Entrevista com Felipe Urias: TOP jogador de Yu-gi-oh – Grandes torneios, estratégias, e conhecimento do jogo.

Felipe Urias é jogador de yu-gi-oh (veja o que é este jogo neste outro artigo clicando aqui) e tem participado de torneios de grande porte, com centenas de jogadores, dentro e fora do Brasil. Enviei algumas perguntas à ele sobre esta sua experiência em eventos e competições. Checa aí!

 

Jorle: Te conheci não faz muito tempo, mais ou menos quando voltei a jogar yugioh depois de um bom tempo afastado. Isso foi por volta de 2018, época em que você foi o vencedor do Nacional naquele ano, jogando de Magician FTK. Pra começar a entrevista, conta um pouco mais sobre a quanto tempo você joga e quais as suas conquistas mais importantes!

Felipe: Então, comecei a jogar com 16 anos, junto com um amigo do ensino médio, eu sempre participava dos torneios que eu podia, mesmo sendo muito inexperiente, não ganhava mts partidas mas gostava de ir jogar. Terminando o ensino médio eu parei de jogar, e só voltei a 3 anos atrás com 20 anos de idade, dae comecei a me empenhar em jogar competitivamente. Primeira vez q ganhei algo fora de Curitiba foi um torneio 3×3 representando as OTS da América Latina, foi side evento do continental de 2017 do Brasil. Depois em 2018 fiz um top 4 no DSC q foi mt importante pra me dar confiança. E ganhei o Nacional de 2018. Fiz top no continental 2018. Ganhei regional em Joinville, Guarapuava e SP. Topei vários DSCs seguintes e até ganhei o último, agora, em outubro. Topei nacional esse ano e fui desqualificado injustamente, por motivo (na minha opinião) de falta de experiência do head Judge na função, não tendo a chance de defender meu título do nacional. E topei o continental desse ano também.

 

Jorle: Você tem jogado pelo Time Gladiators, de Curitiba. Correto? Qual a diferença entre participar de grandes eventos junto à um time e jogar sozinho? Há vantagens e desvantagens?

Felipe: Então, a questão de time, o Gladiators, é mais um negócio de amigos msm, não é nd promocional, pq eu e meus amigos temos objetivos diferentes em relação ao jogo. Pra mim a melhor parte é mais se reunir msm, jogar umas cartas, dar risada tomando uma cerveja. Competitivamente, quem foca mais é o Gabriel Netz, que treinou pesado junto comigo nesse último nacional e continental, mesmo ele morando em cidade diferente. Mas é pq eu tenho uma personalidade mt forte, posso ser mt chato as vezes em questão de opinião sobre decks ou jogadas, dae tento me controlar pra não perder ou afetar minhas amizades, mas pra todos eu aconselho entrar em um time sim. Não aconselho entrar em um time comigo Hahahah.

Fotos: acervo pessoal F. Urias

Jorle: Um tempo atrás você ministrou um ‘work shop’ para jogadores que querem participar ou melhorar sua experiência em campeonatos grandes. Como foi? Há intensão de fazer novos eventos como esse?

Felipe: A intenção do workshop, foi realmente tentar ajudar o pessoal de Curitiba, pq mt gente não se sente confiante em jogar por falta de experiência. Minha ideia era, além de transmitir conhecimento, motivar a galera, pra que o jogo se tornasse mais atraente pra todos, pra ter uma comunidade maior e com pessoal mais animado em Curitiba.

 

Jorle: Em um jogo tão dinâmico, é comum serem publicadas duas ou mais listas de “Cartas Banidas” (clique neste link para entender o que é a “ban list) por ano, o que faz com que em cada torneio se encontrem decks diferentes para se enfrentar. E claro, seus próprios decks precisam se adaptar ao formato. Neste sentido, o que é importante ter em mente ao se construir um deck para um torneio? O que não muda de ‘lista’ para ‘lista’ ou ao longo dos anos?

Felipe: Para construir um deck, tem que conhecer MT bem o formato, e estar adaptado a possíveis mudanças. Sempre que sai banlist, em vez de reclamar ou criticar, eu só analiso o q mudou e tento simular como ficará o novo formato e tento já me adaptar a ele. Mas a principal dica que eu dou é NÃO SE APEGAR DEMAIS, não só no deck em si, mas em toda a ideia, tem que saber analisar todas as suas ideias de maneira muito crítica. Eu adoro testar decks diferentes do padrão, até jogo semanais com eles, mas sempre sabendo o real nível deles. Às vezes acho que tive uma ideia absurda e que o deck vai ser genial, mas depois dos testes a grande maioria das ideias é descartada. Mas nunca desisto de tentar ideias novas.

 

Jorle: Esta outra dúvida é um tanto subjetiva, mas gostaria da sua percepção: em situações de mesmo deck, ou decks de mesmo “tier” e mesmo nível de jogo dos jogadores, o que se sobressai? Existe um ‘jeito de jogar’ que se difere? Quanto este jeito de jogar pode dar vantagem?

Felipe: Ah, sobre maneira de jogar, até mesmo se você estiver com um deck tier mais baixo, vc pode vencer. Basta estar adaptado ao formato e saber jogar contra todos os decks, conhecer as jogadas de todos os decks do formato e saber onde parar faz toda a diferença. Mas o principal é a tomada de decisão rápida que faz diferença em toda a partida.

 

Jorle: Pra fechar. Como você ou sua equipe se organizam para participar de eventos? Há algum apoio logístico, patrocínio, suporte? Ou são só despesas mesmo, para fazer algo que gosta?

Felipe: Sobre patrocínios, hoje em dia, em nível competitivo, existem muitos times que patrocinam viagens aos seus jogadores, recebendo marketing como retorno, mas não é meu caso. Eu participo de time apenas como forma de amizade, pago todas as minhas viagens, mas pode ser que futuramente eu vá pra algum time maior, que gere patrocínio.

 

Jorle: Obrigado pela conversa e bons jogos!

 

 

Este artigo tem colaboração de mypcards.com/yugioh. Um muito obrigado!

 

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.

 

 

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Cara-da-Tábua: Shape do Reinaldo Aranha, EverSlick e Miko dono do pico da Mattioli

Na década de 90 o mundo do skate vivia rápidas evoluções técnicas, tanto nas manobras quanto nos materiais. Grandes mudanças nos formatos de shapes, trucks, rodas, tênis e roupas. Umas das experiências desta época foram os shapeseverslick“, que como o nome sugere, eram shapes com o acabamento da parte inferior feito com material que fazia com que o skate deslizasse mais e em qualquer superfície, numa tentativa de substituir a necessidade da boa “vela”. Localmente, mais precisamente em Curitiba, os fabricantes experimentaram diversos materiais para fazer shapes com “everslick“. Enquanto os “gringos” utilizavam uma camada plástica na superfície, a versão local que foi muito utilizada aplicava uma camada de fórmica ao shape como recurso alternativo. Após um período de experiências, a fórmica esteve presente em diversos shapes assinados por atletas da cidade, como é o caso do shape do Reinaldo Aranha, que acaba de ser inserido na Exposição Virtual Cara-da-Tábua, chegando pelas mãos do Alysson “Miko”, numa história de coincidências e surpresas.

Antes de falar de Reinaldo Aranha, uma rápida menção ao Alysson “Miko”, ou “Mestre Miko”, e como ele encontrou estas imagens do shape do Aranha, com Fábio Tamaru. Recentemente, durante uma troca de mensagens de Miko com Fábio, por conta de assuntos comerciais da vida, ambos descobriram que haviam andado de skate e o rapaz mostrou fotos de seu antigo skate que, surpreendentemente, era um skate bem característico da época e com com um shapeeverslick‘ do Reinaldo Aranha, modelo do ano de 92/93. Mestre Miko logo mostrou as fotos aos amigos pelo celular, o que deu animação para que fosse contada esta história aqui. Muito legal que gente como o Fábio guarde certas relíquias como este skate e shape, comprados por ele por volta de 1996 – “shape Maha e rodinhas Moska“, segundo ele mesmo conta.

Sktr: Reinaldo “Aranha”, 1992/1993

Miko era morador do mesmo bairro de Reinaldo, e eram amigos e parceiros de rolê de skate. O Miko era o “dono” do pico da Mattioli, por ser praticamente vizinho do ‘spot‘. O lugar era uma oficina com pátio coberto em que se podia andar de skate nos finais de semana e até à noite, muito frequentado por todos da cidade nos anos 90. Mestre Miko, como ‘dono’, estava sempre lá e acompanhou toda esta geração, suas histórias e evoluções. Também com notória participação em sessões, competições e na cultura de skate da cidade, nos deu suas impressões sobre Reinaldo Aranha:
Conheci Reinaldo Aranha na década de 90 quando ia andar junto na rua dele, além de subirmos no apê para ver vídeos de skate também. Estávamos estudando o fundamental juntos no OPET ali da Av. Iguaçú, nessa época o bicho já andava pra caramba, tinha campeonato de skate no colégio e ele sempre ficava em primeiro rsrsrs. Já se dava bem em campeonatos fora dali também, e não demorou para conseguir patrocínio! Era conhecido como o ‘homem backboniano’ kkkkk o cara era style, inconfundível!

Quem viu Aranha andar por aí sabe que era de um estilo mesmo único, bom de rua e também nas competições, como ele mesmo confirma: “Fui campeão paranaense. Amador 01 e 02. Equipes da Maha, Ferrugem, Pysico Street, Vertpipe, Orbital e WayBack (primeira marca do Eduardo da Drop Dead)“. Aranha ainda nos enviou algumas fotos de seu arquivo pessoal, que mostram o astral da década de 90, organizadas no álbum abaixo. Junto, estão as fotos do seu shape, disponibilizadas por Fábio Tamaku e Mestre Miko.

 

Obrigado ao Fábio, por manter esta raridade, ao Mestre Miko, por compartilhar as fotos e nos dar esta inspiração e ao Reinaldo, pelas informações e imagens. Este shape e outros, estão expostos na Exposição Virtual Cara-da-Tábua, aqui no site jorle.com.br, sobre ‘decks’ assinados por skatistas de Curitiba e região. Veja já todo o acervo, clicando aqui no link, e leia os artigos sobre as demais colaborações, ao final da página do projeto.

Exposição Virtual Cara-da-Tábua, de Decks de skatistas de Curitiba.

 

Abraço.

Ricardo GosWod

 

 

#aguaverde #Alyssonmiko #anos90 #aranha #backbone #caradatabua #curitiba #CWB #decks #everslick #evolucaodoskate #fabricacao #fabricantes #ferrugem #maha #mattioli #MestreMiko #miko #orbital #psycostreet #reinaldoaranha #shapes #skate #skateboarding #tabuadeskate #vertpipe #wayback


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Coluna STT: Desafio “Leste Oeste PR” 48h de bike concluído com Thiago Gava e seus amigos + Projeto Cidade Fria: histórias do underground curitibano

Olá. Hoje cito um rolê de bike que foi insano e um projeto (sub)cultural. Vê aí!

Desafio “Leste Oeste PR” concluído!

Na última sexta-feira, 13/09, rolou o desafio do Thiago Gava junto à seus 3 amigos: o Leste Oeste Paraná. Partindo de Paranaguá, a ideia era atravessar o estado do Paraná de bike, com previsão de 48h de pedal, até chegar na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu.

4 ciclistas – 23 cidades – 750km – 48horas estimadas.
13 de setembro à partir das 4AM.

Veja o relato dos resultados no post do instagram:

Mais informações no site https://www.lesteoestepr.com.br/.
Relembre ainda outra aventura do Thiago, que em ocasião que colaborou com a Jorle, relatou seu Everesting, feito em 2017, que consistiu em peladar 8848 metros de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest), feito no Bosque do Alemão! Isso mesmo! Leia o relato e veja as fotos: http://bit.ly/2kus4zJ
Parabéns à equipe por mais este desafio insano!!

 

Cidade Fria

Por indicação do Carlos Panhoca, editor da Pé-de-Cabra (compre a pé de cabra aqui!), fui conferir o projeto do Christiano Carstensen Neto que está trabalhando no Cidade Fria – Histórias de Curitiba, que segundo o próprio Christiano trata-se de:
Cidade Fria – histórias de Curitiba” é um projeto criado por Christiano Carstensen Neto (baterista, arte educador e ilustrador) e Daniel Gonçalves (vocalista, tatuador e ilustrador). Trata-se de uma compilação impressa de contos, ilustrações e histórias em quadrinhos ambientadas nas ruas de Curitiba. Os trabalhos retratam personagens e o ambiente urbano da capital paranaense, tendo o underground como principal articulador entre os trabalhos. Música, terror, suspense, fantasia e ficção são algumas sugestões de caminhos a serem explorados. O projeto “Cidade Fria – histórias de Curitiba” será disponibilizado via financiamento coletivo pela plataforma Kickante. A iniciativa não possui fins lucrativos e o propósito é de ampliar a visibilidade de artistas locais e estimular trabalhos coletivos e a interação entre artistas da cidade, beneficiando a cena independente de forma geral. São mais de 50 artistas participantes entre escritores e ilustradores. A maior parte dos exemplares será destinada aos financiadores do projeto e outra parte ao acervo de bibliotecas, centros culturais e demais locais fomentadores da cultura. No link você pode conferir a apresentação da proposta pelos próprios criadores e as recompensas disponíveis para os financiadores. O prazo é até 02 de novembro de 2019.  
Colabore com a campanha de financiamento e siga os canais do projeto:
Site da Campanha:

#bicicleta #Bike #CidadeFria #curitiba #CWB #historias #lesteoestepr #pedecabra #carlospanhoca #everesting #thiagosyen #thiagogava #48hbike #estadoparana #parana #desafio #curitibaunderground #insano #desafio #ChristianoCarstensenNeto #DanielGonçalves


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar” e é criador do projeto MyTrix.

 

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

MyTrix entra no AR dia 06.09, sexta, com a versão inicial “Praça 29”!

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

 

MyTrix é uma aplicação em forma de site web, voltada para praticantes de skate e à partir de sexta-feira, à meia-noite, estará no ar no endereço jorle.com.br/mytrix.

MyTrix, que foi construído com diversos apoios, terá seu início pela versão “Praça 29“, que é o nome de um clássico ‘pico’ de skate de Curitiba.

A história do skate foi desenhada através de amigos, paixão e visões em comum. O apoio entre a comunidade sempre foi a base da evolução. MyTrix é inspirado nesta história.

É Skatista? Visite o site à partir de sexa-feira e colabore, participe e compartilhe Skateboarding!
Siga o Instagram e o FaceBook para acompanhar:

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E se ainda náo conferiu, dá uma lida nas publicações de uns dias atrás sobre o projeto:
Todo mundo que apoiou MyTrix + acervo de fotos!
Novo Projeto em Jorle: MyTrix!!!! e a etapa “Fabricando Imagens”

 

Abraço
Ricardo GosWod

 

 

 

#mytrix #tanoar #entranoar #skate #skateboarding #praca29 #apoio #comunidade #amigos #paixao #visaocomum #curitiba #sktcuritiba #picosdeskate #ondeandardeskate #skatespots

Cara-da-Tábua: shape do José Selski, andar no gás, Sabonete Zine e Ajax

Mais reservado hoje em dia e difícil de ser achado, agora morador de Pontal do Paraná, local escolhido para viver com sua família, demorou um pouco até que o José Selski soltasse estas fotos de seu model que saiu pela Drop Dead em 1990/1991. O “Zé” nos contou que este shape está em Floripa (SC), na parede do escritório do Eduardo (DD), que diz ser este o primeiro shape da Drop Dead. José tem grande importância para o desenvolvimento do skate da rua (modalidade ‘Street’) em Curitiba, por seus anos como skatista, além do apoio dado à diversos caras de uma nova geração já nos anos 90, através de sua marca Ajax, incluindo o apoio que eu mesmo recebi.

1991/1992, Sktr: José Selski “Zé”.

José foi o tipo de skatista que marcava presença, como nos relatos do Antônio Kantek: “Eu lembro de você andando na rua lisa do Jardim das Américas. Lembra desse pico? Eu lembro que você dava shove it, shove it e flip no gasão, era muito massa”. “Eu nunca vi ele andando parando, sempre no gás”. “O Zé, junto com esses caras aí da rua lisa, Juninho, Bilu, Caolho, Fukuda e Chileno, foram os primeiros streeteiros de Curitiba de verdade”.

Quem também resgatou coisas da memória foi o Roger Robert: “Não lembro muitos detalhes dessa época, mas lembro que o Zé era o maior nome do street paranaense, no final dos anos 80, início dos 90, época que a modalidade ainda buscava seu espaço, independência e reconhecimento. Que era respeitado pelos melhores skaters do país, e reconhecido como um talento ao nível dos ídolos mundiais da época. Não por outro motivo era comparado a Natas Kaupas, um dos maiores skatistas dos anos 80. Sempre preocupado em trabalhar pelo crescimento do esporte, ajudou na evolução das marcas locais e incentivando os novos atletas que surgiam. Essa filosofia buscamos incorporar à Ajax, criada para disponibilizar produtos e apoio a quem realmente andava de skate, nos moldes de como já faziam as marcas americanas. De um modo geral tinha uma visão underground do skate, priorizando o esporte como diversão, em favor de quem realmente praticava o esporte, diferente da visão que ia se afirmando em favor de campeonatos, mídia e que buscava atingir cada vez mais públicos de praticantes eventuais ou de simpatizantes. Em palavras de hoje, foi um legitimo skatista raiz, que em muito influenciou a sua e as próximas gerações, contribuindo muito para a grande evolução que vimos ao longo dos anos 90”. “Do Zé andando o que lembro mais era das sessions no Castelo, sempre andando no gás, acertando as manobras em linha (flips, kick flips) na base e principalmente se divertindo”.

Além destes relatos, eu mesmo posso contar algo sobre o que vivi, que, além de leitor fervoroso e colaborador do Zine de Skate “Sabonete”, feito pelo José, ainda fiz parte dos anos da Ajax. Esta marca, modesta mas importante, era chefiada por José e pelo Roger Robert, que juntos montaram uma das equipes mais expressivas daqueles anos, entre 93 e 97, mais ou menos. Naquele tempo se discutia muito sobre o valor de quem sabia andar de skate nas ruas e pistas no dia a dia com consistência, em contraposição aos que sabiam ganhar campeonatos, e o José e o Roger sabiam reconhecer a galera da rua. E se hoje isso soa polêmico, em tempos em que os campeonatos valorizam bastante quem sabe mesmo andar de skate, imagine duas décadas atrás. De fato a equipe da Ajax era formada pelo pessoal que estava sempre nos picos e para quem os campeonatos eram mais uma grande festa para encontrar os amigos do que uma competição. Tanto era, que quando fui convidado pelo José para fazer parte da equipe, foi algo de tanto orgulho e emoção, que nem parecia séria a proposta. Mas era, e com isso veio o circuito de skate com toda a carga: as pessoas, os eventos, as influências, o glamour, o ‘estrelismo’, as revelações, as decepções, as viagens e o contato com o ‘circo’ do brasil todo. Neste ponto veio a grande importância do José em minha caminhada: após me colocar na equipe, me ensinou a como me manter ‘o mesmo’, a escolher por onde caminhar, a pensar com a própria cabeça e a valorizar quem de fato me desse apoio. Aprendi tudo isso mais ou menos, mas as lições foram tantas e tão especiais que as carrego por toda a vida.

Fanzine Sabonete (Projeto Fanzines da Casa da Ponte)

 

Com tudo isso dito, inserir mais este model de deck na Coleção “Cara-da-Tábua” é uma alegria e uma honra. Assim, junta-se à coleção não só mais um shape, mas um importante pedaço da história do skate de Curitiba.

Visite a Exposição Virtual e leia todos os artigos sobre cada colaboração. Se tem um shape de skatista da cidade ou que fez parte desta história e quiser colaborar, tire uma foto e manda pra gente!

Obrigado!

 

Ricardo GosWod.

 

 

#corte #joseSelski #shape #dropdead #9091 #street #streeteiros #curitiba #skt #sk8 #cwb #rua #ajax #sabonete #skatezine #caradatabua #exposicao #historia #eduardodrop

 

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Todo mundo que apoiou MyTrix + acervo de fotos!

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

MyTrix é um projeto criado à partir dos meus anos como skatista, das andanças pela cidade, de viagens para campeonatos, de amizades, dificuldades e lições para a vida toda. E,  como tudo neste esporte individual mais coletivo que já conheci, não fiz nada sozinho. Desde o início do desenvolvimento de MyTrix, foram diversas colaborações e está na hora de falar sobre essa gente e agradecer.

O primeiro apoio veio de Johan G.W. que além de filho, tem sido grande parceiro. As conversas sobre a ideia, a estrutura, sobre a possibilidade de um jogo, sobre ver a cidade com outros olhos, vieram inicialmente de papos ao longo de seu curso de jogos digitais. Conversas que continuam até hoje nas horas de decisões difíceis.

Há ainda um outro grupo de amigos que foi fazendo sua parte ao longo do processo. De forma rápida, mas não sem a devida importância, cito:

Daniel Luiz Costa – pelas conversas e orientações sobre desenvolvimento de software;

Cesar Noda (Flying Gorilla) – Pelo fornecimento de imagens capturadas com Drone, utilizadas no projeto gráfico;

Roger Olho – pelas dicas e consultas sobre a cultura e vivência do skate;

Antônio Kantek – que mesmo de longe, forneceu dicas valiosas sobre desenvolvimento da aplicação e pelas conversas sobre a história do skate;

Fernando Santos – que por questões pessoais, não pode fazer parte do projeto, mas que teve importante participação na fase de planejamento;

Valéria Wodzynski – pela parceria, orientação e apontamentos críticos que trouxeram grande evolução em todo o projeto;

Marcelo Bacellar – pelas dicas no desenvolvimento do logotipo MyTrix;

Orlando Muska – pelo “tag” utilizado para a tipologia do logo MyTrix;

Romer Goya e Clesius Aquino – pelas conversas, palpites e amizade;

Rafael Narciso – por conversa muito importante sobre projetos, marcas, público e aplicativos para skate.

José Selski – por ter sido mentor no skate e na vida;

 

Por fim, o agradecimento aos fotógrafos e skatistas de Curitiba. Já havia feito o encontro para “Fabricação de Imagens” para que fossem utilizadas em ilustrações de MyTrix. Mas como ainda faltavam alguns “picos”, fiz um novo chamado, desta vez para quem tivesse fotos em acervo e quisesse me enviar para complementar o trabalho. Recebi algumas fotos bem legais,  recentes e de momentos históricos, que gostei e resolvi publicá-las, todas. Montei este álbum e também as vou postar no “stories” nas redes sociais. Valeu Leandro LG Roc, Roger Olho, Wagner Machado, Felipe Bico, Diogo Vinícius, galera da Cozmic Nomadz, Julio Kondo, Fábio Costa Batata, Cristian Aurélio Pereira Sapo, Jimmy Erick e todos os skatistas fotografados.

 

Fica de olho aí! Segue e acompanha. Já já tá no ar!

Abraço.

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Veja também o vídeo do encontro Fabricando Imagens.

#fotografia #skate #skt #skateboarding #mytrix #projeto #jorle #curitiba #skatecuritiba #cidade #OldDirtySkaters #apoio #suporte #parceria #amigos #projetoJorle #jorle.cwb #@mytrix.skt


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

Novo Projeto em Jorle: MyTrix!!!! e a etapa “Fabricando Imagens”

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

 

Depois de um bom tempo trabalhando na base do projeto, inicio a publicação de MyTrix, aplicação em forma de site web, voltado para praticantes de skate.

MyTrix, nome que é uma brincadeira com “minhas manobras”, estará em breve à disposição mas antes, ainda há um trabalhinho a ser feito, que é o de coletar algumas imagens para ilustrar partes do site.

E no último final de semana fizemos algumas fotos no velho Gaúcho. Convidei alguns amigos que se propuseram a dar uma ajuda e o resultado fui muito bom: nos encontramos, conversamos bastante, andamos de skate e veja só, até fizemos algumas imagens! O dia estava bonito, sol, sem muito calor, bem agradável.

Como nem todas as imagens serão utilizadas no projeto, montei esta apresentação com as fotos e trechos de vídeos fabricados, o que serve também como forma de marcar o início das atividades.

 

Quero agradecer aos fotógrafos e skatistas que estiveram presentes e que disponibilizaram o material. Serão ainda feitas outras imagens e uma busca em acervos.

Na próxima publicação a respeito de MyTrix, farei outros agradecimentos, desta vez ao pessoal que ajudou no desenvolvimento da aplicação.

Já segue aí, compartilha e fica atento:

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Agradecimentos aos fotógrafos, amigos e skatistas:

Leandro LG Roc (https://www.instagram.com/lgroc/)
Roger Olho (https://www.facebook.com/olho.wodzynski)
Wagner Machado (https://www.facebook.com/wagner.machado.94)
Felipe Bico (https://www.instagram.com/felipe__bico_)
Diogo Vinícius (https://www.facebook.com/diogovinicius.pinheiro)

Abraço.

 

#fabricandoimagens #fotografia #skate #skt #skateboarding #mytrix #projeto #jorle #curitiba
#skatecuritiba #cidade


Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 27 anos. Depois de velho suou um tempo no rugby e arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines, jogos … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

Coluna Música de Filho da Puta: Som novo “SCHWAB – Os amos também brutam SINGLE”

Som novo!

SCHWAB – Os amos também brutam SINGLE

1- Quarto 00:00 2- Alinhar 04:10 gravei tudo sozinho aqui na minha casa. Que bom. Ponta Grossa – PR; Brasil

 

Veja também: https://www.facebook.com/Rafael-Schwa… https://www.youtube.com/watch?v=xqHP8… https://thefuckingshits.bandcamp.com/ https://haramichuerbak.bandcamp.com/ https://omessiasporelemesmo.bandcamp…. @schwabrafael

#brutos #amam #amos #brutam #musica #som #independente #schwabrafael #graveitudosozinho #aquinaminhacasa #diy #facavocemesmo


Rafael Schwab

 

Rafael Schwab é de Ponta Grossa e escreve aqui na Jorle em sua coluna Música de Filho da Puta.

Rafael também faz música – HARA MICHUERBAK | PESAMES | Garrancho em Lápide | O messias por ele mesmo (II) – e arte/colagem– FB-Rafael Schwab e no Insta.

 

Conheça MyTrix: Guia de locais para se andar de Skate e muito mais.

Entrevista com Carlos Panhoca, da revista de quadrinhos Pé-de-Cabra + Promo Jorle: Sorteio de duas Pé-de-Cabra!

Atenção!!! Sorteio Realizado!

Os sorteados foram:

Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2: E-Mail “is…ns@gmail.com”

Ganhador(a) de um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #1: E-Mail “lv…26@gmail.com”

Obs.: Os sorteados serão comunicados e checados sua idade (+18) e endereços. Caso algum não se habilite para receber a revista, será realizado novo sorteio.

Obrigado a todos que participaram!! Em breve mais novidades!

Link para os resultados do Sorteio> https://sorteador.com.br/sorteador/resultado/1649858

 

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E foi assim: mandei umas perguntas e o Panhoca respondeu. Ele também disponibilizou duas revistas para o sorteio. Segue o papo:

 

Jorle: O que é a Pé-de-Cabra?

PDC: Pé-de-Cabra começou como uma revista ano passado e depois vi que dava pra fazer mais do que isso e a coisa foi evoluindo até virar um selo de publicações voltado pra satisfazer gente puta com toda essa porra que está acontecendo.

Jorle: Você acha que vai ter algum futuro respeitável e se tornar um cidadão de bem fazendo quadrinhos?

PDC: Nem fodendo. O bom da revista é que ela deixa bem claro o que a gente acredita e pensa. Todo esse bonmocismo armamentista é o outro lado da moeda. Eles nos odeiam, nós odiamos eles. Sem espaço pra babaca.

Jorle: Você é o principal responsável. Toca o lance todo sozinho? Tem parceiros?

Panhoca, editor da revista Pé-de-Cabra.

PDC: Eu dei o pontapé inicial porque eu já frequentava o meio da hq e arte degenerada tem uns bons anos. Aí chamei o Junior que tem experiencia de uma porrada de anos no mercado editorial e entende muito da parte gráfica e começamos a revista. Agora no começo do ano minha namorada (Karina) entrou pra equipe fazendo as letras do título da segunda revista e depois ajudando com as tarefas cotidianas, correios, empacotação, divulgação e esse tipo de coisa.

Jorle: Você tem morado em Curitiba, certo? Você é daqui? O que faz por aqui, trabalha, estuda, desenha, toca?

PDC: Gosto de ressaltar um termo que o Chico Félix usa bastante: moro em Curitiba LADO ORIENTAL. Não nos confundam com os babacas da republiqueta de Morolândia. Não sou nascido mas vim pra cá uns oito anos atrás pra assumir uma vaga de bibliotecário. Acabei me habituando e gosto daqui apesar de todos os problemas e o monte de pilantra que tem na rua. Eu desenho meio que por hobby no horário do almoço. Não tenho pretensão de ser artista ou algo do tipo. Ando pensando em me dedicar exclusivamente como editor e largar o lápis também. Me traz mais prazer e se não rola o tesão, não faz sentido, acho.

Jorle: Este é o segundo número da revista. Tem o tema específico de Doenças. Tem planos para novas compilações?

PDC: Tenho. A ideia é repetir essa fórmula porque tá dando certo. Uma vez ao ano abrindo chamado por três meses pra dar tempo de ter a ideia e executar. Não tenho um tema específico ainda mas às vezes vem umas ideias e anoto num papel. Tv, Monstro, Religião, Guardador de Carros. Tem tanto tema bom que ainda não foi tão explorado por aí.

Jorle: Como é a seleção dos trabalhos. Recebeu bastante coisa neste #2? Ficou material de fora?

PDC: A gente faz um chamado aberto por Facebook e Instagram com prazo de três meses para receber os trabalhos. Nesses posts de convocatória nós deixamos tudo bem especificado: tamanho, qualidade da imagem, tema, etc. Quando o prazo termina eu começo a olhar os trabalhos (pra não correr o risco de enjoar do trabalho dos primeiros que enviaram). Aí é a parte mais difícil, selecionar os que mais gostei e que encaixem de forma que a revista não vire uma colcha de retalhos. Nesse processo muita coisa boa acaba se perdendo porque contrasta demais com o resto. Dessa vez foram mais de 200 (207 se não me falha a memória) e só 42 entraram. No final acaba sobrando material pra fazer quase mais uma revista completa.

Jorle: O Chico Felix (Vida Ruim, Desvio de Aluguel, Gente Feia na TV) escreveu certa vez algo como: “uns desenhos e algumas folhas de xerox e a vida ganha sentido novamente”. Porque você resolveu se meter com produzir esse material?

Trecho da revista Pé-de-Cabra #2

PDC: Acho que qualquer coisa só faz sentido se você curtir o que você faz. Menos os Ramones. Eles podem se odiar e tocar juntos. Mas a gente não é os Ramones então vale a primeira frase. Eu não sei direito porque me meti a fazer revista. Acho que aproveitei uma brecha. A galera da Prego foi pra Portugal. Samba, Kowalski, Gibi Gibi e tantos outros terminaram. Esse formato de antologia sempre foi um formato que eu curti muito ler. Você compra por causa de uns três artistas que curte e leva de sobra mais um monte pra você conhecer o trampo. E com o Instagram começou a aparecer um monte de gente que gosto do trabalho e nunca via nada impresso. Acho que juntei tudo isso com a vantagem de eu ter um emprego estável que me sustenta pra fazer a revista sem o desespero de ter de vender tantas por mês pra poder me sustentar. No final acho que até daria pra pagar umas contas, mas aí não sei se conseguiria lançar mais coisas tão cedo. Prefiro manter tudo separado.

Jorle: Você tem um selo ou uma editora? Como organiza a impressão, distribuição, venda?

PDC: É um selo. Se sair na mídia que somos uma organização terrorista, uma gangue ou revolucionários comunistas, lembrem-se: somos um selo. As publicações vão acontecendo conforme a gente junta dinheiro pra sair mais uma. Bem pontual. Bateu a grana necessária? Publica. As vendas a gente se organiza pra ir nos correios conforme vão saindo no site (revistapedecabra.iluria.com) conforme nossa disponibilidade de ir aos correios. Eu e minha namorada assumimos essa tarefa. E aí tem as lojas de quadrinhos e bancas e livrarias que a gente manda conforme alguém tiver indo pra lá ou por correio também.

 

Valeu Panhoca, obrigado pela entrevista!

 

 

Se liga! Tem Evento de lançamento da Pé-de-Cabra #2 dia 18/05, 16h, na Itiban – Av. Silva Jardim, 845 – Curitiba

 

Promo Jorle: Inscreva-se para concorrer ao sorteio de 2 Revistas Pé-de-Cabra! Sorteio dia 21.05.19!

Como participar:

Concorra ao sorteio de duas revistas de quadrinhos ‘Pé-de-Cabra’, do editor Carlos Panhoca. Serão sorteadas duas pessoas, onde a primeira receberá um exemplar da Revista Pé-de-Cabra #2, e a segunda um exemplar da Pé-de-Cabra #1.

A canalhice de sempre: você inscreve seu nome e e-mail aqui no formulário até o dia do sorteio e já está concorrendo! Ao se cadastrar, passará a receber via e-mail avisos sobre as atividades da Jorle (caso não queira mais receber notícias, basta descadastrar-se no link no final dos e-mails).

O sorteio será realizado no dia 21 de maio de 2019, pelo site sorteador.com.br e os ganhadores (2 ganhadores) divulgados em www.jorle.com.br e comunicados no e-mail cadastrado.

Apenas para maiores de 18 anos e entrega somente para endereços de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba.

 

Compre as revistas

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 26 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

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