Coluna STT: Última do Romance Paranoia | Pôster de Fanzine de 10 anos de novo na rua | Blog Pretexto com conversa sobre a animação Tango

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Opa! Blz? Separei um bom texto do Rodrigo; tem ainda a surpresa inusitada que encontrei colada em um ponto de ônibus; e o último quadrinho da série Romance Paranoia. Não é nada tão interessante quanto a situação política do país, mas de certa forma tudo isso tá na mesma mesa de jogo. Vê aí!

 

Blog Pretexto com conversa sobre a animação TANGO

Gostaria de dar uma dica de leitura: o texto “Arte e sacrifício” do Rodrigo Ponce (Blog Pretexto) que ‘conversa’ sobre a animação “stop-motion” internacionalmente premiada TANGO, de Francisco Gusso e Pedro Giongo, com aquarelas feitas por Mario Alencar (sujeito que já mencionei aqui dando entrevista ao 5INCO): Sacrifício, espetáculo, barganha, Kafka, filosofia, valor e Deus. No Blog dá pra ler o texto do Rodrigo e assistir ao Trailer #1 (2016).

Visitar o Blog do Rodrigo

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O filme continua sua jornada pelos festivais internacionais e ainda não tem data para exibição em Curitiba.

 

Pôster de um fanzine de mais de 10 anos colado em ponto de ônibus!

Um dia desses estava caminhando e avistei, colado em um ponto de ônibus, um pôster que acompanhou um fanzine (o que é fanzine?) distribuído em Curitiba há mais de 10 anos. Eu, como apreciador de produções independentes, não pude deixar de ficar entusiasmado! – Não é que mais alguém por aí também dá ouvidos à essa gente? Graças à tecnologia e capital acumulados em minha mão na forma de telefone com câmera fotográfica acoplada, pude registrar este episódio. Este pôster foi feito, provavelmente, por conta da copa do mundo de football de 2006, na Alemanha. Bastante provocativa, tratava de até que ponto vai a torcida pela pátria. Imagino que a motivação para este cartaz voltar pra rua possa ter sido as manifestações do pessoal verde-amarelo ocorridas há alguns meses (quando a foto foi feita).

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Último episódio de Romance Paranoia

Fechando a série de quadrinho, desenhada na observação fantástica dos bichos que já habitaram minha casa, fique com o último episódio de Romance Paranoia.

quadrinho_romance_paranoia_04_adestramento_capitalismo_propaganda

 

Outros #s:

romance-paranoia#1-quadrinho-independente-curitiba-undergound-hq  romance-paranoia#2-quadrinho-independente-curitiba-undergound-hq   romance-paranoia#3-quadrinho-independente-curitiba-undergound-hq

 


Abraço. Obrigado pela leitura.

controle_melhor_o_tempo_que_gasta_com_redes_sociaisDeixa seu e-mail aí pra receber notícias e controlar mais seu tempo!

 

Ricardo GosWod

#blog #pretexto #rodrigoponce #filosofo #animacao #stopmotion #tango #FranciscoGusso #PedroGiongo #aquarelasMarioAlencar #fanzine #10anos #publicacoesindependentes #copadomundo #nacionalismoextremo #quadrinho #hq #underground #romanceparanoia

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Coluna STT: 10+ músicas sobre trabalho – punk/harcore

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Devem existir sem dúvida milhares de músicas de bandas hardcore/punk espalhadas por todo canto do mundo que tratam do tema trabalho. De fato, o tema é terreno fértil para ser, e foi muito, explorado nas letras. A contra-cultura, a arte, o punk, o underground, … sempre pensaram a prática de trabalhar. E para “engajar” no dia do trabalho e animar os debates sobre mudanças nas leis e políticas que podem redefinir o futuro de quem vive de trabalho, preparei uma lista com o tema abordado em forma de som e barulho. Está longe de ser uma lista completa, então se você lembra de mais algum som, ou se já fez música falando de trabalho, põe aí nos comentários. Abraço!

Obs.: Quase todas as letras estão disponíveis na internet.

1

Dead Kennedys – Life Sentence

Clássico dos clássicos, alega que uma vida dedicada à carreira o torna um chato, que só sabe lembrar dos velhos tempos, mas que agora adulto, faz a mesma coisa dia após dia, acorrentado.

2

Born Against – Well Fed Fuck

(À partir dos 22 segundos) Membros do time! Uma grande equipe! É disso que estou falando!

3

 I’ve Had It – Black Flag

Trabalho, escola …  estar no limite.. vou explodir!!!

4

With Love to Henry Ford – White Cristian Disaster

Sim, obrigado!

(faixa 1)

5

Inempregável – Regime Tentáculo

O valor de se manter sem atrativos pessoais que o levem a acabar arrumando um emprego.

6

I Want More – Suicidal Tendencies

Empregos miseráveis, pouca grana e auto-imagem de bosta. Eu quero mais que isso.

7

Career oportunities – Clash

Oportunidades … tudo pra te limitar.

8

Todas temos – Infect

Exploração homem pelo homem e mulher pela mulher …

9

It’s not my place – Ramones

Por aqui, nada de 9-5 (nine to five)… “bagúio” aqui é 8 às 18h, mano!

10

Diletante – Garrancho em lápide

11

Your boss is your enemy – Evil idols

8 horas de trabalho são sua vida? Não né!

12

Tô Cansado – Faca Cega

Trabalhar anda cansando?

13

Sou boy – Kid Vinil

Office Boys! Esse é o seu som!

Obrigado Chico e ao Klaus, pela colaboração.

Ricardo GosWod

 

 

 

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Coluna RGW

Ricardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar
arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos
gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

STT: Entrevista com a Banda Cérebro de Galinha, puro talento underground do Pará

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Uns dias atrás um amigo (Roger Robert) compartilhou um vídeo onde aparecem estes caras tocando um hard core bem nervoso, de sonoridade muito boa, ensaiando em uma salinha precária e usando o que têm às mãos. E ainda com um nome de banda ótimo! Assisti ao vídeo (veja mais abaixo) e a sensação de empolgação foi imediata. O contexto é, como disse o Roger, muito “de raiz” e dá a impressão de que toda informação de um país em convulsão agitou as cabeças desses caras e tudo transbordou na forma do “Cérebro de Galinha”. Entrevistei, via internet, esses meninos de Marabá, no Pará: puro talento underground!

Jorle: Caras… se apresentem… quem é quem e faz o que na banda e da vida…

Cérebro de Galinha:  A formação é a seguinte: Cego-Vocais; Mort-Guitarra; Torrada-Baixo e Suco-Batera. Na banda todo mundo ajuda nas composições. Na vida? O Cego vende tira gosto na noite, andando de bar em bar, eu (Mort) só estudo por que tô desempregado, o Torrada trampa e faz faculdade de ciências sociais, tem uma filha de 4 anos. O Suco é ajudante de funilaria e faz artes visuais na mesma federal que o Torrada estuda, também tem filho. O massa é que esse ano eu e o Cego passamos na federal também, eu ciências biológicas e o Cego ciências sociais.

Jorle: Quando iniciaram a banda, tinham que idade? E o que passava pela cabeça de vocês e sobre a ideia de ter uma banda? E sobre o nome que deram?

Cérebro de Galinha: Cara, eu e uns brothers acompanhávamos o ensaio da banda do Suco e do Torrada no Infernin (antigo lugar de ensaio e onde a CDG nasceu), eu não tocava nada, daí o Suco deu a idéia da gente montar uma banda, aprender a tocar e meter o loco haha. Conheci o cego e uns caras e a gente começou sem saber nada. Os caras da MHC (banda do Torrada e Suco) deram a maior força. Daí a gente ficou sem batera e Suco falou que segurava as pontas. Até então a banda era Cego, vocal; Mort, Guitarra; Moska, bass e Suco na batera. A gente compôs umas 12 músicas, e teve a ideia de gravar, a gente gravou com o Torrada no quarto dele, só com um notebook, sem amp e sem interface, usando um simulador no PC haha. O Torrada gravou a linha de baixo por que o Moska foi embora da cidade, e desde então o Torrada fez parte da banda, outros caras passaram depois pelo baixo mas o Torrada acabou voltando.

Video gravado em 19 de junho de 2015, no Cafofo.

Jorle: Todos que assistem seu vídeo (Mundo em Caos) ficam muito animados com o rock puro e bruto ressurgindo entre as novas gerações. Como está sendo essa procura pela banda?

Cérebro de Galinha: Cara, a repercussão foi um choque, a gente sinceramente não esperava, BR inteira pedindo pra gente colar, e uma galera da América latina. Inclusive quem estiver lendo essa reportagem, chama nóis, a gente quer trabalhar hahaha

Jorle: Esse lugar onde o vídeo foi gravado, onde fica? Como é e porque aí?

Cérebro de Galinha: Cara, como foi dito, a gente começou no Infernin, um barraco de madeira forrado por dentro com papelão pra dar uma abafada, onde nasceram e morreram algumas bandas da cidade. O dono que cedia o barraco vendeu o terreno e a gente passou a ensaiar na casa de amigos, quintal de vizinhos…  daí um vizinho do suco cedeu uma construção inacabada pra gente ensaiar, a gente jogou uma brasilit no espaço que a gente ia ficar e batizou de Cafofo. Pra energia a gente faz um gato e leva uma extensão, todo domingo tem som.

Jorle: Eu nunca estive nem perto do Pará, e as coisas que conheço daí estão muito próximas do que se vê na TV, como música Brega POP e tudo ser muito distante geograficamente. Como são as coisas por aí e como tiveram contato com uma cena “underground”? Existe uma comunidade forte local com bandas, jornais, shows?

Cérebro de Galinha: Cara, a TV mostra o que quer mostrar. Geralmente a galera relaciona o Pará com Calypso, indígenas e mato. Aqui nem tem tanto indígena e mato assim, uma certa mineradora e as multinacionais fizeram e fazem questão de acabar com isso (palavras do Torrada). A cena? Acho que é como em todo lugar, correria, banda ralando pra gravar, e evento onde todo mundo se conhece haha. A diferença acho que é por que a região fica fora de qualquer eixo, tipo sudeste tem mais correria, nordeste tem banda massa que já tem intercambio com outros lugares. No Pará tem algumas bandas que já saíram pro mundo, tipo Madame Saatan que hoje ta em Sampa.

Jorle: Notei um adesivo da banda Merda colado na guitarra e vi um vídeo de cover do Mukeka di Rato. Que mais como referência?

Cérebro de Galinha: Cara, todo mundo na banda concorda que Ratos de Porão e Mukeka di Rato são uma das maiores influências, a gente curte e se influencia em várias bandas, mas quando essas duas tocam não tem como ficar parado haha. A gente até zua com o Torrada por que ele é vegetariano e come uma muqueca de banana, kkkkk.

Jorle: O que faziam antes da banda? Que impacto causou em seu dia-a-dia? O que aprenderam ou viveram com isso?

Cérebro de Galinha: Antes da banda… sei lá cara kkkk eu tinha 15 anos… falando nisso esqueci de falar a idade da galera. Eu (Mort) tenho 18, o cego tem 19, o Torrada ta quase com 23 e o Suco é o coroa da banda com 26 anos. Eu o Cego aprendemos a tocar na banda, o Suco e o Torrada vieram da MHC. A nossa visão de mundo mudou com a banda, a gente começou a ver melhor as injustiças do mundo e aprendeu a canalizar a raiva na música.

Jorle: Como está a produção? Quantas músicas, demos, gravações. E os shows… tocam bastante? Já tocaram em outras cidades?

Cérebro de Galinha: Cara, gravação a gente só tem a Demo produzida no estúdio “Quarto do Torrada Records”, que tem 12 músicas, sendo 11 autorais e uma versão de uma música da MHC. As tocadas, a gente já tocou em vários role aqui na cidade e em outras da região, como Altamira, Jacundá (PA) e Araguaína-Tocantins. Mas como todo fim de semana a gente ensaia, todo domingo é um role, a galera cola, toma um goro… kkk

Jorle: Quanto à comunidade da região: sua música, atitudes e ideias causam impacto entre amigos, família ou conhecidos. Como vêem este contato?

Cérebro de Galinha: Cara, a gente era conhecido entre amigos, daqui e de fora. Então geralmente quem acompanhava eram apenas amigos que sempre apoiaram a banda. A galera de Altamira e de Araguaína que a gente fez amizade. Galera foda pra caralho. Nossos familiares não entendem muito bem as mensagens. Não entendem sequer tudo que envolve a repercussão do vídeo. Fora da cena a gente é só uns loucos que fazem barulho saca, e dentro da cena na visão de outras bandas é bem parecido. Mas a gente ama o que faz.

Jorle: Faltou alguma coisa que é importante ser dita?

Cérebro de Galinha: A gente nunca fez entrevista kkkk não sabemos. Mas em nome da CDG queria agradecer a toda a galera que acompanha a banda e ajuda de alguma forma a fortalecer a cena e o espírito underground, que nunca deve morrer. E reforçar, arrumem trampo pra gente kkkk a gente quer tocar!

 

Entrevista realizada em 02 de abril de 2017, com perguntas enviadas por Ricardo GosWod, pela internet e respondidas pela banda.

 

Ajude a banda a gravar e melhorar seu equipamento colaborando na campanha do link: https://www.kickante.com.br/campanhas/projeto-cd-da-banda-cerebro-de-galinha-0

 

Outros links:

https://www.facebook.com/cerebrodegalinhahc/

Músicas: https://www.palcomp3.com/Cerebro-de-galinha/

Videos: https://www.youtube.com/channel/UCb3lxjIpgRF78YHYNwt6nTA

Compre camiseta da banda: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-853573009-camiseta-cerebro-de-galinha-cafofo-_JM

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Coluna Sem Tempo pra TrabalharRicardo GosWod: Marido de artista e pai de roqueiro progressivo. Skatista faz 25 anos. Depois de velho foi jogar rugby e estudar arbitragem. Escreve sobre o que lhe interessa: amigos espertos, música, skate, rugby, zines … Trabalha nas horas de folga com projetos
gráficos visuais e geoprocessamento.
Escreve a Coluna “Sem tempo pra trabalhar“.

 

 

Coluna De Rolê: Como fazer caber 9054 metros de altitude no Bosque do Alemão? Everesting!

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Publicado originalmente em Blog do Thiago.

Dia 11 e 12 de fevereiro foi dia fazer esse desafio, que consiste em pedalar 8848 de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest). Existem algumas maneiras de se completar esse desafio, eu escolhi subir e descer pelo mesmo trecho, salvo algumas pedaladas fora do trajeto para almoçar,jantar e esconder minha mochila no mato. Mais informações aqui.

Conheci esse desafio em 2015 através do João Saboia, que completou a prova na sua cidade natal, a Lapa. Nesse ano tentei junto de Moisés Retka num trajeto na serra do mar, do KM 41 ao retorno, mas infelizmente tivemos que encerrar por conta da forte chuva que caiu (e minhas pastilhas de freio derreteram). Desde então não consegui encaixar na agenda um novo desafio.

Maria Conchita no poxto da polícia
Maria Conchita no poxto da polícia

No final de 2016 eu fui tentar o Everesting no Bosque do Alemão, que fica localizado no bairro do Vista Alegre,  fiz 2300 de altimetria e… o GPS travou! Perdi tudo que havia feito, sei lá o que aconteceu. Fui pra casa bem de cara.

Eis que consegui encaixar o final de semana, comprei algumas coisas para levar: 2 gatorades, 10 barras de cereal, 7 carb up, 2 sacos de amendoim. Levei duas caramanholas de água e o resto poderia comprar por perto (restaurante para almoçar e pizzaria para jantar).

Fui até a base da Polícia Militar que fica próximo do Bosque e gentilmente o policial Agostinho aceitou que deixasse minha mochila com mantimentos ali.

Segunda descida e escorrego... vam'bora!
Segunda descida e escorrego… vam’bora!

Comecei as 7:20 da manhã de sábado. Fiz duas subidas e no final da segunda descida eu caí e machuquei o joelho, o chão estava muito úmido, foda-se, pensei, vou continuar. Aí fiz 25 subidas/descidas e vi que cansei bastante, decidi depois dessa série fazer 10 subidas e parar por 15 minutos. Não lembro quanto tempo fiz isso. Almocei 13:00 horas e continuei fazendo as subidas. É engraçado, o mundo acontecendo ao meu redor e eu ali, naquele trajeto, então acabei que perdi a noção das coisas, eu só me concentrava em subir e descer, subir e descer.

As 7 horas da noite fui ao módulo da PM para conversar com o novo policial que entraria em turno, eis que expliquei para ele o que era e ele irredutível disse “nada feito, tire sua mochila daqui”, fiquei puto e tive que levar a mochila e “mocar” no mato. Continuei as subidas e descidas e agora parava mais, a cada cinco subidas eu descansava. 22:30 parei para comer uma pizza, o que sobrou coloquei na mochila e logo chegou a madrugada, clima agradável, sem movimento, 19 graus e dale pedal. Lá pelas 4 da matina um grupo de 2 jovens e uma menina pararam muito perto de onde havia escondido minha mochila, depois de três subidas parei próximo pra ver qual era a deles. Acabei virando amigo do pessoal, que era do meu bairro (Pilarzinho Pecado) e estavam “tirando um lazer” ali, fumei um tabaco e até tomei uma lata de Kaiser que me ofereceram, rs.

Amanhece e vejo que extrapolarei o tempo que havia planejado, mas naquela hora só pensava em ir devagar e terminar, lembro que quando o sol chegou estava com 7 mil, “caralho, ainda faltavam 2 mil”, eu pensava. deu 7 horas e fui no posto da polícia de novo, agora conversei com o sem Lipka e ele entendeu a situação e deixei novamente minha mochila lá.

Continuei pedalando, cheguei a 8000, solzão a pino, subindo me arrastando e finalmente chego aos 8848 metros! Porra! Fiquei bem feliz,mas ainda faltavam alguns metros pro meu objetivo. Subindo bem devagar e cheguei aos 9054 metros, pensei em continuar masssss…. chega, estava mais do que bom. Fui no posto da polícia, comi e bebi coca cola,me despedi e fui embora. Detalhe: pra eu ir pra casa tinha que passar pela mesma subida, ah, fui empurrando a bike rs.

8.848 metros de subida acumulada! Porra! Everesting!
8.848 metros de subida acumulada! Porra! Everesting!

Cheguei em casa, banho, almoçar e fui dormir. É isso! Um Abraço e até a próxima!

Links para fotos

Considerações: Encarei o Everesting como um Mantra, então apesar da repetição foi um pedal legal; importante estar com o psicológico em bom estado, foi o que me manteve no pedal; meus ‘treinamentos’ para a prova foram a ida e volta do trampo, então não é nada impossível de se fazer para um ciclistx acostumado a longa distância; gastei + ou _ 100 pilas em comida (almoço/pizza/gatorades/salgados/paçocas/etc) apesar da comida que levei; tomei incontáveis caramanholas d’agua, importante sempre se hidratar; fumei razoavelmente, enrolava tabacos pequenos; não tive sono, apesar de ficar 33 horas acordado, acho que por conta dos randonneurs da vida; emagreci 4 kilos em 2 dias, mas já recuperei; sou o 9 brasileiro e primeiro curitibano a terminar esse desafio; agradeço minha companheira pelas boas palavras de incentivo ao telefone 🙂 espero que mais brasileiros terminem esse desafio!

Eu no final depois de 30 horas acordado rs
Eu no final depois de 30 horas acordado rs

Sobre o Everesting.

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Thiago Gava: gosta de pedalar na cidade e nas estradas e caminhar nas montanhas e vai compartilhar conosco Thiago Gavaalgumas de suas aventuras. Quem quiser conferir mais, segue também seu blog http://thiagosyen.blogspot.com.br/

Aqui escreve a Coluna De Rolê.

 

 

Coluna Música de Filho da Puta: Publicação dobrada é uma complicação fudida

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Texto e desenho extraídos da publicação original dobrada, um lado o desenho, o outro o texto. Ta aí agora: desdobrado e esticado.

 

Tem um tiozinho que eu simpatizo com ele lá perto de casa. Ele até que é meu amigo. Nossa amizade consiste que ele é bicicleteiro e passa desabalado todas as manhãs pelo meu portão dando rapidamente o “bããão” que se habitua dar quando os povo onde que eu moro se encontram casualmente pela rua, normalmente assusta e não dá tempo de responder…MINHA RUA É MUITO DESCIDA e eu passei esse ano tentando fazer com que os vasos da frente da casa permanecessem do lado esquerdo do quintal -eles rolam para o outro e ficam entulhados na parede mais baixa.  Em janeiro, dei uma copia dessa publicação dobrada pro bicicleteiro sem querer, através de um vento fudido que em janeiro ventava e levava meus papéis por aí pelos lugares; queria ver a reação que ele ia ter…passado quase ano nossos avistamento diário continuavam no mesmo quilate, mas é que agora em vez do “bããão” ele mudou pra dizer “maquelado”…todo dia era maquelado. “MAQUELAAADO…” aquilo ia me intrigando já cedo e eu ficava pelo menos umas duas meia-hora por dia pensando “porra o quê que esse ente grita diariamente aqui com sua própria voz e que parece uma pergunta mas não garanto porque é difícil discernir uma pergunta de um xingo quando o portador da mesma urra despencando assim de passagem que nem lóke…”. Minha rua é muito descida eu já disse… Todo dia antes de dormir eu assisto um filme;  é o meu preferido então assisto todo dia o mesmo, antes de dormir, e o cumprimento do caboclo me soava cada vez mais desesperado igual na cena do filme quando o ator cai velozmente de cima de um lugar bem alto em direção a um lugar bem baixo. E morre o dublê.

Calhou que esses dia vinha esse um amigo subindo a descida, esbaforido, carregando só o guidão da bicicleta dele por cima da cabeça dele que nem uma tirolesa ; como que testando uma tirolesa sem fio pra decerto vender na vila com partes de wireless… Eu tava na minha rotina íngreme de quintal e decidi que aquilo tava ficando meio inusitado e que era melhor falar com o singelo e finalmente saciar minha pergunta e, o que eu até então não sabia ser também uma pergunta da parte dele. E foi o que em nome da nossa amizade eu fiz, e maquelado era MAQUELADO porque na velocidade não cabia dizer: “MAS QUE LADO QUE ABRE ESSA PORRA DE PAPEL QUE VOCE INVENTOU PIÁ DO CACETE??? “  Entendeu?

Aí que eu digo publicação dobrada é ruim de manusear, abrir e fechar.

 E na verdade isso aí tanto faz, maquelado, meu amigo.

 

É tudo mentira, nunca aconteceu e os desenhos são de Hugo Alex.

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#publicação #dobrada #Rafael Schwab #musicadefilhodaputa #fanzine #maquelado #literatura #conto #história #arte #desenho #ilustração #hugoAlex #PontaGrossa

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Rafael Schwab

Rafael Schwab é de Ponta Grossa e escreve aqui na Jorle em sua coluna Música de Filho da Puta.

Rafael também faz músicaHARA MICHUERBAK | PESAMES | Garrancho em Lápide | O messias por ele mesmo (II) – e arte/colagemFB-Rafael Schwab e no Insta.

 

 

Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA

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Dia 31/12 eu e minha companheira Laís partimos em direção ao Conjunto Marumbi, dessa vez com os planos de acampar na base da montanha (Camping Parque Estadual do Marumbi). Escolhemos esse lugar pois acreditamos ser um lugar muito especial. Fizemos alguns investimentos em materiais para essa viagem para se ter auto suficiência para os próximos rolês. Barraca, saco de dormir (sarcófago), mochila cargueira 50 litros e principalmente o mini fogareiro foram os principais utensílios duráveis.

Começamos a caminhada no posto do IAP/Prainhas em direção a estação Marumbi, caminhada bem de boa. Chegamos, montamos a barraca e fomos jantar. Lá no camping existem as seguintes infraestruturas: área para camping (ótimos lugares), banheiros (os dos homens estavam sujos, podres e o chuveiros água gelada/ os das mulheres impecáveis e água quente) e um quiosque com 4 mesas que eram revezadas/compartilhadas pelos campistas (perfeito!). Virada de ano sem fogos, só vinho, tabaco, os barulhos dos animais e o Conjunto Marumbi ali, perfeito.

Nosso objetivo era acampar e relaxar, não subir os picos, pois estava muito quente e haviam muitas cobras nas trilhas (que saem se refrescar), mas no 2º dia fomos fazer uma caminhada até o cume do Rochedinho, que é bem de boa. A paisagem lá de cima estava muito bonita no dia.

No 3º dia fomos aproveitar e nos refrescar nas piscinas naturais que existem no caminho. No início a água está bem gelada mas depois o corpo acostuma e aí só vai! Nesse dia vimos uma cobra, parecia ser uma cascavel, estava bem próximo da casa do IAP.

Noutro dia fomos embora próximo do meio dia, uma leve chuva nos acompanhou até a metade do caminho. No posto do IAP pedimos um taxi (Jonas – 41998320331) até Morretes e lá tomamos o ônibus até Antonina.

Esse ano vai ser o ano das montanhas para mim, pretendo caminhar e acampar bastante por esse Paraná de meu Deus. 😉

 

Dicas:

InfoJorle De Rolê – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
InfoJorle De Rolê – 7 dicas para camping no Marumbi – Infográfico

1 – Investimento em materiais: Barraca, saco de dormir (sarcófago), mochila cargueira 50 litros e principalmente o mini fogareiro;

2 – O que esperar do camping na base do Marumbi: área para camping (ótimos lugares), banheiros (para os homens em estado ruim de manutenção/ para as mulheres ótimos) e um quiosque com 4 mesas compartilhadas com demais campistas;

3 – Ótima opção para datas comemorativas sem fogos de artifícios;

4 – Cuidado com cobras nas trilhas: elas saem apanhar sol e não merecem ser incomodadas;

5 – Locais próximos bons de se visitar: cume do Rochedinho, caminhada leve, visual ótimo em dias de clima bom; Piscinas naturais: água gelada no início, mas corpo acostuma;

6 – No retorno pode-se recorrer à serviço de Taxi do posto do IAP (localizado a 6km de Porto de Cima) até Morretes.

7 – Comidas: existem muitas variedades de comidas que podem ser levadas para acampar, desde comidas prontas (feijão, arroz, macarrão, sardinha, etc.) e comidas como batata, macã, banana que são menos perecíveis. As comidas Liofilizadas são ótimas também, não fique só no Miojo ?

 

Se informe bem antes de sair de casa: + Info em http://www.iap.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=796

 

Algumas das Fotos do Blog do Thiago Gava. Visite o Blog e veja mais fotos do passeio!

 

Subimos carregados - Subindo a trilha para Camping Marumbi - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Subimos carregados
Olha quem estava cruzando a estrada: a cobra Caninana! - Cobra na Trilha para Marumbi - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Olha quem estava cruzando a estrada: a cobra Caninana!
Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Marumbi – PR
Eita coisa bonita! - Pico Marumbi - PR - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
Eita coisa bonita!
:) - Trilhos de Trem Marumbi - Coluna DE ROLÊ – 7 dicas para camping no Marumbi por um viajante de experiência “mediana-pra-boa” – por THIAGO GAVA
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De Rolê – Coluna do Thiago Gava: gosta de pedalar na cidade e nas estradas e caminhar nas montanhas e vai compartilhar conosco Thiago Gavaalgumas de suas aventuras. Quem quiser conferir mais, segue também seu blog http://thiagosyen.blogspot.com.br/

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Coluna STT: Mensagem de Feliz 2017 O tempo, dor e sofrimento; Programa de entrevistas 5INCO; Quadrinho Romance Paranóia.

STT3 Feliz 2017 - Programa 5inco - Quadrinho - Hardcore - Punkrock - Entrevista

2017

Então virou o ano. Eu sei lá como você costuma reagir a isso mas virou o ano. Uma vez li um texto interessante sobre marcar o tempo… sobre como é legal marcar as passagens como aniversário, começo do inverno, início do ano… Seria uma forma de registrar a vida passando, ou de não deixar que tudo se transforme em uma coisa uniforme e teoricamente sem graça… Tempo Dor SofrimentoTaí uma experiência pra fazer um ano desses qualquer… deixar rolar sem absolutamente nenhuma comemoração relacionada ao tempo… Caso eu sobreviva, caso meus olhos não saltem pra fora ou minha mão apodreça e caia, eu conto depois como foi. Por enquanto, já dando crédito demais a esse tema, fique aí com esta frase de Feliz 2017 que ouvi e ainda está na minha cabeça: “Dor sempre haverá. Sofrimento é uma escolha” (óóóóhh!).

 

5INCO

Um mês ou dois atrás, um conhecido, Marcelo Bacellar, começou um trabalho bem legal chamado “5INCO“. São programas de entrevista com pessoas bacanas onde, a partir um tema escolhido entre 5 previamente propostos, dão suas dicas de 5 sons relacionados à este tema. Começaram muito bem com João Carlos (Ratos de Porão) e Mario Alencar (Morte Asceta, Regime Tentáculo) e já tem um novo programa encomendado com Chico Félix (Vida Ruim, Evil Idols, … , e desenhista de quadrinhos). A idéia é expandir o 5INCO para outros temas e formatos. Indico fortemente acompanhar.

https://www.facebook.com/programa5inco/

 

Romance Paranoia

Pra manter a sequência, deixo aqui o episódio 3 do quadrinho – mais que mofado e precisando sair da gaveta – Romance Paranoia. Leia este e acesse os episódios 1 e 2 logo abaixo.

HQ Romance Paranoia n3 Liberdade

Romance Paranoia N°1
Romance Paranoia N°1

 

Romance Paranoia n°2
Romance Paranoia n°2

Encerrando, só uma dica: aprenda a não cair nos mecanismos que tomam seu tempo na internet. Há uma vida lá fora. Marque o que gostaria realmente de ler e se mande. Daí você escolhe mais tarde o que realmente vai apreciar, na hora que ‘você’ quiser.

Abraço!
Feliz 2017!

 


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Coluna Música de Filho da Puta: Cavalos – Por Rafael Schwab

entao eu vo contar tudo que eu sei a respeito do assunto cavalos. que bom. cavalos sao um bicho atual porque da pra fazer muitas coisa com ou sem ele.  assim como a maioria dos negócio que existe eles tem a parte da frente, que é a que chega antes, e a parte de tras. a de tras é a que tem um monte de fiozinho pendurado que fica chacoalhando e penteando mosquito. ainda tem a parte de cima e a de baixo  e o certo é a pessoa que executa a galopação ficar em cima pra nao ocorrer acidente… dá pra olhar muito tempo para um cavalo.quem nunca olhou um cavalo eu digo que um cavalo parece um sofá de churrascaria que desmontou por acidente e foi novamente montado as pressas, no escuro, por crianças, chorando, diesel. o que não faz sentido mas que se foda. a alimentação dos cavalo consiste que eles pastam gramas e matinho por aí no mundo em diversos idiomas e eu gosto do barulho que faz quando eles tão comendo. é tao grandioso que da vontade de chamar alguem pra ajudar a gente escutar. um monte de cavalo tavam junto na conquistação das conquista da humanidade mas ninguem lembra deles. coitados. tem lugar que nao deixam ir cavalos por que nao cabe, por exemplo nao dá pra dobrar um cavalo pra carregar no carro. o próprio cavalo é como fosse  um carro. e igual nao se pode dobrar um carro para carregá-lo em um cavalo. ambos são meios de transporte, então é a mesma coisa, só que nao tem nada a vê. pronto. na verdade eu sei bastante mais coisa a respeito porque eu sou inteligente em cavalos mas já ta bom. tomara que voce tenha gostado de aproveitar as informações que eu disse.

 

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Rafael Schwab

Rafael Schwab é de Ponta Grossa e escreve aqui na Jorle em sua coluna Música de Filho da Puta.

Rafael também faz músicaHARA MICHUERBAK | PESAMES | Garrancho em Lápide | O messias por ele mesmo (II) – e arte/colagemFB-Rafael Schwab e no Insta.

Novos Colunistas: Rafael Schwab

Fechando bem esta semana, apresentamos mais um parceiro: Rafael Schwab. Rafael é de Ponta Grossa e escreverá aqui na Jorle em sua coluna Música de Filho da Puta.

Rafael também faz músicaHARA MICHUERBAK | PESAMES | Garrancho em Lápide | O messias por ele mesmo (II) – e arte/colagemFB-Rafael Schwab e no Insta.

Em breve, seus textos no site. Não vai perder!

Rafael Schwab

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Coluna De Rolê, por Thiago Gava: Muito mais que 20 KM

Na minha vida de ciclista, que pontuo o início em meados de 2004, já morando onde resido e trabalhando como professor/educador, já trabalhei em bairros como Atuba (Vila Esperança), CIC (Vila Nossa Senhora da Luz), Pinheirinho (Xapinhal), Ganchinho (Vila Ostenack), Capão Raso, entre outros lugares da cidade de Curitiba e região metropolitana (Colombo, Campo Largo). As distâncias variavam de 25 e 50 KM entre ida e volta. Sempre de bike.
Em Outubro de 2016 completei um ano no meu atual trabalho, como educador social, num projeto que atende jovens que estão em situação de vulnerabilidade social. Faço duas atividades semanais com os jovens: uma é de experimentações artísticas, onde trabalhamos desenho, pintura, graffiti, etc. e a outra é o rolê de bike, onde saímos daqui da base para pedalar pelo território. A ideia é pedalar pela cidade e ir para locais, as vezes de um ponto A à um ponto B e voltar; as vezes simplesmente pedalar sem um objetivo final. Por vezes eu proponho os trajetos; por vezes os jovens propõem. Dispomos de cinco bikes para os rolês com os jovens, e claro, as vezes furam pneus e acontecem outros problemas, mas o rolê nunca para. A cultura da bicicleta está presente de forma contundente no espaço Propulsão.

Voltando ao 1º ano no trampo: vou e volto de bike de casa/trabalho/casa. Esse ano foram 4 vezes que não utilizei a bicicleta como meio de locomoção para esse trajeto, usei o transporte público. O motivo? Muita chuva na hora de sair misturado com preguiça de pedalar e se molhar. Engraçado que no meio do trajeto, quando eu estava dentro do ônibus lotado, parando de sinaleiro em sinaleiro, eu pensava “por que não fui de bike” e me arrependia ao máximo. Foram dias muito específicos para eu não sair de bicicleta, até por que já pedalei bastante esse ano com chuva. Sobre o ônibus, nessas 4 vezes cheguei atrasado, levei entre 1:30 e 1:45 minutos para ir ao trabalho e nem marquei a volta. Quando vou e volto de bike, levo em torno de 30 a 45 minutos, e indo bem de boa. Atualmente moro no bairro Pilarzinho e trabalho no bairro Rebouças. São 10 KM para ir ao trabalho e 10 KM para voltar pra casa (existe uma pequena margem de erro de 5 metros pra mais ou pra menos). No trajeto passo por ciclovias bem estruturadas, mal estruturadas, ruas (onde pedalo junto aos carros) e trechos de canaletas (vias específicas para ônibus) – nesses trechos de canaletas as ruas paralelas passam um carro apenas e não é legal pedalar ali, muita pressão, então prefiro ir pela canaleta. No geral é um trajeto agradável, com alguns trechos com flores e árvores, outros com concreto e prédios. As intempéries do trajeto são os cruzamentos, onde sempre tem um motorista errado passando no vermelho. Veja, no final do mês isso dá 400 KM!!! É um baita dum exercício.

As pessoas as vezes me perguntam sobre ir e vir de bike todo dia, questionando se “não enche o saco”, “não cansa”, etc. É por que as pessoas não experimentaram a sensação de se pedalar, sentir o suor, o vento na cara, ir a hora que quiser e não ficar parado num congestionamento. 20 KM: não é uma distância impossível de se fazer de bicicleta. Claro, exige-se um mínimo de condicionamento físico e prática no trânsito, mas nada que alguns meses girando pela cidade, conhecendo o seu corpo e mente, que não façam qualquer pessoa pegar uma bike e ir aonde quiser. Quem quiser pode tentar! 🙂

 

 

Todas as fotos foram feitas em movimento, por isso o borrado. Não me preocupei em registrar a volta. Até a próxima!


De Rolê – Coluna do Thiago Gava: gosta de pedalar na cidade e nas estradas e caminhar nas montanhas e vai compartilhar conosco Thiago Gavaalgumas de suas aventuras. Quem quiser conferir mais, segue também seu blog http://thiagosyen.blogspot.com.br/

 

 

 

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