se fazem mais papos de fila de mercado como antigamente. Com os últimos acontecimentos políticos do país transbordando e beirando o caos, já tem tempo que as conversas mudaram, que a vida está mais complexa e anda exigindo mais de nosso pobre cérebro de minhoca.
Muita coisa pra se lamentar também. Uma delas: quanto despreparados estamos para debates políticos ou ideológicos! Quase qualquer opinião divergente é respondida com insultos, ofensas, às vezes muito baixas, e infelizmente, não raro, com violência física, o que reflete uma coisa: preconceito e ignorância.
Coloque neste caldeirão ainda mais tensão: medo de estar sendo induzido ou manipulado, de não saber se está do lado que deveria ou de ser confundido com algum “lado” quando defende qualquer argumento.
Sorte a nossa, né pessoal, que o remédio não é tão complicado: informação, cultura, interesse.
Certa vez vi algo colado em um poste: “leia tudo que encontrar pela frente”. Forte hein, tanto pela mensagem positiva quanto por implicar ler muita asneira. Mas ao apreciar este novo lote de “Fanzines da Casa da Ponte”, você vai ter este poder de refletir e decidir por si mesmo se as manifestações, desejos, gostos e desgostos, ideias e posições desse monte de gente de tantos cantos diferentes do país (e opa!, tem um “zine” de Singapura) são relevantes pra você, ou apenas vão melhorar nossas capacidades de tolerância e respeito.
Vê aí.
Ah.. umas dicas:
Textos sobre sistema carcerário brasileiro e greves, em Cartão-Postal #1 e #6; política e filosofia no Naive; política, demos, literatura conspiratória, humor e rock no Conspiração C.C.A. n°3; Hotel Boys e outros quadrinhos adultos no ASRAMA #2 Ano 2; quadrinhos, política, literatura de banheiro e terrorismo cultural no Ajax; cena queer, resumos bandas e discos em Queer Noise; respeito, Iuguslávia, comida, skate, veganismo e pilhas lá no Nexo Straightedge fanzine; entrevista Empire (Germany) e Mohd no zine HC X Never Say Die X (de Singapura); direitos e conquistas femininas em Libertárias #1; contracultura e literatura de banheiro nos Revolution Culturelle Contre Vol. II e Q Boa; poesia e textos em Regressão Humana e Um dia eu Resolvi Me Calar #1; e os zines “gigantes” Needle #1 Ano1, Aaah!! #2 e Don’t Worry!! #6, com hardcore, entrevistas, resenhas bandas, demos e zines, e o Abacaxicorderosa, com poesias, textos e colagens.
Há uns anos atrás, em CWB, existiu uma casa. Tinha teto, tinha parede, janela, uma biblioteca, almoços vegetarianos, palestras, reuniões, discussões políticas, experimentações sociais, “Food not Bomb”, e mais tudo o que em breve poderá ser lembrado em artigo especial. E lá também havia um lugar magnífico abarrotado de papel, que era o armário dos “Fanzines”. É da digitalização e disponibilização do acervo de Fanzines da Casa da Ponte que se trata este projeto.
Isso se inicia com este primeiro bloco de 21 publicações. O conteúdo é multi-diverso, é político, é sobre música, culturas, formas pensar e agir. Quem sabe, colabora para este momento tão “preto-e-branco” que vivemos. Você vai encontrar entrevistas como a do zine “Needle” com a banda Fugazi, a do Mestre Lua Rasta para o zine “Nossas Referências” e papo com Klaus, do White Cristian Disaster, para o “Silly Me”. Já o fanzine “NaturaPunk” discute a ecologia, e “X No Falling Down”, “SmallWorld” e “Careta” mostram a cultura Straight Edge. Zines de meninas, como “NOHI” e “Clube da Luluzinha”; quadrinhos no “ASRAMA”; informativos punk/hardcore em “Nerd Informativo”, e ainda mais!
Vá lá na página, saiba mais sobre o projeto e sobre “fanzines”. Veja a lista das publicações já digitalizadas, um Mapa com os locais de origem e Leia tudo “on-line”.