Super Curta: Nunca Fale Sobre Isso. Uma História Sobre Skate & Destruição – Jorle / Eixo Mole – Produção CWB SKT Warriors 2021 – Em Cartaz somente em Jorle.com.br

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Nunca Fale Sobre Isso. Uma História Sobre Skate & Destruição – Jorle / Eixo Mole – Produção CWB SKT Warriors 2021

Duração: 4min
Resumo: Reedição de legendas em Português, que contam a história secreta sobre o skate na cidade. Velas e Destruição fazem este segredo ‘escorregar’ para as mãos perigosas da sociedade não-skatista, pondo em risco a continuidade de toda a apropriação urbana cultuada há décadas por estes selvagens das ruas.

Filme original: Fight Club – 1999 – David Fincher
Adaptação de texto por Ricardo GosWod

Insta @eixomole
https://www.youtube.com/eixomoleskatezine
https://www.jorle.com.br/projetos/eixo-mole-skate-zine/

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10 mil visitas: Obrigado!

Olá. Esta semana bati o olho no site Jorle.com.br e percebi que as visitas chegaram a 10.000! Gostei muito e quero agradecer você e todo mundo que visitou. Também agradeço aos parceiros que tem dado alguma força e aos colunistas que dedicam tempo para produzir material novo. Ter visitantes dando uma espiada no que fazemos é bacana, sim, e até faz pensar que isso tudo pode ter alguma utilidade! Valeu!

A Jorle teve início com a abertura daquela gaveta para onde costuma ir todo um impulso poderoso de ideias absurdas e desnecessárias. Ideias essas que não são solicitadas, não aceleram a economia e muito menos trazem prestígio, mas estão lá, surgindo da vontade pura de desenvolver alguma potencialidade, teoria ou simplesmente por pra fora o que precisa ser posto.

Desde o início, a principal mensagem aqui é PENSE E FAÇA. Expor algumas experiências, movimentar as coisas, produzir e distribuir conteúdo e assim incentivar e ativar o compromisso de dar atenção a seus próprios projetos. E com o tempo e mais parceiros, isso está se tornado, também, uma espécie de salão de baile, onde encontros acontecem e ideias fluem. Tem funcionado comigo e espero que com mais gente também.

 

O que já aconteceu de bom: Projetos, Colunistas, POST.E

A exposição virtual Cara-da-Tábua, além de reunir arte em shapes de skate, também conta um pouco da história de Curitiba, com as colaborações de muita gente boa; Outro projeto que caminha tranquilo é o da digitalização dos Fanzines da Casa da Ponte, que logo vai receber mais um lote e algumas seleções, como zines que entrevistaram bandas, por exemplo. Já o time de colunistas está aos poucos crescendo, cobrindo temas como rolês de bike e a pé, música, bandas, contracultura, skate, zines, arte, jogos, e o que mais estivermos vivendo; E ainda, um trabalhinho legal de divulgar eventos de amigos e conhecidos: o POST.E.

Novos projetos

De antemão, gostaria de falar sobre dois projetos que estão em andamento, e logo serão lançados ‘oficialmente’. Um deles é a coleção de shapes de skate com models de artistas: alguns artistas que tem envolvimento com o mundo do skate foram convidados a fazer trabalhos que possam virar estampas em shapes e em parceria com um fabricante iremos fazer a produção. Está ficando bom e o pessoal é ‘responsa’! Só aguardar.

E outro trabalho, também com alvo no “skate” é o MyTrix: Jogo / mapa da cidade com Spots pro rolê. Este trabalho é um projeto antigo, que aos poucos foi tomando forma e em breve terá seu primeiro módulo disponível.

Tope cafonices mais visualizadas

Só pra relembrar, aqui estão alguns dos posts que mais foram lidos nos últimos tempos:

Pepeu Prado - Hand Plant Backside, 1984, no extinto Half Pipe do Velódromo, que era uma cópia de um Half do Summer Camp da Suécia – Infos: Pepeu
Decks do Pepeu Prado – Skatista Insano de Curitiba

 

 

STT-cerebrodegalinha-hardcore-entrevista-banda-para-crossover-grind-brasil-punk-cafofo-facavocemesmo-underground-culturaalternativa-contracultura-alternativo-DIY
STT: Entrevista com a Banda Cérebro de Galinha, puro talento underground do Pará

juliano-guimaraes-model-caradatabua-exposicao-skate-skatista-curitibano-cwb-barcelona-shape-promodel
De Barcelona: Juliano Guimarães na Expo Cara-da-Tábua – Shape em homenagem à Curitiba

 

trabalho-trabalhar-diadotrabalho-clt-reformatrabalhista-punk-punkrock-hardcore-DeadKennedys-BornAgainstn-BlackFlag-WhiteCristianDisaster-RegimeTentaculo-SuicidalTendencies-Clash-Infect-Ramones-Evilidols-FacaCega-KidVinil
Coluna STT: 10+ músicas sobre trabalho – punk/harcore

 

Ciclismo-bike-pedal-everesting-bosquedoalemao-Curitiba-ciclista-30horasacordado-8848-monteeverest-everest-syen-thiagogava-derolê-rolê-bikeextrema-caféetabaco-mantra
Coluna De Rolê: Como fazer caber 9054 metros de altitude no Bosque do Alemão? Everesting!

publicação-dobrada-RafaelSchwab-fanzine-maquelado-literatura-conto-história-arte-desenho-ilustracao-hugoAlex
Coluna Música de Filho da Puta: Publicação dobrada é uma complicação fudida

Coluna Ouvhinddoh Meshuggah Nashuvvah: As 7 Melhores “Viradinhas” do Metal
Coluna Ouvhinddoh Meshuggah Nashuvvah: As 7 Melhores “Viradinhas” do Metal

 

 

 

 

 

 

 

Obrigado!

Obrigado mais uma vez! Se você leu isso é porque vem acompanhando ou ficou interessado. E poxa, vai fazer seus projetos e por sua energia onde realmente escolher! Grande abraço! E se quiser, escreve aí, e conta o que tá achando!

Valeu!

 

Ricardo GosWod.

 

 

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20 GIG Posters / Cartazes de Show – a comunicação visual “do pessoal”.

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Primeiramente, registro aqui que é difícil falar sobre este ambiente chamado “cena rock”, “alternativa”, “underground”, “udigrudi”, “rockeiro”, “contracultural”, “punk”, “indie”….  sem ter que usar qualquer destas palavras que realmente não gosto de usar. Mas preciso me referir à este grupo de pessoas que produzem música, em padrões não necessariamente compatíveis com as expectativas de uma indústria fonográfica formal, mais pela paixão do que pela profissão e que a maioria das cidades têm em seus porões, garagens, casinhas adaptadas para shows ou mesmo na rua. É dessa gente e da sua comunicação em forma de cartazes que quero falar, convencionando-os aqui como “o pessoal”.

GIG Posters, ou Cartazes de Shows, são, particularmente, uma parte importante do mundo da música “do pessoal”. São uma forma de dar uma pista à respeito das bizarrices e da energia selvagem de um show transformando o som e a apresentação do palco em uma imagem e preparando as expectativas para as sensações e sentimentos à frente. Além disso, claro, são grandes aglutinadores e apresentadores de pessoas!

Bandas como Crass ou Black Flag, citando dois exemplos entre outros tantos, têm sua identidade muito associada às imagens que produziam. Mas claro, a música em geral sempre esteve carregada de referências visuais, cada grupo com sua própria estética. A linguagem musical transborda para as outras áreas e não é diferente com a parte gráfica, com capas de álbuns, estampas, flyers e cartazes.

Seja com xilogravura, mimeógrafos, fotocopiadoras, impressões digitais… com técnicas de colagem, gravura, desenho, fotografia… o bacana é que ‘cartaz de show’ se tornou uma espécie de ‘categoria’ de arte com seus próprios artistas reconhecidos e uma comunidade de apreciadores e colecionadores. Existem diversos sites, exposições e eventos dedicados à Gig Posters.

Pessoalmente valorizo também os caminhos que esse material percorre. Muitos dos cartazes copiados e distribuídos vão parar em murais e postes da cidade. Junto à estética do “preto e branco” e do “faça-você-mesmo”, cartazes colados em postes sempre despertaram minha atenção e certa confiança à respeito do conteúdo da informação. Há um volume enorme de comunicação alternativa que tramita por estes suportes.

Separei alguns trabalhos entre os inúmeros vistos ultimamente, alguns que eu mesmo fiz e alguns de artistas locais (CWB) dos mais descolados e que estão presentes no rico imaginário ‘musical’ da cidade. E fique de olho nos postes por aí! Não perca mais nenhuma “exposição”!

Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB

Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB

Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB

Chico Felix, CWB
Chico Felix, CWB

Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB

Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB

Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB

Marcelo Bacellar, CWB
Marcelo Bacellar, CWB

Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB

Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB

Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB

Mario de Alencar, CWB
Mario de Alencar, CWB

RGW
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RGW + Alberto Sórdido - 1998
RGW + Alberto Sórdido – 1998

RGW
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Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.

Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.

Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.

Fonte: GIG Posters - Grupo - Diversos autores.
Fonte: GIG Posters – Grupo – Diversos autores.

Abraço. Obrigado pela leitura.

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Ricardo GosWod

Referências:

The Art Of Punk – Crass – The Art of Dave King and Gee Vaucher – Art + Music – MOCAtv – https://www.youtube.com/watch?v=ubzKiomuUB0
http://historiadocartaz.weebly.com/origens.html
www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/06/20/black-flag-documentario-arte-banda
Explore Poster Show, Cartazes De Shows e muito mais! https://br.pinterest.com/pin/569494315365066345/
Catálogo de Cartazes de Shows de Punk Rock de Curitiba de 1990-2012  https://issuu.com/douglasrodrigodaluz/docs/issuu_02 
GIG Posters – Grupo de Face Book https://www.facebook.com/groups/gigposters/

 

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos gráficos visuais e geoprocessamento. Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

Fanzines da Casa da Ponte: Novas digitalizações – Leia on-line

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Olá! Enfim, um movimento no projeto de digitalização dos fanzines da Casa do Ponte! Mais algumas raridades entrando pro acervo!

Quer ver os mais de 100 fanzines já disponíveis? Vá para a página do projeto clicando aqui.

 

Lote 5

Leia on-line!

Entrevistas e matérias com bandas e autores de fanzines: We Say Not, Fanzine Água, Carbona, Dave Mello, Cash for Chaos, Buenas Películas, Appleseed Cast, Misfits, Singletree, Soap Blisters, Lag Wagon.
Zine Punk, textos anarquistas, resenhas de demos bandas hardcore punk.
Relatos de casos de prisões políticas; crítica ao PT; Ações contra símbolos capitalistas; Notícias de conflitos entre punks e skinheads.
Textos e pensamentos cotidianos e existenciais. Vida de estudante.
Entrevistas e matérias com bandas e autores de fanzines: DreadFull Bambix SonicSexPanic DicourageYouth BrianBaker AgnosticFront Againe Dominatrix Piebald RhythmCollision ZinePinhead (arg) Konfettura Burning Defeat Resenhas de discos.
Conto, Poemas e Desenhos de Airton Pires, com temas relacionados aos animais e seus direitos, e carta ao prefeito de Curitiba com críticas ao tratamento de cães no canil municipal.
Textos e reflexões com raízes filosóficas a respeito de relações de poder na sociedade.
Conto que trata de ansiedade, existência; com linguagem de repetição de ilustrações.
Entrevista com Os Catalépticos sobre shows na Inglaterra, Colunas sobre censura, música, cena rock underground, Resenhas Bandas, Álbuns importantes de 1997, texto sobre projeto Tibetan Freedom Concert
Informativo anarquista editado pelo FAL – Frente de Ação Libertária; com textos sobre Trangênicos e texto de Michael Bakunin sobre crítica ao estado Marxista.

fanzines_casadaponteEste projeto trata da organização e digitalização da Coleção de Fanzines, ou revistas independentes, reunidas, coletadas e colecionadas pelas pessoas envolvidas com a já extinta Casa da Ponte, em Curitiba. Pouco a pouco está se catalogando e digitalizando cada uma das prováveis mais de duzentas publicações herdadas de todas as pessoas envolvidas com a “Casa”.
Visite a página do projeto.
Inscreva-se para receber novidades sobre o projeto.

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STT: Entrevista com a Banda Cérebro de Galinha, puro talento underground do Pará

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Uns dias atrás um amigo (Roger Robert) compartilhou um vídeo onde aparecem estes caras tocando um hard core bem nervoso, de sonoridade muito boa, ensaiando em uma salinha precária e usando o que têm às mãos. E ainda com um nome de banda ótimo! Assisti ao vídeo (veja mais abaixo) e a sensação de empolgação foi imediata. O contexto é, como disse o Roger, muito “de raiz” e dá a impressão de que toda informação de um país em convulsão agitou as cabeças desses caras e tudo transbordou na forma do “Cérebro de Galinha”. Entrevistei, via internet, esses meninos de Marabá, no Pará: puro talento underground!

Jorle: Caras… se apresentem… quem é quem e faz o que na banda e da vida…

Cérebro de Galinha:  A formação é a seguinte: Cego-Vocais; Mort-Guitarra; Torrada-Baixo e Suco-Batera. Na banda todo mundo ajuda nas composições. Na vida? O Cego vende tira gosto na noite, andando de bar em bar, eu (Mort) só estudo por que tô desempregado, o Torrada trampa e faz faculdade de ciências sociais, tem uma filha de 4 anos. O Suco é ajudante de funilaria e faz artes visuais na mesma federal que o Torrada estuda, também tem filho. O massa é que esse ano eu e o Cego passamos na federal também, eu ciências biológicas e o Cego ciências sociais.

Jorle: Quando iniciaram a banda, tinham que idade? E o que passava pela cabeça de vocês e sobre a ideia de ter uma banda? E sobre o nome que deram?

Cérebro de Galinha: Cara, eu e uns brothers acompanhávamos o ensaio da banda do Suco e do Torrada no Infernin (antigo lugar de ensaio e onde a CDG nasceu), eu não tocava nada, daí o Suco deu a idéia da gente montar uma banda, aprender a tocar e meter o loco haha. Conheci o cego e uns caras e a gente começou sem saber nada. Os caras da MHC (banda do Torrada e Suco) deram a maior força. Daí a gente ficou sem batera e Suco falou que segurava as pontas. Até então a banda era Cego, vocal; Mort, Guitarra; Moska, bass e Suco na batera. A gente compôs umas 12 músicas, e teve a ideia de gravar, a gente gravou com o Torrada no quarto dele, só com um notebook, sem amp e sem interface, usando um simulador no PC haha. O Torrada gravou a linha de baixo por que o Moska foi embora da cidade, e desde então o Torrada fez parte da banda, outros caras passaram depois pelo baixo mas o Torrada acabou voltando.

Video gravado em 19 de junho de 2015, no Cafofo.

Jorle: Todos que assistem seu vídeo (Mundo em Caos) ficam muito animados com o rock puro e bruto ressurgindo entre as novas gerações. Como está sendo essa procura pela banda?

Cérebro de Galinha: Cara, a repercussão foi um choque, a gente sinceramente não esperava, BR inteira pedindo pra gente colar, e uma galera da América latina. Inclusive quem estiver lendo essa reportagem, chama nóis, a gente quer trabalhar hahaha

Jorle: Esse lugar onde o vídeo foi gravado, onde fica? Como é e porque aí?

Cérebro de Galinha: Cara, como foi dito, a gente começou no Infernin, um barraco de madeira forrado por dentro com papelão pra dar uma abafada, onde nasceram e morreram algumas bandas da cidade. O dono que cedia o barraco vendeu o terreno e a gente passou a ensaiar na casa de amigos, quintal de vizinhos…  daí um vizinho do suco cedeu uma construção inacabada pra gente ensaiar, a gente jogou uma brasilit no espaço que a gente ia ficar e batizou de Cafofo. Pra energia a gente faz um gato e leva uma extensão, todo domingo tem som.

Jorle: Eu nunca estive nem perto do Pará, e as coisas que conheço daí estão muito próximas do que se vê na TV, como música Brega POP e tudo ser muito distante geograficamente. Como são as coisas por aí e como tiveram contato com uma cena “underground”? Existe uma comunidade forte local com bandas, jornais, shows?

Cérebro de Galinha: Cara, a TV mostra o que quer mostrar. Geralmente a galera relaciona o Pará com Calypso, indígenas e mato. Aqui nem tem tanto indígena e mato assim, uma certa mineradora e as multinacionais fizeram e fazem questão de acabar com isso (palavras do Torrada). A cena? Acho que é como em todo lugar, correria, banda ralando pra gravar, e evento onde todo mundo se conhece haha. A diferença acho que é por que a região fica fora de qualquer eixo, tipo sudeste tem mais correria, nordeste tem banda massa que já tem intercambio com outros lugares. No Pará tem algumas bandas que já saíram pro mundo, tipo Madame Saatan que hoje ta em Sampa.

Jorle: Notei um adesivo da banda Merda colado na guitarra e vi um vídeo de cover do Mukeka di Rato. Que mais como referência?

Cérebro de Galinha: Cara, todo mundo na banda concorda que Ratos de Porão e Mukeka di Rato são uma das maiores influências, a gente curte e se influencia em várias bandas, mas quando essas duas tocam não tem como ficar parado haha. A gente até zua com o Torrada por que ele é vegetariano e come uma muqueca de banana, kkkkk.

Jorle: O que faziam antes da banda? Que impacto causou em seu dia-a-dia? O que aprenderam ou viveram com isso?

Cérebro de Galinha: Antes da banda… sei lá cara kkkk eu tinha 15 anos… falando nisso esqueci de falar a idade da galera. Eu (Mort) tenho 18, o cego tem 19, o Torrada ta quase com 23 e o Suco é o coroa da banda com 26 anos. Eu o Cego aprendemos a tocar na banda, o Suco e o Torrada vieram da MHC. A nossa visão de mundo mudou com a banda, a gente começou a ver melhor as injustiças do mundo e aprendeu a canalizar a raiva na música.

Jorle: Como está a produção? Quantas músicas, demos, gravações. E os shows… tocam bastante? Já tocaram em outras cidades?

Cérebro de Galinha: Cara, gravação a gente só tem a Demo produzida no estúdio “Quarto do Torrada Records”, que tem 12 músicas, sendo 11 autorais e uma versão de uma música da MHC. As tocadas, a gente já tocou em vários role aqui na cidade e em outras da região, como Altamira, Jacundá (PA) e Araguaína-Tocantins. Mas como todo fim de semana a gente ensaia, todo domingo é um role, a galera cola, toma um goro… kkk

Jorle: Quanto à comunidade da região: sua música, atitudes e ideias causam impacto entre amigos, família ou conhecidos. Como vêem este contato?

Cérebro de Galinha: Cara, a gente era conhecido entre amigos, daqui e de fora. Então geralmente quem acompanhava eram apenas amigos que sempre apoiaram a banda. A galera de Altamira e de Araguaína que a gente fez amizade. Galera foda pra caralho. Nossos familiares não entendem muito bem as mensagens. Não entendem sequer tudo que envolve a repercussão do vídeo. Fora da cena a gente é só uns loucos que fazem barulho saca, e dentro da cena na visão de outras bandas é bem parecido. Mas a gente ama o que faz.

Jorle: Faltou alguma coisa que é importante ser dita?

Cérebro de Galinha: A gente nunca fez entrevista kkkk não sabemos. Mas em nome da CDG queria agradecer a toda a galera que acompanha a banda e ajuda de alguma forma a fortalecer a cena e o espírito underground, que nunca deve morrer. E reforçar, arrumem trampo pra gente kkkk a gente quer tocar!

 

Entrevista realizada em 02 de abril de 2017, com perguntas enviadas por Ricardo GosWod, pela internet e respondidas pela banda.

 

Ajude a banda a gravar e melhorar seu equipamento colaborando na campanha do link: https://www.kickante.com.br/campanhas/projeto-cd-da-banda-cerebro-de-galinha-0

 

Outros links:

https://www.facebook.com/cerebrodegalinhahc/

Músicas: https://www.palcomp3.com/Cerebro-de-galinha/

Videos: https://www.youtube.com/channel/UCb3lxjIpgRF78YHYNwt6nTA

Compre camiseta da banda: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-853573009-camiseta-cerebro-de-galinha-cafofo-_JM

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Coluna Sem Tempo pra TrabalharRicardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos
gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.